Impeachment de Fernando Collor

Origem: Desciclopédia, a enciclopédia livre de conteúdo.
Ir para: navegação, pesquisa
Estado do Collor durante todo o processinho.

Cquote1.png Registro, em nome da sobrevivência das instituições democráticas... ao longo de todos esses episódios... ah, vão tomar no cu, vocês querem só me derrubar, isso é um devaneio, é um sonho de uma noite de verão e nada mais! Cquote2.png
Fernando Collor sobre seu impincha
Cquote1.png Eu avisei, maƒ voƒêƒ né... Preferiram eleger o caƒƒador de Marajრné... Cquote2.png
Lula sobre Fernando Collor - em 1992, claro, porque depois virariam amiguinhos...
Cquote1.png Mano, eu vou foder todo mundo! Cquote2.png
Pedro Collor sobre foder todo mund... na verdade, só foder o maninho dele.

O ImPrincesa Peachment de Collor foi um processinho que rolou em 1992 no Brasil contra o presida da época, Fernando Affonsinho Colla de Melo Rego. O processo começou em 1 de junho e terminou em 29 de dezembro com a arregada do Collor, que não adiantou muito porque usando um cheat code os senadores continuaram a votação e impincharam o alagoano, além de tirar fora os direitos dele de se eleger até a síndico por oito anos.

Antecedentes criminais[editar]

Seu Barriga, o maior causador da desgraça do Brasil em 1992. Ou teria sido o PC Farias?

Em 1989, depois de uns trinta anos de brazuca sem votar, os durangos puderam naquele ano mostrar que o Ultraje a Rigor tava errado naquela música chiclete "Inútil" de que "a gente não sabemos escolher presidente". Não preciso dizer que todo mundo tá tentando até agora inutilmente né...

O Fernandinho do PRN de Alagoas (PRN? Que desgrama é esse partido), com sua proposta de redução do Estado na economia (o tal do Estado mínimo), conseguiu dar uma lavada no Lulalá e seu projeto comunista de Estado forte. Collor se dizia o "caçador de Marajás" (e provavelmente também das maranis - quem não entendeu essa precisa voltar às aulinhas de Português) e o "protetor dos descamisados" (lembrando que ele devia jogar muito no time dos sem-camisas nas partidas de pelada lá em Maceió). Também curtia dizer que era um cara jovem, gostoso, com corpo estadual e bonito, diferente dos barbudos representantes da velha política, como José Sarney e o Lulinha. Com toda essa propaganda da Polishop do seu lado, ele conseguiu vencer as eleições. Logo toda essa parada de "Estado mínimo" iria por descarga abaixo...

Ao assumir no dia 15 de março de 1990, Collor já mandou um tal de Plano Collor, que collocou a mão na grana de todas as poupanças, contas correntes e investimentos dos brasileiros, o chamado confisco lá que o Charlie Brown Jr. costumava cantar a uns anos atrás. Um monte de empresa foi à bancarrota, gente se matou, neguinho arrancou os cabelos sem saber mais como pagar as prestações da casa e do iate de luxo que tinha comprado e a porra toda caótica rolou. Também começaram as primeiras privatizações no país, congelamento de salários, entre outras medidas bem "foda-se povão". Se a princípio parecia estar dando certo aquela porra toda, já que a inflação por uns instantes desinflamou, não demoraria pra dar tudo com os burros n'água, porque começaria simplesmente a MAIOR RECESSÃO DA HISTÓRIA DO BRASIL, com até bancos quebrando pra todo lado. Foi assim inclusive que a poupança Bamerindus começou a deixar de estar numa boa, que o Papa-Tudo ficou sem deixar ninguém papar é nada, que o Banco Econômico precisou da ajudinha de uns cheques fantasmas do titio baiano e o Banco Nacional começou a ter problemas pra patrocinar o Ayrton Senna nas suas vrum vrum vrums por aí afora, entre outros bancos que logo iriam pra falência múltipla sem dó nem piedade. Aliás, não só bancos: foi nesse ano que a Manchete teve sua primeira grande crise financeira que ela jamais se recuperou de verdade até a falência final anos mais tarde, e também a época em que o tricolor gaúcho por falta de grana despencou pra Série B. Quem viveu na época sabe o quão triste foi a mãe não fazer uma festa de aniversário porque não tinha grana pra comprar nem bolo de bacia.

Apesar dessa desgracença toda, ninguém aparentemente estava de fato muito preocupado com os rumos que o país tava tomando, até que no dia 13 de maio de 1992, na capa da revista Veja... opa, eu citei VEJA? Então pera lá:

Verdade.
Verdade.
Este artigo contém...

VERDADES!

(pelo menos foi o que a Veja disse)

Material verídico: Use com moderação.


Pronto, agora vamos seguir em frente: na revista, Pedro Collor, maninho do presida, decide soltar o verbo e entregar que o seu brother estava num esqueminha nada bonito de corrupção, em que, por intermédio do ex-tesoureiro de campanha do Collor, o PC Farias, estava fazendo tráfico de influência, ajudando umas empreiteiras a conseguirem uns negócios dentro do governo de maneira meio escusa, fazendo com que o termo "licitação" no governo Collor ganhasse um "i" antes da palavra em questão. Tudo negociata do tipo "se você fizer umas cachoeiras na casa da Dinda, minha mainha, eu arranjo uns acordos bem vultuosos pra você, amigão!"

CPI do PC[editar]

A CPI do PC foi criada no dia 1º de junho pra fazer a investigação sobre essas movimentações suspeitas e, graças ao motorista Eriberto (uma espécie de Fabrício Queiroz que teve colhões pra entregar o presida) e uma ex-secretária do presidente acabaram vazando os cheques suspeitos que acabaram por encrencar de vez o presida alagoano.

A checagem também percebeu que (adivinha! Não adivinhou não? Má é burrinho... tenta adivinhar ae poxa... vai... eu acredito em você! Ah, foda-se, você não dá nem pro cheiro!) as contas de Collor e de PC foram as únicas no país inteiro que a Zélia Cardoso de Mello não confiscou em 1990, olha só que surpresa!

Daí foi quando o povo decidiu pistolar de vez. Uma pá de gente tinha recebido uma instrução do presida vagaba "minha geeeenti, essas acusações infames de pessoas ineptas que tentam saquear de vocês o direito inalienável de escolha por um governante genuinamente constituído pela inequívoca e onipotente vontade popular! Não deixem seu direito lhes ser alienado, vamos para as ruas, vistam-se com a bandeira do Brasil, com nossas cores, verde e amarelo, azul e branco e... nossa, acho que não tô achando mais palavras difíceis aqui no dicionário pra usar... se eu pegar o Descionário o povo vai ficar me zoando, melhor deixar assim mesmo, enfim, todo mundo protestar pra impedir que esses sacripantas (olha aí, achei uma!) tentem nos saquear novamente!" (resumindo tudo na vez que pediram a cabeça de uma presidanta anos depois, "NÃO VAI TER GOLPI!"). Bem, o resultado foi um pouco diferente do que ele imaginava: geral foi vestindo até as roupas do filhinho metaleiro pras ruas, tudo de preto, e com a cara pintada de verde e amarelo, pedindo a cabeça da quadrilha de Alagoas inteira (assim nasciam os caras-pintadas, tropa que não muito tempo depois iriam tudo virar puxa-saco de Lula e Dilma, tipo Lindberg Farias...), tudo pedindo "Fora Collor", no momento de "golpe branco" mais foda da história do país.

Votação na câmara dos deputados[editar]

Diferente do que ocorreria anos depois com a presidanta petista, o processo de impincha do Collor foi bem menos espetaculoso, o que não diminuiu entretanto a expressividade como o presida seria humilhado. Por pouco não foderam tudo no meio do caminho, já que algum deputado, acessando o site da revista Playboy acabou clicando num vírus de computador e quase destruiu o computador com o relatório todo da CPI, mas por sorte o senador Amir Lando, dando uma chegada lá pra ver o resultado das paradas, percebeu a putaria e conseguiu consertar a tempo. Assim, no dia 25 de agosto o Collor tenta dizer numa TV lá dos hermanos que tava tudo às mil maravilhas no Brasil, mas aí uns fdp do jornal Zero Hora de Porto Alegre que estavam por lá filmaram os bastidores da entrevista, provando que o presida andava cheirando pó de Jerusalém.

Em setembro complicaram pra sua então esposa e primeira-dama Rosane Collor, que comandava uma tal de Legião Brasileira de Assistência, pra concorrer com a Legião da Boa Vantagem, mas acabaram descobrindo que a ONG da alagoana tava fazendo o mesmo que a Casa da Dinda: desviando dinheiro público pra caralho. Enfim, o pedido de Impincha foi definitivamente entregue por Barbosa Lima Sobrinho e pela OAB, e no dia 29 de setembro a votação na câmara dos deputados comandada por Ibsen Pinheiro (que depois iria se foder no ano seguinte com os Anões do Orçamento) destroçou o presidente, com 441 votos a favor e míseros 33 contra. Entre os teimosos que votaram contra, só o chefinho, Roberto Jefferson, conseguiria se reeleger mais vezes, o resto tudo foi expulso da política forever (não que sirva de consolo por Betinho, já que tempos depois a sua hora iria chegar...).

Senado e a morte do Colleguinha (desculpa esse trocadilho infame, Simone e Simaria)[editar]

Ao chegar no Senado no dia 1 de outubro, rapidamente (tipo um dia depois só) já haviam confirmado o afastamento do bilola roxa, e colocando seu vice no lugar, Itamar Franco, até que o processo fosse concluído. O presidente chegou desesperadamente a mandar um vídeo pros seus seguidores tentando explicar tudo, mas com a fala enrolada do sujeito nem formado em filologia entendeu porra nenhuma e também não deu em nada.

Quase três meses depois, dia 29 de dezembro, finalmente começa a votação, só que o marotinho do presidente, visando tentar burlar a cassação de seus direitos políticos, apresentou uma carta renúncia, onde o processo poderia ter morrido ali, não fossem os senadores darem um foda-se pra carta e continuar a votação, que terminou com a cassação do piroca roxa no dia 30 de dezembro e assim dando fim a era Collor em definitivo no Brasil (mas não em Alagoas, como muitos sabem até hoje...). E assim o povo poderia enfim comemorar o réveillon feliz que o larápio tinha sido banido (claro, não fosse o fato que a maioria nem lembrava mais do processo e estivesse ainda procurando saber quem matou aquela atriz que se eu disser o nome aqui eu quem posso tomar processo...).

Julgamento no Supremo Tribunal da Fuleragem[editar]

Em 1993 Collor tentou collar no STF um pedido de anulação da cassação, pra reaver seus direitos políticos, mas deu em merda, pois mantiveram ele cassado, APESAR DELE TER SIDO ABSOLVIDO pelo STF em 1994. Sim, ele, PC Farias e geral acabaram tendo o processo contra eles de corrupção gay, corrupção macho e a porra toda arquivado por "falta de provas corretas". Alegando uma tal de "doutrina dos frutos da árvore envenenada", disseram que várias provas estavam viciadas porque pegaram sem direito e blá blá blá e assim todo mundo foi absolvido e foram curtir férias ou no Taiti ou em Maceió mesmo - nesse último caso, o beneficiado não iria viver muito tempo pra contar histórias de férias divertidas como "minha namorada 30 anos mais nova faz uma chupetinha delicinha...". Em 1998 Collor até tentou ser candidato a presidente, mas deu errado e ele teve que se conformar em esperar até 2002 pra tentar ser candidato a alguma coisa de novo (e graças a Deus não foi mais pra presidente, não que tenha melhorado muita coisa, já que virou senador e até hoje fica na tribuna da casa choramingando que foi "injustiçado"...).

Ver também[editar]