Adamantina

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Adamantina é uma cidade localizada tão, mas tão no interior (ou exterior?) do estado de São Paulo, que eventualmente é considerada como sendo de outro estado. Não é à toa a confusão com a sua quase xará Diamantina, o que eventualmente pode fazer com que um belo dia Minas Gerais venha requerer posse desse pedaço de chão, embora seja difícil imaginar qual vantagem os mineiros levariam...


PONTOS TURÍSTICOS[editar]

O letreiro com o nome da cidade[editar]

Sabe aquele letreiro de concreto na entrada da cidade, que serve para avisar os (poucos) forasteiros que passam pelos interiores de São Paulo, Minas e Paraná sobre qual buraco eles estão prestes a entrar? Então, Adamantina também tem, mas como ela é excepcionalmente interiorana, esse letreiro fica escondido em uma vicinal que leva a um lugar ainda mais buraco (Mariápolis), sinal de que talvez apenas as pessoas desse lugarejo saibam o nome da nossa gloriosa cidade.


ATC ou Adamantina Tênis Clube[editar]

O clube da cidade, com o original nome de qualquer outro clube de cidade do interior. Não chega a ser bom, mas tem o consolo que os das cidades vizinhas são piores – então acho que é bom...


Bar do Diogo[editar]

Por muito tempo teve o nome de “Bar do Leaf” (que, em inglês, quer dizer folha, de planta, o que, diga-se de passagem, se trata de um nome meio de ripongo, de maconheiro, dessa gente que bate palma pra pôr-do-sol, ou qualquer coisa assim), mas depois da última repaginação passou a adotar formalmente o nome pelo qual sempre foi conhecido (marketing não é só coisa de gente da “capitar” não, sô!). Talvez seja o bar (não boteco) mais antigo em atividade de Adamantina, o que não quer dizer muita coisa. Trata-se de um bar de atendimento ruim, com o agravante de o dono estar sempre no caixa, o que torna um tanto inútil qualquer reclamação. Basicamente o Bar do Diogo se tornou um belo de um câncer adamantinense nos dias de hoje, é um lugarzinho meia boca onde você compra uma cerveja por 10 reais e tira uma fotinha pra postar no "feice" com a hashtag #Diogando pra ganhar um up no status social.

Conveniência[editar]

Como em outras cidades do interior e periferias de cidades grandes, as pessoas em Adamantina também adotam essa opção de lazer de gosto duvidoso: se você não consegue uma das duas mesinhas de plástico, fica de pé a noite inteira, com um cheiro fodido de gasolina, bebendo cerveja quente (porque a geladeira da conveniência não dá conta da quantidade de manés que se aglomeram por lá) e tendo que abrir caminho para os carros que vão abastecer e para esses moleques que não sabem beber e saem derrubando bebida ou vomitando por aí. Ah, e tem o adicional de uma música ambiente muito pior do que a dos demais estabelecimentos, porque fica a cargo do povo dos gols-bola rebaixados, com algum adesivo infame colado (“é velho, mas tá pago”, “nóis capota mas num breca”, “é velho, mas não é 1.0”, etc.), umas caixas de som estouradas, tocando um troço qualquer (funk, Luan Santana, etc.) que faz um Bruno e Marrone parecer melhor do que é.


Parque dos Pioneiros[editar]

Talvez o que se pode chamar de “Parque Ibirapuera de Adamantina”, onde os esportistas de fim-de-semana, os manés da conveniência com seus gols-bola com os capôs abertos, as donas de casa que vão à feira ao lado, e demais populares vão dar um rolê, (tentar) ver gente bonita, e serem vistos pelos demais nativos. Depois de uma grande reforma, passou a ter esse nome pomposo, mas antes era o fim de um córrego fedorento canalizado, onde as pessoas jogavam coisas que o lixeiro não pegava (como sofá velho ou gato morto), e que era carinhosamente chamado pelos nativos de “Buracão do Endo”, relativo ao bairro Vila Endo. Para os menos atentos, esse apelido dava um trocadilho sexual que a maior parte dos nativos também não percebia (ou seja, falavam desavisadamente de algum buracão que estivesse “doEndo”, como se tivesse acabado de tomar uma carcada).


EVENTOS[editar]

Festa do Peão[editar]

A grande festa da cidade, o que não também quer dizer muita coisa. Felizmente, ou infelizmente, já foi maior e melhor, fez parte do circuito nacional de rodeio (o que passa também por Barretos), vinha um povo bão tocar por essas bandas, como as duplas sertanejas das antigas (quando elas ainda faziam sucesso e não precisavam de briguinhas internas para aparecer na mídia), cobrava-se caro pelos quatro dias de festa, enfim, era um sucesso, praticamente. Talvez fosse um dos poucos motivos para alguma megalomania por parte dos adamantinenses, no passado. O que resta agora é colocar o rabo entre as pernas e ficar no mesmo nível das festas da Fapidra (Dracena) e da Exapit (Tupã), com nativos ou desconhecidos se apresentando nas provas de rodeio, e, pior, eventualmente cantando e tocando. Ah, e o de sempre de qualquer exposição do interior: as exposições de vacas (as bovinas, não as piriguetes), de carros populares e motos 125 das concessionárias da cidade, tudo isso embaixo de uma lona de circo fedorenta e abafada.


Feira do Verrrrrrrrrrrrrrde[editar]

Uma Festa do Peão Série B. Ou seja, no mesmo recinto, com tudo que tem na Festa do Peão, só que menor e/ou pior. E, pior ainda, com financiamento da nossa prefeitura.


ADAMANTINENSES ILUSTRES (OU QUASE)[editar]

Ciro Gomes[editar]

Na verdade um “quase adamantinense”, pois, na época da concepção desse político (mamãe e papai Gomes sem televisão), a família Gomes residia na cidade. Como estamos falando dos tempos do Brasil Império (década de 1940, eu acho), a cidade contava com poucos recursos médicos e, como a família não quis ficar na mão de uma parteira ou qualquer coisa assim, esse ilustre político foi nascer em Pindamonhangaba. Se pararmos para pensar, a perda não foi tão grande também, pois se trata de um “quase ilustre político”, que quase se tornou presidente, se não fosse aquele infeliz comentário de que a participação de sua esposa (a global Patrícia Pilar, quase a primeira-dama mais bonita de nossa história) na sua vida política restringia-se a dormir com ele. Diga-se de passagem, todo mundo pensava isso também, mas achava que não “pegava bem” falar isso (ainda mais para a Globo) e ficava apenas no “quase” para falar...


Wolverine[editar]

Parece um pouco absurdo, mas vamos lá: a diversão de cidade pequena é ver seu nome mencionado (ainda que em tom de piada) em cadeia nacional. Então, um belo dia, num programa do CQC que cobria a vinda do ator Hugh Jackman para o Brasil para divulgar o filme desse personagem, o humorista Marco Luque fez um trocadilho memorável (ao menos para os adamantinenses) com o adamantium das garras do mutante: ou seja, o Wolverine é adamantinense, ou quase.