RMS Olympic

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Cquote1.svg Dirija-se para aquele balde enferrujado na proa a bombordo Cquote2.svg
Primeiro capitão do Olympic em sua viagem de inauguração

RMS Olympic, considerado o rascunho do RMS Titanic, foi um barquinho de aço enferrujável criado pela White Star Line, atual Microsoft Windows, na época líder da classe Olympic. Esse barco ganhou o apelido de "Velho Desconfiável" por ter colidido com vários barcos durante suas navegações; por ter atropelado duas vezes um submarino alemão "sem querer querendo", causou inclusive um pequeno conflito internacional chamado Primeira Guerra Mundial. Como o RMS Olympic foi absolvido de todas as acusações ao alegar que bateu em legítima defesa, a cara dele foi mais ou menos esta quando saiu impune do Tribunal Marítimo Internacional: ( ͡° ͜ʖ ͡°).

Ao contrário do irmão RMS Titanic, que não durou 1 SEMANA, e do outro irmão HMHS Britannic, que durou só 5 anos, o RMS Olympic recusou-se a afundar, durando por incríveis 24 ANOS! E olha que não faltaram tentativas, porque tentaram afundá-lo quatro vezes. Tanto tempo assim é um recorde para um transatlântico dessa categoria, que se desse uma raspada num iceberg, já afundava. Mas é justamente por não ter afundado que ele foi amplamente esquecido pela história, exceto pelos homens que moravam lá dentro do RMS Olympic, fingindo serem marinheiros cultos no conforto de suas bibliotecas acolchoadas.

Construção[editar]

Em 1908, a companhia marítima White Star Line travava uma batalha marítima com outras firmas: dentre elas, os rivais da Cunard Line, e duas empresas alemãs, Norddeutscher Lloyd e Hamburg America Line. A ideia nessa competição era construir navios grandes o suficiente para levar múltiplos magnatas europeus para a América do Norte, e ao mesmo tempo atender às exigências destes. Tais frescuras incluíam, é claro, confortáveis salões de jogos de azar, puteiros a bordo e cargas desnecessárias de luxo. A Cunard Line tinha seus navios que nunca afundavam, como o RMS Lusitania e o RMS Mauretania, enquanto os navios alemães mais pareciam leviatãs de aço, capazes de partir a calota polar ártica inteira se necessário. A White Star Line queria fazer parte dessa competição com seu belo trio de transatlânticos: RMS Olympic (que quase afundou quatro vezes), HMHS Britannic (que afundou), e RMS Titanic (não é preciso nem dizer o que aconteceu). Agora você entende por que é que, ao contrário das outras, a White Star Line pediu muito arrego antes de falir. O que ninguém sabia na época é que os navios da White Star foram construídos deliberadamente para afundar - ou serem afundados - para que a White Star pudesse receber o dinheiro do seguro que havia sido combinado, num valor muito acima dos custos de viagem. Esta também é a razão pela qual um número patético de botes salva-vidas foram fornecidos aos três navios. Foi para diminuir o número de sobreviventes, o que reduziu também o número de reclamações e o preço da indenização, pois na lei marítima você só pode reivindicar indenização por danos se estiver vivo.

Com suas 46.000 toneladas, o RMS Olympic foi o primeiro da classe Olympic (sic) a ser construído no estaleiro de Belfast, trazendo em seu casco milhares de rebites em vez da técnica de soldagem mais moderna. Na época, a White Star disse que "não tinha tempo" para retreinar a sua força de trabalho, a qual simplesmente executou umas soldagens e meteu rebite a torto e a direito na carroceria do barco, achando que isso seria o bastante.

A White Star tinha todos os planos para conseguir afundar seus navios e por as mãos naquele seguro. Eles divulgaram para a imprensa a mensagem de que o Olympic e o Titanic eram "inafundáveis" e que, portanto, não precisavam de marinheiros qualificados para trabalhar neles. Diziam que o seu navio era "tão simples" que até mesmo uma criança com um barquinho de papel na cabeça poderia ser o capitão dele e navegá-lo. E mais: se eles não conseguissem encontrar idiotas suficientes para tripular os navios, bastava contratar imediatamente um monte de ex-marinheiros arrogantes que achavam que sabiam de tudo.

Com um navio frágil tripulado por incompetentes indo para mares traiçoeiros, o plano para afundar o Olympic estava pronto.

Em busca da batida perfeita[editar]

Colisão com Hawke[editar]

Primeira tentativa de naufrágio: Momento em que o Olympic tenta usar o Hawke como iceberg.

A primeira tentativa de afundar o Olympic ocorreu em 20 de setembro de 1911. Num oceano de apenas 106.400.000 km² de área, é perfeitamente compreensível que um barco desses colida sem querer querendo com um pequeno cruzador de 118 metros, o HMS Hawke. Infelizmente (para a White Star) o Olympic não afundou, só causou um puta estrago e prejuízo, mas pelo menos a White Star pôde usar essa oportunidade para remover secretamente umas peças do Titanic para consertar o Olympic e o Hawke. No inquérito sobre quem causou o acidente, foi constatado que a culpa foi do Olympic, porque o transatlântico tinha uma sucção muito poderosa que fez o HMS Hawke bater na lateral do navio. O Hawke foi reparado, mas nunca mais foi o mesmo navio novamente, tanto que foi afundado por um U-boat no início da Primeira Guerra Mundial.

O causador dessa merda toda foi um velho senil, o capitão Edward Smith, e embora o normal seria prendê-lo, Smith na verdade foi misteriosamente autorizado a permanecer como capitão. Em seu depoimento, Smith alegou que o Hawke deveria ter saído do caminho, porque ele estava monopolizando o Oceano Atlântico.

Nove meses depois, o Olympic teve um parafuso solto, ficou doido e precisou voltar para Belfast para reparos, exatamente quando o Titanic estava prestes a iniciar sua primeira viagem. Considerando seu desempenho impecável até então, a White Star deu a Smith o comando do Titanic para sua viagem inaugural. O capitão não conseguiu afundar o Olympic, mas para isso ele seria bem mais útil em um navio diferente.

Primeira Guerra Mundial e HMS Audacious[editar]

Segunda tentativa de naufrágio: Olympic chega tarde demais e o HMS Audacious explode em minas aquáticas no lugar do Olympic.

A guerra nunca é boa para os navios de cruzeiro, mas para a White Star o conflito que se iniciava em 1914 ofereceu uma nova oportunidade de afundar o Olympic e por a mão naquele seguro. Mas ainda não era a vez do Olympic; a marinha britânica preferiu ficar com seu irmão, o HMHS Britannic, e colocá-lo em tarefas de guerra, e é óbvio que este foi facilmente afundado. O Olympic deveria continuar a sua missão de levar imigrantes para os Estados Unidos.

Mas os donos do Olympic não desistiriam tão fácil de afundar seu navio. Eles fariam os alemães afundarem o Olympic por eles. A carta náutica dos horários e locais exatos de onde o Olympic estaria foi vazada através de um país neutro para o Alto Comando Alemão. Como a Alemanha já havia descoberto que os navios da Cunard de propriedade britânica estavam transportando munições através do Atlântico, eles estavam certos de que a White Star estava fazendo o mesmo com seus navios. Por isso, todos os navios britânicos deveriam ser tratados como embarcações inimigas pelos alemães.

O Olympic fez sua última viagem como navio civil em outubro de 1914. De acordo com o plano secreto, o transatlântico deveria ter colidido com minas aquáticas ou U-boats nas águas ao redor do sul da Irlanda, mas infelizmente a incompetência do almirante foi o que impediu essa tragédia calculada, porque ele derramou suco de laranja no seu uniforme impecável e alterou a rota do navio indo para o norte, porque nessa direção havia uma alfaiataria. A enorme coleção de minas aquáticas não encontrou o RMS Olympic, mas sim o encouraçado HMS Audacious, que estava na área testando seus motores. Quando o Olympic chegou no local com atraso, encontrou apenas todas as minas já explodidas e os frangalhos de um Audacious afundado.

A notícia do naufrágio do Audacious seria péssima para a opinião popular, então o governo britânico decidiu silenciar as fontes sobre o ocorrido. Todos os passageiros britânicos no Olympic foram avisados das terríveis consequências para a Rainha se abrissem a boca ou relatassem qualquer coisa, mas isso não poderia se aplicar a um bando de turistas americanos barulhentos, que já tinham em posse várias fotos e vídeos do WhatsApp sobre o naufrágio do Audacious. Como alguns empregados da White Star também sabiam do naufrágio do Audacious, o governo britânico fechou um acordo com a White Star e pagou pelo "silêncio" deles, acionando uns agentes do MI6 aqui e ali.

Ataque ao U-103[editar]

Terceira tentativa de naufrágio: Um navio de passageiros enfrenta um submarino de guerra alemão, e acaba sem querer vencendo o combate.

Pela primeira vez desde que construíram o Olympic, a White Star finalmente teve lucro. A essa altura eles nem se importavam mais se o Olympic ou o Britannic algum dia realmente afundariam. No caso do Britannic, ele afundou em novembro de 1916 na costa da Grécia, quando tentou bater o recorde estabelecido pelo Titanic, pois o Britannic afundou em apenas uma hora. As vítimas da vez não foram passageiros civis, mas sim uma equipe do SUS com pacientes, pois no rádio eles gritaram alto que estavam num navio-hospital. Como não houve icebergs envolvidos, o naufrágio não ganhou notoriedade. Mas ainda assim, enquanto boiavam, parecia que os navios da classe Olympic ainda tinham potencial para afundar.

Então veio a notícia pela qual a White Star não estava ansiosa: a Alemanha estava perdendo a Primeira Guerra Mundial. Isso era ruim, pois as chances de afundar o Olympic "acidentalmente" estavam acabando. Pior do que a guerra, era o que ainda estava por vir. Se ela acabasse mesmo, a marinha britânica devolveria o Olympic, e caberia à White Star ter que limpar os banheiros jamais lavados do navio, depois de ter transportado uns 200.000 soldados da Commonwealth americana e britânica através do oceano nos quatro anos anteriores.

A guerra já estava quase no fim, e em 12 de maio de 1918, o capitão do Olympic viu a chance de ouro de agradar aos seus chefes. Ele avistou no horizonte um submarino U-103 alemão, que tinha feito uma pausa pra respirar. Quando informado de que havia um submarino à frente, em vez de ziguezaguear para longe, o capitão Hayes do Olympic ordenou que seu navio desse um escorão no alemão. Um par de torpedos seria o bastante para afundar o Olympic, mas como o submarino só tinha um, Hayes decidiu ser mais dramático e partiu ofensivamente para cima dos alemães, querendo imitar o famoso Titanic e entrar para a história. Porém, na hora do impacto, pela primeira vez o aço alemão dobrou primeiro, e foi o submarino que sofreu o golpe fatal. Afinal, o que um iceberg fez com o Titanic em 1912, um submarino não poderia fazer com o Olympic de 1918.

Pós-guerra[editar]

O desgastado Olympic foi devolvido à White Star e colocado no cais para uma conversão completa em um navio de luxo. Durante os reparos, um grande amassado abaixo da linha de água foi descoberto. Mais tarde, cálculos complexos demonstraram duas coisas: que isso havia sido feito por um torpedo (que infelizmente não havia detonado), e que no mar não havia "linha de água", porque ela balançava demais. Este era realmente um navio de sorte em comparação aos seus belos e predestinados navios irmãos. Por alguns anos, a White Star desistiu de tentar sabotar seu próprio navio, porque os gastos em tentar afundá-lo já estavam começando a ficar mais caros que o valor do seguro.

Durante a década de 1920, o Olympic teve um crescimento vertiginoso de clientes, todos membros ativos da raisosáiti burguesa ávidos em viajar num navio idêntico ao Titanic. Nessa época as festas nos poucos botes salva-vidas do Olympic eram bem comuns.

A crise econômica na década de 1930, consequência da Grande Depressão e do governo americano esquecendo-se de que é um país com 95% de imigrantes (começando então a ter nojinho destes), trouxe prejuízos para a White Star. Vez ou outra os planos de afundar o Olympic voltavam a ser discutidos na alta cúpula da empresa, mas não havia mais recursos para isso, além do mais os antigos donos da White Star já estavam idosos e mesmo que ganhassem alguns milhões com o seguro não teriam onde gastar essa grana. A não ser que o seguro garantisse um estoque de fraldas geriátricas.

Colisão com o Nantucket Lightship LV-117[editar]

Quarta tentativa de naufrágio: Prestes a se aposentar, o Olympic abalroa o navio-neon Nantucket Lightship LV-117 de Massachusetts.

Durante décadas, navios de todos os tamanhos passaram pelo Nantucket Lightship LV-117 como forma de manobrar na costa de Massachusetts sem encalhar. Esses navios eram enormes faróis flutuantes, considerados tão brilhantes que nem de olhos fechados seria impossível vê-los. Como ainda não havia provas disso, então em maio de 1934 o capitão do Olympic, quando fazia a última viagem do Olympic para aposentar o navio nos Estados Unidos, fechou os olhos, e disse que não viu o Nantucket Lightship LV-117, por isso abalroou o pobre coitado. Pelo menos essa foi a explicação não-oficial, porque a oficial sugeria neblina espessa, pessoas misturando suas coordenadas, pura falta de concentração e descaso total. O navio-farol foi afundado e seus 7 tripulantes morreram. O dano no Olympic foi pequeno e facilmente consertado, pois o LV-117 não se parecia nem um pouco com um iceberg.

Aposentadoria[editar]

Infelizmente, o Olympic nunca foi afundado, e a White Star Line nunca conseguiu por as mãos em seu sonhado seguro, falindo miseravelmente sem conseguir seu objetivo e precisando fundir-se com a Cunard.

Comparado com outros navios de sua safra, o Olympic ainda estava em boas condições e, se tivesse sobrevivido, provavelmente ajudaria bastante na Segunda Guerra Mundial e certamente em diversas patrulhas durante a Guerra Fria. No entanto, o navio foi vendido em 1935 para algum cidadão que carregava sucata nas costas, e eventualmente desmontado e reduzido a painéis de aço e montanhas de rebites em 1937 via trabalho infantil, terminando ali sua carreira. A história secreta de como a White Star tentou afundar seus próprios navios permanece obscura até hoje.