A Viagem de Chihiro

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Nyaaa!!!
A Viagem de Chihiro é algo relacionado a Shoujo

Esse artigo contém altas doses diabéticas de romances ou idiotices que podem te levar a morte
P.S.: Não tente vandalizar, ou Suzumiya Haruhi vai te perturbar em seus sonhos.
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Pirlimpimpim! Este artigo é encantado!

E é melhor ler logo, pois o artigo some à meia-noite.

Cquote1.png Que todos tenham um final feliz! Cquote2.png

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A Viagem de Chihiro
千と千尋の神隠し
Chihiro3.jpg
Exemplo prático de zoofilia
Gênero Fantasia
Mangá
Autor Hayao Miyazaki
Divulgação Não
Onde sai Não
Primeira publicação Não
N° de volumes 0
Anime
Dirigido por Hayao Miyazaki
Estúdio Studio Ghibli
Onde passa Passou nos cinemas
Primeira exibição 2001
N° de episódios 0
Filmes Isto é um filme
OVAs Bem, está disponível em DVD

Cquote1.png Você quis dizer: A Viagem do Inxirido Cquote2.png
Google sobre A Viagem de Chihiro
Cquote1.png Isto Non Ecziste! Cquote2.png
Padre Quevedo sobre Mundo dos Espíritos
Cquote1.png Eu tenho medo... Cquote2.png
Regina Duarte sobre Sem-Rosto
Cquote1.png Na União Soviética,quem viaja é VOCÊ! Cquote2.png
Reversal Russa
Cquote1.png Isto é uma vergonha! Cquote2.png
Boris Casoy sobre Pais de Chihiro
Cquote1.png Se eu pudesse eu MATARRA mil!!!!!! Cquote2.png
Jeremias sobre Espíritos
Cquote1.png É uma cilada,gente ! Cquote2.png
Pedro tentando avisar os pais de Chihiro
Cquote1.png zzzzzzzz... Cquote2.png
pessoa normal após assistir a 5 minutos do filme
Cquote1.png Por quê a baixinha não veio na Globo? Cquote2.png
Xuxa demonstrando decepção sobre a ausência de Chihiro


A Viagem de Chihiro é uma daquelas produções que, apesar de não serem qualificadas como de terror, possuem, seja em sua narrativa ou ambientação, coisas estranhas e monstruosas que fazem com que tais trabalhos sejam obrigatórios para os fãs do gênero. E não faltam (boas) surpresas dentro deste universo que muitas vezes é subestimado pela maioria das pessoas. Foi feito quase que 100% a mão,com caneta bic, sem tecnologias digitais e merece destaque pela sua trama e ambientação, capaz de prender a atenção do público por cinco minutos pela magia e encantamento da história, além de um pouco de morbidez e estranheza, apresentadas em níveis semelhantes, durante todo o filme. Tendo sido o 1º longa-metragem de animação a ganhar o Urso de Ouro, prêmio máximo do Festival de Cinema de Berlim, aquele mesmo que Tropa de Elite. Ganhou também outros prêmios como o Marmota de prata, o Ornitorrinco de Tungstênio e mais três medalhas de bronze na natação. Uma observação importante deve ser feita para A Viagem de Chihiro, pois, apesar de ser uma animação, o público infantil é o menos indicado para assistir ao filme. Não que o filme tenha cenas de violência ou sexo explícito (já ficou desanimado né?) , como é comum com alguns projetos conhecidos de animação made in Japan, como Akira (1988). Na verdade, a pirralhada criançada pode até achar bonitinho acompanhar os personagens do filme, mas com certeza, não vão entender nada do que acontecer.


Nem Leiam... o conteúdo foi alterado e nao tem mais nada a ver com o filme

História[editar]

A Viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no Kamikakushi, no original) é a produção em animação mais conhecida internacionalmente do studio Ghibli. Novamente é uma animação que seguiu a linha de produção e direção por Hayao Miyazaki. A recepção no Japão foi muito positiva, gerando um bom marketing na época em que foi lançado. Mas, o que pegou muitos de surpresa foi a recepção internacional. Em 2002, A Viagem de Chihiro venceu o Urso de Ouro no Festival de Berlim e o reconhecimento maior veio logo a seguir com o Oscar de melhor animação em 2003. Foi a primeira vez que uma animação produzida no Japão recebeu um Oscar, o que ajudou a abrir o mercado para uma gama maior de autores, não apenas japoneses.

A história gira em torno de Chihiro, uma menina que está de mudança junto de seus pais em direção a outra cidade. Os motivos não são explicados, mas Chihiro está muito desgostosa por ter deixado todas as suas lembranças e amizades para trás. Como toda a criança de sua idade, ela não gosta de ter sua vida mudada de tal forma. Ao chegar na nova cidade, o pai de Chihiro tenta pegar um atalho, mas acaba se perdendo. No final do "atalho", eles descem e observam um imenso túnel que leva a um espaço aberto. Ao atravessarem esse túnel, Chihiro e seus pais chegam a uma espécie de cidade abandonada. Enquanto Chihiro pede para seus pais se apressarem para poderem sair dali, eles devoram diversos alimentos deixados aparentemente para trás. Chateada, Chihiro segue explorando a cidade, mas percebe algo errado. Quando chega em uma ponte que leva a um imenso prédio vermelho, ela se encontra com Haku que pede que ela saia dali o quanto antes. Infelizmente o nível da água subiu e ela não consegue retornar ao túnel por onde ela veio. A menina descobre que seus pais se tornaram porcos por terem devorado alimentos que não eram para humanos e o enorme prédio vermelho é uma espécie de casa de banhos para deuses e espíritos. Graças a Haku e a Kamaji, Chihiro consegue arrumar um trabalho na casa de banhos enquanto pensa em como libertar seus pais.

A animação de A Viagem de Chihiro é belíssima. Uma das melhores (se não a melhor) que eu presenciei em animações japonesas até hoje. Ou seja, o anime é esteticamente muito bonito. Miyazaki soube escolher uma palheta de cores muito vibrante, combinando com o que ele queria passar com o enredo. Muitas cores leves e pasteis, mesmo em momentos mais escuros como a ida até a casa de Zeniba, no Fundo do Pântano. Miyazaki trabalhou muito com espaços abertos e amplos como a vista do alto da casa de banhos em que Chihiro vê o outro lado da cidade de onde veio ou o trajeto feito pelo trem que atravessa os trilhos aquáticos. A quantidade de criaturas e rostos diferentes presentes em cada cena demonstra o nível da animação do estúdio. É assustador perceber que em uma cena da casa de banhos a gente consegue contar mais de 30 criaturas diferentes. A trilha sonora também é muito sutil. Compõe de maneira magistral as cenas da animação.

O enredo trata de uma jornada de crescimento. Tudo o que Chihiro passa ao longo da animação é uma forma de testar a menina e ver o quanto ela seria capaz de crescer diante de uma situação totalmente adversa. No começo da animação, Chihiro é menina mimada e chorona. Mas, a prisão de seus pais por Yubaba, o amor que ela sente por Haku e seus sentimentos honestos fazem com que ela seja obrigada a amadurecer rapidamente. O espectador presencia a mudança de personalidade da protagonista de forma orgânica e não forçada. O autor não fez uma evolução obrigatória; as situações que a personagem vive a obrigam a tomar decisões. Chihiro não precisaria fazer o teste final proposto por Yubaba, mas ela quis mesmo assim.

Outro tema muito presente na animação são as memórias. Miyazaki quis ilustrar como as memórias compõem a própria personalidade de um indivíduo. Perder suas lembranças é como perder uma parte essencial de si. Podemos ver o quanto Chihiro fica confusa quando até seu próprio nome ela não é capaz de lembrar. O próprio Haku sofre com essa ausência de memórias. No começo da animação, Haku é um personagem muito bidimensional, mas à medida em que ele vai entrando em contato com alguém que parece se lembrar de quem ele verdadeiramente é, o personagem vai ganhando contornos mais profundos.

Temos uma enormidade de elementos simbólicos presentes na animação. O que mais me chamou a atenção foi o "roubo" do nome de Chihiro. Aqui percebemos um pouco da cultura oriental onde saber o nome de alguém é ter poder sobre esta. Ao retirar duas letras do nome de Chihiro (tornando-a em Sen) Yubaba retira a própria personalidade da personagem, tornando-a uma nova pessoa. O ato dos pais de Chihiro de comer desenfreadamente e depois se tornar porcos lembra muito o mito de Circe que acontece durante a jornada de retorno de Ulisses para a ilha de Ítaca em Odisseia. No livro, os tripulantes do navio de Ulisses são transformados em animais por Circe após serem alimentados. Outra homenagem feita a algum elemento mitológico ocidental é quando Haku pede a Chihiro que não olhe para trás ao retornar para seus pais. Esta fala de Haku me fez pensar no mito de Eurídice em que seu amado Orpheu não deve olhar Eurídice caso contrário jamais poderia tê-la de volta (Eurídice morreu e tinha sido enviada para o reino dos mortos).

A presença de deuses na animação é uma enormidade. Por exemplo, é preciso lembrar que muito da cultura japonesa gira em torno da deificação de elementos da natureza. Portanto, Haku ser o espírito de um rio que desapareceu não é tão absurdo assim. Ou os pequenos pássaros de papel que parecem tsurus abertos; um tsuru traz o bem, mas um tsuru aberto pode servir para causar dano a uma pessoa. Posso estar imaginando coisas, mas eu imaginei aqueles pássaros de papel como se fossem tsurus abertos. Outra simbologia que eu percebi na animação foi o fato de os humanos serem o alimento dos deuses. Todos aqueles que entravam no mundo dos espíritos sem serem convidados acabavam se transformando em animais e sendo devorados pelos deuses.

Miyazaki explora também os sentimentos. O amor de Chihiro por Haku faz com que este recupere sua memória no final do anime. Seu amor por Haku é tão grande que ela não se importa em não ser capaz de completar sua tarefa de resgatar os seus pais. Somente a partir deste desapego da parte de Chihiro é que ela foi capaz de chegar até Zeniba. Os sentimentos puros da protagonista acabam atraindo a atenção de NoFace que imagina em Chihiro uma possível amiga. Alguém que estava a tanto tempo sem uma única amizade acaba encontrando na protagonista respeito e carinho. NoFace faz o possível para agradar Chihiro e acaba errando algumas vezes em suas tentativas exageradas. Ao ser compreensiva e carinhosa, Chihiro consegue salvar a própria essência de NoFace.

A Viagem de Chihiro é uma ilustração definitiva da mente criativa desse gênio que é Hayao Miyazaki. Nesta animação ele foi capaz de nos entregar um produto completo. Pensar que ele quase se aposentou após filmar Mononoke, me faz pensar que a gente poderia ter ficado sem essa obra de arte espetacular. Recomendo Chihiro a qualquer pessoa. Veja não apenas uma, mas várias vezes. Você verá como a cada vez que for assistido a animação ganha novos nuances

Personagens[editar]

"Eu troco esses onigiris por um cigarrinho, vai?" Haku oferecendo droga para Chihiro
Chihiro: É uma garota não muito típica, viciada nos mais variados tipos de tóxicos desde maconha até gatinhos. Tem medo do escuro e da claridade também. Depois de ficar presa no mundo dos espíritos, ela tem que trabalhar duro e mesmo sendo difícil já que sempre está chapada. No decorrer do filme, ela começa a se familiarizar com o trabalho e faz amizade com Lin. Quando Chihiro assina o contrato para trabalhar lá, Yubaba rouba seu nome e lhe dá o pseudônimo “Sennome” . Uma noite um espírito fedido aparece na casa e Sennome é forçada a servi-lo. Incrivelmente ela consegue e recebe uma grande quantidade de ouro como pagamento o qual ela troca por cigarros, cachimbos e charutos cubanos.
Haku soprando seu pozinho mágico

Haku: É um jovem adolescente (pelo menos é o que parece) que trabalha para Yubaba como seu escravo sexual jovem e cheio de energia. Lin diz para Sen que Haku é um dos ajudantes de Yubaba que organiza as coisas por lá. Kohaku é na verdade um espírito do rio de 12 anos onde ele morava antes dele ser totalmente poluído e mudarem seu nome para Tietê. Yubaba roubou seu verdadeiro nome e o deixou apenas com o nome Haku (e o retardado pobre rapaz não conseguiu lembrar seu nome mesmo com essa pista) e assim ele foi forçado a “trabalhar” para ela dia e noite sem parar. Quando Haku estava se dirigindo para um precipício a fim de se matar e acabar com o seu sofrimento, ele encontra Chihiro e ajuda a menina a salvar seus pais e voltar para casa. Secretamente, o jovem espírito se apaixona por Chihiro mas ela não ta nem aí pra ele e só pensa em salvar seus pais e ir pra casa (e dar uma fumadinha no intervalo). Haku toma a forma de dragão branco de olhos azuis que pode transportar Chihiro.

Yubaba: Feiticeira-pássaro que comanda a casa de banhos, apesar de no começo parecer má tem seu lado bom, pois trata com carinho seu bebêzão Boh.É drogada, fuma e rouba nomes.

Yubaba já acostumada com a fumaça no ambiente

Akio Ogino e Yuko Ogino: Pais de Chihiro. Não resistiram a uma boa combinação de feijoada, bobó de camarão, acarajé e buchada de bode, e acabaram se transformando em porcos.

"Mas que droga é essa?" Lin chocada com Chihiro chapadona

Lin: Menina reclamona prostituta de 20 e tantos anos que é colocada para tomar conta de Chihiro e evitar que ela faça besteiras, mas no decorrer do filme, se torna amiga da menina chegando até a fumar um de seus baseados.

Kamaji: Um velho de seis braços, avô da ex-garota de programa Lin que trabalha na casa de banho. No início não aceita Chihiro, mas depois de um ou dois baseados, acaba aceitando e até gostando na menina.Não gosta de ser acordado e controla as caldeiras.

Fumar tanto leva a alguns efeitos colaterais
Sem-Rosto dando em cima de Chihiro

Sem-Rosto: Espírito estranho pedófilo que se apaixona por Chihiro e acha que ela corresponde só porque foi legal com ele. Mais tarde se apaixona por Zeniba porque ela sorriu para ele.Para todos os funcionários falidos, há boatos que ele enganou Chihiro, mas ele sabia que eram um bando de mentirosos.Seu ouro que sai da mão, é a principal armadilha para engolir os funcionários da casa de banho e adquirir as vozes deles.

Boh: Bebezão de Yubaba, antes não aceitava Chihiro, quando esta invadiu seu quarto, achando que ela iria lhe trazer doença. Mas teve uma amizade duradoura.

Zeniba: Irmã gêmea mais nova de Yubaba (também um pássaro que antes era um passarinho de papel) e tia de Boh. Ao contrário da irmã, ela é uma boa pessoa tanto que aceita Sem-Rosto na sua casa.



Veja Também[editar]

O Castelo Animado



v d e h
Este artigo fala sobre um anime.