Paulistanês

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Bandeira do Estado de São Paulo.svg.jpg Salve, mano! Este artigo é paulista: não gosta de gaúcho nem de carioca e se acha um puta trabalhador, né, meu! E não tá completo, pois o vacilão foi tomar um chôps e dois pastel, meu!
Cquote1.png Não quero nem falar sobre isso... Cquote2.png
Aurélio Buarque de Holanda
Paulistanês
Paulistanês "Aê mano, paulistanês, porra!"
Falado em: Grande São Paulo, meu
Total de falantes: 40 milhões, meu (Paulistas, São Paulo,2003)
Classificação genética: Latim
Proto-Itálico
Português Galáctico
Português
Brasileiro

Paulistanês
SIL: PAU


Paulistanês é a lingua oficial de paulista. Também é falada no resto do Brasil, na América, em Marte e no resto do universo.

Etimologia[editar]

O paulistano fala a lingua mais chata do mundo. Ainda há as variações regionais, como o Paulistanês-Pleiba, falado na Zona Oeste da cidade, e o Paulistanês-Bolsa Família, falado nas favelas e regiões humildes e pobres da cidade. Os falantes dizem que o Paulistanês é evoluído, mas muitos discordam.

História[editar]

O paulistanêis, mâno, fôi criâdo quândo us purtuga chegâro em Sâmpa e achâro us índiu tudo pelâdo fazêindo suruba. Tirâro a cirôla e fizero suruba junto. Logo depois veio us italiâno e us turco e tiraro a cirola também. Manja?

Há pouco tempo os japa também tiraro o kimono e entraro na suruba. Ninguéim sabe quem é o pai do paulistanêis agora, meu, mó foda aí, porém acredita-se que o rede globêis é o principal fator que separou o paulistano clássico do paulista de interiorrrrrrrrr.

Controvérsia[editar]

Os nativos falantes do paulistês não o consideram sotaque como tal, achando por bem usar a definição de "português correto" ou "linguagem padrão". Diz-se que tal alienação advém da Síndrome de Estocolmo, em que seus portadores passam a ignorar a realidade das coisas.

O paulistanês é uma língua aglutinante retroflexiva, contendo similaridades com o dialeto bororo da Nova Guiné e a variedade do italiano da Sicília (o equivalente à Paraíba italiana, e cujos habitantes só dançam tarantela e trabalham na roça).

Há ao menos quatro variedades conhecidas da língua: caipirês (a língua cabocla original), sertanês (o caipirês influenciado por modismos americanos), manês (linguagem dos mano da periferia), nasalês (falada pelos playboys). O paulistanês pode, ainda, ser considerado uma união de todas essas variantes, com características de várias delas. Não raro, vê-se um playboy falando com sotaque sertanês.

Fonologia[editar]

Por se tratar de uma língua aglutinante, o paulistês é de difícil assimilação por parte da população ocidental. Ainda há, entretanto, algumas similaridades com o português culto oficial da ABL. A seguir, os fonemas da língua, de acordo com o Código Sistemónico Interestelar (CSI).

Vogais

  • [a] Como na palavra em português amar. Pouco usada em paulistanês.
  • [e] Como na palavra em português mês. É como se pronuncia a segunda vogal em paulistanês. Também é extensamente utilizada em substituição a vogais surdas (por exemplo Bob's, Bobes), principalmente entre as colegas de auditório do Silvio Santos.
  • [i] Como em português sino. É bastante utilizada antes de M, N e R em paulistanês
  • [o] Como em português avô. Quarta vogal no paulistanês, usada na pronúncia característica paulistana de poeira (ao contrário da música da Ivete Sangalo, puera).
  • [ə] Desconhecida em português. Usada em paulistanês em palavras como mano, Vanessa, etc.
  • [ỹ] Semelhante à semivogal i em português, mas anasalada e leve. Em paulistês, está sempre presente antes ou depois de [e].
  • [˚] Gutural sonora desconhecida em português, é utilizada em palavras que terminam em vogais ou nas que terminam em r (que não é pronunciado)
  • [w] Semivogal equivalente a u.

Consoantes

O paulistês apresenta alguns casos notáveis em consoantes, sobretudo a diferença entre várias entonações possíveis de R. As demais consoantes pronunciam-se como se leem em português.

  • [r] Como em português coração.
  • [h] R no início de palavras, ou de forma dupla. Muito raro em paulistês.
  • [ŕ] Desconhecido em português. É o chamado "errrre" de locutor. Bastante utilizado no caipirês e no sertanês (somente no início de palavras), além do brasilianês.
  • [ř] Atualmente é o tipo de R mais usado, em todas as variantes. Corresponde ao R caipira clássico, e geralmente vem antecedido por um [i].
  • [d] Como em português doutor. Em paulistanês (por remanescência do antigo dialeto caboclo), usa-se em antes de [e] e [i], sempre.
  • [t] Como em português tabu. Mesmo caso do [d], é usado em qualquer situação (fala-se teatro em paulistanês, como literalmente escrito).
  • [b] Em algumas situações substitui a consoante [m]. Como exemplo o pronome possessivo meu, quem em paulistanês pronuncia-se para bəw.

Pronúncia[editar]

A pronúncia correta do paulistês deve seguir regras básicas de colocação. Tal como no Mandarim, entonações incorretas podem alterar o sentido da frase.

O primeiro a se fazer é dispor a ponta da língua no meio do céu da boca. A seguir, retirar o ar dos pulmões e projetá-los na faringe, gerando o efeito nasal desejado.

Importante: o s não é pronunciado em paulistanês e antes de qulquer letra "n" vem um "i" acompanhado.

Tabela

Português de Portugal Carioquês Paulistanês Gauchês Cearensês Mineirês Brasiliês
Olá, como estás? Belheaza Eae, firmeza? Tudo tri? De boa? opaÔcetabão? Eae de boa?
Percebeu? Inteandeu? Inteindeu? Compreendes? ta intendendo? Cêôviu? Ta ligado?
Futebol De Mesa Totó Penbolim Flá-Flú Pebô Totó Totó³
Rapariga Cocóta Mina Guria Dona Moça Mina
Fanfarrão Vacilão Cuzão Merda Manelão Bundão Zé Buceta
Mentira Caô Balela Trova Lambança Causo Caô
Tu Tu Tu Ôce Tu
Fixe Manieeeeaaruo Daora Tri Só a Massa Trembão Só o Ouro
Amigo Bruoderrr ou Mermão Mano Bruxo Mah, Macho Cumpadi Brodi ou Véi
Olá, gajo como estás? Coé mermão, qué qui tá pegando? E ae mano, chega ai parça, colé as treta? Buenas Tchê, tudo beleza? Ei Mah ei, todo mais ou menos, mah? Cê tá baum, fi? E ae véi, só na manha?

Exemplos[editar]

  • "João e Maria gostam de brincar de bola." Em paulistanês: [Jwəw iỹ Mariỹa˚ gosta˚ diỹ briỹca˚ de bowla.]
  • "O menino perdeu seu rato de brinquedo." Em paulistanês: [w miniỹnw˚ peiřdew sew ŕatw˚ diỹ brinqueiỹdw, bəw.], onde bəw é transliterado "meu", em português.

Nova variante[editar]

Surgida há poucos anos, uma nova variante lexical do paulistanês demonstra toda a vanguarda do desenvolvimento do idioma. Trata-se do gerundismo.

Nesta nova variante, surgida pelo que se diz em paulistanês "paga pau" de estadonidenses. Com uma linguagem poética vinda do idioma americano, os executivos paulistanos esperavam passar uma sensação de educação e polidez aos que são atendidos pelo telemarketing. Mal esperavam eles que a nova variante expalharia-se como uma coqueluxe, invadindo inclusive o domínio do português.

Exemplos:

  • "Quer ajuda?" Em gerundismo: O senhor vai estar querendo ajuda? [w siỹo˚ vai iỹsta˚ quereỹndw əjuỹda˚?]
  • "Minha irmã irá à festa". Em gerundismo: Minha irmã vai estar indo à festa.

Texto em negrito== Verbetes ==

Abaixo alguns verbetes que serão introduzidos no dicionário por paulistas no ano que vem:

  • Rashei - Morreu de rir
  • Deitow - Expressão de "arrasou", "abalou", etc
  • Ferinha - Utilizado para mostrar como "us manow" é foda, ou não. Ex.: Ae manow! Somos ferinhas e vamo apronta altas trakinagens com a galera, tah ligadu? I nao manja cum nossos truta cnao vai da treta viu, meo?
  • Shópis - local onde os mano se encontram para compras e lazer;
  • Chôps - bebida preferida dos mano, com o detalhe que é sempre só uma tulipa. Rara palavra paulistana com "S".
  • Paztéu - o que acompanha o Chôps, só que dois: "Um Chôps e dois pastéu!"
  • Uz cara - aglomerado de manos
  • Guia - limite do calçamento dos mano
  • Marcelinho - denominação de carioca aceito pelos mano (especialmente nas favelas e regiões humildes e pobres da cidade)
  • Aeroporto - local transcendental onde os manos refletem sobre a existência de letra "S", vendo "us avião subí e decê".
  • Marginal - [1] avenida de grande porte destinada a engarrafamentos e alagamentos, [2] Carioca.
  • Ôrra, Meu! - normalmente, as primeiras palavras dos manos ao nascer
  • Deu pra intêêêiiindê? Deu pra fazê? - não precisa dar nada, a não ser que você seja padeiro descuidado... é só para conferir se você enteeeiiindeu ou fez o que o meu quis falar.
  • Farol - embora não passe nenhum navio em S.Paulo, tem em toda esquina (mais do que devia).
  • Pizza - alimento básico de todo sábado (sem catchup e mostarda, que isso é coisa de carioca que não sabe fazer pizza)
  • Rodízio - tem de vários tipos, até de carro (embora eu prefira de pizza mesmo...)
  • Curíntia - Time de futebol, conhecido no resto do pais como Corinthians (amado por uns e odiado mais ainda por muitos)
  • Curíntiânú - Torcedor do time de futebol paulista Corinthians.
  • Ponta-cabeça - Invertido, de cabeça para baixo.
  • Breque - Aquele pedal que para o carro. Freios, para o resto do país.
  • Minhocão - Não se assuste se um motorista paulista falar que vai pegar o "minhocão", ele está se referindo a uma via-expressa elevada que cruza São Paulo.
  • Pebolim - futebol de mesa jogado com as mãos. Totó no carioquês.
  • Ceeerto - palavra que pode indicar tanto afirmação quando dúvida. (variação com mais e's da palavra portuguesa "certo")
  • Ceeerto mano - afirmação ou dúvida para outro mano
  • Puta - Advérbio de intensidade: "tá uma puta chuva, meu!"
  • Puta, meu! - interjeição irritantemente usada a toda hora.Variação Putz
  • Tipassim, nadavê! - Denota confusão mental do interlocutor.
  • Aí manu, tá mi tirano? - expressão que paulistano usa sempre que desconfia que está sendo

sacaneado e como nunca percebe a sacanagem, é sempre sacaneado e mal usa essa expressão.

  • E aí manu, firrmezza? - modo de dizer "hi" pauliztanêz, muito utilizado por pagodeiros, rappars e afins...
  • "Diassim" - Usado muitas vezes para dizer como algo "flui".

Ex.: - "Nao Mano, num é "diassim, é "diassim"!

  • "Nimim" - Usado para especificar algo em 1ª pessoa.

Ex.: - E ai mano, ta lôco? Num rela mao NIMIM!

  • "Naonde" - Usado para questionar lugares, locais.

Ex.: - Ae truta NAONDE fica essa porra!??

  • Tipo - Palavra referente à vírgula que está presente em todas as frases pelo menos três vezes.Ocasionalmente acompanhada de "meo", o que nao e la muita novidade.
  • Bumba - Também conhecido como busão, meio de transporte principal dos mano. Conhecido nos lugares civilizados como ônibus.
  • Cara - Ao contrário do carioquês, onde é usado como vocativo no início de uma frase, em paulistês quer dizer "muito tempo"

Ex.: Tipo, fiquei "uma cara" esperando aquela mina, meu?

  • Bexiga- Nada tem a ver com aquele órgão do aparelho urinário responsável por armazenar o "chops". Significa balão, desses de assoprar. Não confundir como "Bixiga", vulgarmente conhecido como "Bela Vista", único bairro onde a torcida do Parmêêêra é maior que a do Curintia.
  • Holerite, ou Hollerith - Termo totalmente desconhecido nos lugares civilizados, significa "Contra-Cheque"
  • Carta - Não é a do baralho, nem a que se manda no correio. Em São Paulo é a Carteira de Habilitação.
  • Marronzinho - Funcionário da indústria de multas da cidade, conhecida como CET (Companhia de Engarrafamentos de Trânsito)
  • Bolacha - Biscoito. O curioso é que mesmo escrito em qualquer pacote como "biscoito", os paulistas insistem em chamá-lo de "bolacha".
  • Praia - Qualquer cidade ou localidade do Litoral, mesmo que a 10 km de distância da praia propriamente dita. Ou seja, terminou a Anchieta, é "praia", mesmo que seja em Cubatão.
  • Dar uns boxe - Encher um fdp de porrada.
  • Uma pá - Não confundir com a pá de cavar. Significa um monte.
  • Jhow - Variação de mano.
  • Abraça - "Até parece"

Ex.: Cê pegou mais mina que eu? Abraça...

  • Qualé a fita? - "O que está acontecendo?"
  • Ié issu memu, jhow! - Normalmente é usado em excesso em uma "briga".

Ex.:"Iae jhow, qualé a fita? Tá me tiranu, seu cuzão?" "É issu memu, jhow!"

  • Coxinha - Policia
  • Zica - Palavra usada com frequencia, é um adjetivo que serve pra praticamente tudo.

Ex.: "Eu so zica, johw" - "Eu sou o cara", "Pow mano, isso é mo zica" - "Isso é muito legal", "Mo zica da porra" - "Muito azar".

Falantes Ilustres[editar]

Cat:Linguística

Ver também[editar]