Eleição presidencial no Brasil em 1994

Origem: Desciclopédia, a enciclopédia livre de conteúdo.
Ir para: navegação, pesquisa
Privatizando Henrique Cardoso após a larica da vitória nas eleições de 1994.

Cquote1.png Utererê... ninguém votou nu PT, companheru... Cquote2.png
Lula sobre sua 2ª derrota nas eleições.
Cquote1.png …eu vou heuhaslácio com muithushuaça, não por entrshuanumpalácio, mas prusnauteiki, palácios hoje, ou ouve muchpriatozazruas, ou são casas vazias… Cquote2.png
FHC sobre como se sentia após a vitória. Ou algo assim, ele falou tudo tão rápido que mal deu pra escrever.

A eleição presidencial do Brasil de 1994 ocorreu no dia 3 de outubro (numa ingrata segunda-feira... pelo menos deu pra assistir o Faustão ou o Clube Irmão Caminhoneiro Shell tranquilo e ainda ganhamos a segunda de folga) e foi a quarta eleição feita debaixo das regrinhas da Constituição Federal de 1988. Nessa eleição, sem necessidade de jogo de volta, ops, segundo turno, o sociólogo e exportador de empresas Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP) venceu no 1º turno o sindicalista, barbudo e ex-badernista Luís Inácio Lula da Silva (PT-SP), com 34.350.217 de votos contra 17.112.255 do oponente. Ainda se votou também para senador (2 por Estado), governadores, deputado federal e estadual.

A disputa pela presidência contou com 8 candidatos (bem menos que na passada, ainda bem!), dentre os quais, grandes homens da política e badernagem nacional, como Fernando Henrique Cardoso, Darcy Ribeiro (PDT-RJ), Leonel Brizola (PDT-RJ) e Lula. A campanha eleitoral foi marcada por vários acontecimentos importantes como o lançamento de uma nova moeda (Real), a queda do Ministro da Fazenda Rubens Ricupero (que até hoje nunca mais se ricuperou, ops, recuperou da queda), a crise dos vices (suspeitas não comprovadas de corrupção - como sempre, né - sobre os vices de Lula e Fernando Henrique) e a misteriosa virada nas pesquisas de intenções de voto feita pelo Ibope na última hora pra enganar você, que só vota em quem parece que está ganhando, né?

Basicamente, o Plano Real foi em 1994 o que a Bolsa Família seria nas eleições de 2002, de 2006, de 2010 e talvez de todo o resto da eternidade isso se não destruírem a Copa de 2014 antes: o mote que fez todo mundo votar em FHC achando que ele quem teve a brilhante ideia desse plano sozinho quando era Ministro da Fazenda (afinal o Itamar Frango não sabia nem comer uma mina gostosa que se exibe pra ele).

Plano Real e seu superpoder[editar]

Como muitos devem saber, o Cruzeiro Real, como todos os cruzeiros e cruzados que tentaram singrar os mares da economia do Brasil, naufragou rapidinho, e desesperado tão desesperado que até o Fusca ele relançou pra ver se adiantava de algo, Itopete Franco convidou um sociólogo aposentado de maneira forçada duas vezes seguidas pra ser Ministro da Fazenda (se estranhou esse bizarro currículo, lembre-se que ele tornou um pseudo-economista Ministro da Saúde e depois prefeito que desistiu e virou governador e desistiu e tentou ser presidente e se fodeu e tentou ser prefeito de novo e se fodeu novamente, ainda bem, que parêntesis longo para um ser tão reles que nem foi nomeado até agora), e ele aparentemente criou o Pacote-Salvação (nenhuma relação com uma música cômica de uma banda gospel retardada aí que nem eu sei porque eu citei), o Plano Real, baseado num novo lastro da moeda brazuca, a Unidade Real de Valor, que conseguiu enfim dar fim na cagada de décadas de inflação e ainda tornou por um período bem pífio, mas enfim, tornou 1 Real igual ao valor de 1 Dólar Estadunidense (chupa, gringos!).

Campanha Presidencial, mês a mês, só pra imitar nossos imitadores[editar]

Lula tomando um porre pra esquecer a derrota nas eleições de 1994.

Março[editar]

Na típica atitude de um tucano, FHC se demite sozinho sem pedir direitos trabalhistas nem FGTS nem seguro-desemprego nem porra nenhuma do ministério da fazenda pra voltar pra cidade, ops, pra se candidatar a Presidente. Como Itamar, em sua total irrelevância, e seu partido PRN era na época apenas uma sombra negra daquele ser que tinha aquilo roxo, ficou sem nenhum sucessor, assim FHC se vendeu pro PSDB e de lá seguiria pra fazer sua campanha.

Abril[editar]

Como todo mundo achava que o Real iria dar a mesma merda de todos os outros planos mirabolantes antecessores, como o Plano Sequestro de Mercadorias e o Plano Sequestro de Dinheiro, por exemplo, Lula era com certeza o vencedor da eleição pra esse ano, com 40% do povão querendo votar nele e apenas uns 12% de tolos querendo o ÉfeAgáCê. Ainda tinha uns possíveis candidatos, como Ibsen Pinheiro, que se você já ouviu falar, ou é um colorado doente ou um raro ser que lembra do caso de Branca de Neve e os Sete Anões que levaria a descoberta dos Anões do Orçamento, que logo levaria Ibsen ao ostracismo político antes mesmo das eleições.

Maio[editar]

O PSDB se alia com seus velhos "muy amigos" inimigos do PFL (atual Partido do DEMO) e com os ex-getulistas do mal pras eleições de outubro. Com a ajuda dos coronéis do PFL, como Zé Sarna e o grão-rei da Bahia, FHC tentava forçar os nordestinos a votar nele na base do voto do cabresto. Nem todos concordaram, como Sérgio Motta e Nosferatu Serra, mas eles foram voto vencido e calaram a boca enquanto havia tempo.

Ainda assim, Lula já tava com 41% das intenções de voto e FH só tinha aumentado um pouquinho, pra 17% (como eu disse na seção anterior, a morte e enterro político de um certo ex-presidente de um time gaúcho com cor de comunista deu uma ajudinha pro tucano), fazendo o sociólogo aposentado duplamente pensar em desistir até da candidatura (imagina ae se ele tivesse desistido, até hoje um monte de empresa brazuca ainda seriam do Brasil... fodidas, lascadas, desgraçadas, mas ainda iam ser do Brasil, fodam-se estrangeiros malditos!).

Junho[editar]

Dizem por aí que o que fode o ser humano é a burrice. Agora alie a isso a teimosia. Teimar em ser burro é o que fode qualquer um por toda a eternidade. Se essa minha frase profunda e de alto teor filosófico tivesse sido lida pelo Molusco durante a campanha eleitoral daquele ano talvez ele tivesse ganho, mas sacumé, só se percebe a merda depois que já a cagou dentro de suas calças e aí é tentar disfarçar como pode e lamentar.

Pois é, Lula ficou o tempo todo enchendo o saco de todos dizendo que o Plano Real era uma roubada, que não passava de uma "jogada eleitoreira" e blá blá blá. O troço é que a porra do Real deu certo, até demais, e pra piorar o candidato a vice dele, um tal de José Paulo Bisol (o qual só ouvi falar na hora que estava lendo sobre essa eleição na Wikipédia e nunca antes na história desse país havia ouvido falar então) foi trocado por Aloísio Mercadante às pressas depois de denúncias que ele costumava fazer transações esquisitas em um lugar chamado Ilhas Cayman. Assim, sem querer querendo, Lulinha e Fernandinho (não aquele collorido lá, esse é outro) chegaram a um empate técnico de uns 30%.

Julho[editar]

Imagina nessa época o preço do Kinder Ovo...

Enfim a nova moeda é lançada. Conseguiu uma coisa tão inacreditável que até seu avô e seu pai até hoje não acreditam: finalmente era possível comprar até a banana a preço de banana, coisa que antes disso, era mais fácil darem uma banana pra você. Muitos eleitores indecisos, vendo que enfim poderiam comprar a revista Playboy daquele mês (que era com uma tal de... Erika Albiero? Hum... até que ela era gatinha...), acabaram votando em FHC, muito agradecidos.

Agosto[editar]

Simplesmente FH conseguiu praticamente reverter o quadro dos primeiros meses, com 40% dos votos no lugar do Lula, com míseros 22% até então. No dia 2, entretanto, foi a vez do vice do Fernando, Guilherme Palmeira (outro ilustre desconhecido pra mim) ser afastado e substituído pelo coronel magrelo de Pernambuco. Apesar disso, FHC continuou no "avança Brasil" sem parar mais.

Setembro[editar]

O substituto de Fernando no Ministério da Fazenda, Rubens Ricupero, acabou falando demais ao admitir que Itamar tava dando "uma suposta ajudinha" ao tucano, e com isso teve de "sair pela direita" bem de fininho, substituído pelo chefão do Ceará. Apesar desse deslize pequenino, FHC continuou ainda mais forte (talvez graças a uma manipulaçãozinha nunca admitida do Ibope, ou não), com 46% das intenções de voto.

Outubro[editar]

No dia da eleição, 3, só se via nas ruas pessoas com o gesto da campanha de FHC: a mão levantada com o dedo médio em riste, como uma zueira com um certo candidato com apenas nove dedos nas mãos. Enfim, as eleições deram a vitória pro Fernandão, sendo o Lula-lá o segundão, MEU NOME É ENÉAS o terceiro (sim, o terceiro!), Leonel e o caçador de mentirosos e caluniadores logo abaixo.

Resultado[editar]

Eleitor mostrando o gesto-símbolo da campanha vitoriosa de FHC em 1994.
Candidato Vice Coligação Votos %
Enganando Henrique Cardoso (PSDB-SP) Marco Magriel (PFL-PE) PSDB, PFL, PTB 34.350.217 54,28
Lula Molusco (PT-SP) Aloízio Mercador (PT-SP) PT, PSB, PCdoB, PCB, PPS, PV, PSTU 17.112.255 27,04
Meu Nome é Enéas, 56 (PRONA-SP) Roberto Gama e Silva (?) (PRONA-SP) Nenhuma 4.670.894 7,38
Orestes Canalha Quércia (PMDB-SP) Iris de Araujo (quem?) (PMDB) PMDB, PSD 2.771.788 4,38
Leonel Brisa (PDT-RJ) Nome de Mulher Ribeiro (PDT-RJ) PDT, PMN 2.015.284 3,18
Careca que só quem mora em Santa Catarina conhece (PPR-SC) Maria Gardênia (???) (PPR-MA) Nenhuma 1.739.458 2,75
Pseudo-Collor (PRN) Dilton Carlos Salomoni (WTF?) (PRN) Nenhuma 387.611 0,61
Hernani Fortuna (não sei) (PSC) Vítor Jorge Abdala Nósseis (não faço ideia e com um nome desses, melhor assim) (PSC) Nenhuma 238.126 0,38
Ayrton Senna (quem é esse cara?) (Partido dos Fantasmas Nulos) Kurt Cobain (e esse?) (PFN) Nenhuma 238.126 0,0 (não vale porra nenhuma)
Fonte: Tribunal Sanguessuga Eleitoral


Cquote1.png GANHEI, VOCÊS VÃO TER QUE ME ENGOLIR! Cquote2.png
FHC sobre todo mundo!

Ok... você venceu...

Ver também[editar]

Mello Franco.jpg
Eleições para Ditador do Brasil

OBS: As eleições em itálico foram via modo "indireto" (ou seja, usando um cheat code):

18911894189819021906191019141918191919221926193019341938194519501955196019641966196919741978198519891994199820022006201020142018