História da Rússia

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Bear Grylls sobre Rússia medieval

Cquote1.png O sangue dos russos são muito gelados. Cquote2.png
Vampiro sobre Rússia antiga
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Regina Duarte sobre Russia Medieval

História[editar]

Os Eslavos do leste são o grupo étnico que deu origem aos povos da Rússia, Ucrânia e Bielorrúsia. Cada uma das muitas nacionalidades da Rússia tem uma história separada e origens complexas. As origens históricas do estado russo, entretanto, são principalmente aquelas dos eslavos do leste e dos povos fino-ugrianos assimilados do nordeste da Europa.

Muitos povos de diversas etnias migraram para a planície central européia. Porém os eslavos, que chegaram posteriormente, gradualmente se tornaram dominantes.

Morte áqueles russos filho da puta!!

Muito antes da organização da Rússia de Kiev, povos indo-arianos viveram na área que hoje é a Ucrânia. O mais conhecido destes grupos era o dos nômades cítios, que ocuparam a região do século VI a.C. até o século II d.C. e cuja as habilidade nas guerras e na cavalaria eram notáveis. Entre o século I D.C. e o século IX, godos e nômades hunos, avaros e magiares atravessaram a região em suas migrações. Apesar de muitos deles terem subjugado os eslavos na região, aquelas tribos deixaram pouca coisa de significativo. Mais importante neste período foi a expansão dos eslavos, que foram agricultores, criadores de abelhas, e também caçadores, pescadores e pastores. Por volta do século VI, os eslavos eram o grupo étnico predominante na planície do leste europeu.

Pouco se sabe sobre a origem dos eslavos. Filólogos e arqueólogos crêem que os eslavos se estabeleceram muito cedo nos carrapatos Cárpatos ou na região da atual Bielorrússia. Por volta do ano 600, eles já haviam se separado lingüisticamente em ramos ao sul, a oeste e a leste da região. Os eslavos do leste se estabeleceram ao longo do rio Dniepr no que é hoje a Ucrânia; posteriormente se estenderam para o norte do vale do rio Volga, a leste da atual Moscou (Moscovo), e para oeste, até o norte das bacias dos rios Dnestr e Bug, nas atuais Moldova e sul da Ucrânia. Nos séculos VIII e IX da Era Cristã, muitas tribos eslavas do leste pagavam tributo aos cazares, um povo de língua turca que adotou o judaísmo no final dos séculos VIII ou IX, e que viveram ao sul do rio Volga e no Cáucaso.

Por volta do século IX, guerreiros e comerciantes da Escandinávia, chamados "varegues" , (mais comumente conhecidos como Vikings), já tinham penetrado (UI) nas terras eslavas do leste. Eles ocasionalmente combatiam o povo local, conhecido por eles como rus, e utilizavam os vencidos como escravos, ou slav. Acredita-se que os termos "russo" e "eslavo" tenham sido cunhados ou adaptados pelos escandinavos, dos quais os termos usados atualmente tenham se originado.

O primeiro estado eslavo na região foi o Rus' de Kiev. Antigas sagas islandesas e runas chamam o território russo de "Gardariki" (Terra das cidades), posteriormente conhecidas pelos nomes de "Pequena Rússia" (= Ucrânia) e Grande Rússia. De acordo com estas sagas, o país estava dividido em três partes principais: Holmgård (Novgorod), Könugård (Kiev) e Palteskja (Polatsk). A região de Kiev era considerada a melhor terra de todo o país.Não só pela grande valorização da teera em boas condições para o cultivo e pastoreio, o clima mais agradável e a liberdade sexual que era comum por Kiev. O território fora destas três porções era visto pelos noruegueses como a terra dos tártaros. Exportações de escravos, peles, mel e cera contribuíram para o crescimento de Kiev e de Novgorod. As duas cidades rivalizavam com outras cidades européias em tamanho, riqueza e belezas arquitetônicas.

Em 988 a região adotou o cristianismo, com a oficialização do batismo de habitantes de Kiev por São Vladimir; e, alguns anos depois, foi introduzido o primeiro código de leis, chamado de "Russkaya Pravda". Quando comparada com as outras línguas da Europa cristã, nota-se que a língua russa foi pouco influencidada pelo grego e pelo latim dos primeiros escritos cristãos. Isto foi graças ao fato de que o idioma eslavo (hoje chamado de Eslavo Litúrgico) foi diretamente usado na liturgia desde então.

Bulgária do Volga[editar]

Bulgária do Volga ou Bulgária Volgaica ou Volga-Kama Bolghar foi um estado histórico que existiu entre os séculos VII e XIII ao redor da confluência dos rios Volga e Kama no local hoje abrangido pela Rússia. Atualmente, são consideradas descendentes da Bulgária do Volga em termos territoriais e étnicos as Repúblicas do Tartaristão e Chuváchia Informação de primeira mão sobre a Bulgária Volgaica é muito esparsa. Como não sobreviveram autênticos registros búlgaros, a maioria de nossa informações vêm de fontes contemporâneas árabes, persas, russas e indianas. Algumas informações saíram de escavações.

Turista visitando e conhecendo a fauna da rússia medieval.

Pensa-se que o território da Bulgária Volgaica fora originalmente colonizada por povos fino-úgricos. Os búlgaros chegaram na área aproximadamente em 660, comandados por Kotrag Khan, filho de Kubrat. Algumas tribos búlgaras, no entanto, continuaram a avançar na direção oeste e após muitas aventuras se estabeleceram ao longo do rio Danúbio, no que é hoje conhecido como Bulgária, aonde foram assimilados pelos eslavos, adotando um idioma eslavo do sul e a fé cristã ortodoxa oriental.

Alguns acadêmicos acreditam que os Búlgaros do Volga foram submetidos ao grande Império Khazar. Em algum período do final do século IX o processo de unificação começou, e a capital foi estabelecida em Bolgar (também pronunciada Bulgar), 160 quilômetros a sul da atual Kazan. No entanto muitos acadêmicos duvidam se tal estado podia assegurar independência dos Khazares antes de 965, quando foram aniquilados por Svyatoslav da Rússia em 965. Objetivando promover a unificação entre as tribos guerreiras e para obter um forte aliado em sua luta contra os Khazares, Almas Khan da Bulgária do Volga escreveu uma carta ao caliga de Bagdá pedindo-o homens letrados e religiosos que podiam ler o Alcorão e construir mesquitas. No dia 11 de maio de 922 o khan recebeu o missionário de Bagdá Ahmad ibn Fadlan, e 4 dias depois uma assembleia tribal proclamou o Islamismo como a religião oficial do Estado.Grande parte da população local era composta por povos turcos, dentre eles os Suares, Barsils, Bilars, Baranjars e parte dos Burtas (segundo ibn Rustah). Descendem dos búlgaros do Volga os atuais chuvases e tártaros do médio Volga, apesar de evidências linguísticas sugerirem que os chuvases pertenciam a um ethnos turco mais antigo, que pode ser conectado aos hunos. Outra parte compreende tribos finesas e magiares.

O líder da Bulgária do Volga era chamado de iltäbär (algumas vezes elteber). Após a islamização seu título passar a ser sheikh. Eltebers conhecidos incluem: Almış (Almas), Mikail bine Cäğfär (Mikaul ibn Jafar), Mö'mim bine Äxmäd (Mumin ibn Ahmad), Mö'min bine âl-Xäsän (Mumin ibn al-Hasan), Talib bine Äxmäd (Talib ibn Ahmad).

Comandando o rio Volga em seu médio curso, o reino controlou grande parte do comércio entre a Europa e Ásia antes das Cruzadas, que fez com que outras rotas comerciais concorrentes surgissem. A capital, Bulgar (Bolghar), era uma cidade , rivalizando em tamanho e riqueza com os grandes centros do Mundo Islâmico. Parceiros comerciais de Bolghar incluíam vikings, Bjarmland, Yugra e Nenets ao norte de Bagdá e Constantinopla ao sul, e da Europa Ocidental à China a leste. Outras grandes cidades incluíam Bilär, Suar (Suwar), Qaşan (Kashan) e Cükätaw (Juketaw). As atuais cidades de Kazan e Yelabuga foram fundadas sob fortalezas de fronteiras búlgaras.

Algumas as cidades da Bulgária do Volga ainda não foram encontradas, porém elas são mencionadas em fontes russas. Elas são Aşlı (Oshel), Tuxçin (Tukhchin), İbrahim (Bryakhimov), Taw İle. Algumas delas foram arruinadas durante e após a invasão mongol.

Os principados russos do oeste eram . No século XI, o reino foi devastado por vários reides russos. Na virada do século XII para o XIII os governantes de Vladimir (notavelmente André o Piedoso e Vsevolod III), querendo defender suas fronteiras orientais, pilharam sistematicamente cidades búlgaras. Sob pressão eslava vinda do ocidente, os búlgaros tiveram de mudar sua capital de Bolghar para Bilär.

Ataque de 1223 e a Batalha do rio Kalka[editar]

Ao mesmo tempo que se fragmentava, a Rússia Kievana sentiu a inexplicável irrupção de uma onda estrangeira irresistível vinda de regiões misteriosas do Extremo Oriente. Para suas sins, diziam os cronistas russos da época, nações desconhecidas chegaram. Nenhum conhecia suas origens ou de onde eles vinham, ou qual religião eles praticavam.

Cadê os russos? Não vejo nada!!

Após as campanhas contra o Império de Khwarezm, em 1221 uma tropa mongol liderada pelos generais Jebe Noyon e Subedei, em uma campanha de reconhecimento para futuras conquistas, passaram pelo norte do Irã e atravessaram os montes Cáucaso, derrotando exércitos georgianos, polovtsianos, khazares e cumanos. No final de 1222 os dois partiram juntos até o oeste, através das estepes, até o Dniester.

Os principados eslavos do Leste associaram os novos invasores com os nômades selvagens Polovtsianos, que de vez em quando pilhavam colonos russos nas fronteiras porém agora preferiam amizade, sendo seu líder, Khotian, genro de Mstislav Mstislavich, o Audaz. Propondo uma aliança com Mstislav contra os mongóis, dizendo: "Estes terríveis desconhecidos nos conquistaram, amanhã eles irão conquistá-los se vocês não virem nos ajudar".Em resposta a esse chamado Mstislav o Audaz e Mstislav Romanovich o Velho formaram uma liga, da qual também aderiram príncipes de outras províncias russas tais como Kursk,Kiev, Chernigov, Volínia, Rostov e Suzdal.

No dia 31 de maio de 1223, os mongóis, com um exército de 25 mil homens, derrotaram os exércitos dos vários principados russos na grande batalha do rio Kalka (1223), a qual permaneceu até os dias de hoje na memória do povo russo. Agora o país encontrava-se a mercê dos invasores, porém, eles se retiraram e voltariam apenas 13 anos depois. A vasta horda mongol de aproximadamente 150 mil arqueiros montados, comandada por Batu Khan e Subedei, cruzou o Rio Volga e invadiu Volga Bulgaria no outono de 1236. Levou um ano para acabar com a resistência dos Búlgaros do Volga, Kypchaks e Alanos.

Em novembro de 1237, Batu Khan enviou seus embaixadores para a corte de Yuri II de Vladimir exigindo sua submissão. No mês seguinte Ryazan foi cercada. Após seis dias de batalha sangrenta, a capital foi totalmente aniquilada, para nunca mais ser restaurada. Alarmado pelas notícias, Yuri II enviou seus filhos para deter os invasores, porém eles logo foram derrotados. Kolomna e Moscou foram incendiadas e no dia 4 de fevereiro de 1238 Vladimir foi cercada. Três dias depois a capital de Vladimir-Suzdal foi tomada e queimada. A família real pereceu no incêndio, enquanto que o grão-príncipe se retirou para o norte. Cruzando o Volga, ele reuniu um novo exército, que foi totalmente exterminado na batalha do rio Sit em 4 de março.

Em seguida Batu Khan dividiu seu exército em unidades menores, as quais arrasaram quatorze cidades russas: Rostov, Uglich, Yaroslavl, Kostroma, Kashin, Ksnyatin, Gorodets, Galich, Pereslavl-Zalessky, Yuriev-Polsky, Dmitrov, Volokolamsk, Tver e Torzhok. A mais difícil de ser capturada foi a pequena cidade de Kozelsk, cujo príncipe-menino Titus e seus habitantes resistiram aos ataques mongóis por sete semanas. Como a história diz, sabendo das notícias da aproximação mongol, toda a cidade de Kitezh com todos os seus habitantes submergiu em um lago, que pode ser visto nos dias de hoje. As únicas grandes cidades a escaparem da destruição foram Novgorod e Pskov. Os russos que migraram da região sul do país para escapar dos invasores se deslocaram em sua maioria para o nordeste, nas regiões de floresta com solos pobres entre a área norte dos rios Volga e Oka.

No verão de 1238, Batu Khan e Subedei devastaram a península da Criméia e pacificaram Mordóvia. No verão de 1239 Chernigov e Pereyaslav foram saqueadas. Após muitos dias de cerco, a horda atacou Kiev em dezembro de 1239. Apesar da forte resistência de Danilo da Galícia, Batu Khan tomou duas de suas principais cidades, Halych e Volodymyr-Volynskyi. Após anexarem a Rússia a seus domínios, os mongóis então resolveram "alcançar o último mar" e invadiram em 1241 Polônia, Romênia e Hungria. Depois disso Subedei estava discutindo planos de atacar o norte da Itália, Áustria e os estados germânicos, porém tiveram de recuar devido a morte de Ogodei. Neste período os invasores vieram para ficar, e construíram para si mesmos uma capital chamada Sarai, no baixo Volga, próximo ao Mar Cáspio. Aí estava o comandante supremo da Horda de Ouro, como era chamada a porção noroeste do Império Mongol, fixando seus quartel-general dourado e representando a majestosidade de seu soberano, o grande khan que viveu com a Grande Horda no vale do Orkhon do Amur. De lá subjulgaram a Rússia nos próximos 3 séculos.

O termo o qual esta sujeição é comumente chamado, o jugo tártaro ou mongol, sugere ideias de uma terrível opressão, porém na realidade estes nômades invasores vindos da Mongólia não eram como geralmente se supõe tão cruéis e opressivos. Em primeiro lugar, eles nunca colonizaram os principados russos, e não tinham muito contato com os habitantes. Diferente da dominação mongol sobre a China e o Irã, o domínio mongol sobre os principados russos era indireto, aonde os príncipes russos pagavam anuais tributos à Sarai.

Em termos de religião eles eram extremamente tolerantes. Quando apareceram pela primeira vez na Europa, eles eram xamânicos, e naturalmente não tinham fanatismo religioso; Mesmo quando adotaram o Islamismo continuaram tolerantes como antes, e o khan da Horda de Ouro, Berke, o primeiro a se tornar muçulmano, incentivou os russos a fundar um bispado cristão em sua própria capital. Nogai Khan, meio século depois, se casou com a filha do imperador bizantino, e deu seu própria filha em casamento a um príncipe russo, Teodoro o Negro. Alguns historiadores russos modernos acreditam que não houve uma invasão geral. De acordo com eles, os príncipes russos fizeram uma aliança defensiva com a Horda objetivando repelir os ataques dos fanáticos Cavaleiros Teutônicos, que se mostraram um perigo muito maior à religião e cultura russa.

Isto representa o lado positivo do domínio tártaro, que também têm o lado negativo. Como a grande horda de nômades estava acampada na fronteira o país encontrava-se a mercê de invasões por uma força esmagadora de cruéis saqueadores. Tais invasões não eram frequentes, porém quando ocorriam causavam uma incalculável quantidade de devastações e sofrimentos. Nestes intervalos as pessoas tinham de pagar um tributo estabelecido. De início era colecionado em um visual tosco e pronto por um exame de coletores de taxas tártaros, porém a partir de 1259 passou a ser regulado por um censo de população, e finalmente, a coleção dos tributos passou a ser encarregada pelo príncipe local, então o povo passou a não ter mais um contato direto com oficiais tártaros. A influência da invasão mongol nos territórios da Rússia Kievana foi sem precedentes. Centros tradicionais como Kiev nunca se recuperaram da destruição do ataque inicial. A República de Novgorod continuou a prosperar. Novos centros prosperaram sob o jugo mongol, tais como Moscou e Tver.

Os historiadores debateram a influência a longo prazo do domínio mongol na sociedade russa. Os mongóis foram culpados pela destruição da Rússia Kievana, a fragmentação da antiga nacionalidade russa em três componentes e a introdução do conceito de "despotismo oriental" na Rússia. Porém alguns historiadores concordam que a Rússia Kievana não era uma entidade homogênea, seja no nível político, étnico ou cultural, e que os mongóis apenas aceleraram o processo de fragmentação que começou antes da invasão. Outros acham que o jugo mongol teve um papel importante no desenvolvimento da Rússia como um Estado. Sob domínio mongol Moscóvia, por exemplo, desenvolveu sua rede postal, censo, sistema fiscal e organização militar.

Certamente, pode ser argumentado (e é) que Moscou, e subsequentemente a Rússia, não teriam se desenvolvido sem a destruição mongol da Rússia Kievana. Ademais, o jugo mongol sobre os restos de Kiev e os principados sobreviventes como o de Novgorod, forçaram tais entidades a olhar para o Ocidente em busca de aliados e tecnologia. Igualmente, rotas comerciais vindas do Leste como desdobramentos das "Rotas da Seda" chegaram aos povos russos, fazendo assim um centro de comércio de ambos os mundos. Em suma, a influência mongol, de um lado destrutiva ao extremo para seus inimigos, teve um papel significativo a longo prazo no surgimento da Rússia moderna. A influência da invasão mongol nos territórios da Rússia Kievana foi sem precedentes. Centros tradicionais como Kiev nunca se recuperaram da destruição do ataque inicial. A República de Novgorod continuou a prosperar. Novos centros prosperaram sob o jugo mongol, tais como Moscou e Tver.

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