Gameleira de Goiás

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Gameleira de Goiás é um pedaço de nada assolado pelo Sol localizado entre Brasília e Goiânia, mais precisamente um bairro afastado de Anápolis que nem os anapolinos sabem que existe. É nitidamente só um distrito de Anápolis, mas ninguém sabe como ou porque virou município. Se você já assistiu a algum filme de faroeste, já sabe mais ou menos como é Gamaleira de Goiás, um xerife, um posto do Correios, um mercado, uma igreja, uma moça bonita, uns bandidos, uns cachaceiros, duas ou três prostitutas, umas velhas, uns roceiros e apenas uma rua.

História[editar]

Avenida das Palmeiras, repare no clima desolado que reflete a doce inospitalidade de uma autêntica cidade que parece reproduzir o faroeste.

O povoado surge em 1960 graças a uma curiosa mistura de bandidos e outros tipos de foragidos do eixo Brasília-Anápolis-Goiânia e fazendeiros perdidos no mato em busca de um lugar menos seco para iniciar a plantação. Apesar de toda desolação local, essa linhagem teve prosseguimento, resultando numa "cidade" que você percorre andando em menos de 5 minutos.

O nome do povoado vem de uma gameleira que havia numa encruzilhada entre sete estradas (já deu para notar que só chegava em Gameleira de Goiás quem estava realmente perdido), lembrando que gameleira é um grupo de vegetais de folhas de propriedades psicotrópicas. Havia ainda uma maldição naquela encruzilhada: Quem abrir um boteco naquele lugar se tornaria um fofoqueiro e teria uma variedade quase infinita de produtos no seu boteco, mas não venderia quase nada. E eis que um peão muito ousado abriu o tal boteco, dando origem ao município.

Foram construídos vários barracos de madeirite, e alguém teve a audácia de chamar aquilo de município, e não convenceu! Gameleira de Goiás veio a se tornar um dos mais novos municípios de Goiás somente em 1997, quando se desmembrou de Silvânia que comemorou o fato com duas semanas de festa junina, rodeio, bingo e leilão de leitoa assada.

População[editar]

Gameleira de Goiás é formada por uma população de pobres 3000 camponeses que servem o rei (governador de Goiás) juntando feno nos campos da cidade. Sua existência é praticamente imperceptível.

Cultura[editar]

O mais próximo que existe de uma prática cultural em Gameleira de Goiás, além de mendigar, é o curioso hábito de criar jiboias nos paiós de milho para comerem os ratos e evitar a leptospirose. Aquelas jiboias rastejando e defecando sobre os milhos é o motivo do sabor azedinho dos milhos de Gameleira de Goiás que resultam na melhor pipoca de Goiânia.