Estado

Origem: Desciclopédia, a enciclopédia livre de conteúdo.
Ir para: navegação, pesquisa

Nota: Este artigo fala do conceito de Estado com "E" maiúsculo, para outros significados consulte Estado (desambiguação).


Cquote1.png O Estado sou EU Cquote2.png
Estado sobre Eu
Cquote1.png Sociedade civil é o caralho, meu nome é Estado porra!!!!! Cquote2.png
Dadinho sobre Estado
Cquote1.png É um truque! Tudo que eles fazem são um truque! Cquote2.png
Mr. Satan sobre Estado
Cquote1.png É uma cilada, Bino! Cquote2.png
Pedro sobre Estado

Estado levando a imprensa pra passear.

O Estado é uma forma de organização social ultrapassada e sem graça. Não é possível fazer piadas com essa instituição. Somente os animais chamados de funcionários públicos servem a algum propósito humorístico.

Basicamente, o Estado (sempre com maiúsculas, seu anarquista!) funciona assim: todo mundo quer alguma coisa, mas ninguém quer fazer. Todo mundo sabe que ninguém vai fazer porra nenhuma se alguém não começar. Surge alguém mal intencionado e propõe: deixem eu fazer e depois vocês me dão a melhor parte. A pessoa mal-intencionada é o Estado.

A melhor parte ainda não foi descoberta.

História do Estado[editar]

Boiola grego que inventou o estado

A história do Estado é contada em uma série de relatórios secretos elaborada pelo Departamento Inter-ministerial de Compilações de História das Instituições - DICHI, instituído pela portaria interministerial n.º 13.544/87.56.9000, após constituição da competente Comissão Inter-ministerial de Compilações de História das Instituições - CICHI, instituída pelo decreto 6.630/87.666 que dispõe sobre a comissão que especifica e dá outras providências.

A cópia do relatório pode ser solicitada à Comissão Inter-ministerial de Guarda dos Documentos Relatoriais Secretos e Reservados - CIGDRSR do Departamento Inter-ministerial de Compilações de História das Instituições - DICHI, após preenchimento do competente requerimento e pagamento de uma guia de prestação de serviço de informação secreta, no valor especificado pelo decreto 6.631/87.665, com a redação dada pela Instrução Normativa 333 do Presidente do Instituto Estatal de Estudos Estatais - IEEE.

Orçamento[editar]

O Estado vive por meio de uma ficção científica chamada Orçamento. É basicamente um livro enorme que ninguém vai ler, contendo promessas impossíveis de serem cumpridas e tarefas complicadíssimas que devem ser executadas por incompetentes.

O Orçamento é votado pelo Congresso Nacional (sem ler) e sancionado pelo Presidente da República (sem ler, e sem cumprir). Isso é algo muito importante, e por isso os deputados não trabalham no segundo semestre do ano.

No primeiro semestre tem a votação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias, é só um orçamentinho, mas com predefinição de "esboço"), então também não se trabalha.

Impostos[editar]

Tudo o que é previsto no Orçamento só será possível se o Estado tiver grana. Mas o Estado não é como pessoas normais, ele não trabalha para conseguir dinheiro. Ele se parece muito com o seu cunhado, pois o dinheiro dele vem do seu trabalho. Só que, ao contrário do cunhado, você não pode comer a irmã do Estado. Mas também não precisa aguentar a sogra.

Muito se critica a elevada carga tributária, mas só os sonegadores profissionais sabem exatamente quanto de imposto é pago para cada real trabalhado. Estudos científicos recentes dão conta de que para cada 5 coxinhas, 1 kibe é imposto.

O funcionário que trabalha na arrecadação dos impostos tem o nome de Impostor. Seu trabalho é facultativo, bastando a contribuição voluntária em forma de caixinhas para que ele simplesmente não se lembre de te incomodar.

Políticos[editar]

O Estado é dirigido pelos políticos, mas guiado por Deus. Os políticos são basicamente cidadãos como os outros que fazem algo que nenhum outro faz: recebem sem trabalhar. Isso é essencial para a sociedade democrática moderna, e na verdade os salários e mordomias são o prêmio que os políticos recebem por terem vencido um concurso chamado "Eleição".

Tipos de Estado[editar]

Embora todos os Estados sejam basicamente a mesma coisa, existem vários tipos. Pode escolher o seu, se levar mais de cinco é mais barato:

Tirania[editar]

Na Tirania tudo é do Tirano. Ele que manda, todo mundo obedece. Ai de quem disser um ai, toma porrada da polícia do tirano.

República[editar]

Nas repúblicas impera o caos, pois os estudantes nem sempre aprenderam a fazer faxina antes de saírem da casa da mamãe. É uma característica do regime a alternância: cada hora entra uma mulher diferente nessa república de pervertidos, eu vou avisar o síndico e vocês vão ver. Abaixa essa televisão que tá fazendo muito barulho, porra!

Na república tudo é de todo mundo, menos minha bunda. O governo manda e todo mundo obedece, menos os próprios governantes. Quem disser um ai que se candidate na próxima eleição, se tiver alguma.

Monarquia[editar]

A Monarquia é governada pelo Rei. É basicamente uma república em que a eleição é genética. O filho do rei é o próximo rei, mesmo que não seja exatamente filho do rei, mas da rainha com o primeiro-ministro.

Nas monarquias modernas o Rei não governa, nem faz absolutamente nada de importante, apenas dá uns vexames de vez em quando. Isso é uma delícia para as colunas sociais e papparazzis, o que torna esse regime o mais moderno e luxuoso do mundo.

Democracia[editar]

É o governo do Demo. Na democracia, dizem os filósofos políticos, quem escolhe os governantes é o povo, após uma cerimônia mística chamada eleição, organizada por seitas deontológicas denominadas partidos. Logo, esse tal de Todo Mundo manda e Ninguém obedece. Quem não gostar que se foda, ou que encontre uma oligarquia disposta a conspirar uma nova Tirania.

Portanto, a Democracia é um processo complexo e multifacetado, especialmente naquilo que concerne ao âmbito da representatividade e da legitimidade do monopólio da violência. Contudo, no fundo, todos sabem que "a verdadeira funcionalidade da democracia ... é a liberdade para consumir". Afinal, não importa sua cor, o importante é a cor da nota...

Separação de poderes[editar]

Nos Estados modernos, fundados no século XIV (que moderno, não?) é comum a separação de poderes. Isso foi uma invenção de um padeiro francês chamado Montesquieu e de seu sobrinho sans-cullotterie chamado René Descartes. Após perceber que o pão ficava melhor se a massa não fosse feita pelo cara que frita o pastel. Aliás, o cara que frita o pastel não deveria fazer mais nada.

Montesquieu projetou um Estado em que existem três funções bem definidas, e nenhuma delas funciona.

Executivo[editar]

Ao executivo cabe a direção da empresa, além da execução dos possíveis traidores. Ele é quem decide as estratégias e qual secretária ele vai comer hoje. Anda de carro importado e, em caso de secura brava, apela para aqueles anúncios "atendimento só para executivos, hotel/motel, a. o. v.".

Legislativo[editar]

O poder legislativo é que faz as Leis. Não se sabe porque as leis são cumpridas, já que os deputados são ignorantes e corruptos, e votam os projetos sem ler. A maior coleção de idiotices da internet não é a Desciclopédia, mas a lista dos projetos de lei apresentados no congresso.

Se um deputado lê no jornal que os Aliens estão invadindo a Venezuela, apresentará um projeto propondo que seja crime inafiançável os Aliens invadirem a Venezuela, ou criando o "Dia Nacional dos Aliens invadirem a Venezuela", ou o "Programa Nacional de Proteção aos Venezuelanos não-extraterrestres".

Judiciário[editar]

O Poder Judiciário é o que obriga todo mundo a cumprir as leis votadas pelo Legislativo, conforme mencionado acima. Só que, da mesma maneira que nem os deputados nem o presidente leem as leis quando as estão fazendo, os juízes também não se preocupam com isso. O judiciário é quem manda no Código Penal, o maior livro do Estado (O Alcorão é um livro religioso, ok?). Ele nem quer saber quem tem razão. O juiz vai julgar com base no seus sentimentos pessoais. Se ele for Palmeirense e você também, você ganha a causa. Se for são-paulino, dançou. Se você for Corinthiano, vai precisar de um habeas corpus pra te tirar dessa, mano, porque a casa caiu pro teu lado, tá ligado trúta?