Desconversas:Auto da Barca do Inferno

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Papo cabeça

Este artigo faz parte do Desconversas, o maior acervo de papo furado da Internet.

Hoje essa barca vai encher.

No momento em que acabamos de morrer, chegamos subitamente a um rio, neste rio tem duas barcas que estão atracados num porto, sendo que uma delas vai em direção ao paraíso e a outra para o inferno. As tais barcas têm, cada um, os seus comandantes na proa: O do paraíso, o Anjinho, e os do inferno, o Toninho do Diabo e o Capeta Júnior.

Início[editar]

  • Toninho do Diabo: Porra Capeta Júnior, vai ficar o dia inteiro coçando o saco? Temos trabalho a fazer! Vá arrumar a barca que hoje tem!
  • Capeta Júnior: Oxe, to indo.
  • Toninho do Diabo: Venham todos! Antes que a maré mude! Vamos ao inferno! MWHAHAHAHAHA! Mas que belezura de barca!

Fidalgo[editar]

Ser um gênio bilionário playboy filantropo extremamente rico tem suas desvantagens.
  • Fidalgo: Para onde você vai com essa barca?
  • Toninho do Diabo: Ela vai para a ilha perdida!
  • Fidalgo: É para lá que vai a senhora?
  • Toninho do Diabo: Eu sou é homem, nunca vi rastro de cobra nem couro de lobisomem!
  • Fidalgo: Vai viajar com essa merda aí toda quebrada? Sério agora, para onde ela vai?
  • Toninho do Diabo: Ela vai para o inferno! Eu taco fogo!
  • Fidalgo: Lugarzinho ruim, não?
  • Toninho do Diabo: E você vai também!
  • Fidalgo: Quem, eu? Eu não! Tem muita gente rezando por mim!
  • Toninho do Diabo: Rezando para você queimar no colo do capeta!
  • Fidalgo: Vá te foder, vou até aquela outra barca, o atendimento aqui é horrível.

Chegando na outra barca...

  • Fidalgo: Essa é a barca que vai para o céu?
  • Anjinho: É essa mesmo...
  • Fidalgo: Então me deixem entrar, eu sou rico, tenho dinheiro e meu pai é advogado!
  • Anjinho: Pois é, mas vaidade é pecado.
  • Fidalgo: Que absurdo! Seu comunista! Eu passei minha vida inteira explorando os pobres para me dar bem, eu quero entrar no céu!
  • Toninho do Diabo: Entre logo na barca do inferno!
  • Fidalgo: É assim que termina? Tudo bem, melhor eu aceitar meu destino...

Onzeneiro[editar]

Cuidado com os agiotas.
  • Onzeneiro: Para onde vocês vão?
  • Toninho do Diabo: Por que demorou tanto?
  • Onzeneiro: Um filho da puta me passou a perna e eu estava cobrando o dinheiro dele, mas aí ele puxou um 3oitão e me deu três tiro no peito!
  • Toninho do Diabo: Trágico...Agora entre!
  • Onzeneiro: Mas para onde nós vamos?
  • Toninho do Diabo: Para o inferno!
  • Onzeneiro: Sendo assim acho que vou naquela outra barca ali...

Chegando na outra barca...

  • Onzeneiro: Para onde vocês vão?
  • Anjinho: Para o céu, mas vou logo adiantando que você não vai poder entrar!
  • Onzeneiro: Ora, por que não?
  • Anjinho: Basicamente você era um agiota, e segundo a lei número 1521/51 do código penal isso é crime!
  • Onzeneiro: Quem é você afinal, um juiz?
  • Toninho do Diabo: Entre logo na minha barca!
  • Onzeneiro: Eu tenho uma proposta! Deixe-me voltar e trarei muito dinheiro!
  • Toninho do Diabo: Isso não é muito útil por aqui, entre na barca!
  • Onzeneiro: Merda...
  • Fidalgo: Você aqui?
  • Onzeneiro: Sim, eu aqui! E aquele dinheiro que estava me devendo?
  • Toninho do Diabo: Calem-se!

Parvo[editar]

  • Parvo: Glu Glu! Ié Ié!
  • Toninho do Diabo: Quem diabos é você?
  • Parvo: Sou eu! Serginho Mallandro!
  • Toninho do Diabo: Certo, de quê você morreu?
  • Parvo: Acho que foi de caganeira!
  • Toninho do Diabo: De quê?
  • Parvo: Puxa meu dedo!
  • Toninho do Diabo: Certo...

BUUUUURF

  • Parvo: Rááá! Pegadinha do Mallandro! Salci Fufu!
  • Toninho do Diabo: Entre logo na barca!
  • Parvo: E para onde vamos?
  • Toninho do Diabo: Para o inferno!
  • Parvo: Isso é lugar de fracassado, corno e puta! É a Barca do cornudo!
  • Toninho do Diabo: Então vaza!

Chegando na outra barca...

  • Parvo: É aqui o meu lugar?
  • Anjinho: Bem, se quiser você pode entrar, você pode fazer alguns stand-ups no bar do paraíso.
  • Parvo: Ié Ié!

Sapateiro[editar]

Cquote1.png É só não roubar e não estuprar, acabo porra! Cquote2.png
  • Sapateiro: Olá! Para onde vão?
  • Toninho do Diabo: Vamos para a terra dos danados! E quantas tranqueiras você está trazendo!
  • Sapateiro: Pois é, mas eu me confessei antes de morrer, o que significa que eu consegui burlar o sistema infernal! Hahaha!
  • Toninho do Diabo: E os dez mil roubos que não contou? Você roubou durante trinta anos! E sabe como é, o povo anda dizendo que bandido bom é bandido morto!
  • Sapateiro: Mas eu fui a missa e chupei padre para caralho quando criança, o que significa que estou perdoado.
  • Toninho do Diabo: Até o dizimo das irmãs você roubava!
  • Sapateiro: Eu não vou para o inferno nem morto!

Chegando na outra barca...

  • Sapateiro: Olá, santa caravela! Me deixe entrar!
  • Anjinho: Nem vem, ladrão não entra no céu!
  • Sapateiro: Você quer que eu vá para o inferno?
  • Anjinho: Bem, é o que parece.
  • Sapateiro: Então vai ver só! Vou roubar os segredos de Deus e vendê-los para o Diabo!

Frade[editar]

As coisas que o frade andava fazendo não eram muito santas.
  • Frade: Ta Ri Rim Rim Rã! Huhá!
  • Toninho do Diabo: Quem é essa mulher aí do seu lado?
  • Frade: Pois é, passo a rola mesmo, tô nem aí!
  • Toninho do Diabo: É, mas isso não é meio que contra as regras lá do convento?
  • Frade: Fala sério, todo mundo no convento faz isso! Se você soubesse das surubas que acontecem lá, ficaria de queixo caido!
  • Toninho do Diabo: Certo, então entre na barca!
  • Frade: E para onde a gente vai?
  • Toninho do Diabo: Para o inferno!
  • Frade: Ora mas eu sou um homem santo! Veja minhas roupas religiosas!
  • Toninho do Diabo: Você ficou na putaria durante sua vida inteira, a Belzebu vos encomendo!
  • Frade: Mas o que é isso? Só porque eu gostava de dar umas bimbadas? Este lugar não é para mim!

Chegando na outra barca...

  • Frade: Olá!
  • Anjinho: Aqui certamente não é sua barca, no céu não tem putaria e orgias, por isso tenho certeza que você não vai gostar!
  • Frade: Mas e as 72 virgens?
  • Anjinho: Bem, isso não estava incluído no pacote que você escolheu.
  • Toninho do Diabo: Entre logo na minha barca!
  • Frade: Droga, mas que inferno!

Prostituta[editar]

Prostituta não oferece serviço, prostituta é o produto.
  • Prostituta: Olá!
  • Toninho do Diabo: Quem é você?
  • Prostituta: Meu nome é Bruna Surfistinha, e hoje eu não vou dar, eu vou distribuir!
  • Toninho do Diabo: Certo, entre logo na barca.
  • Prostituta: Eu não vou a lugar algum sem a Hilda Furacão! E eu não quero entrar aí!
  • Toninho do Diabo: O que você está trazendo?
  • Prostituta: Só o que eu preciso! Um vibrador, um dildo e um anel peniano.
  • Toninho do Diabo: E para onde você espera que vai com essas coisas? Para o paraíso?
  • Prostituta: É claro! Veja só quantos tapas na cara eu levei! Eu sou prostituta a minha vida é uma prostituição! Eu sou uma profissional do séquiço!

Chegando na outra barca...

  • Prostituta: Olá! Eu sou a Bruna Surfistinha, me deixe entrar!
  • Anjinho: Sinto muito, mas puta não entra no paraíso.
  • Prostituta: Mas eu fiz várias obras divinas, como levar outras garotinhas para a prostituição!
  • Anjinho: A barca do Toninho é a barca ideal para você!
  • Toninho do Diabo: Ora entrai, minha senhora, e sereis bem recebida! Se vivestes santa vida, terá sua recompensa!

Judeu[editar]

Você caiu no conto do mercador.
  • Judeu: De quem é essa barca? Deixe-me entrar! Eu te dou moedinhas!
  • Toninho do Diabo: O bode também vai entrar?
  • Judeu: É claro! O bode é meu melhor amigo!
  • Toninho do Diabo: Não você não vai entrar, não gosto muito de judeus!
  • Judeu: Não vai me deixar entrar porque sou judeu? Isso é antissemitismo!
  • Toninho do Diabo: Aquela outra barca está mais vazia, vá até lá!

Chegando na outra barca...

  • Judeu: Olá! Posso entrar?
  • Anjinho: Não, não pode!
  • Judeu: O quê? Até você? Mas e o holocausto?
  • Anjinho: Vá para a outra barca!
  • Toninho do Diabo: Certo, mas ele vai pendurado na proa!
  • Judeu: Maldito século XVI! Maldita inquisição!

Corregedor e Advogado[editar]

Quem julga o juiz?
  • Corregedor: Atenção da barca! Sou corregedor! Sou um homem da lei!
  • Toninho do Diabo: E que papelada é essa aí que você está trazendo?
  • Corregedor: Casos de direito! Eu sou o juiz dos juízes!
  • Toninho do Diabo: Certo, entre na barca e vamos dar uma olhada nesses casos!
  • Corregedor: E para onde você vai me levar?
  • Toninho do Diabo: Para o inferno!
  • Corregedor: Isso é um absurdo! Eu exijo que me tirem daqui!
  • Toninho do Diabo: Você não pode exigir porra nenhuma, a sentença já foi dada!
  • Corregedor: Eu não vou entrar nessa barca!
  • Advogado: O que está acontecendo aqui?
  • Corregedor: Olá, advogado! Você por aqui?
  • Advogado: Olá, corregedor! Como estão as coisas?
  • Toninho do Diabo: Certo, agora entrem logo na barca!
  • Advogado: E para onde vamos?
  • Toninho do Diabo: Para o inferno!
  • Advogado: Protesto! Eu não vou embarcar!
  • Toninho do Diabo: Certo, por que não?
  • Advogado: Eu quero falar com Deus!
  • Toninho do Diabo: Bem, Ele está aqui neste exato momento!

Chegando na outra barca...

  • Corregedor: Por favor deixe-nos entrar!
  • Anjinho: Nem vem, Deus me ligou e disse que vocês não podem entrar! Vocês roubaram para caramba e foram corruptos!
  • Corregedor: Droga, acho que não temos escolha, vamos para a barca do inferno...
  • Prostituta: Você aqui? Agora que o inferno vai começar de verdade!
  • Corregedor: Ora, bastava você não dar facadas nas outras putas da avenida que não precisaria responder no tribunal!

Enforcado[editar]

Como naquela época não tinha como fritar presos na cadeira elétrica, enforcamento era a única opção.
  • Toninho do Diabo: Olá, enforcado!
  • Enforcado: Eu morri enforcado! Isso significa que eu sou um mártir, certo? Eu sou um santo!
  • Toninho do Diabo: Certo, entre aqui e guie o barco até o inferno!
  • Enforcado: Eu não! Se eu morri enforcado, então eu estou livre do inferno! Enforcado na prisão!
  • Toninho do Diabo: Pois é, a idade média tem dessas coisas...
  • Enforcado: Eu cheguei até a beijar a mão do pastor enquanto estava na prisão! Eu ouvi todos os CDs da Ludmila Ferber e assistia direto as pregações do Silas Malafaia!
  • Toninho do Diabo: Bem, se você estava com pena de morte decretada, de muito pouco serve a pregação! Achou que se converter na hora H ia livrar sua cara?
  • Enforcado: O pastor disse que sim!
  • Toninho do Diabo: Certo, se acha que pode ir para o paraíso, vá para a outra barca! Mas vou logo avisando, eles sempre voltam para cá!

Chegando na outra barca...

  • Enforcado: Eu quero entrar no paraíso!
  • Anjinho: Certo, por que acha que pode entrar aqui?
  • Enforcado: O pastor disse que que o purgatório era a prisão, e que eu estaria perdoado assim que morresse!
  • Anjinho: Errou feio, errou feio, errou rude...
  • Enforcado: Mas que droga!
  • Toninho do Diabo: Entre logo na minha barca!

Cavaleiros[editar]

Cquote1.png Deus Vult! Cquote2.png
  • Toninho do Diabo: Preparem-se! A viajem já vai começar!
  • Cavaleiros: Vamos! Vamos a barca da vida! Todos que por Deus trabalharam, entrem na barca divina! Mas cuidado, pecadores, pois que depois da sepultura, o destino é de prazeres ou de dores!
  • Toninho do Diabo: Certo, para onde vocês vão?
  • Cavaleiro 1: Cale-se criatura infernal! Quem morre com coração limpo sabe para onde vai!
  • Cavaleiro 2: Nós morremos nas cruzadas! Morremos para tirar Jerusalém das mãos dos muçulmanos!
  • Toninho do Diabo: É, só que aparentemente não deu muito certo...

Chegando na outra barca...

  • Anjinho: Eu estava esperando por vocês! Mártires da Igreja que morreram lutando contra os muçulmanos!
  • Cavaleiro 3: Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus!
  • Muçulmano: Espere um minuto! Me disseram que se eu lutasse na jihad eu ia ganhar 72 virgens no paraíso depois que morresse!
  • Anjinho: O quê?
  • Muçulmano: Eu morri lutando por Allah!
  • Cavaleiro 4: Espere, fui eu quem te matei lá na Terra!
  • Muçulmano: Isso não é justo! Esse cara não pode entrar no paraíso junto comigo! Quer dizer que eu me explodi por nada?
  • Anjinho: Certo, já chega! Eu vou ligar para o gerente daqui e Ele vai resolver isso!

Um milênio depois...

  • Deus: Algum problema?
  • Anjinho: Olha chefe, tem quatro cavaleiros aqui querendo entrar no céu, só que eles morreram combatendo muçulmanos que também querem entrar no céu, e agora?
  • Deus: Certo, vamos fazer o seguinte, eu chamo um UBER para levar o muçulmano para o céu dos muçulmanos, os cavaleiros embarcam na sua barca porque ela está vazia, fechou?
  • Cavaleiros: Estamos de acordo!
  • Muçulmano: Por mim tudo bem!
  • Deus: Certo, agora, os dois barqueiros, peguem suas barca e vão trabalhar!

E assim embarcam.

FIM[editar]