Dona Onete

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BandeiradoPara.jpg Agora me deu medo!!

Este artigo foi escrito por um cabôco nativo paraense que toma açaí na cuia! Aproveita pra tomar um tacacá enquanto estás lendo, sumano, agora, ai de ti se tu esculhambares ele, ou o pau te acha, meu preto!


A própria

Ionete da Silveira Gama (Cachoeira do Arari, Pará), é uma macumbeira marajoara mais conhecida como Dona Onete. Ela nasceu em 18 de Junho de 1739, quando a ilha do Marajó ainda servia como lar dos antigos povos Tuxauas Marajoaras, mortos anos depois pela grande Buiuna.

Dona Onete depois de conseguir se salvar da gigantesca e horrenda cobra, fugiu para Belém do Pará junto com seus 23 filhos. Então ela passou a fazer pequenos trabalhos como macumbeira enquanto cafetinava suas filhas e netas em troca de algumas moedas dos portugueses e holandeses. Para aumentar a renda ela vendeu 6 de seus filhos para servirem de escravos sexuais nos navios que partiam de Belém rumo ao Rio de Janeiro.

A Escravidão[editar]

Em 1800 ela e seus descendentes foram pegos pelos portugueses e transformados em escravos, depois enviados a região atualmente conhecida como Baixo Tocantins, mas precisamente a região de Barcarena. Eles trabalharam em um cafezal da região por 86 anos até a antiga rival Buiuna aparecer por lá e destruir tudo vivo da região, obrigando Dona Onete fugir com seus 564 descendentes para fundar as cidades de Abaetetuba, Moju, Igarapé Mirí, Barcarena, Acará e Cametá.

Foi quando sua fama de macumbeira se tornou internacional, principalmente depois de derrotar a majestosa Buiuna em um combate acirrado, depois que essa ultima descobriu que Dona Onete andava se esfregando com o seu marido, o Boto Pintado Namorador do Tamauatá. Dona Onete ficou famosa por ter convocado através dos orixás, um cardume de 3 bilhões de piranhas e 800 milhões de Puraqués para lutar em seu favor, contra a Buiuna, o que ficou conhecido como o confronto "No Meio de Pitiú". Foi nessa época também que Dona Onete fundou o ritmo Carimbó, que mais tarde foi considerado um símbolo do estado do Pará.

Hoje Dona Onete vive de vender crianças para europeus ricos, seus descendentes todos foram mortos vítimas da leishmaniose, alguns também morreram de cancro duro. Dona Onete faz macumba no mercado Ver-o-Peso, mas sua fama já não é mais a mesma e ela não pode viver só da macumba. O bolsa família de Dona Onete foi cortado e para não passar fome, ela sequestra crianças que limpam vitrines de lojas na Avenida Presidente Vargas e as vende para europeus.