Bebedouro

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Gnome-searchtool blue.png Bebedouro é uma pequena cidade desconhecida.
Você pode estar perdendo seu tempo à-toa ao ler sobre essa joça.
Como conseguiu internet nesse buraco?

Sciences de la terre.svg.png
Galinhacaipira.jpg Enxada-1.png Esti artigu é caipira, sô!! Enxada-2.png

Este tar di artigu pareci caipira, foi escritu purum caipira, ô ele é de fato
CAIPIIIIRRA!!!

Num istraga eli naum, si não nóis crava a inxada pra riba docê!

Cquote1.png Com esse nome, vou mudar prá lá Cquote2.png
Zeca Pagodinho sobre Bebedouro

Cquote1.png A coisa tá feia por lá, acho que vou dar uma mãozinha Cquote2.png
Gugu Liberato sobre Bebedouro
Cquote1.png Estamos há 100 dias sem acidentes Cquote2.png
O segurança da Citrosuco sobre a empresa ( fechada ) em Bebedouro
Cquote1.png Estamos há 100 dias sem fazer nada Cquote2.png
Prefeito sobre Bebedouro
Cquote1.png Tá tudo borrado ? Não se preocupa com isso, não! Cquote2.png
Google Earth sobre a foto de satélite de Bebedouro
Cquote1.png Passei reto ! Cquote2.png
Progresso sobre Bebedouro
Cquote1.png Eu não sei de nada ! Cquote2.png
Lula sobre Bebedouro
Cquote1.png Você acredita que eu errei e entrei naquele prédio ao lado Cquote2.png
Advogado de fora sobre o Fórum de Bebedouro
Cquote1.png Adoro esse lugar ! Cquote2.png
Buraco sobre o Lago de Bebedouro
Cquote1.png Porra ! Daqui de cima é que dá para ver que é uma merda ! Cquote2.png
Dercy Gonçalves sobre a vista aérea de Bebedouro

Bebedouro é uma município localizado ao norte do Estado de São Paulo e conhecido na região como terra da "latinha". A razão é simples. É que lá tinha "Festa da Laranja", lá tinha laranja, lá tinha empregos, lá tinha Carnaval, lá tinha muitos ricos, lá tinha Olma, lá tinha Cargill, lá tinha Delegacia de Ensino, lá tinha Casa da Agricultura...Enfim lá tinha uma série de coisas boas que hoje, infelizmente, já não existem mais. No último censo do IBGE descobriu-se que 50% da população da cidade ainda é formada por produtores decadentes de laranja. A outra metade da cidade divide-se entre desempregados e ex-funcionários destes produtores decadentes. Reza a lenda que esta população, descrita acima, gira hoje em torno de 80 mil habitantes. Nesta conta aproximada incluem-se também os "defuntos habitantes" do cemitério local e as almas penadas que foram enterradas sob o solo do "Jardim Misterioso" ( que é também conhecido como o "Jardim da Prefeitura" ). Este obscuro nome de "Jardim Misterioso" deve-se ao fato de que naquele local, há muitos anos atrás, ter sido o primeiro cemitério da cidade. Hoje, passado muito tempo, a palavra "Misterioso" refere-se também aos fatos que ocorrem dentro da Prefeitura ( erguida sob os cadáveres que ali repousam ). Assessores fantasmas, computadores que somem, obras que engolem o orçamento, viagens sem explicação lógica, salários recheados de digitos e outros fatos, comprovam a aura de mistério que envolve aquele lugar.

História

Diz a lenda que o nome Bebedouro é devido a um córrego, onde os tropeiros paravam para tomar água e dá-la a seus animais. Mas, na verdade, eeta estratégica parada era mais para dar uma aliviada nas pressões intestinais daqueles valentes viajantes. Como não pegava bem referir-se ao local como "Cagadouro", resolveram mudar o nome para "bebedor". Só que, já naquela época, os habitantes locais tinham verdadeira fobia a caipirisse e, por isso, o nome "Bebedor" não soava bem aos ouvidos nativos. A razão era esse maldito "erre" caipira ( Bebedorrrrrrrrrrr ). Só de se falar esta terrível palavra já era dada, de cara, a origem dos jecas. Resolveu-se então, em assembleia realizada sob o pé de tamarindo da praça central, trocar o nome da cidade para Bebedouro.

Ainda hoje este mesmo córrego "Bebedouro" serve de banheiro, a céu aberto, para quem caminha ao longo dele e resolve aliviar a diarréia em suas límpidas águas. Serve também para lavar as casas da parte baixa do bairro Jardim das Laranjeiras, quando qualquer chuvinha eleva os níveis do mesmo e impiedosamente invade as residências.

Objeto venerado na cidade

Conta-se também, que o fundador da cidade, Francisco Ignácio Pereira, deu uma cagada tão gostosa no Cagadouro, ops, no Bebedouro que resolveu fundar ali um vila. Esta passagem histórica encontra-se, inclusive, registrada em um livro sobre a cidade escrito pelo professor Izidoro cujo título é "Reminiscências de Bebedouro : da cagada do Chicão aos dias de hoje"

Uma outra versão, mais antiga diz que a fundação de Bebedouro vem dos tempos do Rei Midas, que cansado da maldição de transformar tudo que tocava em ouro, foi fazer uma viagem pelo interior paulista. Nesta epopéia conheceu "Olhinho de Uva" - uma índia caigangue - que lhe beijou e não se transformou em uma estátua de ouro, como costumeiramente acontecia a quem lhe tocava. Imediatamente, Midas casou-se com a tal índia e mudou-se para Bebedouro, mais precisamente para a região do lago. Assentou-se alí, perto do pastel do Dorcides. Viviam em certa harmonia até que "Olhinho de uva" engravidou e deu à luz um menino que logo ficou conhecido como o "Bebê D'ouro" : Um lindo bebê de ouro que foi escondido nas terras do Candinho, perto do Jardim Centenário e do famoso lago da Associação - aquele em que o prefeito Italiano fingiu, uma vez, afundar as canelas para retirar o mato que turvava as águas e, assim, fazer o que o William Informática ( palestrante, professor de informática e engomadinho ) chama de "Marketing pessoal". Expedições clandestinas procuram até hoje o local exato do tesouro milenar que deu este glorioso e ridículo nome à cidade.

Tradições

Bebedouro é famosa pela falta de festas do peão :diferentemente do que ocorre em outras cidades do interiorrrrr. Mas lucra bem com a festa de sua vizinha e rival, Barretos (arghhh....não gosto desse nome). Todo mês de agosto, quando se realiza a Festa do peão de Barretos, os hotéis e motéis da cidade incham de pseudos-peões, vindos da capital,que desfilam pela cidade com chapéus de abas largas e estão sempre acompanhados de bonitas paulistanas trajadas com botas até o joelho e aquela camisa branca de manga-longa, cheia de fru-frus pendurados. Os nativos da cidade, que não se vestem assim, ficam admirados com os forasteiros ( os quais juram de pés-juntos que por estas bandas todos andam vestidos assim ).

O lugar mais frequentado da cidade é a região do Lago. Terra onde os "manos" e as "minas" andam de um lado para o outro no calçadão. Nessa região também há o Museufrágio Matarazzo. Inteiramente construído numa região de pântano, ao lado do córrego da Consulta. Aínda não se entendeu o porquê de, sempre que chove forte, ele ser inundado. Também há no lago a "Ponte do Funil" : onde os "manos" dão saltos pirotécnicos para mergulhar no Bosteiro, digo, no Lago Artifical. Também é o local onde os desempregados da Olma e das fazendas de laranja ganham a vida. No lago, você encontra o melhor churrasquinho de gato da cidade. Os melhores lanches também se encontram alí. Dizem que o cheiro do esgoto, que emana do lago, ajuda a dar um sabor todo especial aos lanches e as demais iguarias vendidas a preços módicos por alí.

O lago também é a terra dos mauricinhos, que nos finais de semana navegam em jet-skys alugados - porque não conseguiram juntar dinheiro suficiente para irem ao Guarujá. Também é o lugar dos vagabundos, digo, universitários da cidade, que matam aulas nas sextas-feiras na FAFIBE e no IMESB para tomar uma breja nos barzinhos do lado oposto ao calçadão dos "manos". É comum vermos cenas como vinte pessoas sentadas ao redor de uma mesa e uma garrafa de cerveja servindo de decoração ao centro.

Em uma "nunca antes na história dessa cidade" jogada de marketing histórica, o antigo Prefeito - Hélio Barros - resolveu criar o maior buraco que a cidade já viu.

Fonte: Google Earth

E, lógico, o fez em uma das regiões mais valorizadas da cidade : a avenida do Lago. A execução dessa grandiosa obra até que foi simples : Nosso ex-chefe do executivo convocou um competente engenheiro da Prefeitura, contratou uma competente empresa de Engenharia ( de outra cidade, é claro ) e administrando as verbas da obra - com transparência e a mesma competência - fez surgir uma tremenda dor de cabeça para a população e para a atual administração. A atual administração ( do Prefeito Itabaiano ) - envolvida por tanta competência, herdada de seu antecessor - não demorou nem seis meses para colocar dois caminhõezinhos de terra no singelo buraco. Hoje, este "Grand Canyon" é motivo de orgulho e está, inclusive, incluido na programação das excursões de terceira idade que - rumo ao Thermas de Olimpia - passam por aqui só para vê-lo.

Outras atrações da cidade são o xópis centis e a pracinha central. O xópis centis é um graaaaaaaande centro comercial inaugurado em 1989 com dezenas de lojas, um cinema enoooooorme e frequentado por um bando de emos comendo no único fast-food da cidade, um tal de MacDonalds?, Giraffas?, Bobs?...(ah, sei lá, prefiro mesmo é o cachorro quente do Ademar em frente à Feccib velha !). O bebedourense se orgulha em ter este maravilhoso xópis centis, mesmo sendo uma cidade pequena. Mas na verdade não tem dinheiro para comprar em suas caras lojas e acaba nele só passeando. A compra de verdade é feita lá no "Carçadão da Coroner", que é a rua do comércio local. Lá ele torra seus minguados reais nas chiquérrimas "Pernambucanas", no badalado "Palácio do Real" e na elegante "É D+". Bebedouro está tão na dianteira do comércio regional que já tem "Casas Bahia" funcionando de domingo a domingo e, se bobear, abrindo até de madrugada. Dificil encontrar um bebedourense que não possua o cobiçado carnezinho com, pelo menos, 12 boletos dentro.

Outra atração é a praça da Matriz ( comum em toda cidade de interior que se preze ). Na verdade o nome oficial desta praça é Monsenhor Aristides. Este paraíso dos nerds e dos emos é onde, a partir de quinta-feira à noite, metade dos frequentadores fica tomando um hipercalórico milk-shake no "Chiquim" e a outra metade andando de skate na "Concha Acústica" ou nas escadarias da Matriz. Aliás esta última metade, que no futuro certamente vai ajudar a goverrnar a cidade, garante a destruição do patrimônio público : destruindo as dependências da Concha, quebrando os vitrais da Igreja e sujando as paredes e canteiros do local. É também onde se encontra a utilissíssima Fonte Sonora Luminosa, usada aos finais de semana como atração dos gatos e cachorros que habitam abaixo do famoso pé-de-ingá. Também há a utilississíma Concha Acústica, acima do banheiro da praça central da cidade. Lugar onde alguns, digamos, "homens alegres" praticamente habitam esperando um "bofe" entrar para dar uma urinada.

Outra atração é o Jardim Misterioso, conhecida somente pelos carteiros como Praça Valêncio de Barros. Reza a lenda que lá era um cemitério e isso assombra os alunos que enforcam aula na tradicional escola Abílio Manoel. Dizem também que já caiu dois aviões da "Esquadrilha da Fumaça" na cidade (o primeiro na inauguração do aeroporto e o segundo não me lembro, cacilda!), o que faz crer que a cidade é uma espécie de "Triângulo das Bermudas" para aviões de acrobacia.

A tradição de colunas sociais bebedourenses é bem peculiar. Patricinhas e mauricinhos decadentes disputam uma citação no jornal da cidade, nas mais diversas colunas toscas que existem. Silvinho Pinto ( que só adiciona colunáveis que o convidam para almoçar ), Quim Canseira ( que não é assim um bom exemplo de menino ), Hebe Montagner ( que parece uma oriunda da Fundação Pestalozzi ) são exemplos de como não preencher um espaço vazio em um jornal.

Esportes

Bebedouro tem ( ou tinha ? ) a gloriosa Internacional, o Lobo Vermelho. Time de futebol fundado em mil novecentos e bolinha, cuja sede foi vendida para pagar antigos funcionários. A compradora, aliás, foi Dona Ingá : poderosa dona de escola que não faz graça aos alunos quando o negócio envolve o vil metal. A Inter atualmente disputa a 59a divisão do campeonato paulista. Tem um passado de glórias, embora a porra do time, em mais dois mil e setecentos e vinte e cinco anos de história, nunca tenha vencido porra de campeonato algum : nem de torcida mais animada recebeu medalha. O time é formado por uma gloriosa seleção de "manos" que disputavam pelada pelas ruas dos elegantes bairros do Mutirão, Santa Terezinha e "Cráudia". A média de público nos jogos da Inter não ultrapassa a média de 6 pagantes. Metade são as "minas" dos jogadores e outra metade são de aposentados que aproveitam o estádio para jogar dominó durante os jogos. O mascote da Internacional é o popular Pindoba, cujos dentes riscaram todo o chão da antiga sede, de tão protuberantes que são.

Bairros

A cidade é dividida em vários bairros:

  • União: Bairro chiquérrimo dos "manos" e "minas". Dizem que pegaram todas as favelas da cidade e jogaram lá. De fato, fizeram isso mesmo. Atrás da antiga e falida fábrica de óleos de soja Olma havia uma favela que foi transferida para o bairro União, também conhecido por Mutirão - ou simplesmente "Mumu" ( grafia já formalmente usada nos boletins de ocorrência ).
  • Vila Paulista: Na verdade todos que moram após o lago, dizem que moram na "Vila". Na verdade a Vila Paulista chama-se Vila Major Cícero de Carvalho e, a exemplo, do Jardim Misterioso, este fato só é de conhecimentos dos carteiros e dos cobradores das Casas Bahia. A Vila é o paraíso dos consumidores pobres - lá se encontra o Iquegami : Supermercado onde um monte de pobres se amontoam para aproveitar a última promoção. Geralmente estas ofertas são de produtos que vencem naquela mesma noite e são levados aos quilos pelos moradores mais humildes da cidade e das circunvizinhas Viradouro, Pirangi e Colina. Os vilenses dizem que tem a melhor vista da cidade, pois se encontram numa parte alta de Bebedouro. Só que de nada adianta apreciar a cidade de um bairro que prima pela feiura de suas ruas, casas e moradores.
  • Centenário: Conjunto habitacional da cidade, conhecida também como "Baianário" devido à grande quantidade de baianos que vieram à cidade pensando que aqui era a "Califórnia Brasileira". Lá ainda estão : dormindo na rede e descascando côco.
  • Laranjeiras: Bairro localizado à beira do cheiroso córrego Bebedouro. Os habitantes desse bairro tem a vantagem de não precisar lavar a casa. Basta esperar a próxima chuva, e que o nível do córrego suba, para ter tudo regado com água, coliformes fecais, garrafas pet e mato.Também é um bairro com os sons agradáveis dos apitos da Citrosuco e da passagem do trem pelos trilhos da FEPASA. Tem uma maravilhosa visão do cemitério da cidade. Ultimamente só os poucos trens adoçam os ouvidos dos moradores, já que a Citrosuco fechou suas portas e confirmou a fama da terra da "latinha".
  • Paraíso/Ciranda: Tradicionais bairros da classe média bebedourense. Hoje, na verdade, são bairros de aposentados que jogam dominó na pracinha do Paraíso ou do Jd.do Sonho.
  • Casagrande/Aparecida: Próximos ao xópis, são os bairros dos ricos. Ou dos que ainda pensam que são ricos.
  • Alvorada: Concorre com o Centenário com o número de baianos.
  • Cráudia: conhecido também como "o cu do judas". Os craudienses até não se sentem de Bebedouro. Quando vão ao centro dizem: vou à Bebedouro fazer umas compras. Se você quiser impressionar um visitante e quer mostrar como Bebedouro é grande, é só levar ao Cráudia e imediações. Lá você encontra bairros até 7 km do centro. Só de circular, demora meia hora para chegar do centro até o extremo do bairro. O Cráudia na verdade inclui outros bairros próximos tais Menino Deus, Jd. Aerporto, Rassin Dib e São Fernando. Esses dois últimos tão longe do centro que os habitantes preferem ir à vizinha cidade de Colina, muito mais próxima.
  • Três Marias: É como o Acre. Não existe....quem mora no Três Marias está tendo, na verdade uma ilusão de ótica. Afinal, com exceção do Ivan, você conhece alguém do Três Marias? Já comeu uma mina do Três Marias? Já ouviu na Rotativa algo sobre o Três Marias? Um assalto, uma briga de vizinhas? Então, meu caro, como dizia o padre Quevedo: "O Três Marias não ecziste!".
  • Alto da Boa Vista: Oficialmente Vila Irmã Antonieta Farani, mas não pegou, tanto que a linha de carroça...ops...ônibus urbano que atende o bairro chama-se "4 -Centenário-Boa Vista / Alvorada via Novo Lar". Nas redondezas encontra-se a maior diversão da cidade: os protíbulos do Gullo e Toller.
  • Novo Lar:: Bairro dos velhinhos, diante da quantidade de asilos que ficam no bairro.

Transporte urbano

Ponto da EBTU no Cráudia

A maravilhosa empresa que atua em Bebedouro é a EBTU. Os ônibus são confortáveis, charmosos e os mesmos desde de 1854. Pensando nas tradições, a EBTU ainda tem passes de papel - aqueles que os cobradores colam em folhas de cartolina para serem reaproveitados. Afinal, cartão magnético é coisa de boiola. Também, em Bebedouro, para pegar dois ônibus, paga-se duas vezes. Lá, "integração" é coisa de barretense, jaboticabalense....coisa de frescos. Bebedouro tem de inovar. Para se ir do Centro ao Cráudia, o ônibus dá um maravilhoso "tour" na cidade, passando primeiro em todos os bairros para depois chegar ao destino. Alguns bairros nem são atendidos, tais como a região do Sambódromo, Jd. Canadá e Botafogo. Afinal, a população desses bairros anda muito gorda e devem andar a pé para emagrecer.