F13

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Um raro teclado com a tecla F13 funcional, exposto no Museu de Computação de São José dos Campos
F13 é uma tecla encontrada em alguns teclados produzidos pela Itautec, aquela grande fabricante brasileira de objetos que se parecem com computadores, mas não são. Ela tinha a função de destravar o Microsoft Windows quando ele congelasse, mas uma ação conjunta (e inédita) da Microsoft e do Linux descontinuou sua produção.


História[editar]

Exemplo do processo de fabricação dos computadores nacionais durante o período militar
No início da década de 1970, quando os militares inventaram de fabricar computadores no Brasil, tinham um projeto de alterar o máximo possível o exterior das máquinas para disfarçar o fato de que elas eram cópias descaradas das originais americanas. Assim, os principais projetistas de informática do ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica) se reuniram para definir como maquiar os computadores de forma funcional e eficiente.

Ao longo dos anos, novos aperfeiçoamentos foram surgindo, até que um jovem programador sugeriu expandir a série F até o número 13. Ele havia estudado com Mário Jorge Lobo Zagallo, o Zagallo, nos anos em que trabalhou como professor na Faculdade de Engenharia Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) após ter se desiludido com o futebol. Na época, Zagallo criou a linguagem trezedecimal, como alternativa à hexadecimal e à binária, mas não obteve muito sucesso e resolveu voltar a trabalhar com a seleção brasileira de futebol, desta vez como mascote. Entretanto, sua influência na computação tornou-se marcante quando seu discípulo surgiu com a ideia da criação do F13, que foi prontamente aceita. Como não foi feita nenhuma alteração interna nos computadores nacionais, o F13 permaneceu no teclado com fins apenas decorativos.


Quando o F13 passou a funcionar para alguma coisa[editar]

Se fosse fabricado por Roberto Justus, o F13 teria sido demitido sem piedade
Já na década de 1990, quando as políticas de redução de custos começaram a ser implantadas nas empresas em geral, o F13 ficou seriamente ameaçado, pois ocupava um espaço essencial no teclado, que poderia ser ocupado por uma tecla mais produtiva, ou mesmo uma foto 3X4 de sua atriz pornô favorita.

Indignados com o que seria um atentado à cultura nacional (já que o F13 não existia em nenhum outro lugar do mundo), os técnicos da ABNT se reuniram num concílio e determinaram, em três vias com espaçamento duplo e margem esquerda de 4 centímetros, que fosse encontrada alguma função para a tecla. Foi realizado, então, um concurso, em que nerds em geral se empenharam em inventar alguma coisa.

Algumas das propostas, como aumentar o sex-appeal do usuário ou garantir energia ilimitada em jogos disputados por fanáticos por videogames tornaram-se folclóricas no mundo da ciência da computação e rodaram o mundo em forma de spam. Entretanto, houve outras que foram seriamente consideradas, e passaram para o quadrangular final, em que os técnicos da ABNT debatiam em turno e returno.

Finalmente, em março de 1992, foi definida qual seria a função da tecla: destravar o Microsoft Windows quando ele desse uma de suas panes corriqueiras. Assim, em vez de uma tecla obsoleta, ela provavelmente iria se tornar a mais útil de todo o teclado.


Reação internacional[editar]

Entre 1992 e 1995, foram produzidas mais de 500 mil computadores com o teclado ABNT3, que continha a tecla F13 funcional. Entretanto, em agosto deste ano sua fabricação foi interrompida graças a um processo judicial movido em conjunto por executivos da Microsoft e do Linux, já que a tecla acabava com a razão de ser das duas empresas.

Cquote1.png Como vou poder dizer que uma versão nova do Windows trava menos que a anterior? Cquote2.png
Bill Gates sobre F13

Cquote1.png Como vou poder dizer que a inacessibilidade do meu sistema compensa a falta de estabilidade? Cquote2.png
Linus Torvalds sobre F13

Assim, as duas companhias arqui-rivais se uniram, num momento até então inédito (que só se repetiu anos mais tarde, na criação do Microsoft Linux), para processar sem dó a pobre da Itautec, que se orgulhava das maquininhas que fazia. A sentença, dada pelo Tribunal Internacional de Haia, definia a tecla F13 como uma Cquote1.png ...ameaça à liberdade econômica e tecnológica mundial, por impossibilitar o pleno funcionamento de duas grandes empresas do setor de informática. Cquote2.png A Itautec ainda tentou recorrer da sentença, mas desistiu quando alguns de seus executivos passaram a acordar com os peixes.


O F13 hoje[editar]

Depois que a fabricação dos teclados ABNT3 foi descontinuada, eles se tornaram objetos de colecionador. Logo depois do processo, representantes da Microsoft e do Linux recolheram os que ainda estavam sendo vendidos e os destruíram, utilizando os pedaços de plástico que sobraram na fabricação de carros populares. O valor atual de um teclado ABNT3 atualmente é estimado em centenas de dólares.


Ligações externas[editar]

Associação Brasileira dos Colecionadores de Teclados ABNT3