Fiscal do Sarney

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Cquote1.svg Eu sou fiscal do Sarney! Cquote2.svg
Fiscal do Sarney sobre ele mesmo.

Fiscal do Sarney é um título popular que as donas de casa, como a sua mãe que hoje em dia tá mais pra sua avó participavam ao controle de preços no comércio pelo cidadão consumidor. Este título foi instituído nacionalmente, com menção na mídia, por ocasião do lançamento do Plano Cruzado, em 1986, pelo então ditador do Brasil, José Sarney.

História[editar]

Bottom que os fiscais, inclusive a sua mãe, usavam.

O governo Sarney apostou numa medida pirotécnica para conter a inflação descontrolada que castigava a população brasileira durante a década de 1980: o Plano Cruzado no queixo do consumidores, que dentre outras medidas, deu um cruzado no meio da cara de todo mundo e congelamentou o preço das mercadorias. Dessa forma, surgiram os chamados fiscais do Sarney com uma cartela de preços fictícios do governo em mãos - sempre usando o broche verde-amarelo do tamanho de uma antiga antena parabólica, que fixados nas camisas, blusas, e babydolls de renda com os dizeres: "Eu sou fiscal do Sarney" ou "Eu sou uma fiscala do Sarney" se do sexo feminino, ou "Eu sou uma fiscalatrix do Sarney" caso fosse sadomasoquista" (não, não existia a versão gay, o Sarney sempre foi um homem de família, família mafiosa, mas de família, mas nos casos de viadagem explícita se permitia o broche cor de rosa) - denunciavam ao governo e a ONU os pontos de venda que aumentassem ou não os preços de seus produtos, não tinha importância essa questão de preços, o importante era aparecer no Jornal Nacional baixando a portinha de rolar do mercadinho com direito a bis e regravação de cenas para o editor do folhetim televisivo ter material para trabalhar. Em muitos casos chamavam a polícia e o Capitão Gay, que decretavam ordem de prisão aos responsáveis pela remarcação dos preços e a interdição do estabelecimento comercial por uns 15 minutos, dando direito a volta de viatura policial até a esquina para sair bonito no fim da reportagem enquanto a claque do Sarney entoava o hino brasileiro, às vezes o do Flamengo que é mais fácil, mas tudo bem, na hora da reportagem ir ao ar em horário nobre, o editor de áudio trocava o canto desentoado e desafinado pela versão em canto coral de um disquinho muito vendido na ditamole brasileira, ou a famosa canção ganhadora de muitos prêmios Emmys "Eu te amo meu Brasil".

Entretanto, o plano foi um completo fiasco, como todas as coisas do Sarney, e após um curto período de euforia desenfreada de consumo de produtos chineses vindos do Paraguai e de aquecimento econômico, na verdade mas um amornanento econômico, muitos produtos começaram a sumir das prateleiras e os fornecedores passaram a cobrar ágio; e assim, a inflação voltou a disparar e a castigar a população com chicote e roupas sadomasoquistas, enquanto o Sarney depositava dólares em paraísos fiscais.