Gravatá

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Gravatá é um projeto de cidade do estado de Pernambuco, chamado também por quem mora em Caruaru de "meio-caminho pra Recife", e apelidada de "meio-caminho para Caruaru" por quem mora em Recife, o município é apenas isso, uma cidade de beira de estrada localizada no agreste (nome bonito para "sertão" ou "interior fodido") de Pernambuco.

História[editar]

Gravatá surgiu em 1808, e a história de sua origem não poderia ser outra senão o fato de que o lugarejo era meramente um entreposto e ponto de descanso dos comerciantes que levavam produtos de Caruaru para Recife e de Recife para Caruaru em seus jumentos de carga. O primeiro nome da pequena vila era Crauatá, denominação que deriva do tupi Karawatã ("mato que fura" em alusão à quantidade de cactos encontrados na região). Como a palavra não significava nada para os peões que passavam pelo local, começaram a chamar o lugar de "gravatá" porque pelo menos gravata eles sabiam o que era, só nunca tiveram uma.

Embora já existisse há uns 100 anos, só em 1893 que as pessoas perceberam que havia surgido um núcleo urbano entre Caruaru e Recife, e portanbto decidiram transformar aquilo num município, não que fosse grandes coisas, ainda mais porque a sua população era formada por preguiçosos que não queriam concluir sua viagem para Caruaru ou Recife, dando-se assim a origem do povo mais molenga de Pernambuco.

Toda a história da cidade tem relação com o transporte de quinquilharias entre Caruaru e Recife, de sua fundação até os dias atuais é só isso que Gravatá é e sempre foi. No século XIX era a Ferrovia Great Western Railways que ligava Caruaru e Recife e passava por Gravatá, e depois em 1950 fizeram a BR-232 com o mesmo intuito e Gravatá apenas estava no meio do caminho.

Economia[editar]

Por ser uma cidade pobre, imprestável e sem muito valor do interior nordestino, a economia de Gravatá baseia-se exclusivamente na agricultura, exportando de maneira precária produtos para as feiras de Caruaru e Recife. Então aquela fruta mais velha que vê nos mercados de Recife já sabe de onde veio.

Além disso Gravatá é conhecida por ser um interessante polo moveleiro, ou seja, lojas vendendo móveis de madeira, e francamente não há nada de especial que não se veja numa Casas Bahia ou Ponto Frio, foi apenas uma maneira criativa que alguns malandros descobriram de arrancar dinheiro dos outros, vendendo móveis a preços altíssimos e justificando apenas que "é chique".

Transportes[editar]

Os motoristas gravataense precisam do auxílio de guardas de trânsito para não atropelar cidadãos que só querem atravessar a rua.

Gravatá é uma pequena roça, mas que é cortada pela movimentada BR-232 que passa no meio desse vilarejo. O caos nos transportes é uma consequência natural, com caminhões enormes ficando entalados nas ruas, congestionamentos quilométricos, atropelamentos, barbeiragens e um caos tão grande que o Detran decidiu abolir as leis de trânsito no município de modo que qualquer um pode pegar a contra-mão quando bem entender para se livrar de congestionamentos, ou no caso de caminhões, para não se entalarem em ruas estreitas.

Turismo[editar]

Na verdade não há qualquer atrativo turístico na cidade que Gravatá, que simplesmente não tem nada de variado ou único a oferecer, apenas alguns botecos e alguns restaurantes que se acham finos só porque cobram caro. A grande quantidade de hotéis existentes se dá não por causa do turismo no município, mas sim, sem dúvida, para hospedar quem está viajando de Caruaru para Recife ou de Recife para Caruaru. Todavia, com muito esforço algumas porcarias podem ser consideradas pontos turísticos, tais como:

  • Alto do Cruzeiro - Um morro onde fica um Cristo Redentor bem genérico mesmo, sendo impossível de se ver da cidade, precisando subir seus mais de 8000 degraus.
  • Polo Moveleiro - Uma feira onde trabalham os maiores malandros de Gravatá, que fazem uns móveis comuns numa madeira comum, mas os vendem a altíssimos preços, e as pessoas trouxas ainda compram só para poder fingir ser "chique".
  • Trilhas - Nos arredores da cidade há diversos túneis escavados no século XIX para servir de rota para o tráfico de rapadura no interior de Pernambuco. Hoje serve apenas de esconderijo para noiados e dá boas trilhas para aqueles que querem um lugar seguro para fumar um baseado.