Cametá

Origem: Desciclopédia, a enciclopédia livre de conteúdo.
Ir para: navegação, pesquisa

Cquote1.png Você quis dizer: Gameta Cquote2.png
Google sobre Cametá
Cquote1.png É o fim do mundo pra mim, sei lá, pega muito barco Cquote2.png
Pessoa que caiu na cilada de se mudar de cidade para Cametá

Cametá é mais uma cidade paraense distante de tudo desprovida de qualquer relevância para o estado do Pará, servindo apenas para pegar as sobras do que vai pra Belém e de vez em quando assaltar (com taxas e impostos) os barquinhos que trafegam no rio Tocantins.

História[editar]

Navio encalhado na orla, um dos pontos turísticos de Cametá.

A primeira exploração dessa região se deu por volta de 1617, quando após a fundação de Belém, um grupo de jesuítas foragidos acusados de pedofilia enjoados do cheiro de peixe podre e fezes de urubu da então capitão da Capitania do Grão-Pará decidiram embarcar numa intrépida jornada em busca do Acre. Como estes freis ainda viriam dar origem à preguiça amazonense, eles não adentraram no território sul-americano nem 150 quilômetros, fundando uma vila que viria a ser Cametá no futuro. Por lá habitavam índios das tribos manjuba e caralho, que foram escravizados após sofrerem ameaças de que seriam todos obrigados a assistirem televisão no horário nobre e acompanhar enfadonhas e charlatônicas pregações de pastores. Os índios obviamente preferiram passar a vida inteira construindo as igrejas em Cametá.

Em 1632 era criada a Capitania de Cametá quando aquele território foi doado para um fazendeiro qualquer que fez o que os paraenses sabem fazer de melhor: Criar um enorme latifúndio e não usar esse território agrícola para absolutamente nada.

Ao longo dos anos foi apenas um entreposto do transporte de pau-brasil, borracha, cacau, pimenta-do-reino, ferro, enfim, todas as riquezas do interior do estado que é realmente naturalmente rico. A única atividade que sempre sobrou à Cametá foi a pilantragem e o assalto às embarcações por lá passam, diretamente ou indiretamente.

Com a fundação de Tucuruí, Cametá descobre a energia elétrica no final do século XX. O povo que já era convencido, ao verem agora suas ruas iluminadas a noite, agora se convenceram ser a maior cidade do universo.

Geografia[editar]

A cidade localiza-se nas margens do rio Tocantins, que após quilômetros de cidades destruindo seu leito, chega totalmente cansado e imundo na cidade de Cametá, que aplica um verdadeiro golpe de misericórdia nesse rio indefeso com remessas de esgoto e desmatamento descontrolado da mata ciliar, tornando Cametá a cidade mais erodida do Brasil.

Economia[editar]

Além de pedir esmolas para as embarcações que passam por ali, a principal atividade econômica de Cametá é a pesca criminosa do mapará, uma espécie de bagre que alimenta o povo da região e é símbolo da cidade.

Cultura[editar]

Apesar de a cidade de Cametá ter sido declarada Patrimônio Histórico Nacional, nenhum benefício é advindo disso e todos tratam Cametá como se ela não fosse fazer a mínima falta caso deixasse de existir. Os prédios públicos se veem em ruínas, descascados e perigando desabar a qualquer momento (exceto os que já desabaram). O governo justifica que o aspecto velho e miserável gera maior credibilidade aos monumentos históricos da cidade. A Câmara Municipal está praticamente em ruínas e não há previsão para reformas, porque se o prédio ficar bom e bonito, isso significará que os vereadores da cidade terão que ir para o trabalho. Os documentos históricos então, estão arremessados numa vala qualquer do museu da cidade sem catalogação.

Turismo[editar]

Cametá é mais uma dentre 20 cidades do Pará que se auto-proclama o melhor carnaval do Pará, quando na verdade não passa de uma festa cretina cheia de gente suada se esfregando no meio da rua mijada.

Outra atividade interessante que o turista pode ir testemunhar é a pesca criminosa do mapará, quando grupos de pescadores capturam toneladas dessa espécie de peixe sem qualquer cuidado com sua preservação. É particularmente interessante testemunhar os pescadores mergulhando em meio a estes peixes e vê-los ser sugados pelo cardume inteiro.