Programa de Incentivo à Redução do Setor Público Estadual na Atividade Bancária

Origem: Desciclopédia, a enciclopédia livre de conteúdo.
Ir para: navegação, pesquisa
Antigos funcionários do Banerj no Pizza Hut em comemoração da venda da estatal para o Bradesco. Foto de 1997 (Ag/Dclp).

O Programa de Incentivo à Redução do Setor Público Estadual na Atividade Bancária ou PROES foi um programa criado pelo governo federal para reduzir o clientelismo na atividade bancária e repassar o comando de vários bancos estaduais para a mão de moedinhas, pessoas quem manjam de administração de grana de verdade ou para amigos íntimos e pessoais do presidente a época, Fernando Cardoso. A princípio, o programa ajudou a reduzir o número de pilantragens nas esferas estaduais, já que não teriam mais aquelas estatais para molhar a mão dos amiguinhos dos governadores, mas depois os estados afetados arrumaram um jeitinho diferente para continuar realizando favores, o que os levou a barracota 20 anos depois.

Origem[editar]

O programa foi lançado em 1994 como parte do PROER e visando tirar as mãos gordas do Estado, das administrações bancárias estaduais, já que os bancos eram absurdamente ineficientes e além de só possuírem agências nas capitais, isso segundo o próprio Banco Central. Na época, o governo federal que também estava a fim de distribuir a Caixa de Gastos Federal resolveu criar mais um entre os milhares de programas de governo criados no mesmo governo, para resolver essa pendenga.

O programa então consistiu em quebrar carteis de bancos estatais para criar outro cartel privado, este último ativo até hoje. Para isso, o governo convocou o Itaú e o Santander e definiram juntos como seriam repartidos aqueles bancos.

Consequências[editar]

As maiores vendas foram dos falidos Banespa, Banestado, Ruimge Bemge e Banerj.

O governo paulista ainda tentou contornar a venda do Banespa, criando o Caixa deles.

O Banerj mesmo vendido, salvou o estado do Rio mais de uma vez, quando resolveu conceder "empréstimos" sem garantia ou sem sequer precisarem ser pagos. Sem o banco, o estado não tinha aquele pai pra pedir dinheiro para custear as festinhas e acabou sucumbindo (falência).