Dom Quixote de La Mancha

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Dom Quixote prestes a enfrentar os Malvados do Reino

Dom Quixote de La Mancha foi um famoso cavaleiro que viveu na Espanha entre os séculos 16 e 17, enfrentando moinhos de vento, rebanhos de ovelhas, acompanhantes de defunto e o que mais ameaçasse a lei e a ordem. Acompanhado pelo seu fiel escudeiro Seu Barriga Sancho Pança, fez tanto sucesso que teve sua vida transformada em livro, já que na época o cinema ainda não tinha sido inventado. No entanto, como na época também quase ninguém sabia ler, Dom Quixote continuou tão desconhecido como antes. Assim teria permanecido para sempre, se empresários do ramo da celulose não pressionassem a União Internacional e Universal de Intelectuais Urbanos ou Indígenas (Uiuiui) a considerar o livro uma obra-prima mundial, já que, com seus 128 capítulos espalhados por dois volumes, fazia a alegria dos fabricantes de papel.

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[editar] Vida antes da fama

Depois de famoso, Dom Quixote teve que lidar com o assédio das fãs.

Não se sabe muito bem a vida de Dom Quixote antes do livro que o tornou famoso. Documentos esparsos e contraditório indicam que ele nasceu de uma mulher, que cresceu e permaneceu vivo durante todo esse tempo. Por ter nascido na Espanha namorou varias mulheres de corpo atraente e, por isso foi expulso de la por criar confusões e não se casar. Naépoca a rera era se casar com pelo até com 30 anos.Também era fluente em espanhol -- o que lhe dava grande vantagem sobre Galvão Bueno na hora de falar a escalação de seu time pátrio -- e certamente respirou ao longo de sua vida.

Pouco depois de completar 42 anos, os registros ficam mais comuns, já que ele passou a declarar Imposto de Renda e o governo não ia relaxar em saber cada detalhe, por menor que fosse, de um contribuinte. Assim, sabe-se que Quixote (ou Queixada, ou Queijada, ou Quixana -- ele usava nomes falsos para fugir de uma acusação de estelionato contra ele no reino vizinho de Aragão) comprou uma casa na cidade de Babosa, na província espanhola de La Mancha e lá viveu com uma empregada e uma sobrinha, lendo livros e mais livros de cavalaria e fantasiando sobre isso. Desta forma, pode-se dizer sem sobra de dúvida que Quixote foi o primeiro nerd conhecido da Humanidade. Em nossos dias, provavelmente viraria noites jogando Diablo, Tibia ou similares.

[editar] Quando Quixote saiu da casinha

De tanto ler sobre cavaleiros, Quixote acabou viajando na maionese e achando que era um deles. De nada adiantavam os protestos de seu personal stylist, segundo quem Cquote1.png essa coisa de cavaleiro europeu medieval é tãããããããão duas horas atrás! Cquote2.png Quixote não estava nem aí e praticava sem parar as artes da montaria e do manejo da lança -- e, para sua grande alegria, era sempre o personal que acabava cavalgado e lanceado, já que o cavaleiro não tinha muitos equipamentos para um treinamento adequado.

Mesmo assim, Quixote investiu pesado na sua transformação em cavaleiro: vendeu móveis, roupas, o furingo, tudo que lhe rendesse alguns trocados para comprar drogas armas, armaduras e coisas parecidas. Ao final de muito regateio, consta que ele conseguiu o seguinte:

Plate armor +3
Espada longa +2, conjura Burning Hands
Anel +1 Carisma
Amuleto +2 em qualquer Saving Throw

Entretanto, seu cérebro havia sido irremediavelmente destruido nesse processo, tornando-o mais louco que o Ventania depois de um quilo de heroína. Por causa disso, passou a realizar as ações mais extravagantes, como montar uma armadura de papelão e achá-la resistente ou ver a Playboy da Dercy Gonçalves e achá-la gostosinha (apesar de que, na época, ela talvez realmente fosse).

Dom Quixote morre no final do livro com a consciência que pelo menos um dia foi famoso.

[editar] A vida de aventuras

Rocinante, o valente cavalo de Dom Quixote, em pintura da época, preparando-se para enfrentar mais um dos muitos perigos que seu dono encarava.

Quando se sentiu realmente preparado, Quixote montou em seu valoroso cavalo Rocinante e partiu em busca de altas aventuras e das mais loucas confusões, mas voltou logo depois porque, rico como era, precisava de um empregado para carregar suas malas, lavar suas cuecas e relaxar o cavalo.

Achar um interessado não foi difícil, já que o que não faltava em sua vila eram pobres dispostos a fazer os serviços mais difíceis por qualquer dois reais. Desta forma, ele teve que escolher -- e acabou escolhendo o caipira mais gordo, burro e cagão do local: Sancho Pança. Para Dom Quixote, no entanto, ele parecia tão forte quanto Rambo e tão sagaz quanto McGyver. Assim, juntos e misturados, partiram à procura de emoção e adrenalina, as quais encontraram em grandes quantidades.

Ao contrário do que esperavam, porém, conseguiram muito poucas riquezas e vitórias. Na verdade, apanharam mais que Judas no sábado de saravá aleluia, o que acabou rendendo a Dom Quixote o valoroso nome de Cavaleiro que Dá Pena, depois melhorado para Cavaleiro da Triste Figura.

Ao final de alguns anos de carreira, Dom Quixote resolveu se aposentar e curtir os frutos de seu trabalho como cavaleiro. Entretanto, como era autônomo, não tinha direito a aposentadoria e morreu, por isso, sem um puto no bolso, reclamando de constantes dores nas costas e das filas nos bancos. Sancho Pança, por outro lado, tornou-se relativamente conhecido ao criar um programa dominical de variedades, o Domingão do Panção, que acabou não indo ao ar porque a televisão ainda não havia sido inventada.

[editar] O livro

Dom Quixota e Sancha Pança posando na campanha de lançamento do livro.

A história de Dom Quixote fez tanto sucesso que logo autores afim de um dinheiro fácil se meteram a transformá-la em livro. Várias versões foram publicadas e vários personagens semelhantes foram criados, mas a única versão que chegou aos nossos dias foi a escrita por Miguel de Cervantes, sob o pseudônimo de Cid Hamete Benengeli. Não se sabe por que o autor resolveu adotar um nome falso, mas acredita-se que tenha alguma coisa a ver com uma aposta perdida para outros escritores que colaboravam com ele numa enciclopédia humorística.

Publicado com o título de O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de La Mancha, a obra ganhou o Troféu Joinha de Lívro com o título mais longo já publicado e figurou no Livro Guiness dos Records até 1942, quando foi superado pela novela Todas as vezes que como legumes penso em você, do colombiano Gabriel García Márquez. Entretanto, os títulos dos capítulos permanecem inigualáveis, sendo praticamente resumos do que tratam. Alguns exemplos:

  • Do bom sucesso que teve o valoroso Dom Quixote na espantosa e nunca imaginada aventura dos moinhos de vento, com outros sucessos dignos de feliz recordação (Cap. VIII, primeira parte)
  • Onde se prosseguem os numerosos tormentos que o bravo Dom Quixote e seu bom escudeiro Sancho Pança padeceram na venda, que o fidalgo, para seu mal, julgara ser castelo (Cap. XVII, primeira parte)
  • Da nunca vista nem ouvida aventura, que jamais, e com pouco mais perigo, foi concluída por nenhum famoso cavaleiro no mundo, mas que o foi pelo valoroso Dom Quixote de la Mancha (Cap. XX, primeira parte)
  • Da ridícula palestra travada entre Dom Quixote, Sancho Pança e o bacharel Sansón Carrasco (Cap. III, segunda parte)
  • Onde se declara quem foram os encantadores e verdugos que açoitaram Dona Rodríguez e beliscaram e arranharam Dom Quixote, além do que sucedeu ao pajem que levou a carta a Teresa Pança, mulher de Sancho Pança (Cap. L, segunda parte)

Entretanto, cabe dizer que a versão que se tornou famosa é, na verdade, uma sátira que calunia o grande herói que foi Dom Quixote, dando-lhe fama de palhaço. A família do cavaleiro quis processar o autor, arrancar dele até o último centavo e impedir que o livro fosse comercializado, mas como sempre o que prevalece é a baixaria, essa foi a versão que se tornou famosa e que você tem que ler para fazer seus trabalhos de literatura.

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