Dedo no nariz

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Não! Esse dedo não está no nariz!!!
Esse sim, pôs o dedo no nariz!
Finalmente, um dedo no nariz bonito!

O homem sempre teve o Dedo no nariz como parte de sua natureza. Partindo pra organismos mais evoluídos como ameba, alga cuneiforme, barata pré-jurássica, louva-a-deus pteiossauro, lontra-da-lama, camelo e corinthiano, ele trouxe firme esta necessidade básica e primordial que é a de caçar pra se alimentar. Infelizmente, um dos supostos benefícios da era escrita(pós-analfabetismo) é de que podemos ir pegar o nosso alimento na vendinha ou super-mercado da esquina. Na nossa era moderna, foi-nos usurpado abruptamente a necessidade primordial de caçar, impressa em nossos gens, arraigada no mais profundo âmago de nossos seres, com uma programação de milhares e milhares de milênios.

O que faz o homem, sabendo que lhe falta alguma coisa em seu cerne, enquanto assiste a uma novela, espera o sinal do semáfaro, aguarda a namorada se aprontar ? O que lhe resta fazer ? Seguir resignado naqueles eternos momentos em que não se tem nada de prático a fazer, a não ser ter que se contentar em ver o tempo se esvaindo de suas mãos, como areia fina num mar de possibilidades ? O que sua alma clama, o que mais forte que cada pedacinho seu, cada célula, cada tecido de seu corpo pede ? O que poderia satisfazer as ligações sinápticas de seu córtex cerebral e aos receptáculos químicos de seu bio-ser como um todo ?: o prazer da caça !

[editar] Resolução

Porém ele seria considerado bruto, selvagem, aquém do seu estado evolutivo. Seria crivilmente açoitado e postergado como um pária perante a sociedade... O que ele faz então? Na nossa era, permeia entre nós a máxima e é sabido o conhecimento de que temos e podemos nos dar pequenos e furtivos prazeres! Podemos criar nossas pequenas revoluções e quebrar, por pequenos intervalos de tempo, os dogmas e o paradigmas existentes. Podemos subverter a realidade opressora e nos impormos como verdadeiros dominadores e conquistadores que somos, mesmo que seja por um pequeno lapso de tempo.

Na falta de disponibilidade, peça para um amigo meter o dedo no seu nariz, em qualquer lugar, a qualquer hora!

Aí que entra um pequeno campo de caça, micro na visão, mas macro em nossos cérebros a ponto de sentirmos toda a gana, o prazer, o deslumbre/vislumbre de procuramos uma pequena, frágil e indefesa caca no nosso nariz. Em experiências documentadas, registradas e exaustivamentes auditoradas nas universidades de Cambrige e Oxford, numa ação conjunta e louvável, foi pesquisado desde 2001 com finalização e conclusão dos estudos em setembro de 2006, o tema em questão, causando uma certa repulsa em alguns centros acadêmicos e partes da sociedade local. Conclusões bombásticas sobre o tema em questão: O por quê o homem gosta de tirar meleca do narina ?, vieram a tona e podem abalar os pilares da área do conhecimento humano como filosofia, religiosidade e ciências. De uma pesquisa inocente e até infantil por 2 pesquisadores ingleses - na época em vias de conclusão de suas respectivas graduações - o projeto inicial pequeno, foi trazendo indícios mais profundos, foi tomando vulto, se expandindo por corredores e departamentos de Cambridge, sendo depois auxiliados pela universidade de Oxford. São eles Philipe McRyan e John Depaxon II. Seus trabalhos científicos ganharam destaque na revista Nature de abr/07 e hoje expôe suas reflexões em congressos e palestras no mundo todo sobre o assunto. Como ganhar na loteria, estes dois jovens pesquisadores alçaram quase que da noite para o dia, de estudantes comuns com suas qualidades para famosos cientístas conhecidos internacionalmente. Curiosidade: em Los Angeles, nos EUA, a fachada do auditório onde eles foram dar palestras estava caracterizada, com um nariz gigante moldado na entrada.

As conclusões dos estudos mostram os níveis de serotonina, endorfinas e metadorfinas produzidas no cérebro e distribuídas rapidamente na corrente sanguínea, aceleradas pelo ritmo cardíaco, para células "ávidas e sedentas", segundo estudo, do prazer proporcionado pela "caça" ao catarro de nariz. Foram comparados 2 grupos distintos de homens em proporções iguais: 250 caçadores e 250 homens comuns - aquele considerado homem médio. Aqueles homens que não tem desejos obscuros e escondidos dentro do armário - ou seja: não são considerados frescos e que enfiam o dedo no nariz - apresentaram os mesmos níveis de autoestimulantes cerebrais que os caçadores assistindo cenas gravadas de espreita e caças sendo abatidas. Testes em campo também foram realizados com extermínios de pequenos hamsters(abundantes na Inglaterra), além de testes "crossover", que consiste em colocar um no lugar do outro. Tanto caçadores colocados em situação de caça a meleca, como homens de nível médio tendo que se alimentar de hamsters reais, foi percebida a mesma situação. Outros testes foram feitos pegando-se voluntárias do sexo feminino, tanto em uma situação com em outra, obtendo resultados pertinentes que é uma característica masculina. Até afeminados sentiram asco de ter que enfiar o dedo no naziz ou comer a cabecinha dos hamsters.

[editar] Finalmente o nariz

Coisa muito importante feita pelo nariz: fungar.

O campo de estudos e agora, o campo de batalha se expande literalmente: o nariz. O homem consegue voltar a sua origem, percebendo que retirar uma meleca seca no início e depois molhadinha no final, não é "só" um mero prazer. É sim, o registro que aquilo baseia-se em seu instinto de sobrevivência e alimentação. Por vezes, os homens são vistos lambendo os dedos ou colocando a caquinha na boca - sinal de que suas células estão com "fome" do prazer oculto, a anos negado: a caça. São pegos em total dispersão, alheios ao tempo por alguns instantes: entra e sai o comercial na novela e ele nem se dá conta do acontece na novela; por vezes ganha uma buzinada no semáfaro; ou fazendo uma bolinha enquanto a namorada não está pronta pra saírem. O nariz é um campo de guerra onde confronta a caça com o caçador, o dedo e o catarrinho. Muitas vezes a vantagem é do homem, onde ele tem todas as armas pra conseguir seu intento: unhas, o dedo mindinho, cotonetes, camisa. Mas a melequinha tem seus atributos e suas vantagens: as vezes ela esconde na ante-câmara do nariz, tornando-se inalcançável; por vezes ela pode se esconder atrás de um pelinho ou de uma casquinha. Muitas vezes, o homem(seu nariz) sai ferido. Pode sair sangue, trazendo-se os restos mortais da meleca para fora, com parte da narina ferida. Quando a batalha está desfavorável, ele pode assoar o nariz na pia, na mão ou na camisa. Por vezes ela tenta uma última estratégia - pode se esconder numa parede, pular pro chão ou parar no espelho morrendo assim de morte lenta e seca, sem a proteção da umidade do nariz. Por vezes, de posse de seu prêmio em mãos, ou dedos, ele se diverte com o objeto da caça. Brinca, amassa, faz bola, ou até a come como símbolo definitivo de seu poder adquirido. Por vezes se faz sentir(um pouco) Chuck Norris, com a devida permissão.

Tudo isso levou os pesquisadores a pensar na origem evolutiva do homem. O homem finalmente entende a si mesmo e pode demonstrar a sua parceira o motivo que ele enfia o dedo no nariz. O próximo passo é garantir a fiel tradução e compreensão destes estudos pra sociedade, concedendo uma luz de sabedoria àqueles que viam com maus olhos o simples ato de limpar o nariz.

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