Desentrevistas:Recruta Zero

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Este artigo é parte do Desentrevistas, a sua coleção de fofocas informações sobre as pessoas famosas.

Zero preparado para a Desentrevista.

Hoje, nós da Desciclopédia mergulhamos novamente no mundo dos quadrinhos, e resolvemos entrevistar Beetle Bailey, o Recruta Zero. Para fazermos esta Desentrevista, fomos até o quartel Swampy disfarçados de oficiais do Pentágono. Dissemos à sentinela que estávamos com uma carta para o general Dureza, comunicando-o de sua promoção a general de duas estrelas. Se bem que a sentinela era o recruta Dentinho – se soubéssemos disso antes, nem precisaríamos do disfarce. Ele nunca pararia para pensar por que dois oficiais sairiam do Pentágono até um quartel no cu do mundo apenas para entregar uma carta a um general, se poderiam falar da promoção pessoalmente sem a carta, ou mandá-la pelo correio, ou enviar um fax, ou um e-mail, ou comunicar por telefone.

Em muitas de suas tiras, você é retratado tirando uma soneca. Se continuasse sendo um civil, você teria tempo para tanto?[editar]

Acho que, se eu ainda fosse civil, dava um bom funcionário público, ou um político.

Você é chamado Zero no Brasil, mas, nos Estados Unidos, Zero é o nome original do Dentinho. Que confusão, hein?[editar]

Qual dos dois é o verdadeiro Zero?

Eu também não entendo nada dessas coisas que os tradutores fazem. O fato é que o FDP do sargento Tainha acha que tanto eu quanto o Dentinho somos um zero à esquerda.

Falando no Tainha, como é sua relação com ele?[editar]

Olha, é um negócio meio que de ódio e amizade. Ódio porque ele sempre pega no meu pé, me faz pegar no pesado e me bate muito. E também de amizade porque a gente pratica muitos esportes junto, nas folgas, e também saímos juntos para tomar umas que outras na cidade. O problema é que ele bebe muito, sempre passa da conta. E, quando você está com o Tainha, tem que beber também, porque, quando ele está de porre, pra aturar o cara, só enchendo o latão.

Fico imaginando o que vocês já fizeram de besteira em alguma balada.[editar]

Bem, briga, já tivemos muitas – todas provocadas pelo Tainha. Ele bota banca e grita: Cquote1.png Neste bar não tem homem que ganhe de mim e do meu amigo aqui! Cquote2.png O problema é que ele bate, bate, bate, ganha sempre e sai quase sem nenhum arranhão. Eu só apanho, apanho, apanho. Agora, já teve uma coisa que nem quero lembrar…

Por favor, conta aí, o pessoal precisa saber![editar]

O Tainha e eu fomos beber num pé-sujo na cidade. Bebemos tanto, mas tanto, que não nos aguentávamos mais em pé. Aí, fomos pra uma pensão lá perto do bar. Só tinha um quarto – e com cama de solteiro! Tá, nos deitamos e ele pegou no sono primeiro. Só que eu estava muito mais alterado que ele, não me aguentei e… ai, Deus, nem quero lembrar!

Não vai me dizer que você… hã… enrabou o Tainha?[editar]

Se não quer que eu diga, eu não digo.

E ele, o que sentiu?[editar]

Sei lá, talvez nada, talvez alguma coisa. Mas posso garantir que não foi por isso que ele não chega junto nas mulheres. Ele é tímido com elas, só isso!

É verdade que você trocou sua antiga namorada, a Bunny, pela Dona Tetê, secretária do general Dureza e a mulher mais cobiçada do quartel?[editar]

Quanto à Bunny, quero mesmo esquecer. Ela sempre reclamou que eu era um cara ausente, que eu precisava ficar mais tempo com ela. Pois bem. Um dia, falsifiquei uma licença para ficar uns dias na cidade e consegui sair do quartel. Cheguei de surpresa na casa da Bunny e a vi na cama com meu sobrinho Chip, que é de outra tira, Zezé & Cia. Fiquei arrasado diante da cena que vi. Um ato de traição e pedofilia! Contei meu drama para a Dona Tetê. Ela ouviu pacientemente, se apiedou de mim, me convidou para tomarmos uns drinques na casa dela. Daí, papo vai, papo vem, o clima esquentou e aí… rolou. Com isso, agora estamos juntos.

Mas o seu colega Quindim, metido a don-juan, sempre ficava de olho na Dona Tetê. Como ele se sentiu ao saber do caso de vocês dois?[editar]

Ah, ele ficou arrasado. Passou a beber feito um louco. Tinha surtos, queria se matar, queria me matar, queria matar a Tetê. Mas o fato é que agora sou visto como o pica-doce do quartel Swampy.

Mas o general Dureza também sempre assediava a Dona Tetê na cara-dura. Isso é um problema para você?[editar]

Não. O general com a Tetê é tipo cerca de arame liso: cerca, cerca, mas não fura.

Não podíamos terminar esta Desentrevista sem antes perguntarmos isto: qual é a cor dos seus olhos, já que você nunca os mostra?[editar]

Eu não queria contar isto, mas, na verdade, nasci sem olhos. Sou meio que um mutante. Eu enxergo mesmo é por ocelos localizados nas minhas bochechas. Parecem sardas, mas são meus pequenos olhos. O curioso é que minhas “sardas” não aparecem muito – só mesmo com o zoom fechado na minha cara. Ou o meu criador tem preguiça para me desenhar sempre com elas.

Bem, Zero, foi um prazer fazermos esta Desentrevista com você e…[editar]

[Nesse momento, chega o sargento Tainha.]

Tainha — Muito bem, Zero, vadiando de novo! E quem são esses dois aí?

Primeiro de tudo, nos respeite, sargento! Somos oficiais do Pentágono![editar]

Tainha — Ah, é? Posso distinguir de longe um militar à paisana e um civil se passando por militar. [Dá uma volta em torno do Desentrevistador.]

Mas como você pode achar que somos civis disfarçados querendo invadir o quartel?[editar]

Tainha — Por isso aqui! [Pega na etiqueta da camisa do Desentrevistador, onde está escrito “Arlequim Fantasias para Festas Ltda.”.]

Peraí, sargento, eu posso explicar…[editar]

Tainha — Nem precisa de explicação! Vocês vão aprender na prática o que fazemos com intrusos aqui! ZEEERO, você também vai entrar na dança!

[Ouvem-se gritos de Zero, do Desentrevistador e do Desfotógrafo, acompanhados de sons de tapas, socos, pontapés e palavrões do sargento.

O Desentrevistador e o Desfotógrafo ficaram esmigalhados. Os restos deles foram enterrados numa caixa de papelão. Zero também ficou todo estropiado, mas já que ele é coisa de desenho animado, no dia seguinte, estava inteiro de novo, como se nada tivesse acontecido. Alias, Foi Zero que nos entregou o gravador e a câmera, pelo correio, para um administrador malvado cujo endereço estava num papel no bolso da calça de nosso finado Desentrevistador.]