Asia Towner

Origem: Desciclopédia, a enciclopédia livre de conteúdo.
Ir para: navegação, pesquisa

Cquote1.png Meu carro!! Cquote2.png
tio(a) do Cachorro Quente sobre Towner
Cquote1.png É uma cilada, Bino! Cquote2.png
Pedro sobre Towner

Towner com carroceria modificada após capotagem, que teve a restauração inviabilizada pela falta de peças.
Cquote1.png É uma outra cilada, Bino! Cquote2.png
Pedro sobre Towner da foto acima.

Towner, do inglês "urbano", é o nome adotado a uma minivan popularmente conhecida como carrocinha de cachorro-quente motorizada, que foi fabricada na Coreia do Sul pela Asia Motors até que Chuck Norris destruísse a fábrica com seu famoso Roundhouse Kick. Chuck, porém, não destruiu outras fábricas que produzem seus irmãos gêmeos Piaggio Porter e Daihatsu Hijet.

Usava motor 0.8, com 3 cilindros, que tinha menos torque que o Gurgel.

Foi um dos poucos modelos a ameaçar o reinado da Kombi. Além de servir lanches, foi usada para os mais diversos fins:

  • Transporte expresso de cargas pesadas;
  • Táxi;
  • Motel móvel, que atrai entre outros usuários o famoso Marco Fonseca, que adora dar aquela bunda podre dentro de uma Towner;
  • Ambulância UTI, graças ao espaço interno que acomodava todos os equipamentos médicos disponíveis num leito de UTI do Hospital Sírio-Libanês e uma boa quantidade de material cirúrgico;
  • Viatura de polícia: somado ao alto desempenho e estabilidade que a tornavam apta a perseguições em alta velocidade havia o espaço para que os policiais guardassem seus equipamentos e ainda montar uma cela para transporte de detentos;
  • Veículo de bombeiros;
  • Substituto do trator em fazendas;
  • "Casa" de hippies;
  • Veículo de coleta de (outros tipos de) lixo
  • Carrinho de golfe.
Daihatsu Hijet, irmã gêmea, em versão picape com cabine dupla.

A Towner chegou no Brasil na década de 90 do século passado, resistindo no nosso selvagem mercado de 1995 a 1997. Depois de prometer montar uma fábrica na Bahia, vendeu-se para a Kia Motors e se meteu em uma série de confusões com nosso honestíssimo governo, pulando fora através de acordos com os donos de concessionárias, que foram ressarcidos dos prejuízos com o valorizadérrimo estoque de peças remanescentes. Um ex-dono de concessionária pulou do teto de uma Towner Pão-de-Forma, mas deixou uma carta de despedida pedindo para seu corpo ser cremado junto com todos os motores de arranque que ele havia herdado dos coreanos, de modo que não se acha mais essa mosca branca em lugar nenhum desse estimado país. Aproveitando sua inigualável estabilidade aerodinâmica, o Playcenter, famoso parque de diversões paulistano, cogitou a compra de 30 towners para serem utilizadas no brinquedo "Expresso Coreano" que previa uma pista paralela à marginal Tietê onde os intrépidos passageiros se divertiriam a 90 km/h (velocidade máxima do bólido) sendo ultrapassados de vez em quando por uma Scania carregada. Os primeiros testes demonstraram que nenhum brinquedo no universo chacoalhava tanto quanto o tal "Expresso" - diversão garantida para a molecada - mas o projeto foi abandonado porque os carrinhos tinham janelas minúsculas e não permitiam que os ocupantes dessem suas gorfadas à vontade.

Chassi e carroceria[editar]

O chassi da Towner é feito de bambu, e tem as travessas unidas às longarinas por encaixes reforçados com barbante.

A carroceria é de papelão, presa ao chassi com chiclete nas versoes completa, ja na basica e presa com amoeba. Projetado pelo Engenheiro Aeroespacial, Judoca e Transformer Tsujo Toda, que montou um túnel de vento no quintal de casa para testar seus experimentos em aerodinâmica, as Towners são os objetos voadores com a menor taxa de atrito com o ar de que se tem notícia, sendo cogitadas pela Ferrari para substituirem suas macchinas para a próxima temporada de F1. Invencíveis também na segurança, assim como as Kombis da Volks, o ousado posicionamento dos pés do piloto a meros 2cm do parachoque dianteiro é sensação nos salões da Europa e dos States desde sua prestigiosa estreia como "O automóvel mais seguro do mundo", desbancando os Volvo.

Motor[editar]

As primeiras Towners eram equipadas com motores da antiga enceradeira Walita, em dois modelos: de uma ou de três escovas. Percebendo que o mercado brasileiro exigia muito dos valentes carrinhos (principalmente os vendedores de gás), o fabricante logo promoveu uma revolução, incorporando um potente propulsor Arno usado nos ventiladores Ventisilva. Os carrinhos passaram a ter vida própria, movendo-se agilmente por uma distância só limitada ao tamanho do fio da extensão. Reza a lenda que um desses modelos rodou 100 metros ligado a uma tomada de 220V, parando apenas quando o fusível da oficina abriu o bico. Infelizmente não houve acordo com a Arno para continuar com o fornecimento dos motores, de modo que os coreanos tiveram que tomar emprestado o projeto do motorzinho de dentista da japonesa Daihatsu, que equipava os Hi-jet e os velozes e furiosos Cuore. Apesar da perda de potência, os excêntricos 3 cilindros se multiplicaram como praga, criando a "geração ponto-oito" que nem Itamar Franco teve a audácia de imaginar. Hoje em dia, devido à falta de peças de reposição e com sede de velocidades cada vez mais altas, os donos das Towners sobreviventes andam a adaptar motores do cortador de gramas. Um efeito colateral interessante é que qualquer moeda de 10 centavos caída na estrada pode ser arremessada longe pelo carter desses modelos Frankenstein, que receberam o apelido carinhoso de "Towner Risca Asfalto".

Carburador[editar]

Deve ter sido projetado por um italiano, tal a semelhança que o carburador tem com uma macarronada. São 620 mangueiras que saem de um ponto qualquer e entram em outro ponto no lado oposto. Para desespero dos mecânicos que não tem mais do que 35 anos de experiência com "la pasta sciuta coreana", cada mangueira pode estar soprando, chupando ou muito pelo contrário. Se o caboclo tirar duas delas do lugar, babau.