Engenharia Improvisacional

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E deixou de ir à muitas festas e pegar muitas mulheres para estudar para a prova de equações diferenciais.


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Cquote1.png Nunca saia de casa sem um rolo de fita isolante. Cquote2.png
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Cquote1.png Me passa aquele pedaço de papel ali. Cquote2.png
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Cquote1.png Chave de fenda é para iniciantes! Me alcança aquela faca de ponta. Cquote2.png
Engenheiro Improvisacional sobre seu ofício

O gênio engenheiro que inventou isso patenteou a ideia e agora está bilionário

A Engenharia Improvisacional é um ramo da Engenharia Mecânica voltado a solucionar problemas complexos de modo simples com um mínimo de cálculo e um máximo de eficiência, sempre visando reduzir os custos a zero (ou quase zero).

Tudo começou nos turbulentos anos 80, quando o seriado Profissão: Perigo passava na Rede Globo (na época em que a televisão ainda tinha coisas boas para se assistir). Observando as técnicas apresentadas naquele seriado, inúmeros engenheiros ao redor do mundo começaram a conjeturar se era possível aplicar no mundo real os conhecimentos práticos dele extraídos.

Um dia, após inúmeras trocas de ideias em mesas de boteco e nos intervalos das aulas da faculdade, acabaram por entrar num acordo sobre os paradigmas do que viria a se tornar a ciência mais importante no desenvolvimento futuro da humanidade e vieram a chamá-la de Engenharia Improvisacional.

O porquê do nome[editar]

Engenharia porque foi criada por engenheiros. Improvisacional porque é baseada no improviso.

A coisa em si[editar]

A Engenharia Improvisacional consiste num conjunto de técnicas e equipamentos selecionados cujas aplicações são tão infinitas que excedem a capacidade humana de enumerá-las, e alguns dizem que é isso que torna essa ciência tão fascinante, pois quanto mais se utilizam seus conhecimentos, mais adiante eles levam os limites do que se pode fazer com o que está à mão no momento. Os principais materiais e técnicas utilizados, que constituem o cerne reluzente desta verdadeira arte são:

Fita adesiva[editar]

Silver Tape mostrando que tem 1001 utilidades

A fita adesiva é o que existe de mais prático no que se refere a prender coisas. Ela serve para prender coisas em outras coisas, prender coisas para que não se quebrem, revestir coisas para conceder-lhes maior resistência entre outras aplicações. Divide-se em 5 grandes grupos:

  • Fita Durex - a mais comum, prática e fácil de encontrar, tem como ponto forte a variedade de tamanhos, indo de diminutos rolos do tamanho de biscoitos a verdadeiros braceletes de utilidade.
  • Fita Crepe - igual à Durex, mas descola com mais facilidade. Excelente para reparos rápidos temporários, devido à sua fácil remoção.
  • Esparadrapo - com a vantagem de poder ser colado e descolado diversas vezes, possui variedades resistentes a água que são excelentes para executar tarefas que envolvam altos índices de umidade.
  • Fita isolante - a mãe de todas as fitas adesivas, serve, como o nome sugere, para isolar coisas e impedi-las de ter contato com outras coisas, principalmente coisas que conduzem eletricidade. Em conjunto com o esparadrapo pode produzir excelentes capas isolantes impermeáveis para trabalhos que envolvam eletricidade e água simultaneamente.
  • Silver tape - serve para tudo o que você puder imaginar: dês de tapar um buraco no seu iate até colar seu amiguinho na parede quando vocês dois estão bebaços. também muito utilizado por bandidos em hollywood para amarrar e/ou amordaçar suas vítimas

Faca[editar]

Totalmente multiuso, suas utilidades vão desde matar alguém até soltar parafusos, entalhar madeira, cortar coisas que não exijam grande precisão (como fios, por exemplo, entre incontáveis outras coisas. O incontável escopo de tamanhos e feitios impede sua classificação em grupos, cabendo ao engenheiro avaliar a situação e decidir qual o melhor modelo a ser utilizado, mas de maneira geral as facas de serrinha utilizadas no dia-a-dia são as mais versáteis, baratas e fáceis de encontrar.

Clipe de papel e arames[editar]

Novo lançamento da Morcego-Bento!!

Este pequeno artefato mais conhecido pelo nome abreviado clip é um verdadeiro coringa da engenharia. Apesar de existir em dois tipos - os de plástico e os de metal - apenas os metálicos são utilizados largamente para improvisar, reparar e solucionar problemas, devido à sua flexibilidade e resistência. Clips de papel e arames podem ser dobrados para adquirir as mais variadas formas e cada dobradura serve a propósitos separados. Podem ser transformados em hastes longas para destrancar fechaduras ou pressionar inconvenientes botões de reset escondidos, em forma de pinça para agarrar coisas presas em lugares apertados demais para os dedos entre outras configurações igualmente úteis.

Elástico[editar]

A vulgarmente chamada borrachinha é um poderoso item na mão de um engenheiro habilidoso. Pode ser amarrada para propiciar união entre componentes quando o espaço entre eles precisa variar, também pode ser enrolada para prender coisas em outras coisas de forma provisória (ou até que se tenha um rolo de fita adesiva). Seu ponto fraco é a baixa resistência a pressão negativa, rompendo-se facilmente quando esticado, mas isso pode ser facilmente contornado aumentando o número de elásticos utilizados ou mesmo enrolando-o mais de uma vez.

Caneta[editar]

Além da óbvia função de escrever e fazer marcações, a caneta tem outros usos menos perceptíveis a uma primeira olhada, mas na mão de um bom engenheiro ela torna-se um verdadeiro canivete suíço, podendo servir para:

  • Furar - quando se precisa perfurar um material, a caneta vem bem a calhar, graças à sua precisão e resistência inigualáveis.
  • cortar - para cortes precisos em papel, pode-se utilizar a caneta (sobre uma superfície lisa como fórmica ou vidro) para marcar a folha, riscando repetidamente o contorno a ser cortado até o papel tornar-se facilmente destacável.
  • Pilão - quando se precisa empurrar algo dentro de um espaço limitado, a caneta parece inabalável como melhor opção. Para espaços mais amplos, pode-se utilizá-la inteira e para espaços mais apertados (porém largos demais para um clip de papel) pode-se desmontá-la e utilizar a carga. Muitos usam para fechar baseados e empurrar a maconha bem para dentro da seda.
  • Haste - quando se precisa de uma haste longa para compôr um sistema qualquer, a caneta prova-se excelente, em parceria com a fita adesiva e o durepox é um material de construção que engenheiro algum pode se dar ao luxo de prescindir.

Saliva[editar]

Saliva, o material mais útil e versátil tem como vantagem adicional o custo zero e estar sempre disponível. Pode ser utilizada para muitas coisas, entre elas:

  • Cola - para grudar selos, papel ou qualquer coisa que seja porosa e aderente.
  • Lubrificante - para os mais variados fins, desde enfiar coisas em lugares apertados (ui!) até reduzir o atrito em sistemas com partes móveis.
  • Fluido de resfriamento - para superfícies de pequena área expostas a quantidades limitadas de calor, a saliva prova-se perfeitamente eficiente.
  • Redutor de resistência de materiais - a saliva é extremamente útil para amolecer materiais que necessitam ser cortados ou rasgados, como por exemplo papel - quando não se tem equipamento para cortar, pode-se usá-la em conjunto com dobraduras para produzir cortes de precisão cirúrgica sem grande esforço.

Isqueiro[editar]

Apesar de muitos acreditarem que o isqueiro serve apenas para acender cigarros, charutos, baseados, derreter cocaína para utilizar de modo intravenoso e incendiar coisas, não é apenas para isso que este maravilhoso artefato pode servir a um engenheiro improvisacional. É o que existe de mais prático no que se refere a fontes de calor. Pense num bico de Bunsen portátil e que não necessita de um reservatório de combustível pesado e incômodo acoplado a ele para funcionar e terá uma ideia dos inúmeros usos de um isqueiro.

Durepox[editar]

Quando se precisa de um material altamente flexível e aderente para construir componentes complexos ou fazer reparos que requerem resistência e durabilidade maiores, é o que existe de melhor. De fácil manuseio, basta misturar o conteúdo do tubo preto com o do tubo branco para produzir uma massa cinzenta (não estou falando do seu cérebro, sua besta!) que serve para tantas coisas que só a criatividade é o limite.

Chiclete[editar]

O chiclete pode salvar sua vida! (ou não)

Semelhante ao Durepox, o chiclete possui capacidades elásticas e aderentes invejáveis, além de um grau de flexibilidade incomparável, com a vantagem de, diferentemente do Durepox, não endurecer após algum tempo. Ideal para qualquer reparo que necessite ser maleável para produzir resultado, podendo até mesmo substituir a fita adesiva ou atuar em conjunto com a mesma para realizar até o impossível. Adicionalmente, pode ser convertido em um fluido se utilizado em conjunto com um isqueiro para quando se necessita de uma cola rápida e pouco viscosa para preencher espaços apertados e de difícil acesso.

Papel[editar]

O papel é com toda a certeza o material mais incrível existente. Pode ser utilizado para limpeza, para preencher folgas entre componentes (por meio de dobradura), para revestimento (em conjunto com a fita adesiva) e até mesmo como combustível de alto desempenho (em conjunto com o isqueiro), o papel nunca pode estar ausente da caixa de ferramentas de um engenheiro improvisacional que se preze. Divide-se em incontáveis tipos, cada qual com textura, espessura e flexibilidade distintas, numa variedade extremamente vasta que não pode ser classificada, cabendo ao engenheiro julgar qual o tipo mais adequado para cada situação.

Aplicações práticas[editar]

Imagem direto de uma sala de Engenharia Improvisacional (aula prática e teórica ao mesmo tempo!)

A Engenharia Improvisacional encontra usos nos mais diversificados momentos e situações, em suma está presente em tudo que envolva construção, reparo e modificação de equipamentos e equipamentos de qualquer tipo, sejam eles mecânicos, elétricos ou eletrônicos.

Alguns usos incluem:

  • Tornar um cabo mais longo
  • Tornar um cabo mais curto
  • Colar coisas em outras coisas
  • Consertar coisas quebradas
  • Abrir portas
  • Alargar furos (ui!)
  • Tapar buracos
  • Compensar desgaste de componentes e folgas entre peças
  • Isolar componentes contra eletricidade e/ou umidade
  • Impermeabilizar
  • Aumentar a resistência a quedas de objetos
  • Proteger superfícies delicadas
  • Controlar o atrito em sistemas mecânicos

Entre infinitos outros, só o céu é o limite para um engenheiro inteligente e bem equipado.

Diferenças entre Engenharia Improvisacional e Gambiarra[editar]

Na prática, nenhuma. Em teoria, o engenheiro improvisacional age de modo calculado e tenta a todo custo que seu trabalho, mesmo improvisado, funcione pelo maior tempo possível e com o mínimo de efeitos colaterais indesejáveis possível. Em resumo, a gambiarra é a engenharia improvisacional impensada.

Quem pode utilizar?[editar]

Curta e grossamente falando, qualquer um, até mesmo você ou eu.

Requer algum talento?[editar]

Apenas criatividade. O resto se arranja na hora do aperto.

Regras de ouro da Engenharia Improvisacional:[editar]

Esse é o Deus dos Engenheiros Improvisacionais
  • 1. Se precisa ser colado, qualquer cola serve.
  • 2. Se precisa ser revestido, qualquer revestimento serve.
  • 3. Se precisa ser aquecido, qualquer fonte de calor serve.
  • 4. Se está quebrado, pode-se consertar ou fazer com que funcione por mais algum tempo até que se tenha os meios necessários para um conserto efetivo.
  • 5. Nunca saia de casa sem um rolo de fita.
  • 6. Nunca saia de casa sem um clipe de papel.
  • 7. Não fumar não é razão para não carregar um isqueiro.
  • 8. Se está seco demais, cuspa.
  • 9. Se está molhado demais, seque com a manga da camisa.
  • 10. Se precisar de mais regras, invente-as conforme a conveniência.
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