São Félix do Xingu

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Cquote1.png Quem vai por o bife que você come todo dia no almoço? Se eu te ver de novo reclamando, te encho a cara de bala! Cquote2.png
Argumento de um madeireiro sobre devastar 100.000Km² de selva amazônica para a criação de pastos para bois

São Félix do Xingu é uma curiosa cidade localizada no meio do mais absoluto nada do sul do Pará, nas margens do pobre rio Xingu o qual ajuda a poluir.

História[editar]

Dizem que todo o desmatamento que ocorre no território da cidade é em prol da prosperidade econômica. Mas acadê?

A cidade de São Félix do Xingu foi criada artificialmente e colonizada em meandros do século XX pela ditadura militar que visava colonizar os vários vazios demográficos do país, inclusive o Acre. Sem qualquer planejamento ou estrutura, centenas de pessoas, entre elas caloteiros, grileiros, vagabundos e pessoas que não tinham onde caírem mortas, foram removidas de diversas favelas do sul do país e despejadas no meio da floresta amazônica e abandonadas à própria sorte para que se iniciasse uma versão tupinambá dos Jogos Vorazes.

1000km distante da capital Belém que mal sabe a existência dessa cidade, São Félix do Xingu segue suas leis próprias, nas quais é permitido, por exemplo, assassinar desafetos durante disputas judiciais por posses de terras, como se a área do município fosse pequeno o bastante para que ninguém possa ter terra o suficiente. Esses assassinatos são portanto mais por esporte mesmo do que realmente por ódio, rancor ou coisa parecida.

Geografia[editar]

São Félix do Xingu é dono de um vasto território no meio da Amazônia, maior que algumas nações relevantes do mundo como Liechtenstein, Andorra Tuvalu e Portugal.

Por estar isolado de qualquer coisa, todos por ali fazem o que bem entender com esse território enorme, e se aparece algum ambientalista para reclamar, caso este não seja assassinado, é refutado com o brilhante argumento "você não mora aqui pra saber". São Félix do Xingu detém a maior taxa de desmatamento do mundo, com um total de 15000Km² de floresta derrubada por mês. Por algum motivo os ambientalistas comemoram uma crescente redução na taxa de hectares devastados, mas isso só é possível porque a quantidade de mata a ser desmatada está diminuindo e isso gera essa diminuição, e não por qualquer surto de consciência ecológica, tanto que ano que vem a taxa de desmatamento vai ter atingido 0, quando não sobrar mais nenhuma árvore a ser desmatada.

Devido à sua proximidade com o Acre, a cidade é palco de alguns absurdos espaço-temporais que desafiam a lógica humana. A cidade é tão sem-lei que não cumpre nem as leis da física, como a Lei da Conservação das Massas, sendo observável escrituras que determinam propriedades do tamanho do estado do Piauí, havendo ainda casos em que pelo menos três pessoas se declaram donas da mesma gleba e cada uma delas tem escritura para sustentar sua reivindicação, sendo necessário que estas se encontrem num duelo estilo faroeste para decidir o real dono de tais terras e sobrevivente.

Economia[editar]

São Félix do Xingu avistada do alto.

Os principais produtos avistados nessa cidade são o mogno (semi-ilegal), o boi, o cacau e os pistoleiros.

Sendo um dos maiores produtores de madeira do mundo, sendo possível sustentar a demanda mundial de palitos de fósforo por 350 anos caso queira, esta suposta riqueza não se vê nas ruas esburacadas e sem calçamento da cidade, sem contar o esgoto a céu aberto e a incapacidade total das pessoas poderem comprar qualquer coisa que não seja para a sua sobrevivência, como comida. As construções todas tem aspecto empoeirado, mesmo aquelas que foram inauguradas há 1 semana atrás, tingidas pelo lamaçal. Como todo habitante do estado do Carajás, gostam de colocar a culpa de sua miserabilidade em Belém e no governo do estado do Pará, como se alguma coisa pudesse mudar caso a capital mudasse para Marabá.

Segurança[editar]

São Félix do Xingu é o município campeão mundial em número de assassinatos por brigas de posse de terras. Segurança por lá é apenas possível para aqueles que tem dinheiro para contratar jagunços e pistoleiros a seu favor.

Transportes[editar]

Antigamente havia o rio Xingu como meio de transporte, mas depois da construção de Belo Monte, só sobrou a PA-279, a rodovia mais abandonada do país.

Lazer[editar]

Não há quase nada a se fazer em São Félix do Xingu, no máximo frequentar as praias lotadas de gente esquisita em roupas de banho do século passado. A Praia do Porco é a mais famosa, que não deve ter esse nome ao acaso...