Goodtimes

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Goodtimes faliu!
Cows1.jpg Nem o Silvio Santos quita suas dívidas!

Outros que ficaram no vermelho.

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Goodtimes sobre quem assistir seus filmes

O logotipo que enganou milhões de criancinhas e seus pais burros.

Goodtimes Home Video Entertainment Company, Ltd. foi uma empresa vagabunda que produzia e distribuía filmes em desenho animado baseados em histórias clássicas infantis. Foi originalmente fundada nos Estados Unidos, mas tinha filiais também na Austrália e no Japão para auxiliar em seus planos de causar uma lavagem cerebral nas crianças do mundo todo.

Apesar de suas produções serem de péssima qualidade, a Disney chegou a se incomodar tanto por causa da semelhança entre seus filmes que até processou o estúdio alegando que estavam sendo plagiados, mas a Goodtimes levou a melhor nessa e foi absolvida.

Fundação[editar]

A Goodtimes surgiu no início da década de 1980, produzindo inicialmente fitas de vídeo de ginástica, o que antigamente era algo comum. Tais fitas tinham como objetivo ensinar as pessoas a malhar e praticar exercícios físicos sem sair de casa, ficando em frente à televisão feito babaca imitando os movimentos que eram instruídos no vídeo.

Geralmente, colocavam uma péssima atriz gostosona desconhecida para fingir que era professora e sabia o que estava ensinando, e o público alvo eram as donas de casa otárias que acreditavam ser possível ficar com o corpo sarado fazendo aquelas idiotices. Havia também o público alternativo, os filhos destas mesmas donas de casa, que geralmente assistam a fita escondidos quando estavam sozinhos em casa para se masturbar com a mulherada malhando de roupinha colada, já que eram tempos obscuros em que ainda não havia internet e o acesso à pornografia era muito difícil.

Reformulação[editar]

A partir da década de 1990, a Goodtimes ficou sabendo que seus vídeos de ginástica faziam mais sucesso entre a pirralhada do que entre os adultos, mas o que a empresa não sabia era qual era a finalidade disso. Acreditando erroneamente que deveriam investir no público infantil, os testas de ferro decidiram reformular o estúdio completamente, passando a produzir animações em longa metragem.

Como a Goodtimes tinha um total de três funcionários, não havia grandes condições financeiras para fazer algo que prestasse, por isso ninguém arriscava a criar um roteiro original para os filmes. Os enredos eram sempre adaptados de algum conto literário clássico que já era conhecido mundialmente por qualquer criança, assim também economizavam na propaganda, que tornava-se menos necessária.

Os primeiros desenhos eram adaptações de livros infantis australianos, por isso foram lançados primeiro na Austrália, e o resultado por lá foi bem satisfatório. Porém, na hora de fazer a distribuição internacional, as fitas de vídeo encalharam nas lojas, já que nos outros países essas histórias não tinham a mesma popularidade. Sendo uma empresa tão pequena e chumbrega, a Goodtimes quase faliu após seus três primeiros lançamentos, até que alguém teve a brilhante ideia de copiar a Disney e plagiar livremente as obras do estúdio, já que estavam faturando bastante.

Goodtimes x Disney[editar]

O primeiro lançamento inspirado em um filme da Disney foi Aladdin, em 1992. Naquela época, levava cerca de dois anos até que um filme saísse de cartaz do cinema e fosse lançado em vídeo, então a Goodtimes aproveitou que a versão "disneyana" recém havia estreado nas telonas para jogar dois meses depois o seu Aladdin paraguaio nas prateleiras, enganando milhares de consumidores otários que alugavam a fita nas videolocadoras achando que estavam levando para casa o mesmo filme do cinema.

Como o Aladdin da Goodtimes era horrível, quem assistia aquela desgraça em vídeo acabava falando mal do filme da Disney por burrice engano, achando que era o mesmo. Assim, a propaganda negativa boca a boca fez com que os lucros da Disney caíssem consideravelmente, já que os produtos licenciados como brinquedos e outras bugigangas também acabavam não vendendo.

Indignada em ter sua megaprodução confundida com algo tão cagado, a Disney processou a Goodtimes, crente de que levaria a melhor, mas perdeu o processo para a empresa rival. Isso porque Aladdin não era uma história original da Disney, e sim um conto de fadas árabe de domínio público, então qualquer estudiozinho mequetrefe tinha os mesmos direitos em adaptar a história, inclusive a Goodtimes.

Nos anos seguintes, a Goodtimes seguiu com o mesmo esquema de pegar carona nos lançamentos da Disney para criar suas próprias versões, mas ainda conseguiu ir além: chegaram a passar na frente do estúdio milionário e adaptaram histórias que nem a própria Disney tinha feito ainda! Claro, tudo com aquela qualidade maravilinda de camelô da esquina.

Comparação entre as capas de alguns filmes

Evolução[editar]

A partir de 1994, a Goodtimes fechou parceria com um estúdio de animação japonês e seus filmes dali em diante passaram a ficar um pouco mais caprichados. Continuava tudo um plágio cuspido das produções da Disney, mas pelo menos os desenhos agora tinham trilha sonora original cantada por ídolos do j-pop. Os traços também sofreram influências nipônicas e ficaram parecidos com anime, chegando a ser desenhados até mesmo pelo lendário Shingo Araki, o mesmo tio responsável por transformar os rabiscos de Masami Kurumada em obras de arte.

A nova mudança da Goodtimes parecia ter vindo para melhor, mas eles se atreveram a mexer com o fandom otaku, que passou a boicotar todos os filmes lançados pela empresa desde então. Isso porque agora era tudo produzido em conjunto entre Japão e Estados Unidos, o que invalidava o sábio argumento de que "não é desenho, é anime" utilizado por esse povo alienado para diferenciar suas obras de adoração orientais dos lixos animados ocidentais, de acordo com si mesmos.

Falência[editar]

Desde 1998, a Goodtimes vinha investindo somente em filmes do Rudolph, aquela rena do nariz vermelho, e cada lançamento ocorria somente uma vez por ano, para coincidir com as festas natalinas. A Disney, por sua vez, aliou-se à Pixar e passou a investir mais na animação por computação gráfica do que na tradicional, e a Goodtimes não tinha grana o bastante para fazer o mesmo. Logo, as pessoas pararam de confundir os filmes de ambos os estúdios e a Goodtimes voltou ao limbo.

Em 2003, eles bem que tentaram ressuscitar os lucros com uma versão animada de Ben Hur, mas já era tarde demais, pois agora existia internet e a criançada perdia mais tempo em frente ao computador do que à televisão. Assim, dois anos depois a Goodtimes faliu de vez, e desde então o mundo nunca mais foi agraciado com suas cópias baratas.

Ver também[editar]

Ligações externas[editar]

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