The Talibans
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Portanto, este artigo louva Alá e come esfiha, sem dar ré no kibe. Ele gosta de mulher coberta e não gosta de ser confundido com turcos nem judeus. |
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[editar] Origem
Em 1982, o Afeganistão vivia uma brutal guerra civil patrocinada pela União Soviética, que havia decidido no ano anterior começar a patrocinar grandes eventos esportivos (como campeonatos de futebol ou guerras) como forma de propagar mundialmente o comunismo.(Para maiores informações a respeito da mídia comunista, consulte o artigo Olavo de Carvalho)
Omar Melladah era, então, estudante de Belas Artes na Universidade Federal do Afeganistão (PEDRA, na sigla original em afeganistanês) e queria reverter o caos em que o país se encontrava. Assim, fez o que qualquer um que quer revolucionar o sistema faz: montou uma banda de rock. No início eram apenas três componentes, todos estudantes: ele (voz, guitarra e instrumentos perfuro-cortantes), Omar Shariff (baixo, banjo e sanfona) e Omar Motha (bateria, percussão e explosivos). À frente do grupo, Melladah assumiu o apelido de "Mula", que lhe fora dado por sua (dele) avó por causa de seus dentes grandes e seu hálito nada refrescante.
Os três faziam pequenos shows em bares e cavernas no interior do país. Chamavam-se então Al-Omahare ("Os Omares", em afeganistense) e faziam grande sucesso entre o público roqueiro da pesada da época. No fim de 1983, o agente pornográfico fonográfico Charles Ian Albertson, também conhecido simplesmente pelo seu acrônimo CIA interessou-se pelo trio e levou-os para os Estados Unidos, onde participariam do movimento denominado "pós-punk". Resolveram então mudar o nome da banda para The Talibans, americanização de uma expressão afeganistana que significa aproximadamente "Vista um lençol se for mulher".
[editar] 1983-1989: ascensão e brigas
Entre dezembro de 1983 e fevereiro de 1984, os músicos gravaram seu primeiro álbum, Kalashnikov, recebido friamente pela crítica. Durante todo o ano de 1984, eles excursionaram pelo país, lentamente conquistandoNeste mesmo ano, foi lançado o segundo álbum do The Talibans: Invading Kandahar. Este trabalho foi mais bem-recebido pela crítica, porque misturava a crueza do hardcore com sons típicos do Afeganistão. Foi o início do sucesso da banda nos Estados Unidos, que começou a abrir shows para grupos mais conceituados como o Dead Kennedys e o Velvet Revolver.
Em 1988, após o lançamento do álbum You Look Sexy In That Burka, o The Talibans já era uma das maiores bandas underground nos Estados Unidos. Tanto sucesso culminou na indicação para o prêmio Grammy, que acabou sendo perdido para o menino-cantor francês Jordy com sua música Le Potit, Le Potat.A derrota irritou profundamente o baixista Omar Shariff, que resolveu largar a banda e se dedicar à carreira de ator. A saída, durante a gravação do que seria o quarto álbum do grupo (que jamais chegou a ser terminado), provocou muitas discussões entre o Talibans e seu agente CIA, que culminaram num rompimento. Assim, durante quase um ano a banda ficou apenas fazendo pequenos shows, usando músicos contratados para tocar o baixo.
[editar] 1991: surge a Al-Qaeda
No início de 1990, o fã Osama Bin Laden assumiu a vaga de baixista oficial da banda e juntou-se a eles na gravação do primeiro disco ao vivo: Live in the Middle of Nowhere, registro de um show realizado num deserto nos confins do estado do Arizona.
É disso que eu gosto: desolação, vazio, primitivismo. ![]()
"Mula" Omar sobre a escolha de tocar no deserto
CIA, que havia deixado de agenciar os Talibans, resolveu estimular a insatisfação de Osama. Seu objetivo, além de vingança pessoal, era recuperar um pouco do dinheiro investido na banda, já que o baixista pretendia criar seu próprio grupo. Assim, em setembro de 1991, logo após o lançamento do quarto álbum (que reunia as músicas não-lançadas na época do Grammy e outras novas), intitulado Blowin' Buddhas, Osama anunciou oficialmente sua saída da banda. Auxiliado por CIA, ele formou seu próprio grupo, Al-Qaeda, que se tornou um marco no rock fundamentalista.
Desestimulados, os membros restantes anunciaram o fim dos Talibans no início de 1992. Enquanto isso, Osama Bin Laden aproveitava o suporte de CIA para tocar o terror ao redor do mundo com seu novo grupo.
[editar] 2001: o reencontro
Foi marcado, então, um grande show em Nova York, em 11 de setembro de 2001, do qual participariam os integrantes da Al-Qaeda e do Talibans. O evento aconteceria próximo ao World Trade Center, centro financeiro da cidade, e seria registrado num álbum chamado Live in New York - The World is Falling Down.
Infelizmente, o show jamais chegou a ser concluído. Passados pouco mais de 30 minutos de seu início, dois aviões desgovernados colidiram com as duas torres que compunham o World Trade Center e elas terminaram desmoronando, matando milhares de pessoas (elas recusavam-se a sair do local, achando que o incidente estava programado no show). Vários integrantes do Talibans e da Al-Qaeda jamais foram encontrados. O baixista Osama Bin Laden, responsável pela reunião do grupo, tornou-se um herói nos Estados Unidos, merecendo inclusive ser procurado pelos melhores agentes do governo. Até hoje não foi encontrado, mas os americanos se recusam a acreditar em sua morte.Ainda assim, o álbum foi lançado cerca de duas semanas depois do show, e tornou-se um fenômeno. A versão em DVD alcançou recorde de exibição no mundo inteiro, e durante anos só se falou no grande show do World Trade Center. O presidente Bush, fã incondicional do rock islãmico, até hoje lamenta o fim das bandas.
Eu simplesmente adoro esses caras. Outro que tenho ouvido muito é Mad Saddam and his Wild Rebels. Dou a maior forca... perdão, força a eles. ![]()
George W. Bush sobre seu gosto musical
[editar] O Talibans depois do grande evento
Traumatizados pelo acontecimento, os poucos sobreviventes voltaram ao Afeganistão, onde se dedicam até hoje ao pastoreio de cabras, principal atividade econômica do país. "Mula" Omar permanece recluso, e se recusa a dar entrevistas.