Prince of Persia (1989)

Origem: Desciclopédia, a enciclopédia livre de conteúdo.
Ir para: navegação, pesquisa
Virtualgame.jpg Prince of Persia (1989) é um jogo virtual (game).

Enquanto isso, alguém dropou uma Blood Essence.


Príncipe do Irã
Prince of Persia 1989 Capa.jpg

Capa do jogo que mais parece de um livro

Informações
Desenvolvedor Brøderbund
Publicador Brøderbund
Ano 1989
Gênero Jogo de Pulo
Plataformas DOS
Avaliação 5%
Idade para jogar +16 (necessário coordenação motora já desenvolvida)

Prince of Persia é talvez o primeiro jogo para PC feito na história que não fosse Paciência, campo minado ou Tetris. Lançado em 1889, era revolucionário para sua época e requeria os melhores computadores do mundo para conseguir rodar. Este avanço tecnológico tão marcante em jogabilidade e interatividade só seria superado quando os japoneses inventassem o Tamagotchi em 1996.

Enredo[editar]

Checkpoint? Isso é pros fracos. Não nesse jogo.

Estamos falando de um jogo lançado para computadores antediluvianos, ou seja, o enredo não era exatamente aquela maravilha super elaborada. Qualquer desenvolvedor dedicado necessitava de anos de trabalho para fazer meia dúzia de pixels se locomoverem adequadamente, portanto o tempo para o roteiro eram apenas os 15 minutos finais do desenvolvimento do jogo. Ainda assim, para o nível da cultura da época, era uma história envolvente e revolucionária. O jogo conta a história de um vizir (sempre eles) que aplica um golpe de Estado no sultão da Pérsia, de maneira tão brilhante que converte todos os soldados do palácio sem qualquer dificuldade à sua vontade.

No auge da psicopatia, este vizir se transforma em uma ampulheta, alegando que se casaria com a princesa em 1 hora (sendo esta uma crítica direta aos males que a punheta em excesso poderia causar, um problema muito debatido no final da década de 80), e se em 1 hora a princesa não mudar de opinião, o vizir matará a donzela. Afinal de contas, na mente do vizir, nenhuma cintura no pedaço poderia ser mais esbelta que a dele. Enquanto isso, um maluco aleatório no calabouço que alega ser o Príncipe escapa do cárcere, e agora corre contra o tempo para resgatar a princesa. Não sabemos se ele possui audição sobrenatural ou usa telepatia, mas ele sabe que precisa encontrá-la.

Jogabilidade[editar]

Originalmente, este jogo havia sido criado como um software educacional tal qual aqueles joguinhos de aulas de inglês ou de identificação de sons de animais. Prince of Persia era um projeto que visava ensinar às crianças algumas habilidades básicas (e perigosas) de esgrima, alertar sobre os perigos de subir em bordas de aproximadamente três metros acima do chão e o mais importante: não perder tempo com bobagens.

Enquanto jogos de sucesso da época como Super Mario Bros. relevavam quaisquer consequências acerca de quedas, perfurações, contusões, duelos e consumo de venenos, o jogo Prince of Persia visava tratar o realismo. Em grandes proporções. Isso impedia qualquer criança normal de passar do primeiro obstáculo do jogo: a maioria dos jogadores caía repetidas vezes naquele maldito buraco com espetos no fundo e logo abandonava o negócio. O resultado da queda era tão dramático que seria mais ou menos o que aconteceria com qualquer ser humano doidão que arriscasse a vida naquele mesmo pulo.

Recepção[editar]

Prince of Persia atingiu um modesto sucesso na década de 90 devido ao seu uso inovador de reais atores para a criação dos sprites dos personagens. Antes, o desenvolvimento de qualquer personagem de videogame era interpretado por fantoches ou outros bonecos autômatos, mas Prince of Persia foi pioneiro no uso de atores vivos, permitindo retratar o jogo com todo o realismo desejado e um protagonista mais fluido, que se movimenta exatamente como alguém sem qualquer coordenação motora, senso de direção ou mesmo de perigo.