Gramática

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Para aqueles sem senso de humor, os espertalhões da Wikipédia têm um artigo (pouco confiável) sobre: Gramática.

Cquote1.png O jogador de futebol deve ser como o pato, um animal aquático e gramático. Cquote2.png
Vicente Matheus sobre futebol, ornitologia e gramática
Cquote1.png No Brasil, eu como a bunda de Você e foda-se a gramática! Cquote2.png
Humilhação Brasileira sobre Gramática
Cquote1.png Na União Soviética, a Gramática comete erro na escrita de VOCÊ Cquote2.png
Reversal Russa sobre Gramática

Gramática é uma antiga arte divinatória praticada apenas por uns poucos iniciados. Por meio dela, um gramático (praticante da gramática) é capaz de prever se uma palavra é acentuada ou não ou se a letra 'a' leva ou não acento indicador de crase. É possível também predizer se um indivíduo é lusitano, brasilo-nordestino, brasilo-paulistano, timorense, um cefalópodo planaltino ou um judeu roubando gravata. Também é conhecida por ser a parte mais maltratada dos idiomas. Página inicial da Desciclopédia o prova com muita categoria.

Origens[editar]

A origem da gramática é obscura. Alguns autores consideram que tenha surgido logo após a invenção da escrita , alguns historiadores acreditam que Chuck Norris a tenha criado para deixarem de dizer que ele fala e escreve errado, mas uma corrente de historiadores revisionistas advoga que possa ter até precedido a humanidade. Entre estes últimos encontra-se o místico americano Noam Chomsky, que acredita que os poderes da gramática sejam inatos e estejam presentes até mesmo em primatas. Detratores desta hipótese consideram que tal ideia é um absurdo, pois se estivesse biologicamente determinada muito mais pessoas deveriam conhecer a arte - em completo contraste com o quadro atual em que apenas uma minoria domina as técnicas gramaticais.

Os místicos chomskianos argumentam que a gramática está inscrita em nosso material genético apenas como uma potencialidade - de modo similar a que qualquer pessoa nasce com o potencial de aprender um dado idioma, mas as circunstâncias de seu desenvolvimento (como nascer em uma comunidade em que falam essa língua) é que determinarão se ela será ou não fluente. Como apoio a essa tese mostram a capacidade que alguns primatas treinados possuem de manipular os signos da gramática de acordo com as regras utilizadas pelos humanos detentores de poderes gramaticais, pejorativamente chamados de acadêmicos (corruptela de "Ah! Cadê? Micos?", expressão utilizada contra os que defendem a tese da origem entre os macacos primitivos e mais tarde generalizada para os adivinhos gramáticos).

Formalismo[editar]

Não é apenas no Brasil que o idioma português é estuprado...

A despeito de não haver consenso sobre se a origem é pré-humana ou histórica, a arte gramatical tem sido codificada pelos estudiosos. Esse processo também tem causado polêmica entre os que dizem que as regras divinatórias da gramática são puramente artificiais, devendo ser impostas aos praticantes (linhagem normativa) e os que dizem que as regras são naturais, cabendo aos especialistas apenas registrarem a prática (linhagem descritiva). Neste caso, porém, um certo consenso tem sido estabelecido. Ambos os grupos reconhecem haver variações na prática e ambos os grupos reconhecem que essas variações gravitam em torno de um modelo arquetípico padrão. O modelo gramatical padrão tem servido, então, como uma medida em comum para ambas as escolas (que seguem paralelas às divergências quanto às origens - os normativistas alinhando-se com os historicistas e os descritivistas com os pré-humanistas): para os normativistas, é o padrão a ser seguido; já para os descritivistas, é um ponto de referência para comparação.

A tradição no estabelecimento do padrão tem sido a de utilizar como guia as obras dos chamados mestres ou autoridades - líderes históricos da seita gramatical (o Grammatikhon de Pitágoras), tais como Caldas Aulete, Napoleão Mendes de Almeida, Almeida Garret, Luís de Camões e, contemporaneamente, Seu Creysson. Este último é considerado o grão-mestre da gramática e refundador da arte.

Gramatica brasileira[editar]

Por que a gramática brasileira e tão grande?...

Alguns acreditam que uma antiga orden secreta das quais hoje pertecem Cegala e o Prof. Pasquale os "cavaleiros das letras" a tenha criado para expulsar os portugueses do Brasil.

O primeiro exemplar intitulado "Tá errado!" corrigia vários erros dos lusos que acabou transformando o ato de falar português uma chatice, por isso se mandaram de volta para Portugal onde não teriam que ficar decorando milhares de regras e não teriam trabalho para falar ou escrever.

Regras[editar]

As regras desta arte divinatória são bastante complexas - mais até do que a astromancia - exigindo anos e anos de estudos de alto nível. Mesmo um mestre graduado não conhece todas as regras e precisa continuar sua pesquisa por toda a vida. No Brasil, um dos principais centros de estudos desta arte é a FFLCH da Universidade de São Paulo, lá o iniciado participa de rituais mágicos utilizando plantas alucinógenas para alterar sua consciência e se sintonizar com o mundo espiritual.

A complexidade regulamentar pode ser exemplificada na previsão do plural de uma palavra terminada em ão. Mão resulta em mãos, cão em cães, ladrão em ladrões, guardião em guardiões ou guardiães, anão em anões ou anãos, artesão em artesães e artesãos e aldeão em aldeãos, aldeões e aldeães (e tudo isso junto resulta em uma sessão de RPG ou de psicoterapia) - no aforismo (aphorismós) Roseano: "Pãos ou pães é questão de opiniães". Predizer o som da letra s em um vocábulo também é uma operação altamente intrincada: um leigo poderia imaginar que a regra é relativamente simples, sendo s pronunciado de modo sibilado (/s/) quando no início ou fim de uma palavra ou se seguinte a uma consoante e pronunciado de modo vibrante (/z/) quando entre vogais. Tal simplicidade é ilusória, posto que os vocábulos transatlântico, trânsito, transeunte, transumano e transoceânico apresentam a letra s vibrante depois de uma consoante. O leigo insistiria que os vocábulos iniciados em trans seriam uma exceção em que o s seria pronunciado como /z/ - mas transaariano, transexual, transecto, Transilvânia, transubstanciação e transônico em que s é pronunciado como /s/.

Até que esses portugueses tem perspicácia...

Outro grande feito dos adivinhos gramáticos é saber quando uma palavra é feminina ou masculina. Acredita-se que a divisão das palavras em gêneros, apesar das palavras não possuírem órgãos sexuais, deu-se por analogia pela capacidade das palavras foderem com as pessoas quando ditas na hora errada (querida, o trabalho hoje acabou mais cedo e resolvi vir direto para casa... quem é esse homem com você na cama?), para a pessoa errada (atire se você for homem!), de modo errado (que isso, Augusto, chifre é só uma coisa que colocam na sua cabeça), outros pensam que se dá pelo teor de yin e yang intrínseco de cada vocábulo. Uma visão ingênua é a de que palavras que terminam em o são masculinas e as que terminam em a são femininas - provavelmente influenciadas pelo fato dos artigos definidos masculinos e femininos serem, respectivamente, o e a. Mas o programa, a paixão, o cinema, a tribo. E um sem número de palavras que terminam com outras letras: a paz, o rapaz, a tez, o xadrez, a cal, o sal, a face, o abacate, etc...

O maior feito dos gramáticos acadêmicos, no entanto, é adivinhar quando se coloca ou não o acento indicador de crase. Os cínicos leigos afirmariam que se trata de algo simples: a crase ocorre na fusão da preposição a com o artigo definido feminino a (além do primeiro a dos pronomes demonstrativos aquele, aquela, aquilo), em assim sendo, ocorreria apenas diante de palavras femininas, porém moda à Luís XIV - o cético poderia argumentar que Luís XIV era um tipo bem efeminado, mas a expressão valeria mesmo se a frase fosse interpretação à Arnold Schwarzenegger (um oxímoro - oxymoron - por excelência) - única exceção cabendo para a expressão chute a Chuck Norris (Chuck Norris não admite artigo feminino em hipótese nenhuma). Esse fato valeu uma observação jocosa do humorista Ferreira Gullar: "Crase não foi feita pra humilhar ninguém".

Tal qual os astrólogos mantinham o poder nas sociedades antigas do Egito, da Mesopotâmia, China, Índia, na civilização Maia e Asteca ocultando seus segredos, alguns pesquisadores (os historicistas/normativos) creem que os gramáticos desenvolveram regras complicadas e ininteligíveis para afastar as pessoas comuns e preservar para si a força advinda de tais conhecimentos, inserindo a Gramática dentro da linha ocultista ou esotérica. Os pré-humanistas/descritivistas, por seu turno, consideram que a intrincada relação de regras revela tão somente a diversidade natural surgida quando as potencialidades se transmutam em realidade em diferentes condições.

Revolução Creyssoniana[editar]

Seu Creysson, o pai da nova gramática guiamáutica

A partir do final do século XX, no entanto, a arte da adivinhação gramatical conheceu o início de um processo sem precedentes de mudanças. Sean Clayson, brasilianista formado pela Universidade de Harvard, lançou uma série de artigos que virou os conceitos até então aceitos (tanto por historicistas/normativistas quanto por pré-humanistas/descritivistas) de pernas para o ar. As novas regras descritas/estabelecidas por Clayson revelaram-se infinitamente mais intuitivas e o panorama até então vigente de elitismo da técnica tem sido rapidamente modificado com mais e mais pessoas tendo acesso ao conhecimento outrora fora de seu alcance. Dentro das novas regras, Sean Clayson reescreveu seu próprio nome, atualizando-o para Seu Creysson.

Agora verdadeiramente a crase não humilharia mais ninguém. Em vez de uma complexo sistema de premonição, pelo Sistema Creyssoniano, o acento indicador de crase poderia ser utilizado de modo completamente randômico (mantendo-se, claro, a ressalva de não utilizar diante de Chuck Norris). O plural seria indicado simplesmente pela flexão do artigo: "os copo", "as pessoa", "uns cara", "umas tampa" (exceção para o paulistanês em que chopes é plural invariante) - eliminando-se as flexões complexas em que se alterava o final de certas palavras antes do acréscimo do s final: míssil/mísseis, barril/barris, sol/sóis, mol/moles mas nem sempre: gol/gols, palavras que apresentavam pluralização tanto no meio quanto no fim: pãozinho/pãezinhos, e mesmo as que eram alteradas somente no meio: qualquer/quaisquer. A ortografia também foi radicalmente simplificada seguindo mais de perto a oralidade: céquiçu em vez de sexo.

Tais alterações de cenário criaram, no entanto, incômodo para os gramáticos acadêmicos, pois significaram para eles uma partição de poder que detinham. Figuram entre os principais opositores adivinhos das escolas antigas como Prof. Pasquale e o Prof. Cláudio Moreno e os profetas anciãos da Academia Brasileira de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa.

Outros Sistemas[editar]

Outras escolas alternativas utilizam sistemas derivados, como o miguxês e o internetês. Mestre Yoda recomenda a inversão da ordem sintática natural, enquanto da Reversal Russa recomenda a inversão apenas quando o sujeito natural é você.

Ver também[editar]