Comissão parlamentar de inquérito

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Você sabia que...
  • ...Caymann é o paraíso das contas secretas e o Brasil é o paraíso das CPIs?
Deputados encerram mais uma CPI no Congresso Nacional e mostram o resultado

Cquote1.png Você quis dizer: Pizza Cquote2.png
Google sobre Comissão parlamentar de inquérito
Cquote1.png Não me deixem só!!! Cquote2.png
Collor sobre CPI
Cquote1.png É um complô da imprensa! Cquote2.png
Renan Calheiros sobre CPI
Cquote1.png Isso é perseguição dessa imprensa marronzista! Cquote2.png
Odorico Paraguaçu sobre CPI
Cquote1.png Em nome de Jesus: sai, CPI!!! Cquote2.png
relator Macedo, exorcizando Renan Calheiros
Cquote1.png A justiça foi feita. Cquote2.png
Político no Brasil sobre o resultado de qualquer CPI

Comissão parlamentar de inquérito, mais conhecida pela sigla CPI (Concluio Para Inocentar — pronuncia-se CPIiiihhh...) é um recurso político para livrar políticos injustamente perseguidos pela imprensa e pela justiça. Idealizada desde tempos imemoriais, foi no Brasil que atingiu o ápice na defesa de senadores e deputados.

Definição[editar]

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Você sabia que...
  • ...que Jesus Cristo não escapou da cruz porque não era político e não teve nenhuma CPI para ajudá-lo?
A última vítima da imprensa brasileira que foi salvo por uma CPI

Uma injustiça sempre perseguiu os políticos, essa nobre espécie de homens que abnegam da vida particular em prol do bem público: é só um ser humano tentar fazer o bem na política, que logo aparece um repórter tentando denegrir sua imagem. Como prova qualquer edição de Veja, Folha de S. Paulo ou o Estado de São Paulo, eles tratam os políticos como se fossem todos um bando de marginais. Essa perseguição é um dos motivos que leva tantos políticos a tratamentos psicológicos nas clínicas da Suíça ou de Caymann.

Entretanto, apesar da perseguição impiedosa de que são vítimas, nem sempre um político pode ser beneficiado por uma CPI, pois a legislação brasileira ainda não atingiu o nível democrático de, por exemplo, uma Venezuela ou um Iraque enquanto isso prefere fazer uso dos tres poderes.

Desafio a Dubai - Projeto de aceleração do crescimento

Funcionamento e Organização[editar]

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Você sabia que...
  • ...se tivesse tido o benefício de uma CPI, Osama Bin Laden não precisaria viver se escondendo como um criminoso qualquer?

Cquote1.png Eu nem tive uma CPI… Cquote2.png
Parreira sobre sua expulsão sumária e injusta da Seleção Brasileira

Apesar de ser a única possibilidade de defesa de um político honesto contra as perseguições que sofrem, as CPIs seguem algumas regras. Ao contrário do que pensam os eleitores, uma CPI não é criada de qualquer modo (para isso existe a Seleção Brasileira); ele segue um criterioso método a fim de evitar qualquer punição injusta.

Quem pode participar?[editar]

Em tese qualquer um pode participar. Na prática, qualquer um participa. As regras mais comuns para escolher um membro são: fazer um curso na UAB (Universidade Ali Babá), estar em dia com um contador do Imposto de Renda e, se for fazendeiro, criar gado. As mais específicas dizem que o postulante ao cargo precisa ter uma conta especial em algum Banco de Caymann, para evitar que pessoas inescrupulosas acusem-no de estar recebendo favores em vez da justa remuneração pelos serviços prestados.

Mas não é só isso. Com a evolução dos tempos, a CPI está atenta à vida saudável, e recomenda fortemente que seus membros utilizem-se de laranja em vez de refrigerantes. Mas não é radical a ponto de impedir uma pizza, especialmente nos sabores meio congresso e meio marmelada.

Como se vota?[editar]

Como toda organização democrática, as votações de uma CPI devem ser absolutamente secretas e os votos depositados em uma urna eletrônica previamente programada para admitir apenas os votos corretos. A urna, entretanto, ainda não é plenamente confiável, pois, na última vez que foi usada, ainda escaparam 36 votos pela cassação de Renan Calheiros, a mais nova vítima da imprensa nacional. Mas os organizadores prometem que este defeito será corrigido em breve.

Quem pode ter o benefício de uma CPI?[editar]

Mais uma CPI terminada com sucesso, com todos os seus familiares que trabalham no congresso nacional

Qualquer político injustamente acusado de:

  • possuir bens muito acima do seu salário;
  • políticos que tenham sido obrigados a faltar com a verdade em defesa de alguém ou algo (como do salário e quem pagou as contas da ex-mulher);
  • comprar votos, quando a única forma de ser eleito era essa;
  • tenha sido obrigado a fraudar o imposto de renda, que não entende que os bens de uma pessoa são pessoais e não deveriam ser expostos assim;
  • tenha recebido uma pequena gratificação de 30%, a título de amizade, de alguma empreiteira que ganhou um licitação;
  • tenha, por algum motivo, sido obrigado a corromper um político de partido oposto que não entenderia de outra forma qual era o voto correto.

Vítimas Famosas[editar]

A lista de vítimas da imprensa é enorme e seria impossível listar todos aqui. Desse modo, foram escolhidos os casos mais representativos de injustiça contra políticos.

Herodes[editar]

Um exemplo clássico de como pessoas de mente ardilosa podem acabar com a reputação de um homem que sempre se dedicou ao bem de todos. Bastou uma ou duas mil crianças terem tido um pequeno problema de saúde, e logo a imprensa publicou de forma leviana que ele teria assassinado milhares de bebês de colo. O cargo de Herodes já estava em sério risco, quando uma CPI secreta consegui provar que a culpa não era dele. Baseados no fato de uma testemunha anônima, conseguiram descobrir que, na verdade, os bebês estava aprendendo engatinhar e, por saírem todos ao mesmo tempo, acabaram caindo numa vala comum e morrendo lá. Não fosse a ação rápida e corajosa da CPI, Herodes teria sido condenado injustamente.

Nero[editar]

Sarney, político brasileiro com grande influência na CPI de Calheiros, explicando como as vacas do Renan pariam tanto

Outra vítima famosa, mas que não saiu ilesa. Numa sexta-feira, Nero decidiu fazer um churrasquinho. Para isso, comprou umas cervejas, um saco de carvão e começou a assar uns cristãos (nome genérico que designava uma espécie de faisão própria para churrasco, que recebeu este nome devido à crista grande que tinham). Mas, durante o churrasco, sua mãe teve uma leve indigestão e o fogo da churrasqueira subiu um pouco.

Nero, um promissor político levianamente acusado pela imprensa, observando com grande interesse a gesticulação de Sarney na foto acima

Não precisou mais do que isso para que a oposição, mancomunada com a imprensa e o povo, criasse uma série de calúnias sobre o bom homem: que ele teria assassinado cristãos (não as aves, mas os seguidores de Cristo), que teria assassinado sua mãe e que teria posto fogo em Roma. Não bastasse isso, ainda atacaram-no com calúnias pessoas, chamando de gay, homossexual passivo e bicha.

Nero, um homem sensível e com pendores artísticos, não suportou tamanhas calúnias e entrou em depressão. Graças à brava ajuda de alguns políticos, ainda conseguiu criar três CPIs, mas, como elas demoravam muito, num momento de extrema tristeza, acabou tirando sua própria vida, por não suportar mais ver-se tão injustamente acusado.

Hitler[editar]

Adolf, maior vítima da imprensa no século XX.

A maior vítima do século XX. Hitler, um bondoso homem que se preocupava com questões estéticas, criador da mais famosa depilação íntima dos últimos anos, o bigodinho de Hitler, foi vítima de calúnias e perseguição de praticamente toda a imprensa do século XX e início do século XXI. Aproveitando-se do fato de alguns milhares de judeus terem migrado para FriedhofStadt durante o início da guerra, a revista Sehen (Veja, em português) acusou-o injustamente de tê-los assassinado. Como Hitler tinha uma alma simples, não imaginou que todo o resto da humanidade ficaria contra ele, e não pediu uma CPI a tempo. A ação da CPI foi tão violenta, que seus restos mortais não foram encontrados até hoje. Prova de que a imprensa é mesmo impiedosa, tem perseguido os seguidores do pobre Adolf até hoje. Basta descobrir que alguém foi amiguinho de Hitler, e fazem o maior estardalhaço em todos os jornais e revistas do mundo.

Collor[editar]

Fernando Collor, vítima indefesa da imprensa brasileira.

Fernando Collor de Mello foi a mais conhecida vítima brasileira. Só porque, devido a um pequeno erro de cálculo, não encontraram 1 (um, seguido de apenas 27 zeros) real nas suas contas, foi injustamente acusado de ter se apropriado de alguns milhões de reais. Como ainda não sabia das maldades do que uma revista é capaz, demorou a pedir uma CPI e foi cassado. Ficou tão deprimido por esta injustiça, que não consegue mais trabalhar até hoje, e é obrigado a ficar passeando pelas cidades turísticas da Europa, tentando recuperar um pouco de sua paz interior.

Renan Calheiros[editar]

O caso Renan Calheiros é um exemplo de como a imprensa pode destruir a vida de um homem de bem. Só porque teve um pequeno affair com uma jornalista, esta, para se vingar, colocou toda a imprensa contra ele. Logo, foi injustamente acusado de tentar acabar com a camada de ozônio, criando mais vacas do que deveria (é que as vacas emitem gás metano, prejudicial à camada de ozônio; segundo seus detratores, quando mais vaca, mais gases), de abaixar a meia de Roberto Carlos naquele jogo contra a França e de ter matado o Bussunda. Renan já estava previamente condenado pela imprensa, mancomunada com o povo, mas só se salvou graças à corajosa intervenção de última hora do senador Aloizio Mercadante, que expôs a verdade: se em Tóquio há mais de uma pessoa por m² (metro quadrado), por que é que nas fazendas de Renan não pode haver cinco ou seis por cm² (centímetro quadrado)? Mercadante ainda conseguiu tirar as dúvidas sobre o assassinato de Bussanda, explicando que a morte foi natural: ele morreu de rir ao ouvir a defesa do Senador. Ainda não explicou a derrota da seleção, mas promete que até o fim do governo Lula, ele encontra a meia resposta adequada.

Lúcifer[editar]

Talvez o caso mais grave e pouco conhecido de uma perseguição. Só porque resolveu fazer uma festinha emo enquanto Deus descansava, foi injustamente acusado pelo Arcanjo Gabriel de ter organizado uma revolução para roubar o céu para si. Motivado por um infundado preconceito contra emos, Gabriel valeu-se de fatos ocasionais para a acusação. Apresentou milhares de anjos machucados, moradas de anjos destruídas e um arsenal escondido. De nada valeu Lúcifer mostrar que os anjos haviam se machucado num joguinho de futebol de final de semana, avisar que as moradas estavam destruídas devido a um terremoto (que ninguém percebeu porque todos estavam dormindo) e que as AR15 eram simplesmente para uma figuração de um teatrinho que estavam organizando.

Impedido de criar uma CPI que o defendesse, Lúcifer foi exilado no Inferno e tem dedicado sua vida, desde então, a criar CPIs que inocentem vítimas

As CPIs no Futuro[editar]

Troféu CPI do ano, criado pelo congresso para homenagear as melhores — Renan Calheiros disse que concorrerá a mais duas ainda em 2007

Cquote1.png Poxa vida, só porque ventou já falaram que fui eu… Cquote2.png
Lobo Mau sobre a queda das casas dos Três Porquinhos na CPI que o inocentou e obrigou os Três Porquinhos a pagarem indenização por agressão e danos morais

Embora seja um legítimo instrumento para a defesa de políticos em geral e senadores em particular, o futuro das CPIs é incerto, pois em muitos lugares do mundo não é vista com bons olhos.

Em lugares mais atrasados como a Suíça, a Dinamarca e o Canadá, as CPIs foram extintas, deixando os pobres políticos à mercê da justiça comum para se defenderam, o que evidentemente não funciona, pois todos sabem que o povo vota pela cassação sem a menor consciência

Mas, em democracias fortes como o Irã, a Coreia do Norte e a Venezuela, ela tem livrado muito político de ser vítima da injustiça ou da imprensa.