Deslistas:Bairros de Belém

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Por ter sido constituída historicamente à base da cagada, Belém possui todos os traços de uma metrópole pós-colonial, sem nenhum planejamento urbano e com problemas estruturais latentes e insolucionáveis. Apesar de interligados, os bairros da cidade têm aspectos próprios e às vezes geram contrastes sociais que, igual, só há na Zona Sul do Rio de Janeiro. É possível separá-los em quatro grupos ou "zonas":

  • Zona I – CENTRO EXPANDIDO: Reúne centro histórico, centro comercial, centro da Idade classe média de Belém e centro noturno da cidade. Em suma, é um “ovinho” que demora 15 minutos para ser percorrido de carro, mas que representa Belém inteira para os turistas e moradores das classes A+ e A que vivem na cidade.
    • Batista Campos: Onde se concentram "a zelite", tem uma praça de mesmo nome que os cabocos insistem em comparar ao Central Park, mas que na verdade ainda está a anos-luz até do Ibirapuera. Pode até parecer que não, dado o nível das pessoas que passam por lá com o cooper feito, mas não passa disso mesmo.Hoje se aproxima muito do Jurunas e já se confunde com ele em algumas partes pelos prédios de luxo localizados próximos a barracos sujos. E ah, não se empolgue com o ar bucólico: a bandidagem também dá umas passadas por lá.
    • Campina: Todo mundo passa por lá todo dia, mas ninguém lembra que ele existe. Ainda hoje não se sabe exatamente onde começa a Campina e acaba o Reduto. Bairro famoso, principalmente, por concentrar a atividade de putas e travecos (embora estes fiquem mais pelo Reduto) ao longo da região central, entre a Praça da República e a confluência da rua Riachuelo com a travessa Padre Eutíquio.
    • Cidade Velha: É bem isso aí mesmo: a parte de Belém que está velha, caquética e caindo aos pedaços. Apesar disso, é um dos lugares mais visitados por famílias com um mínimo (mas também sem o máximo) de poder aquisitivo nos fins de semana, por causa de suas "atrações", como Janela Para o Rio, Casa das 11 Janelas, ou mesmo a Catedral, onde as pessoas só vão em época de Círio.
    • Nazaré: Tem esse nome por causa do túnel de mangueiras que o corta, debaixo do qual passa uma avenida homônima. Ali ficam a Basílica de Nazaré e o CAN, onde você não sabe o que vai lhe matar primeiro: um skatista/patinador/qualquer coisa ou a barulheira infernal dos periquitos que às seis da tarde ali revoam aos milhares. Quer dizer, isso se você não tiver o azar de levar uma manga (verde!) na cabeça enquanto está andando na calçada.
    • Reduto: É um buraco no meio da cidade: sujo, fétido e malcuidado. Abriga o contingente de travecos cabocos da cidade, assim como todos os cheira-colas que fazem seu expediente na região central. Mesmo assim, praticamente todo mundo precisa passar por lá, já que é o bairro mais próximo do Ver-o-Peso e que intermedeia Umarizal e Comércio.
    • Umarizal: Outro bairro de playboys. A diferença deste pra Batista Campos é que o tédio abunda no Umarizal (o que às vezes é bom, considerando que no resto da cidade a poluição sonora impera pelos cabocos com seus bregas nos palcos ambulantes que eles chamam de carro, isso fora as rádios boca-de-ferro e propagandas móveis). Quem quer um pouco de ação tem que respirar fundo e descer uma ladeira qualquer até a Doca, já fora dos litígios do bairro. Bem, mas ainda morre uns na esquina, outros no meio da rua antes de chegar na Doca...
  • Zona II – PERIFERIA CENTRAL: O nome é paradoxal, mas diz tudo. O topônimo é utilizado para definir o conjunto de bairros onde a bala come solta (e, quando não é bala, é na base da terçadada mesmo). Um anel de pobreza e miséria que o governo deixou crescer e agora toma conta da cidade por meio de bairros. São eles:
    • Canudos - Dependendo do ponto de vista, é onde começa o anel de pobreza e violência de Belém, próximo a São Brás e Marco. Curiosamente, é um dos menos sem-lei da periferia - para compensar, o bairro vive afundando em aterros vagabundos e canais que transbordam no "inverno". A falta de árvores também gera um calor infernal, mesmo à noite.
    • Condor - Próxima à Cidade Velha, "a" Condor (como classificam seus cabocos moradores) pode ser considerada, também, o começo da grande periferia. O bairro é a porta de entrada da região "mais vermelha" da cidade (os quatro bairros abaixo), mas é mais conhecido por sua caboquice que por seus índices de violência.
    • Jurunas - Conhecido por ser a única referência de pobreza amazônida da área histórica da cidade, o "Jurunão" faz fronteira com Batista Campos e empresta seus vagabundos e pivetes às belas praças e esquinas do bairro nobre. O bairro, limítrofe também da Cremação, marca qualquer um que passe pela profusão de barracos de madeira, vielas sem saneamento, ruas sem sinalização e lamaçais a céu aberto. Curiosamente, é nele que ruas "suntuosas" da cidade nascem, como as travessas Quintino Bocaiuva e Rui Barbosa.
    • Cremação - O nome deste resquício de inferno em Belém provém do antigo forno crematório da cidade (que hoje é um mijódromo e ponto de consumo de drogas próximo à feirinha do bairro). Ponto de encontro de traficantes e policiais corruptos de toda a Região Metropolitana, o bairro é violento até o caralho dizer chega e só não virou a Terra Firme por ser relativamente bem localizado (fácil acesso ao Centro). Já possui uma parte "nobre" da avenida Conselheiro Furtado até a Caripunas onde alguns prédios bastante luxuosos se encontram.
    • Terra Firme - Este dispensa apresentações. Centro de toda a bandidagem pé-rapada do Pará inteiro, entre traficantes, pivetes, vagabundos, bêbados e putas de baixo escalão, a Terra Firme possui índice de mortes diárias superior ao da Faixa de Gaza em período de guerra. A delegacia do bairro já registrou tantas fugas que não funciona aos finais de semana. Os bandidos andam armados na rua de dia, na cara de pau. Todo dia, amanhece um corpo esfaqueado/metralhado na rua. Juntos, Terra Firme e Guamá compõem uma região que nem a Polícia Militar arrisca adentrar, dependendo do setor. Todos os veículos de imprensa do Estado já foram assaltados/ameaçados por lá.
    • Guamá - Mesmo sendo um "pouquinho" melhor que a Terra Firme, o Guamá - onde ficam a Universidade Federal do Pará (UFPA) e o Cemitério Santa Izabel - é o tipo de bairro que ou você conhece detalhadamente, ou você vive. Nele, fica o famoso Canal do Tucunduba, tradicional centro de tráfico/contrabando do Estado, além de algumas reservas naturais que servem como área de desova de corpos. Recentemente, em uma tentativa política aviadada frustrada, o querido prefeito Duciomar Bosta Costa, inaugurou a Praça Vermelha Benedicto Monteiro, com uma área incrivelmente dantesca de 1 cm², localizada na Rua Meroba Barão de Igarapé Mirí (vulgo, parte "nobre" do distinto bairro), esquina com meestupra Ezeriel. O bairro tem uma paisagem que fascina, ao caminhar pelas ruas avistamos uma miríade de fezes (esterco, esterco e mais esterco - de cavalo, égua, jegue, burro, cachorro, cachorra, tchutchucas "plocs" e favelados). É um bairro rico por mirarmos continuamente suas reservas de metais voadores, chumbo para todo lado, o que faz com que seus habitantes (os que não são maconheiros, cheiradores, meliantes, casseteiras) ingressem na carreira artística como malabaristas e contorcionistas. Por fazer fronteira com Canudos, que é mais mansinho, e com São Brás, o bairro também tem a fama de "exportar" seus bandidos. Quem está queimado por lá, diz-se, acaba se mudando para a Cidade Nova.
  • Zona III – PERIFERIA “HABITÁVEL”: Reúne bairros que não são exatamente centrais, mas podem ser habitados por seres humanos decentes e têm ligação fácil com o centro. Mesmo assim, concentra alguns bairros sem lei como Barreiro e a Sacramenta.
    • São Brás: Como é onde se localiza o Terminal Rodoviário, é um ponto de confluência de cabocos viajantes com suas mochilas de R$ 1,99. Aos poucos vai entrando nos bairros centrais, pois já possui asfalto na maioria de suas ruas, boa iluminação, prédios classe A+ e avenidas de grande importância, apesar de ainda ser um bairro onde os bandidos brincam de pira. No entanto, a principal atração é a Praça da Leitura, onde você pode encontrar de tudo (menos leitura): mendigos, sem-terras, a escultura mais bizarra do mundo (a Coluna da Vergonha) e até um museu abandonado, apelidado carinhosamente de "Chapéu do Barata" (pelos decanos da cidade) ou "Nave da Xuxa" (por 99,5% da população belenense).
    • Marco: Se você tem mais de 20 anos (Ok, 18), certamente você aprendeu na escola que o nome vem de um monumento que, antigamente, separava Belém de sua latrina, Ananindeua. Agora, abaixo disso, pode esquecer. Não somente porque agora o limite é depois do Shopping Castanheira (que, por sua vez, é depois daquele nó-de-marinheiro chamado Entroncamento), como também porque ninguém mais sabe se o tal monumento está lá. Tudo o que dá pra ver é um viaduto muito do escroto, única herança da administração Edmilson Rodrigues. Fora isso, é importante ressaltar que o Marco (entenda-se a Avenida Almirante Barroso, que muitos entendem como sendo o único ponto de entrada e saída da cidade, já que o prolongamento da Avenida João Paulo II - prometido já há quase duas décadas - não sai nunca, e por isso ninguém nunca trafega por lá) é, basicamente, a versão amazônida da Marginal Pinheiros: dia sim, dia também, o trânsito congestiona, e só alivia quando você chega em Ananindeua.
    • Souza: Liga o Entroncamento ao Marco, mas ninguém liga.
    • Fátima: O bairro pobre mais sem-graça de Belém. Só vê alguma coisa em junho, quando o Santuário de Fátima organiza sua quermesse anual. Nem sanguinolento é, tanto que nem tem delegacia própria. Demorou muito tempo para o nome atual ser proferido pela população (principalmente pelos moradores de outros bairros), e ainda hoje há os que o chamam "carinhosamente" de Matinha, o nome original.
    • Pedreira: Em face da situação geral da cidade, é um bairro relativamente tranquilo (apesar do sem-número de canais sazonalmente transbordáveis por onde a bandidagem ronda), a não ser que você dê o azar de estudar na Unama. Se der, não saia da faculdade sob hipótese alguma - aliás, não saia nem de casa para ir à faculdade, que é um grande ponto de convergência de pivetes filhos da puta que só vêm de turma pra fazer o rapa na galera à espera do bonde. Curiosamente, alguns playboys, quando passam por aqui, relatam a sensação de estarem jogando GTA. Já em relação ao barutlho, é um dos bairros campeões, pois sua rádio comunitária (que na verdade é um canal comercial somente) Voz do Bairro fica o dia inteiro repetindo as mesmas propagandas em voz alta, nos postes de todas as avenidas, sejam comerciais ou residencias. Propagando as mesmas coisas estão carros-som, bicicletas-som, caminhões-som etc. Isso sem contar os cabocos querendo aparecer com seus "pop-som móveis" que eles chamam de carro. Também é o bairro oficial do carnaval, o que acumula em muito a quantidade de moradores festeiros e barulhentos do bairro. Se você trabalha em casa ou é aposentado, com certeza esse não é um bairro para você.
    • Sacramenta: Conhecido Também como "Sacrabala", por sua concentração de traficantes, ladrões de galinha, cachaceiros e fugitivos da justiça, é um dos principais points da cabocada, pois é onde fica a AP: A Pororoca. Fica o conselho: não saia de casa com carteira. Do mesmo jeito você vai voltar sem ela. Maior índice de furtos e roubos imbecis e malsucedidos do Norte do País.
    • Telégrafo: Chamado por extenso de "Telégrafo Sem Fio" pelos anciões locais (pior que é verdade [1]), o maior perigo aqui são os moleques empinadores de papagaio. Ou seja, não passe de moto por aquelas ruas empoeiradas, esburacadas e sem calçada, ou você corre o risco de ser decapitado. Sim, eles abusam do cerol só pra pegar o primeiro incauto que passar. E você achando que era pra cortar a linha de outros papagaios...Pode ser que melhore e vire centro, pois não ta tendo mais lugar onde por prédio no bairro do Umarizal que fica ao lado e os prédios estão invadindo o telégrafo que breve vai mandar parte dos moradores pra algum novo conjunto passando o paar, como indenização.
  • Zona IV – PERIFERIA LIMÍTROFE: Aqui ficam os bairros mais escrotos da cidade, não só pela violência como pela dificuldade de acesso, distância do centro e falta de serviços básicos como saúde, saneamento e transporte público. A região é fronteiriça com Ananindeua, o que piora o índice cabocal local. A cabocada vinda do interior do Estado e que não consegue emprego constrói seus barracos aqui – por isso mesmo, 99,99999% da área é de invasão. Para piorar, um bairro se funde no outro e ninguém se entende direito. Eis os bairros:
    • Barreiro: Olha o nome e pergunta se precisa dizer mais alguma coisa. Entre as especificidades deste bairrinho - que concentra points de extrema periculosidade como o Canal São Joaquim e o Canal do Galo -, estão a Unama Senador Lemos que abriga só os alunos de direito,que desde o incício do curso já vão entrando em contato com os marginais que irão defender,coisa que só a unama disponibiliza,tem também a famosa "Feira da Robalto", onde aquele som que tiraram do seu carro foi comercializado. Lá, os bandidos vendem a preço de banana tudo o que roubam.
    • Marambaia: Tem gente que acha que fica em Ananindeua, de tão absurda que é sua localização - uma parte do bairro, diz-se, fica depois do Castanheira. Além de ser o bairro mais quente de Belém (por lá, não se vê sombra em um raio de quilômetros), também é um dos mais malcuidados - só perde para a Cabanagem. Colete à prova de balas é item essencial quando se navega pelas ruas da Marambaia, a não ser que você resolva atravessar a Rodovia Augusto Montenegro, devido à falta de sinalização e à tendência que os motoristas têm de brincar de Fórmula Indy por lá (isso quando o MST não resolve fechar a rodovia, que aí é que trava tudo). Se quiser morar no bairro, melhor comprar terrenos próximos à via, por ser a região de Belém em que mais há construções de condominíos fechados/luxuosos (como Greenville I, II e Executive, Cidade Jardim, e uma outra porrada de prédios clubes).
    • Val-de-Cães: Principal porta pela qual os playboys podem escapar da cidade, já que lá fica o Aeroporto "Internacional" Júlio César ("Internacional" entre aspas porque, de lá, só sai avião pra fora do país se for pro Suriname ou pra Guiana Francesa, países altamente representativos da Amérdica do Sul). Aliás, se você vir cabôcos por lá, não se engane: eles só estão lá pelo free shop mesmo. Por falar neles, merece menção também o conjunto do Marex, que é onde a vagabundagem se concentra, e que fica nos arredores da avenida de mesmo nome do aeroporto. Ao que parece, no entanto, eles não tem coragem de sair de lá pra pegar os turistas que acabam de chegar da cidade, então fazem a miséria de quem mora por lá mesmo (mas com baixo risco de morte, o que no cenário atual da cidade é lucro).
    • Maracangalha: O nome diz tudo: é uma grande cagada. Ninguém sabe onde começa, tampouco onde termina. Só se sabe que esta trolha fica ali na área da avenida Júlio César, perto do T1, e abriga todos os militares corruptos do Estado. Por ser área militar em boa parte de seu percurso, não é local dos mais perigosos. Mas é feio e pobre.
    • Pratinha: Pobre, perigoso, sujo, feio, longe para cacete e praticamente esquecido pelas autoridades públicas, o bairro vive em absoluta decadência. Vive num estado paralelo, sob a legislação de cachaceiros, traficantes e líderes comunitários ligados ao tráfico e às megaaparelhagens, e tem como principal via de acesso a asquerosa Rodovia Arthur Bernardes. É o tipo de lugar que nem no Google Earth você acha direito.
    • Médici: Conjunto tranquilo, daqueles que todos se perguntam se estão em Belém ou no interior, de tão morte lenta que é. Atualmente, é até que bem cuidado, principalmente depois que nosso "querido" prefeito Duciomar Costa resolveu asfaltar tudo quanto é lugar, com a sua empresa de asfalto. Atualmente vem acontecendo uma imensa e inexplicável especulação imobiliária com casas caindo aos pedaços a preços passando de R$ 130.000,00. Chegar e sair do bairro é uma incógnita que nem seus moradores sabem resolver.
    • Bengui: Leia-se: chumbo grosso. Se na Marambaia o colete à prova de balas é essencial, nem chegue perto do Bengui se você não estiver usando um - assim como um capacete de titânio, também, por precaução. Composto de invasões e lixões humanos que recentemente foram asfaltados pela Prefeitura - em jogada eleitoral, claro -, o bairro abriga, ironicamente, conjuntos da high society local que se enjoou de morar no centro, como Água Cristal e Cristal Ville.
    • Tapanã: Extensão do bairro acima, o Tapanã é tão sem lei quanto o "bengola", somado o agravante de boa parte de suas ruas não ser asfaltada. Lá, a bandidagem se enfia em uns becos que nem o BOPE seria capaz de desbravar. O índice de mortes violentas é de 15098 para cada 2 habitantes.
    • Parque Verde: Os cabocões da Augusto Montenegro (ou alguns moradores dos condomínios de luxo do Green Ville) insistem em dizer que tem um bairro com este nome, mas sinta-se desafiado a procurá-lo. Chuck Norris fez uma excursão pra lá e disse que parece o Leste Europeu de tão quebrado e abandonado.
    • Tenoné: Conjunto-bairro que já fica dentro do distrito (?!?) de IcUaraci, foi criado num ramal da estrada inútil e inexistente de ferro Belém-Icoaraci. Primeiramente, abrigou os pobres cabocos que não tinham grana para comprar casa nem no Tucunduba. Depois, mandaram famílias de funcionários públicos e policiais, oferecendo-lhes casinhas escrotas pré-fabricadas com uma janela. Desde 2008, no entanto, a governadora resolveu mandar para lá todos os bandidos moradores da periferia que está sendo submetida à macrodrenagem. Resultado: tráfico, putaria e bala para tudo que é lado. Se chegar lá (depois de 50 min de viagem da Augusto Montenegro para dentro), tome cuidado para não entrar nos conjuntos Helena Coutinho e Roberto Marinho. Já são carinhosamente apelidados pelos moradores de Terra Firme II e Nova Sacramenta.
    • Cabanagem: Como o nome indica, este aqui vive em clima de revolução. Revolução marcada por tiroteios diários, barracos desabando com a facilidade com que são construídos (em cima da rede de esgoto que escorre da Augusto Montenegro), alagamentos diários causados pela chuva e uma briga diária com as obras da Cohab lá por perto. O bairro é entupido de conjuntos de baixa qualidade de vida. Morar por lá é reduzir a expectativa de vida em uns 15 anos, no mínimo.
    • Icoaraci: Também não é um bairro - afrescalhadamente falando, é uma "Região Distrital", tal qual Mosqueiro e Outeiro. E, tal qual Mosqueiro e Outeiro, é bordejada por praias de rios tão sujos que nem urubu chega perto (só a Praia do Cuzeiro Cruzeiro é interditada pela Prefeitura bem umas 367 vezes por ano).E também, tal qual Mosqueiro e Outeiro, é preciso andar com cautela, pois um pivete pode vir do nada (mesmo nos espaços mais abertos) e lhe subtrair coisas à toa, como alguns poucos litros de sangue e ainda lhe dar uma pirocada.

Ruas[editar]

As ruas, avenidas, travessas e vilas de Belém têm como fator comum seu mal-asfaltamento, as suas calçadas desniveladas, emporcalhadas e exalando fortes essências à base de ureia humana e/ou canina, além de suas valas transbordáveis, com plantas asquerosas nas margens. Mas podemos dividi-las em vários tipos. Esta classificação é quando à nomenclatura:

  • Pessoas que ninguém sabe quem foi: Pedro Miranda, Dr. Moraes, Conselheiro Furtado, Almirante Wandenkolk, Dom Romualdo de Seixas, Dom Romualdo Coelho, Brás de Aguiar, Padre Eutíquio, Quintino Bocaiuva, Aristides Lobo, Augusto Montenegro, Assis de Vasconcelos, Joaquim Távora, Manoel Barata, Gentil Bittencourt, João Balbi, Boaventura da Silva, Antônio Baena, Bernal do Couto, Lauro Sodré, Senador Lemos, Augusto Corrêa, Bernardo Sayão, Roberto Camelier, Cipriano Santos, Veiga Cabral, João Alfredo, Castilho França, Jerônimo Pimentel, Domingos Marreiros, Diogo Moia, Tavares Bastos, Alcindo Cacela, Serzedelo Corrêa, Dr. Freitas, Ferreira Pena, Tavares Bastos, Gama Abreu, Frutuoso Guimarães, Henrique Gurjão, Oliveira Belo, Djalma Dutra, Antônio Overdose Everdosa e outras.
  • Datas que ninguém sabe o que ocorreu de importante: 9 de Janeiro, 15 de Janeiro, 20 de Fevereiro, 3 de Março, 14 de Março, 14 de Abril, 3 de Maio, 13 de Maio, 2 de junho, 13 de Junho, 19 de Julho, 12 de Agosto, 1º de Setembro, 5 de Setembro, 25 de Setembro, 28 de Setembro, 12 de Outubro, 25 de Outubro, 3 de Novembro, 22 de Novembro, 1º de Dezembro (atual João Paulo II), 16 de Dezembro e outras.
  • Nomes de batalhas e personalidades da inútil Guerra do Paraguai: Vileta, Humaitá, Umarizal (ops, isso é um bairro), Perebebuí, Timbó, Angustura, Curuzu, Chaco, Lomas Valentinas, Riachuelo (um dos points de compra e venda de corpo na cidade), Duque de Caxias, Mauriti, Barão do Triunfo, Almirante Barroso, Mariz e Barros, Almirante Tamandaré, Visconde do Inhaúma, Marquês de Herval e outras.
    • É importante ressaltar, aqui, que a esmagadora maiora dessas ruas se encontra entre Pedreira e Marco. Sabe lá Deus por quê. As únicas exceções, no caso, seriam a Almirante Tamandaré (que começa na Cidade Velha e acaba no Reduto) e a Riachuelo (entre a Campina e a Cidade Velha).
  • Pessoas famosas que não têm nada a ver com a cidade: Benjamin Constant, João Paulo II, Mário Covas, Rui Barbosa, Tiradentes, Pedro Álvares Cabral, Arthur Bernardes, José Bonifácio, Campos Sales, Joaquim Nabuco, Generalíssimo Deodoro e outras.
    • Outra nota: Embora pareça, Júlio César não se enquadra nesta categoria, mas na de "Pessoas que ninguém sabe quem foi", pois o nome não se refere ao Imperador de Roma, e sim a um engenheiro de aviação que era nativo da cidade. Ou seja, um engana-trouxa.
  • Nomes de tribos indígenas em maioria desconhecidas: Apinagés, Jurunas (ops, isso também é um bairro), Pariquis, Tamoios, Tupinambás, Tupiniquins, Tambés, Amanajás, Mundurucus, Timbiras, Sapucaias, Caripunas e outras.
  1. CRUZ, Ernesto. Ruas de Belém: Significado histórico de suas denominações, pág. 34.