Desnotícias:Anatel publica regulamento para internet via rede de água

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O WaterModem em funcionamento.

SÃO JOSÉ DO PASSA QUATRO, Brasil - Foi publicada nesta segunda-feira pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a medida que aprova o Regulamento sobre Condições de Uso de Bolhas por Sistemas de Banda Larga por meio de Redes de Água e Esgoto no País. A Resolução 10101, que libera a adoção da nova tecnologia de internet, cuja prestação é feita pela rede sanitária, define critérios técnicos para o oferecimento do serviço através de comunicação de dados utilizando o famoso sistema WaterNet, que usa bolha e não-bolha no lugar do antigo zero e um.

O sistema será oferecido através da instalação de um modem especial, o WaterModem, desenvolvido por empresas de metais sanitários. Por tubos de PVC ligados à rede de água, o aparelho irá disponibilizar o acesso à web com velocidade de cerca de 200 megabits por segundo, por onde o Watermodem irá receber os dados. Este revolucionário aparelho, que está em desenvolvimento desde 2001, usa a rede de água convencional para receber dados e a rede de esgoto para enviá-los de volta ao provedor.

"Ele funcionará como um conversor que você conecta e, a partir disso, terá acesso à internet no seu computador pela captação de dados repassados pela rede de água", explica Diana Tony Mura, especialista em regulação da Anatel. "Esse equipamento poderá ser ligado em qualquer torneira que forneça água para que seja possível navegar no espaço virtual", complementa.

Ainda sem custo definido, o que depende da adesão ao produto e do interesse de fabricantes e prestadoras em oferecer a tecnologia, a internet via rede de água deverá ter, no entanto, um valor semelhante às assinaturas atuais de acesso à web. "A ideia é que este serviço seja competitivo no mercado de internet", diz Mauro Olivetto, gerente operacional de planejamento da Anatel.

Equipamento conectado à WaterNet.

Ele destaca também como diferencial do sistema WaterNet o benefício da capilaridade do acesso à rede de água e esgoto no país, em mais de 90% das residências. "Tendo água em casa, será possível ter acesso à internet", argumenta o gerente operacional. "Não será preciso ter linha telefônica para poder ter internet", reforça ainda a especialista Diana.

Os equipamentos que vão ser utilizados no sistema deverão ter certificação de uso específica reconhecida pela Anatel. A Agência Nacional de Energia Hidráulica (Aneh) irá dispor sobre a prestação do serviço. As empresas interessadas em prestar serviços de internet via Watermodem devem apresentar à Anatel, no mínimo 30 dias antes do início de suas operações. Sabesp, Sanerj e Sanepar já demonstraram interesse.

O criador do WaterModem, Sr. Pachinco Famicom, está empolgado com o uso de sua tecnologia, mas faz algumas considerações: "Obviamente não poderão usar a WaterNet as pessoas que utilizam fossas sépticas, e nem aquelas que instalaram aparelhos para remover as bolhas de ar da rede de água." E adianta seu próximo projeto: "Estou pesquisando como usar o sistema fluvial com a WaterNet. Imaginem usar o rio Amazonas para transmitir dados! Isso sim seria banda larga!".



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