Arquitetura Moderna

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Laje Sobre Parede, obra prima do arquiteto Mies Van der Rohe.
Pequeno Cubo Branco, lar do famoso arquiteto Walter Gropius.
Médio Cubo Branco, a mais famosa obra de Le Corbusier.
Grande Cubo Branco, da Bauhaus. Repare nas generosas sacadas.
Grande semi-esfera branca, famosa obra de Oscar Niemeyer.

Arquitetura moderna é um período arquitetônico da primeira metade do século XX. Este período compreendia diversos estilos na Europa e nos Estados Unidos, tendo como única semelhança o fato de não fazerem sentido algum mesmo nos dias de hoje.

Este período coincide com a invenção do concreto e o uso do aço nas construções, permitindo pela primeira vez a construção de prédios compridos, grossos e rígidos, do jeitinho que os arquitetos daquela época tanto gostavam. Para não desvirtuar os olhos das pessoas para a natureza fálica dos edifícios, estava proibido o uso de qualquer acessório ou ornamento, devendo ser construído apenas o mínimo necessário para que a obra ficase em pé.

Além de uma ausência completa de adereços nos prédios, era importante que os prédios pudessem exercer uma função. Qualquer função. Para isto as casas eram construídas sem paredes internas, pois, nunca se sabe, talvez o dono pudesse querer transformar seu lar em um teatro ou balada gay um dia.

s não deveriam ser definidos, portanto portas de entrada e paredes térreas eram um escândalo. Uma boa casa moderna deveria ser toda aberta para a rua, com transparências para todos os lados, para que todos os que passassem na rua pudessem saber o que você está almoçando ou com quem você está dormindo. É claro que este argumento não era muito convincente já naquela época, visto que a maioria destas casas era construída no topo de montanhas no meio do nada por um motivo. Estas características faziam parte do Estilo Internacional, um iam a todo custo aparecer nas capas de revistas de arquitetura e ter relações sexuais com Le Corbusier e seus colegas.

Arquitetura moderna pelo mundo[editar]

Arquitetura moderna na Europa[editar]

A arquitetura moderna nasceu e sempre foi mais presente na Europa, principalmente em países como a França e a Alemanha. Lá, grandes mestres como o autoproclamado deus da arquitetura Le Corbusier e os igualmente modestos Mies Van der Rohe e Walter Gropius puderam pintar e bordar após decretarem que suas obras eram o novo marco zero da arquitetura, e nenhuma obra dali pra frente deveria ter nenhuma inspiração histórica: a arquitetura deveria se dividir entre antes deles e depois deles, e quem fosse contra seria considerado um grande noob.

Para estabelecer suas preferências arquitetônicas como leis, Le Corbusier fundou o Congresso Internacional de Arquitetura Moderna e Walter Gropius fundou a Bauhaus, uma escola de arquitetura com a função de enterrar na cabeça dos alunos que cubos de concreto eram o futuro da humanidade. Não se sabe o que Mies Van der Rohe fez durante este tempo, mas se supõe que ele observou a coisa toda de longe rindo muito. Mais tarde ele resolveu participar do circo e se uniu à Bauhaus.

As obras de Le Corbusier, Walter Gropius e Mies Van der Rohe serviram de base para milhares de arquitetos, e eram basicamente grandes cubos ocos de concreto e ferro com uma quantidade de vidro grande o bastante para transformar qualquer casa em um forno no verão e em uma geladeira no inverno. Conforto térmico nunca foi uma prioridade para os modernistas. De fato, nenhum tipo de conforto foi considerado em momento algum. Mas isto não era de forma alguma importante, e por toda a Europa brotavam do chão cubos e mais cubos de concreto e vidro.

Arquitetura moderna nos Estados Unidos[editar]

Apesar de os americanos (compreensivelmente) não terem entendido o sentido de morar em cubos lisos e brancos, um grande incêndio em Chicago em 1971 serviu de porta de entrada para os arquitetos modernistas fazerem o que bem entendessem na reconstrução da cidade. O incêndio passou a ser uma preocupação menor quando os sobreviventes da tragédia voltaram para sua cidade e descobriram que suas casas haviam se transformado em arranha-céus fálicos e toda Chicago virara um monumento à homossexualidade.

O principal responsável pela tragédia (não o incêndio, mas os prédios) foi Louis Sullivan, um arquiteto americano que tinha um relacionamento Batman e Robin com o também americano Frank Lloyd Wright, outro arquiteto modernista que preferia criar seus cubos de pedra, sendo forçado a construir grandes obras como a Fallingwater House em lugares isolados da sociedade, por serem consideradas obras bonitas e elegantes, algo abominado por seus colegas na época.

Arquitetura moderna no Brasil[editar]

O principal arquiteto modernista do Brasil é Oscar Niemeyer, conhecido por criar metade das obras de brasília e por ter em seu repertório não apenas cubos, mas tambétá sempre à frente de seus colegas europeus. Provavelmente um dos últimos arquitetos modernistas vivo, até hoje Oscar Niemeyer cria seus grandes cubos brancos, principalmente para políticos e outros associados ao governo que podem lhe pagar quantidades imensas de dinheiro público. Suas obras incluem o Edifício Copan, um enorme edifício que, como todo bom edifício modernista, é tão inabitável que hoje apenas prostitutas e traficantes moram lá ao custo de 50 reais de aluguel por mês. O Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Palácio da Alvorada também são obras conhecidas feitas por ele.

Fim da Arquitetura Moderna[editar]

Após cerca de 50 anos de redenção absoluta, finalmente os arquitetos modernos decidiram que tudo havia sido muito hilário, mas já era hora de morrer, então, um a um, todos bateram as botas no intervalo de poucos anos. Sem ninguém para seguir, é fácil de imaginar que por todo o mundo os arquitetos começaram a olhar para o grande cubo branco que estavam construindo, largarem suas trenas e esquadros e se perguntarem "Peraí que porra é essa que estamos fazendo??" e aí voltarem a criar obras ornamentadas, historicistas, de madeira, com paredes e teto, enfim, como bem entendessem, dando início a um período bem mais eclético conhecido como Arquitetura Contemporânea.

Veja também[editar]