O Fim do Mundo (telenovela)

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This is Apocalypse!!
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Olhando assim até parece um filme, mas é só uma novela.

Não confunda com o Fim do Mundo, aquele buraco lá que todo mundo morre se passar por ele. Nem com aquela minissérie insossa chamada Como Aproveitar o Fim do Mundo.

O Fim do Mundo foi uma novela minúscula feita apenas pra tapar o buraco entre o fracasso de Explode Coração e enquanto Benedito Ruy Barbosa não conseguia terminar de escrever os primeiros 2 capítulos de O Rei do Gado. Ficou no ar apenas entre 6 de maio e 14 de junho de 1996, por míseros 35 capítulos, sendo a menor telenovela da história do Brasil que teve início e fim (já que Drácula, Uma História de Amor, da TV Tupi, morreu no quarto capítulo e, depois mudou de nome, emissora, e durou mais uns capítulos aí). Tão pequena, que a Globo nunca viu nenhum motivo de reprisar essa chonga nem no Vale a Pena Ver de Novo, nem no Novelão do Vídeo Show, nem no Viva (mentira: ela já passou sim por lá, uma vez). Na verdade, ela já foi reprisada, mas só em Brasília, no ano de 2000, no Horário Eleitoral, porque lá não tem eleição pra prefeito seria uma paródia do apocalipse por lá.

Foi escrita por Dias Gomes (meu jovem, você já escreveu coisas melhores) com a ajuda do pseudopoeta Ferreira Gullar, e a participação de um longo cast da Globo que estava de férias, e foi chamado às pressas só pra fazer essa merda rolar.

Sinopse[editar]

Como muitos babacas que, já nessa época ficavam aguardando o fim do mundo, na cidade de Tabacópolis, na Bahia, tinha um suposto paranormal, filho da Mãe Dinah, chamado Joãozinho de Dagmar (Paulo Betti), que previu que o mundo iria se autoacabar-se a si mesmo em até três meses, por estar de saco cheio da humanidade. Como por pura coincidência, começa a acontecer um monte de desgraceiras nesse entretempo, como a aparição de muitos raios e trovões, meteoros de pégaso, a vitória do Corinthians na Libertadores e a vitória de Lula na presidência. Todos acreditam firmemente que chegou o fim dos tempos, e decidem fazer tudo o que sempre quiseram fazer, mas tinham medinho.

Tião Socó (José Wilker), por exemplo, decide parar de ser brocha, e come sua cunhada, Gardênia (Bruna Lombardi, ex-gostosa); já sua filha Letícia (Paloma Duarte, gostosa que posou pelada por causa da novela), escolheu esperar, mas ao conhecer o peão Lucas Rosalvos (Maurício Mattar, aquele ator-cantor que vive sumindo e reaparecendo do nada), ela desistiu e, não só deu pra ele antes dele virar castrado, como pro resto da cidade; e o Dr. Pestana (Carlos Vereza) decide ficar louco, e soltar seus amiguinhos do hospício que ele mesmo era o dono, pra entupir a cidade de merda.

No último capítulo, todo mundo achou que o Joãozinho de Dagmar tava só de zoa e fez todas essas previsões pra comer as minas da cidade, mas do nada, após um ataque de Madimbu, o planeta Terra explode por completo, e enfim a Globo nos deixa em paz forever. Ou não.

Produção[editar]

Era, obviamente, pra essa porra ser uma minissérie, e não uma novela, mas devido a uns probleminhas que Glória Perez teve com a audiência de sua novela estar baixa e confusa, igual ao enredo da novela dela, e somado ao fato de que ela estava ocupada demais tentando fazer o Guilherme de Pádua ficar mais de 3000 anos no xilindró (mas só passou 7), ela encurtou sua novelinha, e como não deu tempo do Benedito preparar a sucessora a tempo (ele é de Tangamandápio, daí se explica a demora), teve que ser colocada no horário das oito mesmo.

Nas cenas de explosão e morte de bichos, usaram das tecnologias mais poderosas da época, chamando crianças para fazer maquetes em isopor e destruir elas mesmas, como você fazia com seus trabalhos, sempre após a feira de ciências do colégio.

A novela foi tão curta, mas foi uma das mais sexistas do universo, sendo classificada para maiores de 82 anos acompanhados dos avós. De acordo com o saudoso Alborghetti, essa novela "só tem trepação", o que justifica também a audiência altíssima, mesmo sendo uma novela tão curta, provando que o povo gosta é disso aí.

A novela foi tão, mas tão curta, que a música de abertura da novela do Paulinho Moska já dizia o enredo inteiro da novela, do início ao fim. Compare o texto escrito por esse imbecil chamado eu: o vídeo desse link e veja que é verdade.

Trilha sonora[editar]

  • Única novela das oito/nove a ter só um CD lançado, sendo que, desde 1972 até hoje (2019), todas as novelas do horário têm pelo menos as trilhas nacional e internacional postas às prateleiras.

Capa: José Wilker
1. O Último Dia - Paulinho Moska (abertura)
2. Solidão - Alceu Valença
3. Teu Cafuné - Maurício Mattar
4. Belíssima (Sei Bellissima) - Vanessa Barum
5. ...e o Mundo Não se Acabou - Adriana Calcanhotto
6. Balada do Louco - Arnaldo Baptista (ex-Mutantes)
7. Nossa Paixão - Selma Reis
9. Matando a Pau - Simone Moreno
10. Lenda Pessoal - Tânia Maya
11. Pot-Pourri Dorival Caymmi: Só Louco/Não Tem Solução/Nem Eu - Patrícia França
12. Raios da Manhã - Jorge Vercillo
13. Leste (instrumental) - Guilherme Dias Gomes (tema de Tião Socó)

Letra de abertura[editar]

Meu amor, o que você faria
Se só te restasse um dia
Se o mundo fosse acabar
Me diz, o que você faria?

Ia manter sua agenda
De almoço, hora, apatia
Ou esperar os seus amigos
Na sua sala vazia?

Corria pr'um shopping center
Ou para uma academia
Pra se esquecer que não dá tempo
Pro tempo que já se perdia

Andava pelado na chuva?
Corria pro meio da rua?
Entrava de roupa no mar?
Trepava sem camisinha?

Meu amor, o que você faria, hem?
O que você faria?
Abria a porta do hospício
Trancava a da delegacia?
Dinamitava o meu carro?
Parava o tráfego e ria?

Meu amor, o que você faria
Se só te restasse um dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz, o que você faria?

Vídeos[editar]

Não vou mostrar imagens da novela, porque só tem trepação.