Deslivros:Como escrever um livro

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Este deslivro é parte do acervo de desmanuais Nuclear-explosion.jpg

Cquote1.png Leia isto e poderá chegar a ser como eu. Cquote2.png
Paulo Coelho sobre este artigo.

Cquote1.png Isto também se refere a mim. Cquote2.png
Bruna Surfistinha sobre a frase anterior.
Cquote1.png Realmente útil. Inclusive, um perfeito idiota poderia escrever um Best-seller. Cquote2.png
Dan Brown, falando com conhecimento de causa.

Suponhamos que, pelos motivos que sejam, você decidiu escrever um “livro”. Sua musa inspiradora o mandou para o inferno? A única coisa que conseguiu são folhas e folhas repletas de fotos de bundas? Se seus globos oculares ainda não estouraram depois de horas e horas em frente ao computador, leia isto e conforme-se com seu fracasso triunfe como um campeão.

Tabela de conteúdo

[editar] Tipos de livros

Uma coisa a se ter em conta na hora de escrever um livro é que há milhares de livros diferentes: ciência, ficção, poesia, história; pelo que fazê-los não deve ser muito difícil. A primeira coisa que deve ter em mente é o tipo de livro que deseja escrever. A partir daqui, os procedimentos são diferentes.

[editar] Escrever um Best-Seller

Ao escolher esta opção, você demonstrou uma grande ganância ambição. Pois a primeira coisa é escolher o tema do livro. Nossa recomendação é que peque um livro de História, abra uma página ao acaso e misture os personagens com os filmes de Indiana Jones. Assim você terá temas como “Cabral encontrou a Arca da Aliança” ou “Getúlio Vargas é o líder de uma seita que guarda o Santo Graal”. Como pode ver, há todo um mundo de possibilidades!

Depois, escolha o título. É fundamental que se componha de duas partes: uma deve ser uma palavra que indique mistério e segredo (código/códice/mistério) e a outra parte deve ser o nome de alguém famoso na Antiguidade (Da Vinci/Descartes/Fernando Sabino). Um bom título poderia ser O Segredo de Quintana.

Agora, só lhe cabe a parte fácil: escrever. Escreva tudo o que lhe passar pela cabeça; embora esteja escrevendo sobre um tema histórico, não precisa saber nada de História: limite-se a misturar ficção com realidade. Por exemplo, em O Código Da Vinci, apesar de ser um livro de ficção, também tem coisas que são de verdade; verdadeiramente, sim, houve um cara chamado Da Vinci, e em Paris há sim um “Museu do Louvre”. O resto é tudo mentira.

[editar] Escrever um livro infanto-juvenil

Se você escolheu esta opção, prepare-se para escrever muito (inclusive, pode ser que acabe a tinta de sua caneta Bic). No entanto, este tipo de livro é muito mais fácil de escrever do que um Best-Seller adulto. Para este tipo de livro, não importa o título: isso se põe depois. O importante deve ser o argumento, que deve-se desenvolver da seguinte maneira:

Assegure-se de que a capa seja atraente.

O protagonista é um adolescente marginalizado, maltratado e, se possível, órfão. Um dia, de alguma forma indeterminada (deve ser a mais absurda possível: desde que um elfo lhe visitou até que escorregou no banheiro), vê-se catapultado a outra dimensão/outro mundo/um lugar desconhecido, onde descobre que tem poderes, e que uma profecia diz que ele vencerá um bandido. (Este argumento serve para que os leitores sonhem com que lhe aconteça o mesmo que o personagem; porém, o mais próximo que possam parecer com o personagem é que são marginalizados.)

Um conselho: se quiser ter um ganho de popularidade, ponha dragões! Muitos dragões! Milhares de dragões! Quanto mais, melhor!

[editar] Escrevendo Um Livro de Comédia

Meu Deus, como é fácil. É igual escrever aqueles romances eróticos que vamos ver mais na frente. Basta fazer da situação engraçada ou os diálogos. Qualquer tipo de humor se encaixa.

Humor Nonsense:

O cara tá no tiroteio e aí o vilão dá um tiro no bueiro de onde sai um crocodilo que come o vilão.

Fica assim: "Penisvaldo encarava Pentelhylson com um olhar desafiador que fitava o desejo de competição que existia dentro daquele nefasto homem. Antes que Penisvaldo pudesse sacar sua arma Pentelhylson puxou sua magnum 44 e atirou no bueiro com o intuito de assustar o herói. Mas na hora só o que ele pôde fazer foi ouvir um som estrondoso e ao mesmo tempo abafado e ver um jato verde que foi expelido a uma altura considerável de seis metros. Do bueiro explodido saiu uma criatura que se movia ligeiramente com a sua fome interior, um grande réptil adulto. Um crocodilo, que pulou em Pentelhylson devorando-o em segundos e depois correu pela cidade a esmo."

Mas quem vai rir disso? Você quando publicar um livro em que um homem atira em um bueiro e sai um crocodilo que come ele.

Humor Negro:

Um carinha tá sendo zuado por uma velinha de cadeira de rodas aí ele chuta a cadeira e a velinha vai ladeira à baixo.

"Penisvaldo (de novo nosso herói) estava aguentando o calor da fila para poder entrar na loteria e pagar sua conta de luz. Ele estava ali faziam duas horas. Seu estilo não era comum. Era um homem gordo, tatuado e cheio de piercings. De repente uma senhora que estava em uma cadeira da rodas atrás dele começou a falar: - Antigamente os jovens se portavam como seguidores de Jesus, agora são todos satanistas. Penisvaldo se impressionou por não tê-la visto antes atrás dele com aquela cadeira. Ele olhou para ela e disse sem mudar seu humor: - Eu não sou satanista. Sou metaleiro. - Tudo igual, você tem que largar esse Metallica e ir pra Igreja, ser um menino direito que nem aquele menininho que eu acho tão gay bonitinho... O Pelanza. Penisvaldo teve de aturar durante trinta minutos tortuosos as provocações daquela ignorante mulher que insistia em gritar que ele era satanista e que Deus iria salvá-lo. Irritado, respondendo ao seu instinto ele chutou a cadeira da senhora que foi para trás, e ninguém tentou segurá-la pois ninguém mais a suportava, e ela foi caindo ladeira à baixo, onde sua cadeira virou e ela foi parar dentro de um bueiro."

Viu como bueiros são engraçados? Não são. Eu sei.

[editar] Livro para ganhar o Prêmio Jabuti

Realmente, este prêmio qualquer um pode ganhar (a lista telefônica chegou a ser finalista): quando e sempre reúna estas 2 condições:

  1. O título não deve ter sentido (Amargo Silêncio, As Feridas do Tempo, etc.).
  2. O autor deve ser: a) uma mulher, b) um homossexual; ou c) Paulo Coelho.

Acredito que, se você vencer, vai ganhar um Especial de Porrada rios de dinheiro; assim, é uma boa opção.

[editar] Escrever um livro baseado noutra história

Esta poderia ser a opção mais fácil. Mas lembre-se: NÃO tem de ser igual.

Imagine uma história similar a Alice no País das Maravilhas. Poderia ser uma versão distorcida da história.

(Que alguém acabe isto de uma vez, pois tenho que fazer algo mais importante.)

[editar] Novela Romântica

Uma das práticas mais difíceis, apesar de na teoria ser fácil.

Faça-o bem ou seu livro acabará assim.

A chave é: ponha todas as suas taras enlouquecidas fantasias eróticas, mas escreva-as usando palavras muito cultas e sendo o mais arrevesado possível. Aqui vai um exemplo tirado de um filme pornô:

Escrita normal: A coroa vê o agricultor, este lhe passa a mão e acabam trepando feito macacos.

Escrita romântica: “Quando Scarlet (os nomes têm de ser bombásticos, há uma lei que determina isso) viu o fornido jovem, sentiu que o desejo a consuma por dentro, como um fogo interior. Ele se aproximou dela e a beijou, bebendo de seus lábios; continuou acariciando seus túrgidos seios e deslizou suas fortes e varonis mãos pelas coxas de Scarlet…”

[editar] O começo do princípio

Com estes conselhos, você já está pronto para escrever seu próprio livro… Lembre-se: se muitos inúteis já o fizeram antes, por que você não pode?

[editar] Você sabia que…

[editar] Veja também

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