Nazareno

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Cquote1.svg Tô brincano cocê não meu fii! Cquote2.svg
Frase que antecede 90% das brigas da cidade
Cquote1.svg Vê pra mim um paiero aí primo! Cquote2.svg
Frequentadores de bar

Nazareno é uma cidadela de 10 mil habitantes, que não possui absolutamente nada de bom. É o lugar ideal para quem já viveu o que tinha que viver e aposta na ideia de que a vida é uma merda. Nazareno, por muitos visitantes (se é que alguém visita esse lugar) não é considerada uma cidade, mas sim um feto ou projeto de lugar que foi abandonado sabe se lá por quê. Os moradores não têm muito o que fazer, então dedicam suas miseráveis vidas a passeios a cavalos, fofocar sobre a vida alheia ou apenas tomarem um sorvete na sorveteria Planeta Gelado (que por mais engraçado que pareça, pode se chamar de monopólio).

Fundação[editar]

Acredita-se que a região era habitada por índios da tribo Guarani, que se dispersaram após a chegada do tataravô do atual prefeito com uma motosserra, pronto para derrubar todas as árvores e fazer do local sua propriedade rual privada. A partir disso, a família começou a procriar entre si, o que proporcionou aumento populacional significativo. Desde então a cidade tem sido governada pela mesma linhagem familiar direta do fundador.

Pontos de lazer[editar]

A cidade (se é que se pode chamar assim) não possui absolutamente nada que proporcione algum tipo de diversão. A única opção é roubar algum cavalo ou tocar a campainha de alguém e correr (mas logo irão saber quem é pois você não poderá ir muito longe devido ao tamanho da cidade).

  • Bares: São estabelecimentos sujos e cobertor por telhas de amianto que comportam jovens cheiradores que dedicam suas vidas ao lazer de jogar sinuca e dar goles em resto de cerveja quente.
  • Pista de Skate: Não existe uma pista propriamente dita; é só um rampa deteriorada pelo choque de cotovelos no solo que sabe se lá por que foi construída. Geralmente têm duas pessoas andando de skate por lá, mas na maioria das vezes o lugar serve como ponto de rolê ou motel para adolescentes que substituem a camisinha por sacola plástica.
  • Sorveteria: Basicamente é o lugar mais movimentado da cidade. Situa-se na praça principal e está sempre lotado de gente chata se amontoando pra comprar açaí e ficar postando no Instagram.
  • Quadras de futebol e campinhos de areia: Há quem considere isso diversão. São quadras com chão de concreto grosso em que jovens de 7 a 30 anos vivem quebrando suas pernas e braços. Os campos servem como mictórios (cagatórios também) para bêbados que fogem da polícia.
  • Praça principal: Não tem nada de interessante. É frequentado por qualquer tipo de pessoa da cidade que não tem o que fazer.

Habitantes e seus estilos de vida[editar]

A cidade, por ser um protótipo de vila - com muito mais semelhanças a uma propriedade rural do prefeito ladrão -, não possui muitos estilos e personalidades diferentes. Geralmente as pessoas levam o mesmo tipo de vida, fofocando, andando a cavalo e afirmando para si mesmos que suas vidas são interessantes e possuem algum sentido. No entanto, é possível traçar alguns perfis:

  • Cowboys: Caracterizados por não fazerem nada além de andar a cavalo, falar sobre cavalo e, em alguns casos, transar com cavalos. Suspeita-se que o constante contato com fezes de animais rurais tenha desencadeado algum tipo de doença que os fazem usar botina e chapéu mesmo em um calor de 40º.
  • Funkeiros não bandidos: 90% da cidade. São apenas caipiras, como qualquer outro nazarenense, que não se interessam tanto por cavalos, então só ouvem funk e saem para encontrinhos de fim de semana (o que eles chamam de "rolê") para beber latão de cerveja quente tentando ser engraçados a fim de minimizar o sofrimento contínuo inerente às suas miseráveis vidas caipiras das quais eles ainda não se deram conta.
  • Funkeiros bandidos: São caracterizados pelo uso de bonés cujo a aba cobre o rosto, moletom falso da Adidas, calça da Nike e chinelo Kenner comprado no camelô da cidade vizinha. Antigamente esse grupo de pessoas era quase que inexistente, mas por algum motivo eles começaram a crescer e, de certa forma, dominar a cidade. Fato curioso é que mulheres que os rejeitam acabam sofrendo um transplante involuntário de pedras no crânio. O mesmo fim costuma ter aqueles que olhem para eles, andem perto deles, namorem com alguma "amiga" deles, falem deles, respirem perto deles, etc. São atraentes para as patricinhas que anseiam o esteriótipo de "carinha de bandido", entretanto, o sonho se esfacela quando são obrigadas pela família a abortar a cria fruto de estupro.
  • Playboys: Estes interseccionam com os cowboys, pois, em geral, gastam sua mesada com cavalos; com motocross também é usual. Também são briguentos, mas costumam apanhar sempre que podem (dos funkeiros não bandidos) e apelam para ameaças por arma de fogo. Até mesmo a polícia recomenda aos outros jovens uma surra semanal neles.
  • Nerds: Os nerds nazarenenses são burros. Para ser considerado um nerd em Nazareno, você só precisa de duas coisas: Fazer a lição de casa ou ter a mínima noção de conhecimentos gerais. Mas não, você não seria considerado inteligente por isso. As pessoas só teriam raiva de você e os bandidinhos te espancariam.
  • Rockeiros: Não é um perfil comum entre os jovens, no entanto, com o advento da internet, alguns puderam tomar conhecimento do gênero musical e resolveram adotar o estilo "rockeiro moderado". É inexorável a estranheza do contraste entre a personalidade forjada pelo Rock e a atitude de se reunir com os amiguinhos funkeiros; a dissonância desses encontrinhos denota uma vergonha alheia extrema para o observador que está de fora.
  • Famosinhos: Não há diferenças entres populares e não populares. Todo mundo conhece todo mundo. A questão é, você será conhecido por ser legal ou por ser babaca? Não importa. Todo mundo falará mal de você.
  • Inteligentes: É um grupo escasso. Há algumas pessoas que podem ser consideradas de intelecto superior por lá, mas as mesmas são pessoas que vieram de fora ou apenas nutrem alguma deficiência psicológica - segundo a concepção comum.
  • Jovens cristãos: Os que fazem as merdas merdas (ou até mais) que todos os outros grupos. O diferencial é que eles fingem para os pais que são diferentes, indo à igreja para simular uma emoção proporcionada pela suposta presença de deus. Uma orgiazinha secreta acontece depois dos cultos de domingo.
  • Filhos de donos de estabelecimentos: Geralmente esses são bastante populares na cidade. São comumente chamados de "ô fii do fulano" e nunca pelos seus respectivos nomes. Vivem em função da representatividade popular (e da grana) dos seus pais. Nunca serão nada além dos playboys que deram continuidade aos negócios da família.
  • Gamers: Crianças e pré-adolescentes que provocam desfalque nas finanças da família para gastar com "cash" nas locadoras e lan houses. Devido à popularização de itens eletrônicos, o grupo se encontra em extinção atualmente.
  • Riquinhos que tiveram contato com o mundo exterior e se comportam como se fossem especiais: Esses são alguns jovens de classe média, que estudam em um colégio particular em outra cidade, e por isso possuem uma noção de como é a vida fora da roça em que moram. Mas ao mesmo tempo, não conseguem abandonar a sua formação cultural nazarenense e continuam a ter alma de caipira. Usam roupas normais, gastam a mesadinha do papai na sorveteria da cidade e tentam ao máximo serem descolados, mas não funciona. Ou talvez, sim; o conceito de funcionamento tem que ser tratado de forma muito relativa em Nazareno.

Escolas[editar]

Existem duas municipais, mas são irrelevantes. Destaque para a estadual que em 2015 foi totalmente destruída e por isso os alunos tiveram que estudar o ano todo em um curral (não, isso não é uma piada).

Serviços públicos[editar]

Os serviços públicos de Nazareno são as coisas que mais interessam. Sim, isso é mentira. Existe qualquer outra coisa que é mais interessante do que os serviços públicos de Nazareno que não são lá muita coisa.

Administração[editar]

Aí ficam os políticos vagabundos que são manipulados pelos clones do mal de Nazareno. Eles ficam praticamente todo dia sentados em seus gabinetes até que precisem fazer um pronunciamento para a população sequestrada de Nazareno.

Tem alguma importância? Claro que não. Na verdade, só os alimentam e deixam eles em celas no subsolo até que precisem deles novamente.

Polícia[editar]

A polícia de Nazareno não faz muita coisa. Às vezes, quando os policiais não estão muito a fim de passar o dia sabe se lá fazendo o quê, eles resolvem coletar alguns dos funkeiros bandidinhos, levá-los para fora da cidade, espancá-los e deixá-los por ali mesmo. Mas isso é raro, na maioria da vezes eles estão batendo papo na rua.

Bombeiros[editar]

Você realmente acha que existe algum bombeiro nessa cidade?

Prostituição[editar]

Se Nazareno tem algo em comum com as grandes cidades, seria o trabalho sexual; que é realizado por mulheres aidéticas a troco de crack e garotas adolescentes com fogo na pepeca sujinha. Em geral, elas cobram bem caro por seus serviços, recebendo em: maconha, rolê de carro, latão de cerveja, etc. Ou pode acontecer de elas liberarem a partir de duas doses de pinga. Lógica é inexistente para elas.

Festas[editar]

Não ocorre muitas festas, por isso quando há, são bastante superestimadas por jovens que anseiam se encontrar com as mesmas pessoas de sempre. Mesmo assim, alguns eventos anuais acontecem tradicionalmente:

  • Encontro de motos: Ocorre uma vez ao ano. É um evento que trás consigo algumas bandas (covers) de Rock e, pasme, MOTOS! A população não sabe muito bem como se comportar, pois o estilo do evento não condiz com a simplicidade dos habitantes da cidade, por isso, é normal que apareçam nos vídeos e fotos com cara de mongoloide - alguns jovens até tentam ser descolados e parecer enturmados com as atrações, mas não rola.
  • Festa de setembro: Também ocorre uma vez ao ano, evento que reúne haitianos putos da vida que montam suas barracas para vender itens de péssima qualidade. A população se mostra interessada nos produtos, embora, continuem pechinchando que o preço seja reduzido, mesmo que esteja quase de graça. É também nesse período em que os jovens cristãos são proibidos pelos pastores de saírem nas ruas sob o pretexto de não se misturarem às coisas seculares, no entanto, é óbvio que eles não obedecem; contrariam o pastor dando rolê durante o dia, mas compensam esse fato com bastante louvor a deus à noite.
  • Carnaval: Apesar de ser um evento nacional e almejado por muitos brasileiros, em Nazareno, o Carnaval serve ao propósito exclusivo de mostrar o vexame da cidade. Mesmo havendo incentivo da prefeitura, o carro elétrico consegue reunir no máximo 15 pessoas: 6 bêbados, 4 crianças correndo, 2 adolescentes fumando cigarro de palha e 3 velhos encantados com a juventude. A maioria das pessoas frequentam o Carnaval de cidades próximas que, apesar de não serem tão bons, são infinitamente melhores que o de Nazareno.

Ver também[editar]