Deslivros:O desespero pelo 1º exame de próstata

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Aquilo era aterrorizante.

Um belo dia, quando completei meus 40 anos, a primeira coisa que fiz foi agendar o meu exame de próstata, vulgo, desvirginamento anal. Lembro-me de naqueles dias que antecediam o momento em que eu seria arrombado, que suava frio, ficava com a respiração ofegante, as mãos e pernas tremiam como num dia de muito frio. Aquilo era aterrorizante.

Às vezes pensava: "Isso não deve ser nada de mais, mulheres fazem sexo anal, e muitas até gostam e sentem prazer... ô porra! Virei gay?". Cada vez que eu pensava isso, eu tinha vontade de cortar os pulsos.

Faltavam 2 dias para o exame, resumindo, desespero total. Então, tomei a decisão mais marcante e estúpida da minha vida: "Doutor nenhum vai me arrebentar o toba, eu mesmo vou ter que fazer isso!"

Cheguei em casa do trabalho as 19:34, fiquei fazendo hora extra para tentar adiar aquele momento. Lembrei de uma KY que eu tinha guardado de uma vez que sem sucesso tentei traçar o traseiro da Cleoswaldda, com dois "d", uma diarista, que apesar do nome, tinha um corpo interessante.

Estava terrivelmente amedrontado com o que estava por vir. De certa forma, meu estomago começou a embrulhar. Estava quase petrificado. Respirei fundo, mas tão fundo que arrebentou 2 botões de minha camisa do uniforme.

Armado com a KY e uma Jontex Extra lubrificada pra colocar no dedo, me tranquei no banheiro. Moro sozinho, mas não queria nem que as paredes vissem aquilo. Combinei com o box e com o meu reflexo no espelho que ninguém além de nós saberíamos daquilo. Abaixei as calças, lambrequei o indicador e o médio de KY, me coloquei numa posição conhecida por ser a posição que Napoleão perdeu a guerra. Já passava das 23:20hs então, lentamente, fui aproximando minha mão direita do meu condenado. Estava nervoso. Senti o geladinho da KY tocando a pele sensível do meu olho retal, nesse momento uma voz me veio a cabeça dizendo: "Se dói pra sair, imagina como não deve doer pra entrar por aí." nesse momento, como diria meu amigo Luiz Fernando Veríssimo, pensei: "Cara, caguei!" Sentia o líquido quente e pastoso escorrendo pela perna... Que merda!

Deu tudo errado! Além de não conseguir me autoestuprar, não tinha mais a minha querida diarista para limpar aquela desgraça que fiz.

Resolvi ir dormir afinal ainda teria o dia seguinte todo para realizar isso.

Entre vários pesadelos que tive durante aquela noite, acordei com o cú babando merda durante o que eu finalmente conseguia alojar o meu "mindinho" lá dentro. Já eram 5:32hs então aproveitei para tomar um banho.

Fui para o trabalho de táxi. Não consegui ligar meu carro de tanto que tremia. O taxista era daqueles que falam, falam e falam. O cara parecia ler meus pensamentos. Falou da história de um amigo dele que fez o exame de atochamento do dedo aos 42 anos, largou a mulher e as 3 filhas e agora mora com o médico que é conhecido como Grandemir. Achei estranho esse nome. Mas o taxista disse que é porque ele tem mais 1,90m. Parei por alguns instantes e comecei a imaginar o tamanho do dedo daquele miserável... Puta que pariu, dava calafrios!

Mas fiquei tranquilo, já que o nome do meu médico era Altamir da Silva.

Aquela conversa com o taxista até me aliviou um pouco.

Trabalhei, voltei pra casa com uma estranha sensação de tranquilidade... Pra que..?

As 7:12hs do dia fatal eu acordei. Vesti-me, e fui encarar o meu futuro. Cheguei em cima da hora lá no consultório, o paciente que foi antes de mim estava acabando de entrar. Ouvi um grito lá de dentro: "Graaaande mir!!" Uma nuvem com raios parou sobre minha cabeça, o cú travou sozinho, estava totalmente assombrado.

Era ele. O médico que o taxista estava falando.

Pensei em correr. Mas quem disse que as pernas respondiam. Já estava sofrendo. O pior é que os minutos começaram a voar! E eu sentado ali, sem conseguir me mexer.

Escutei uma risada macabra lá de dentro. Era aquele monstro do lago Ness. Já tinha acabado com o outro e era minha vez...

A secretária dele, me chamou:

- Sr. Arnaldo Altoé?

Eu disse: - Que?

- O Sr. pode entrar... E abriu aquele sorriso maravilhoso que refletia a luz do sol. Pensei comigo: "Sua filha da puta, fica rindo porque sabe que eu vou tomar uma dedada que vai parecer um taco de beisebol entrando na minha bunda! Cachorra."

Deu uma vontade de espancar aquela ordinária!

Enfim, levantei-me e entrei no consultório. Entrei olhando para baixo, assustado, vi um pé que mais parecia o de alguém preparado para nadar.

- Boa tarde, Sr. Altoé. Ecoou aquela voz melosa da porra dentro do consultório.

Educadamente, respondi com a frase mais completa que eu consegui formar naquele instante.

- Boa.

O homem tinha quase 2 metros de altura, fiquei me perguntando se aquilo eram mãos ou pás!

- O Sr. pode tirar toda a roupa e se apoiar naquela cama.

Porra ele num quis nem conversar antes para amaciar um pouquinho... Escutei um barulho de borracha batendo na pele.

Slapt!

Olhei para trás e aquele espanador da lua já estava de luva bem atrás de mim. Como ele mandou, me apoiei, rezei e me preparei para o pior. Pelo menos não era casado nem tinha filhas.

Senti uma mão pesada no meu obro esquerdo e percebi que ele estava pronto para atochar na minha válvula de escape.

Quando eu pensei em pedir pra respirar.. Ploc!

O bicho num teve dó. Fincou pra dentro sem nem uma KYzinha, puxando os pelos tudo junto.

- Ai! - Calma Sr., já estou acabando.

Pensei, miserável acabou de começar, agora faz isso direito.

Foi a pior sensação da minha vida, a real sensação de cagar pra dentro. Credo!

Por fim, se estou aqui hoje é porque sobrevivi, mas ainda hoje me pergunto como aquela mão direita foi parar no meu ombro direito...

Aconteceu que depois daquele dia nada foi a mesma coisa na minha vida