Desnotícias:ENEM 2017: Surdos, surtos e muita hipocrisia

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BRASIL, (Des)Ordem e (Retro)Progresso

Porque é melhor prevenir do que remediar

Nos dias 5 e 12 de novembro, aconteceu a 19º edição do ENEM, o Exame Nacional do Ensino Médio, onde milhões de pessoas vão tentar a sorte para ver se conseguem uma vaguinha numa universidade federal ou pelo menos em alguma privada que preste e que não seja os olhos da cara. Como nos anos anteriores o exame segue o mesmo ditado: "ENEM foi fácil, ENEM valeu a pena fazer ENEMguém vai passar".

A grande novidade desse ano é que a prova foi separada em dois domingos, ao invés de ser no sábado e domingo como outrora, o que acabou com os planos do pessoal que depois do fim de semana ia se encher de cachaça pra curar a tristeza, agora tiveram que estudar pra não ir ainda pior no 2º dia de prova.

O primeiro dia foi destinado as provas de ciências humanas, linguagens e redação, e como sempre brilhou o clássico show dos "Barrados no baile dos portões do ENEM", onde as grandes estrelas são aqueles que se preparam o ano todo estudando para o exame mas se esquecem de se preparar para chegar até ele, causando a tristeza de suas famílias e a alegria de todas as outras, que racham o bico vendo os memes criados nas redes sociais.

Muita esperteza
E como sempre, tem aqueles indivíduos que dão um show de interpretação e domínio do assunto

Quanto a prova, não foi muito difícil. Para tentar compensar o cartão-resposta passou a ser destacado do caderno de provas, e muitas gente teve que rasgar o cu pra não rasgar o cartão na hora de destacar. Já a temida redação surpreendeu todo mundo com o tema de "Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil", frustrando os planos de muita gente que passou o ano todo fazendo e decorando modelos com temas polêmicos como feminismo, reformas trabalhistas, direitos humanos, fome no mundo e outras trocentas baboseiras que os noticiários vomitam na sua cara todo santo dia. Só de colocar "surdos" e "deficientes auditivos" no mesmo tacho meio mundo já se lascou. E eis que o tema da redação quebra a 4º barreira em São Paulo onde um candidato surdo teve o aparelho retirado "porque parecia com um ponto eletrônico". Além disso muitos candidatos surdos relataram dificuldades ao fazerem a prova pelo exame não ser adaptado em Libras e não terem interpretes o suficiente para todo mundo. Só no Brasil mesmo.

Fora isso nada muito importante. Apenas alguns surtos de gente que não sabia porra nenhuma ou fez alguma cagada, e saiu correndo com o caderno, atitude completamente normal e esperada nesse caso. Teve até foto de redação rondando no Zap-Zap, mas como muita gente pensou que era mais uma daquelas montagens com o negão da picona nem se deram ao trabalho de baixar a imagem, e ficou por isso aí mesmo.

Já o 2º dia foi das Ciências da natureza e a matemática, onde muita gente se surpreendeu. Segundo matemáticos profissionais da área de humanas, pessoas que acertaram 5 questões em matemática irão tirar mais de 600 na media porque a prova estava mais difícil, logo essa pessoa que vos fala foi a única que não chutou a prova porque chutou quase tudo. Segundo entrevistas após a prova, muitos candidatos usaram a técnica do Cálculo Hipotético Universal Técnico Estimativo para respondê-la e mais uma vez o tema da redação do ENEM "ganha vida" quando um jovem com deficiência auditiva do interior de São Paulo foi constrangido por causa de um fiscal idiota que não olhou seu aparelho direito e por isso ele teve que fazer prova em uma sala normal, sem nenhum tipo de ajuda necessária. Brasil, um país que não é de todos.

E foi isso por 2017. Ano que vem tem mais, na universidade mais próxima de você


Fontes[editar]