Cheque

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Cheque faliu!
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Nem a Mega-Sena vai pagar suas contas!

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Para aqueles sem senso de humor, os espertalhões da Wikipédia têm um artigo (pouco confiável) sobre: Cheque.
Devedor assinando o atestado de otário do credor.
Cheque em branco, quando o devedor assina um atestado de otário para si.

Cheque é uma ordem de pagamento a vista cujo credor costuma ficar a ver navios enquanto o devedor faz vista grossa. É uma forma legal (tanto por ser "divertido", quanto por ser "legítimo") de se fabricar dinheiro.

O cheque também é a moeda oficial do Acre.

Tabela de conteúdo

[editar] Etimologia

A origem da palavra "cheque" para designar tal ordem de pagamento está relacionada com o risco envolvido quando o credor aceita receber uma dívida dessa forma. De fato, o recebimento da dívida fica em cheque ao se optar liquidá-la por esta via.

Também tem relação com a prática de se checar os dados do devedor, tais como tempo de conta em banco, possíveis dívidas relacionadas no SPC, numa Associação Comercial ou no Serasa, origem e comprovação de renda, estado civil, endereço, tipo sanguíneo e orientação sexual.

Tais verificações são apenas perfumarias, visto que por mais que se cheque, não há como evitar que o cheque ponha em cheque a chance de recebimento por parte do credor.

[editar] Aceitando cheques

Aceitar um cheque é como vender explosivos a prazo para homens-bomba ou gasolina de aeronave para pilotos kamikaze. Aliás, é daí que vem a expressão popular "cheque voador".

Para um comerciante, colocar uma placa com a inscrição "aceitamos cheque" em sua loja é equivalente a colocá-la com a inscrição: "aceitamos trapaça", "acreditamos em duendes" ou "confiamos em políticos".

Aceitar cheques pré-datados equivale a "estamos de mãos-ao-alto", "a senha do cofre é..." ou "guardamos a grana em baixo do colchão".

[editar] Tipos de cheque

Mau uso do cheque voador.
Uso prático do cheque voador.

Por mais clichê que seja a lista abaixo, é praticamente uma obrigação apresentá-la:

  • Cheque atleta: solta e sai correndo para cobrir.
  • Cheque bailarino: quem apresenta, dança.
  • Cheque boemia: "aqui me tens de regresso".
  • Cheque boi: o gerente do banco examina e diz: "hummmmmmmm".
  • Cheque bom filho: a casa do pai retorna.
  • Cheque bumerangue: sempre volta pra mão do dono.
  • Cheque calção-de-índio: sem fundos.
  • Cheque capim: só burro aceita.
  • Cheque cowboy: Ganha quem sacar primeiro.
  • Cheque elástico: vai e volta.
  • Cheque mendigo: está sempre descoberto.
  • Cheque peixe: bate na conta e....naaaaaaaada.
  • Cheque procissão: Sai, dá a volta na praça e volta pra Matriz.
  • Cheque Roberto Carlos: "Eu voltei, voltei para ficar".
  • Cheque voador: aquele que nunca aterrissa na conta.
  • Cheque mate: mata a pessoa do coração.

[editar] Cheques nominais, ao portador e de terceiros

Para evitar calotes de terceiros em Roma, por anos não se aceitava moedas com a face do Papa Gregório III

Quando um devedor finge que efetua o pagamento com cheque, ele pode fazê-lo de forma que apenas o credor possa achar que vai conseguir sacar, nominando-o no local adequado, ou pode escolher o modo mais divertido, deixando tal campo em branco.

Um cheque nominal deixa claro o nome do otário, que deve ser escrito corretamente, ou poderá voltar. Aliás, preencher errado o nome do credor é uma das maneiras mais sacanas de fazê-lo voltar, já que ele não voltará por falta de fundos (que certamente também não tem), mas por erro no preenchimento.

Já o cheque ao portador pode ser usado como brinquedo. Ao assinar um cheque ao portador, o devedor deixa ao credor a opção de passar a "batata-quente" a um terceiro, que poderá passar a um quarto, e este a um quinto, etc. Existem relatos de cheques ao portador que passaram pela mão de mais de 8000 "terceiros" e acabaram, por acaso (ou não) repassados ao emissor.[1] Este é um caso típico de "roleta-russa" em que o tiro sai pela culatra.

Muitos estabelecimentos recusam cheques de terceiros. Tal procedimento é antigo, data do século XVII e deixou muitos nobres em situação vexatória.

Não tiveram piedade de D. João III de Portugal, o Piedoso, que tentava negociar uma passagem para o Brasil Colônia. A operadora de turismo recusou seu cheque. Por anos nem a moeda com a face do Papa Gregório III era aceita. Na França do século XIX, aceitar um cheque de Napoleão III, sobrinho do grande Napoleão era insanidade que não cabia nem ao seu tio.

[editar] Cheque pré-datado

Exemplo de cheque pré-datado (imagem cedida pela Folha de S. Paulo)
Cheques sem fundos dão ótimos leques.

O cheque pré-datado, muito popular no Brasil, é uma espécie de atestado de calote futuro, onde o credor aceita uma declaração devidamente assinada de que vai tomar um golpe do devedor com data marcada.

É comum as lojas brasileiras aceitarem cheques pré-datados em compras sem entrada, isso para evitar o calote imediato, postergando-o e até parcelando-o, agendando os calotes para 30, 60, 90, 120, ..., 3n ×10 dias após a compra.

[editar] Cheque especial

Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: Cheque especial.


Todo cheque é especial. Sempre que você olhar para um cheque ele virá com a inscrição "Cheque Especial". Não importa a quanto tempo o cliente bancário tem conta, ou qual é a forma de contrato do cliente junto à instituição financeira, o seu cheque será o chamado "cheque especial".

Isso por que "cheque especial" é também o nome daquela linha de crédito, aquele limite negativo que o cliente pode usar para se afundar cobrir despesas extras. Este cheque é tão especial que costuma-se cobrar algo em torno de 112% de juros ao ano. Afinal, algo tão especial tem um custo todo especial também.

Para se ter direito a folhas de cheque, é preciso contratar o "cheque especial", ou seja, não existe "cheque não-especial", até porque seria brochante usar folhas de cheque com tal inscrição. Para o banco, todo cliente que se afunda no cheque especial, é especial.

Além disso, a inscrição "Cheque Especial" causa um efeito psicológico bastante interessante no correntista. Ele passa a pensar que ficou rico, esquecendo-se que mesmo que tenha um limite, aquele dinheiro não é dele (a não ser ao módico preço dos 112% ao ano), e ele precisará vender a alma caso queira quitar a dívida com o cheque especial, pois ele ganha uma merreca[2]

Por fim, a palavra "cheque" também acaba por se referir à saúde do cliente bancário, que certamente passa a estar em cheque com o choque que ele tem a cada extrato bancário. Mas para isso toda vez que um abre uma conta, contrata um serviço bancário ou pede que se aumente o seu limite no cheque especial (pois já está no fundo do poço), o gerente ou consultor invariavelmente lhe oferecerá um seguro de vida, seja ele disfarçado na forma de plano de previdência privada, título de capitalização, plano de saúde, cartela de bingo ou rifa.

Ao contrário do que a maioria dos clientes pensa, tais produtos empurrados oferecidos a si não têm o mero propósito de fazer com que você deixe mais do seu dinheiro para o banco... ahm... Ok! Serve para isso sim, mas também serve para proteger sua família em caso de ataque cardíaco ou suicídio causado pela conferência do extrato. É claro que a grana toda do seguro só vai servir para pagar em parte a dívida do cliente morto com o banco.

[editar] Quem ganha na relação credor vs. devedor

PAIÊ, SEU CHEQUE VOLTOU!

Ao se emitir um cheque, três são as possibilidades quanto a quem ganha na relação credor vs. devedor. As possibilidades estão descritas na tabela abaixo.

Quem ganha Chances de ganhar Como ganha
Credor 6,02 ×10-23% Recebe o valor ao descontar o cheque, seja a vista ou pré-datado
Devedor 0% Não paga o cheque e nunca mais é cobrado
Banco 6.02 × 1023% Cobra juros e taxas referente a devolução do cheque do devedor e referente ao saldo negativo deixado pela não compensação do mesmo cheque junto ao credor

[editar] Usando o cheque com sabedoria

Usado com sabedoria, o cheque bumerangue pode ser uma poderosa arma.

Haja visto a pouca chance tanto de credor quando de devedor lucrarem com o uso do cheque, é preciso um plano muito bem elaborado para tomar vantagem do uso dos cheques e seus periféricos.

Uma das únicas maneiras ter alguma chance de se obter alguma vantagem, embora de forma penosa e irreversível com o uso dessas folhinhas é colocar a instituição financeira em dois dos três lados deste triângulo "credor × banco × devedor".

É patente que o lado "banco" não pode ser movido, sendo permanentemente posto da instituição financeira. É igualmente lógico a impossibilidade de se colocar a instituição financeira no posto de devedor, uma vez que as únicas fontes de empréstimos contraídos por um banco são as tetas do governo. Empréstimos estes feitos com o dinheiro dos impostos dos clientes e utilizados para manter a solidez da instituição que esfola os mesmos. Isto é: o seu imposto te serve de instrumento de tortura. Resta ao cidadão empurrar a condição de credor ao banco.

Tal procedimento não é dos mais complicados, mas exige disposição, coragem, e um bocado de planejamento. Isso porque aquele que por tais caminhos se arrisca terá contra si o peso de um gigante capitalista tanto na condição de "banco" como de "credor". É, de fato, um caminho sem volta.

[editar] Procedimento

Cheque sem fundos de US$ 10,50 de Neil Armstrong. Para se livrar dos cobradores, Armstrong fugiu para a Lua. Falha, já que a viagem saiu mais cara que o cheque.

Nota: O procedimento abaixo é crime, se quiser leva-lo a sério, faça-o por sua conta e risco, não vou te visitar na cadeia, otário!

As formas de proceder podem ser diversas, mas o padrão é basicamente o mesmo:

  1. Abra uma conta corrente apresentando o máximo de renda possível, conseguindo o maior limite para "cheque especial" e outras linhas de crédito disponíveis. Profissionais liberais têm mais facilidade, pois são os alvos mais visados dos gerentes sanguessugas e também os que conseguem comprovar maior renda.
  2. Use uma grande quantidade de folhas de cheque em um curto período de tempo, cuidando que todos sejam devidamente pagos. Um procedimento simples e de duas mãos é ter conta em dois bancos e fazer depósitos cruzados de cheques, ou seja: deposite cheques na conta A tal que cubram os cheques da conta B. Este procedimento tem mais efeito se os titulares da cota A e B forem pessoas diferentes, como empresa e proprietário, marido e mulher, pilantra e laranja, por exemplo. Este passo serve para aumentar sua credibilidade (e consequentemente seu crédito) junto ao banco, além de permitir-lhe argumentar para conseguir um número de folhas de cheque maior a cada mês (este número costuma ser limitado).
  3. Quando tiver crédito e folhas de cheque o suficiente, saque todo o dinheiro de sua conta (ou contas), incluindo limites de "cheque especial" e afins e no período de tempo mais breve possível emita todos os seus cheques, trocando-os em financeiras, usando para compras e etc.
    Atenção: Não tente trocar cheques com agiotas, eles certamente te matarão antes do segundo cheque voltar.
  4. Com o dinheiro e bens arrecadados, suma do mapa, mude de país, nome, sexo, religião, cor da pele, gosto musical, etc., mas principalmente de telefone, pois os cobradores não vão parar de te ligar.

Recomenda-se que não se tenha filhos ou mesmo parentes próximos, pois eles herdarão sua dívida em caso de morte.

Com isso, e com base na tabela de probabilidade de ganhos, as chances passam a ser:

Quem ganha Chances de ganhar
Credor/Banco 6,02 ×10-23% × 6.02 × 1023 6,022 = 36,2404%
Devedor 0%

Ou seja: Ainda assim, suas chances de "ganhar" com isso são 0, enquanto as do banco são maiores que 1/3, mas o mais provável é que ambos tomem prejuízo, sendo que o prejuízo do banco será pago com imprestimo do dinheiro dos seus impostos enquanto o seu prejuízo será nada menos que um pacote completo para vinte anos na Colônia de Férias Penal Agrícola, a não ser que você faça um bom uso do dinheiro arrecadado e financie sua candidatura a algum cargo público (vereador é mais barato, mas deputado federal oferece mais garantias).

Neste caso, além de alcançar a fonte de todas as mamatas, ainda ganha de brinde uma imunidadezinha parlamentar.

[editar] Ver também

Referências

  1. O autor desse artigo já fez isso com um cheque devolvido. Não foi sem querer XD.png
  2. Não importa o quão bem remunerado o cliente seja, o cheque especial é previamente projetado a um valor impossível de se quitar de imediato, o que torna a renda do cliente bancário invariavelmente uma merreca frente ao limite disponível, e certamente utilizado.


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