Gauntlet Legends

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Virtualgame.jpg Gauntlet Legends é um jogo virtual (game).

Enquanto você lê, Zidane entra em Trance.


Gauntlet Lendas
Calcinhapretalegends.jpg

Seria uma banda de forró ou só os Power Rangers mesmo?

Informações
Desenvolvedor A velha Atari / Meio-caminho
Publicador A velha Atari / Meio-caminho
Ano 1998-2001
Gênero RPG estilo mate-e-saqueie
Plataformas Sonhocast, N69, play 1 e fliperama
Avaliação Ééee... mais ou menos, mais ou menos...
Idade para jogar Um pouco antes da puberdade

Gauntlet Legends é mais um daqueles jogos de RPG maçantes, onde você praticamente se mata pra deixar o personagem mais fortinho. Além de ser a quinta "sequela/continuação" do Gauntlet de 1985, a diferença é que esse jogo não possui as frescuras de manipulação de atributos nem de troca de equipamentos, e tem certas palhaçadas na jogabilidade que dificilmente se encontram em outros RPGs. Por causa delas, o jogo se torna tão simples, mas tão simples, que foi necessário criar uma porrada de mapas, só pra encher linguiça. E só pra lembrar, esse jogo também tem uma continuação (que parece mais um remake).

Enredo[editar]

Um curto vídeo antes da tela de título do game já vai logo mostrando um diabão esquartejando um pobre coitado. Logo em seguida, podemos presumir que ele não foi o único a tentar lutar com a besta-fera, uma vez que a câmera já vai mostrando outros pedaços de corpos. Legal né?

Essa criatura simpática se chama Skorne, ninguém mais ninguém menos que o chefe final do jogo. Pois bem, era uma vez um um mago idiota chamado Garm, que resolveu invocar Skorne para ser seu empregado (com direito a carteira assinada e tudo). Porém, o capetão não gostou muito da oferta, e mandou o pequeno bruxo direto pra sua casinha.

Vendo que estava livre e desimpedido (outra vez), Skorne decide tocar o terror em tudo que é canto... até ser derrotado por VOCÊ!!! Mas para enfrentá-lo, é preciso rodar muito pra encontrar uns obeliscos, e os treze pedaços de cimento (ou runas) que supostamente o libertaram. Caso as runas estejam reunidas, um portal pro submundo vai se abrir, e Skorne vai estar esperando lá até o fim dessa bagaceira.

Construção do personagem[editar]

É possível escolher dentre quatro classes (mago, valquíria, guerreiro, ou arqueira), depois você escolhe a cor do personagem (amarelo, azul, vermelho ou verde) só pra contrariar a capa do jogo, que já associou cada cor a cada classe. Mas a mudança de cor também pode implicar em uma mudança de skin: por exemplo, se o mago não for amarelo, há uma grande chance dele não ser mais negão.

E antes que você pergunte... sim, pode ser que o herói troque de sexo! Lembrando que a arqueira, quando verde, sempre é uma elfa. Imagina madura... Cada classe possui algum atributo em que é melhor, pra ser uma droga em outro.

  • A valquíria (considerada a menos ruim), é boa em dar na defesa e velocidade;
  • O guerreiro é o melhor na força, mas é o pior em magia;
  • A arqueira é muito boa em velocidade. E muito ruim no resto.

Na hora de inserir o nome, há deles que deixam o dinheiro infinito, um guerreiro com nível 99, uma valquíria nua/seminua ou outras aloprações.

Além do mais, há uma "fera" de cada classe a ser liberada via fases "secretas", mas isso tá mais pra classes desbloqueáveis mesmo, o jogo não deixou claro. São elas, em ordem: chacal, "falconesa", minotauro e tigresa. Pra ver a bagunça que é isso, é perfeitamente possível uma valquíria desbloquear o minotauro (e depois virar um) se ela vencer a fase secreta que o destrava...

Jogabilidade[editar]

Cartão postal desbloqueado após zerar com todo mundo no nível 99. Quando não estão lutando, é isso o que eles fazem...

Durante o game, você vai percebendo aos poucos que qualquer noob é capaz de jogar e zerar isso, sendo perfeitamente possível ir do começo ao fim apenas com o direcional, e um botão só (o de atirar). Não vamos nos esquecer que também há uma versão para fliperama! Ao passo que o personagem se move, o que ele toca tem potencial pra ser destruído. Barris, tocas e até mesmo os inimigos (talvez até algumas paredes) levam cortes, cacetadas e pisões pela simples direção que você aperta pro lado deles. Isso mesmo.

O botão de atirar também causa uma bela confusão em certos conceitos, porque das quatro classes principais, o esperado é que apenas a arqueira (e talvez o mago) atire algo. Ledo engano. Qualquer que seja a classe, o personagem é foda: tem munição infinita e atira o que tiver na mão, por exemplo: o minotauro fica atirando machados, a valquíria fica atirando espadinhas. O que, juntamente com a facilidade de atacar apenas por correr pra cima, tira todo o resto da dificuldade. E pra facilitar mais ainda, existem declives e diferenças de altura... mas não é possível cair. PQP!

Da torre para os mapas[editar]

A torre não é um mapa qualquer: não é possível usar especiais lá, claro. Funciona como uma espécie de central, mais ou menos ao estilo de Crash Bandicoot 3. É dividida em regiões, e cada região tem círculos de teleporte para cada mapa, semelhantes a um omelete pisado. A distribuição de mapas por região é perfeitamente desigual: a Battle Region possui um mapa a menos, a Mountain Region possui um mapa a mais (e no final parece mais ser de fogo que de montanha, propriamente dita) e as extras possuem dois mapas, ou algo em torno disso.

Como se não bastasse tamanha desordem, a maioria das regiões ainda possui uma fase só pro chefe, e uma fase secreta extra. Na torre, também tem uma espécie de shop, e só é possível comprar, talvez porque o vendedor é invisível ou inexistente, e muitos dos power-ups em exposição são mais caros que o salário de um diretor executivo. A única coisa barata nesse shop são as chaves e a comida, que são encontrados de graça nos mapas.

E pra não dar aquele tom de tristeza e solidão, na plataforma central está o irmão do finado Garm, um mago chamado Sumner, que nunca se cansa de ficar em pé. Sua história de vida é bastante emocionante: ele simplesmente mandou o resto do mundo ir tomar naquele lugar, e desde então vem fazendo a bagaça das runas funcionar, só pra ver se você consegue derrotar Skorne (e rir do perdedor depois). Pra melhorar um pouquinho a situação, dizem que é possível jogar como Sumner.

O que há nos mapas[editar]

Além de vários inimigos, bastante confusão. É possível coletar ouro jogado no chão, power-ups, chaves, poções e comida (que geme quando você pega), inclusive estragada. Mas como sabemos, a vida não é perfeita, e aqui não é diferente. Quer dizer, há power-ups que se degradam com o tempo de uso, as chaves são mestras (abrem qualquer baú ou porta), e as poções NÃO são pra se recuperar: mas sim, pra atacar. Peraí... WTF? Toda vez que uma poção é usada, o personagem cria uma roda de macumba e causa dano ao redor dele (o que resolve muita coisa quando se está cercado). Como se não bastasse, dizem que se houver comida estragada no raio de atuação, a comida volta a prestar de novo. Assim como as chaves, só é possível carregar nove poções: claro, um negócio tão apelão assim precisa ter limite.

Pra tentar piorar um pouco as coisas, de vez em quando o personagem pode se deparar com a morte em "pessoa". É um vulto pretinho, de olhos vermelhos e sempre com uma mão esquelética levantada, que nunca leva dano e sai deslizando atrás de você (ui!), pra tentar sugar a vida usando uma luz verde. Apesar de não demorar muito tempo, o problema é que essa peste pode surgir de um baú, de um barril, ou simplesmente estar parada em qualquer lugar. Mais uma vez: não vamos nos esquecer de que isso é um jogo fácil! Dizem que há uma combinação especial de power-ups que torna possível drenar a morte. Isso mesmo. E se você souber onde a morte está escondida (principalmente ao revisitar um mapa), basta usar uma poção perto, que a morte dá um gritinho e some dali.

Fora a tarefa de encontrar paredes quebráveis e destruir pequenos montes, os GRANDIOSÍSSIMOS puzzles consistem em pisar em botões, em sua maioria. Talvez o pedreiro que os construiu não tenha sido bem pago, e pra se vingar ele resolveu colocar uma placa ao lado de cada botão, pra explicar o que o mesmo fazia. Após ser demitido, outro pedreiro tomou seu lugar, e assim que a coisa ficou feia pra ele também, ele decidiu gravar em cada botão uma seta apontando para o que o botão afetava. E ficou assim. Ou seja: como se não bastasse o sistema de batalha e muitas outras coisas serem simples, até os quebra-cabeças ficaram simples também. PQP (x100)!!!

Gráficos[editar]

Notavelmente pobres, não são lá aquela maravilha, mas pelo menos dá pra entender alguma coisa, ao contrário dos antecessores. É possível notar as curvas da valquíria e da arqueira, e os inimigos são tão horrendos quanto nos pequenos vídeos. Mesmo se a tela ficar cheia deles, é possível diferenciá-los pela evolução, tamanho e nível de filhadaputice. E as casinhas de onde eles saem, em sua maioria, parecem polígonos desenhados por crianças autistas.

Som[editar]

Combina o estilo medieval com alguns ritmos de batida rancheira. Excelente pra quem curte um trompete com tambores pesados, juntamente com toques de viola, às vezes. De acordo com críticos, a música foi um dos melhores aspectos no geral, porque é séria em cenários fáceis, e circense nas fases difíceis. Mas como o jogo é fácil mesmo, tanto faz jogar com a música original, ou ao som do tema de Benny Hill.

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