Abadiânia

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Abadiânia é uma miserável, pobre e indigente cidade localizada no cerradão goiano, onde Judas achou as meias, e fica no caminho entre Goiânia e Brasília, apesar dos viajantes jamais repararem em sua existência, pois passam na BR-060, xingando os inúmeros quebra-molas ali existentes, desejando sair o mais rápido possível dessa cidade.

História[editar]

O cartão postal da cidade. A Matriz de São Pedro e São Paulo, lotada de turistas ninjas.

"Cidade" fundada no século XIX por pioneiros que foram movidos por uma falsa esperança de encontrarem ouro nos pequenos riachos locais, é óbvio que nada encontraram, e como punição divina, as antigas famílias extrativistas foram condenadas a ficarem presas ali por 5.000 anos. Uma grande figura do folclore local é a Dona Emerenciana, uma doce e feia mulher mal-amada que por não conseguir um marido até seus 60 anos, decidiu virar um freira e fundou diversas igrejas na cidade para gerar renda (já que a extração de pedras preciosas estava pendendo mais para extração de barro, nem Deus ajudou esse povo a achar algo de valor). Isso explica as inúmeras igrejas, apesar do povo nem ser religioso assim, ninguém segue a Bíblia nesse povoado.

Abadiânia digievolui para a condição de município em 1953 quando atendeu aos requisitos de possuir mais de 1.000 barracos. Todavia, em 1960 Abadiânia é abandonada, quando todos os pobres da cidade mudam-se para as favelas de Brasília e a cidade quase deixa de existir, isso até construírem a BR-060 e assim aos poucos vários mendigos, ex-integrantes do MST, extraterrestres, infelizes e eremitas foram se apossando dos antigas e abandonados lotes da "cidade" e revitalizando Abadiânia.

Economia[editar]

Não há nada similar a economia em Abadiânia, sendo que qualquer fenômeno similar estará necessariamente vinculado a algo ligado a Anápolis, Goiânia ou Brasília.

A discreta economia da cidade é movimentada por caminhoneiros que param na beira de estrada para comprar cachaça e energéticos, além do dízimo da igreja.

A única coisa que gera renda são algumas cerâmicas de tijolos que escravizam os pobres desempregados da cidade. E tal renda só vai para os proprietários, é claro, com funcionários trabalhando em regime de semi-escravidão.

Turismo[editar]

Acredita-se haver pontos turísticos apesar de Abadiânia não ser visitada por turistas. Forasteiros são apenas aqueles que se perderam no caminho para Brasília e acabam perdendo tempo procurando algo de bom em Abadiânia. De festividade, por exemplo, só se conhece o dia 15 de agosto, feriado municipal em Abadiânia, onde o povo comemora uma festa junina fora de época e se reúnem para um grande ritual de acasalamento. Os principais pontos turísticos são:

  • Lago cujo nome esqueci, porque talvez não tenha, e chamam-no pelo nome genérico AHE - Uma poça criada a partir da usina hidrelétrica da cidade, que gera a energia suficiente para acender até incríveis 100 lâmpadas de 60 W. Esse "lago" é usado pela população que sofre com o calor da cidade e a ausência total de distribuição de água encanada (por isso Abadiânia fede tanto).
  • Matriz de São Pedro e São Paulo - Na falta de pontos turísticos dizem que essa igreja pode ser considerada um ponto turístico (excluindo-se o fato que nenhum "turista" vai visitá-la). Nessa igreja são realizadas missas todas manhãs de domingo a segunda, onde a população faz a economia girar doando o dízimo à santa casa. Todo dia 29 de junho é celebrada nos arredores da igreja uma tradicional festa junina com pau de sebo, quentão e barraca do beijo.