Konga, a Mulher Gorila

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Konga dando uma voltinha de carro com amigos.

Konga, a Mulher Gorila, é uma mulher-gorila redundância detectada que ganha a vida assustando frequentadores de parques de diversão vagabundos com sua transformação de gostosa em gorila. Vencedora do troféu Isso É Um Espanto!, dado pela Fundação Cid Moreira de Amparo às Atrações Mágicas de Gosto Duvidoso (FUCMEGOD), em três anos seguidos (1992, 1993 e 1994), Konga tem uma longa carreira no Brasil e no exterior.

Concepção[editar]

Tonhão, verdadeiro pai de Konga, em foto recente tirada em seu sítio na Tanzânia, durante um churrasco.

Nascida em Valinhos, no interior do Estado de São Paulo, em algum mês entre abril e junho de um ano qualquer entre 1947 e 1949 (os dados são imprecisos), Konga, que então se chamava Suzana Bocca D. V. Ludo, foi a sétima filha de um casal de biólogos da Unicamp. Extremamente inteligentes, seus pais eram muito conhecidos pelas pesquisas envolvendo primatas que faziam -- tanto é que foram indicados, em 1946, para o Prêmio Chita da Sociedade Bananense de Primatas Científicos (SBPC), mas perderam-no para um chipanzé adestrado chamado Chiquinho, que conseguia peidar em todos os tons da escala musical, incluindo bemóis e sustenidos.

Numa noite quente e fogosa de setembro, a mãe de Konga submetia o gorila Tonhão a uma série de análises: sangue, urina, tecidos... em determinado momento, foi necessário recolher o esperma do bicho, e ela entrou na jaula. Como houvera uma queda de fase no laboratório, o quartinho de Tonhão estava a meia-luz, e a cientista podia ver seus membros fortes e peludos entre os lençóis macios na cama de onde olhava para ela. Ao fundo, uma vitrola tocava Barry White. Ela sorriu para o macaco. Ele sorriu para ela, levantou-se e tirou uma champanhe e um balde de gelo do frigobar. "Calor aqui, não?", disse o gorila desabotoando a camisa, o que foi um espanto porque ele não usava roupas nem sabia falar.

Cquote1.png Tonhão... eu... preciso do seu esperma. Cquote2.png
A mãe de Konga sobre o que fazia ali

Cquote1.png Fique à vontade, baby. Aqui tem o suficiente. Cquote2.png
O gorila em resposta, tornando esta história cada vez mais inverossímil

O fato é que, nove meses depois, Konga nasceu, e era de longe o bebê mais cabeludo de todo o berçário, com pêlos inclusive pelo corpo todo. Graças a isso virou, ainda bem jovem, garota-propaganda de uma clínica de implante capilar.

Konga jovem[editar]

Konga aos oito anos, fazendo pose para o livro da escola.

Conforme crescia, Konga foi se tornando cada vez mais parecida com um macaco, o que a tornava alvo de brincadeiras por parte de todos os seus colegas na escola e deixava impossível encontrar um namorado (assim, se fosse menino, Konga passaria toda sua juventude descascando banana). Em casa, a situação não era melhor: seu pai, cada vez mais desconfiado que que a garota pudesse não ser sua filha, vivia brigando com sua mãe. Por isso, a pequena Konga passava tardes inteiras pendurada nos galhos da árvore no quintal, catando piolhos e comendo cupins.

Finalmente, quando já tinha 12 anos, sua mãe assumiu o caso extraconjugal que tivera com Tonhão, confessou que Konga não era filha de seu marido e avisou que estava saindo de casa para viver com o gorila numa cabana na Tanzânia, já que ele era seu verdadeiro amor. Sozinho com seis filhos e um macaquinho, o pai de Konga pensou em cometer suicídio, mas em vez disso preferiu tentar transformar sua filha mais nova em algo mais parecido com um ser humano.

Quando Konga deixou de ser um macaco e se tornou uma aberração[editar]

Konga já adolescente, fazendo uma foto com "atitude".

Depois de anos de pesquisa intensa, simpatias e consultas a terreiros de macumba, foi numa revista em quadrinhos do Hulk que o pai de Konga achou a solução: afinal, se Bruce Banner começou a se transformar numa coisa feia e violenta depois de se expor a Raios Gama, a coisa feia e violenta que era sua filha deveria se transformar em Bruce Banner se passasse pelo mesmo processo, o que já era um adianto já que a família gastava uma fortuna em bananas para alimentar a menina.

Assim, em março de 1964, quando Konga já tinha 16 anos, seu pai explodiu próximo a ela uma bomba atômica, expondo-a a uma grande quantidade de Raios Gama. Os militares, pensando que se tratava de um ataque comunista, puseram os tanques na rua e tomaram o poder no Brasil, o que foi uma grande ironia já que o pai de Konga, como quase todos os cientistas brasileiros, foram presos por causa da ditadura que ele mesmo ajudou a iniciar.

Apesar de sofrer muito preconceito, Konga sempre foi uma aluna exemplar.

Passada a explosão, o cientista, ao examinar os destroços, percebeu imediatamente que a experiência havia dado ótimos resultados, já que, no meio da cratera criada por ele, jazia uma menina nua que aparentava ter a idade de sua filha. Satisfeito, ele a pegou nos braços e a levou para casa, onde passou a criá-la como toda jovem saudável, à base de ovomaltino e leite com pera.

Tudo corria bem: o pai de Konga não tinha mais problemas em levá-la para passear na rua, ela própria já começava a fazer sucesso com o sexo oposto... enfim, uma família bem-estruturada como outra qualquer. No entanto, cerca de duas semanas depois da explosão, o impensável aconteceu: num ataque de TPM, ela se transformou novamente em gorila e quebrou a casa toda. Furioso, seu pai a expulsou de casa e ela ficou vagando pelas ruas, sem lenço nem documento, cada vez mais deprimida, até voltar à forma de mulher. Tentou retornar à casa, mas a família não queria nem saber. Assim, sem recursos, Konga resolveu seguir a carreira de prostituta, já que abocanhar bananas era com ela mesma.

A contratação pelo parque[editar]

Três semanas depois de ter sido expulsa, Konga foi presa pelo zoológico por haver se transformado em gorila durante uma discussão com um cliente que não queria pagar. Porém, como voltou a ser mulher, não poderia ser mantida dentro de uma jaula naquele local (embora isso fosse possível caso se tratasse de um puteiro). Assim, Konga foi novamente despejada, voltando à Rua da Amargura sem perspectiva de melhora.

Por muito tempo, Konga tentou todo tipo de emprego possível: manicure, vendedora de cristais finos, neurocirurgiã, costureira, piloto de avião. De todos foi demitida, após transformar-se em gorila durante acessos de fúria, às vezes com consequências trágicas. Já pensava em se matar quando foi descoberta por Percifal K. Trua, lituano proprietário de um parque de diversões pé-de-chinelo, que resolveu contratá-la para ser sua escrava particular. O cargo estava vago desde a morte de Tatoo, seu anão de estimação, que fora atropelado por um novelo de lã. Até então, Percifal achava que Konga era apenas uma mulher gostosa.

No entanto, quando descobriu a verdadeira natureza de Konga -- devido a um acesso de fúria ao receber seu primeiro pagamento -- o dono do parque percebeu, ali, a grande oportunidade de levantar seu parque, em vez de apenas o seu pênis. Imediatamente, contratou a garota, deu a ela o nome que a tornou famosa (já que até então ela atendia por Suzana) e fez com que ela se tornasse a principal atração de seu parque, visitada principalmente por nerds punheteiros em busca de emoções fortes.

A vida atual de Konga hoje em dia[editar]

Dira Paes teria dito que, se escolhida como sucessora de Konga, pretende adotar o nome artístico de Dira Apes

A influência de Konga não se restringiu a parques de diversão e coisas do tipo. Com o passar do tempo, ela tornou-se um verdadeiro ícone pop, sendo homenageada por filmes como Planeta dos Macacos, conjuntos musicais como João Penca e Seus Miquinhos Amestrados e seres humanos como o Maguila. Além disso, sua forma humana é também constantemente "homenageada" por adolescentes que a veem no parque -- o que a levou a gravar um filme de sexo bizarro com Alexandre Frota, que jamais chegou a ser lançado por não ter sido liberado pelo Ministério da Saúde.

Diversos outros parques também lançaram mão de atrações semelhantes, como a Songa, a Monga, a Bonga e a Xonga, mas nenhuma delas tem o mesmo charme da original. Atualmente, mesmo já tendo passado dos 60 anos, Konga ainda faz seu show, mas tem feito o público correr já na primeira parte, quando é apenas uma humana de biquíni. Por isso, já busca sua sucessora, sendo que Dira Paes é apontada como a mais bem cotada.