Deslivros:Os Sofrimentos do Jovem Werther

Origem: Desciclopédia, a enciclopédia livre de conteúdo.
Ir para: navegação, pesquisa
Deslivros4.png
Nuvola apps bookcase.png
Este artigo é parte do Deslivros, a sua biblioteca livre de conteúdo.


Werther era um jovem muito bonito (achava-se), monotestícular e sem nada que fazer ao resto.

Um dia, ele apaixona-se por uma garota e jura-lhe fidelidade eterna na mais bela carta de amor: "Olá, eu não te conheço, mas sei o teu nome, ou pelo menos julgo que o ouvi uma vez. Escrevo-te a dizer que és a mais bela dama do mundo, ou pelo menos dos poucos lugares que dele conheço. E que eu nunca saí do meu quarto... Sempre fui aquele tipo de menino que preferia ficar a ver os outros a jogar futebol, da janela, enquanto lia. Durante anos, não conheci outra coisa que não meninos. Mas heis que te vi passar... és linda, meu amor, és linda!"

Esta primeira carta foi deixada à porta da casa da miss "sei lá eu quem", na primeira noite em que ele saíu à rua! Durante dias, semanas, meses, um ano, Werther não recebeu notícias dela. Então deixou uma segunda bela carta de amor:

"Doçura, ainda te lembras de mim? Fui aquele que sempre te amou, em segredo. Nunca quis ter a lata/coragem de me revelar por completo só para não ficares com medo da minha ousadia. Ainda assim, desculpa isto tudo, mas não pude evitar. Prometo-te, de hoje em diante, deixar sinais meus. Quero que me sintas, que vejes tudo aquilo de que eu sou capaz. Tenho tanto para te dar... ou tento. Quando vires passar um cavalheiro de sobretudo preto sou eu."

Mal esta carta foi lida, o pai da donzela ordenou a todos os estilistas locais que a próxima moda fosse a dos sobretudos pretos!

Terceira bela carta de amor (uns dias depois): "Linda, não sei porquê, mas toda a gente passou a uzar o meu estilo. Lá devem ter gostado de ver... Primeiro riram-se de mim, mas depois, depressa virei um ícone... esquecido. Sinto-me demasiado igual. Por isso, vou sacrificar o meu cabelo e restringir a minha visão à tua beleza! Tu sabes o que quero dizer... eu só preciso de um olho para te ver! O outro bem que pode ficar tapado, porque eu não quero mais encarar todo este sofrimento à minha volta. Amo-te muito!"

Mal esta carta foi lida, o pai da dozela ordenou à polícia local que estivesse atenta à passagem de qualquer forasteiro com aquelas características. Mas Werther aperecebeu-se disso a tempo e mandou uma quarta bela carta de amor: "Olha lá, paixão, eu não sei se és tu que mostras as cartas ao teu pai ou se ele as lê primeiro. O que é certo é que vou passar a visitar-te todas as noites. E não, não te vou violar. Quero apenas sentir-te... imagino-te lá em cima, no teu quarto, linda como te vi pela primeira vez! Espero que me compreendas :) Amo-te. Da pessoa que te adora e que cortou a sua franjinha para não ser apanhada (o que tu não me obrigas a fazer!)"

Boom... mal esta carta foi lida, o pai da donzela, trancou a filha a 667 chaves. Aí, mal se apercebe disso numa das suas espionagens, o jovem Werther pede ajuda ao seu avô, Voldemorte, e juntos em parceria com o Frankenstein, montam um grifo para ele voar até à janela e deixar uma quinta bela carta de amor: "Beleza da minha vida, Sol da minha noite, Lua dos meus sonhos... Sei que estás a sofrer porque te impediram de amar... ou de descobrir o teu amor. Mas não há problema. Eu e o Frankie mais o Voldemorte criamos a mais bela criatura para te levar dessa tua prisão. É só mandares-me um sinal. Por favor..."

Durante dias, semanas, meses, um ano, Werther não recebeu notícias dela. Então deixou uma sexta bela carta de amor: "Doçura, ainda te lembras de mim? Fui aquele que sempre te amou, em segredo. Nunca quis ter a lata/coragem de me revelar por completo só para não ficares com medo da minha ousadia. Ainda assim, desculpa isto tudo, mas não pude evitar. Prometi-te deixar sinais meus. Mas não fui capaz de te mostrar tudo aquilo de que eu sou capaz. E tinha tanto para te dar... ou tentei. Mas eu não sou bom o sufiente para ti, não é? Percebi que não te posso obrigar a amar-me, mas continuo a querer que sintas o meu amor por ti! Esta carta é, então, um composto de lágrimas e sangue derramado, pois está uma crise muito grande e eu (pobre de mim!) fiquei sem dinheiro para comprar canetas. Com isso, descobri que a dor nos faz sentir vivos. Se já sofria calado, agora dou por mim a exteriorizar isso tudo! Acabei de o fazer nesta carta e para sempre continuarei porque te amo. Muito. O meu amor por ti é 4ever 8ever 10ever 12ever 16ever 20ever 24ever 28ever 32ever 36ever 40ever 44ever 48ever 52ever 56ever 60ever 64ever 68ever 69ever (...)"

Consta, segundo a lenda, que o jovem Werther morreu a escrever esta última carta e que até disse ao grifo "Receio que estas são as minhas últimas palvras". A criatura, como era muito inteligente, não hesitou e levou à carta à amada. No fim, comeu o dono e não deixou nenhum resto. Ninguém sabe que é feito do grifo, alguns dizem que é um cupido! Todo o santo dia, ele afecta os nossos corações e leva-nos a cometer as mais horrendas coisas.

Que foi feito da menina? 1º Há que diga que o grifo, mal ela leu a carta e a viu chorar, a comeu para que os seus restos orgânicos se pudessem (finalmente) juntar aos do Werther. E que morreram/apodreceram felizes para sempre.

2º Há quem diga que o pai se esqueceu dela no quarto e que a filha por lá ficou a apodrecer. Quando ele se lembrou de ir ver, não encontrou nada... É que há que diga que o grifo, mal ela bateu as botas, a comeu para que os seus restos orgânicos se pudessem (finalmente) juntar aos do Werther. E que morreram/apodreceram felizes para sempre.

3º Há quem diga que o pai se esqueceu dela no quarto e que a filha por lá ficou a apodrecer. Quando ele se lembrou de ir ver, ali estava ela virada cadáver. Então mandou-a para os confins do mundo e o casalzinho lá morreu separado 4ever 8ever 10ever 12ever 16ever 20ever 24ever 28ever 32ever 36ever 40ever 44ever 48ever 52ever 56ever 60ever 64ever 68ever 69ever (...)

4º Há quem diga (por fim) que o pai manteve a filha trancada durante mais algum tempo, alimentada a pão e água. Depois, há quem diga que ela permaneceu virgem e há quem diga que a moça se casou com um primo. O que é certo é que o casalzinho lá morreu separado 4ever 8ever 10ever 12ever 16ever 20ever 24ever 28ever 32ever 36ever 40ever 44ever 48ever 52ever 56ever 60ever 64ever 68ever 69ever (...)

FIM.

AH PEREM!! E HÁ QUEM DIGA QUE A MENINA NUNCA EXISTIU!