Tucumã

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Tucumã é uma aldeia indígena do Pará. Localizada há 100 Km do município de São Félix do Xingu de quem é um dos distritos.

História[editar]

Barro, gambiarras, lixo, asfalto cedendo, mato alto, casas com pintura desgastada, gente caminhando sem destino. Logo na entrada de Tucumã já um pequeno resumo do restante da cidade.

O Projeto de Colonização de Tucumã foi desenvolvido no meio da selva amazônica, sendo de grande importância para a destruição da floresta em nome do capitalismo selvagem. A construtora responsável pelo projeto foi a Consag, que resolveu elitizar a população da nova cidade, selecionando a dedo os mesmos, que no início eram principalmente brancos e gaúchoa. Mas tal projeto foi um grande atrativo para os pedreiros que trabalhariam nas construções da moradia da elite, e peões em geral. Como era uma região rica em minérios, principalmente ouro, isso atraiu também garimpeiros, mas estes foram marginalizados e impedidos de morar na nova cidade que florescia no centro do estado de Carajás, nem entrar no projeto formaram ao redor da guarita de Tucumã a cidade de Ourilândia do Norte, também conhecida como Gurita.

Tucumã também fazia parte do projeto Grande Carajás de colonização da amazônia, serviria como polo de abastecimento deste projeto.

O deslocamento não era problema para os ricos fazendeiros que moravam na região, que tinham grana para se deslocarem mesmo no verão (que lá é inverno) em aviões o que dificultava a administração do distrito e era motivo de ressentimento entre os moradores do local, mas os pobres tinham a escolha de andar a pé.

Infelizmente o projeto Tucumã faliu e a Construtora vendeu a nova "cidade" que nem ao menos estava completada para o governo federal pela quantia de 1 bilhão de réus, sendo que o General Geisel ficou com 10% desse dinheiro, já que ele era dono de parte do projeto, então vendeu para si mesmo. Geisel teria supostamente envolvimento direto no projeto, esse é o principal motivo do governo federal ter pago tanto por uma obra incompleta. Ele foi o primeiro e único presidente da república a visitar a cidade, na época plantou uma muda de castanheira no campo experimental de Tucumã. Com o passar do tempo o campo experimental foi abandonado e a famosa castanheira foi literalmente partida por um raio, e já não existe mais, assim como Geisel.

Com isso as portas de Tucumã foram abertas e invadidas a todo tipo de vagabundos que ainda destruíram o que a Consag tinha feito (as famílias envolvidas em falcatruas e maracutaias de lá hoje, são descendentes destes bandidos de outrora).

Inicialmente como mero distrito de São Félix do Xingu, inviabilizava uma administração eficaz de Tucumã o fato de existirem apenas estradas de barro que nos períodos de verão (que na região recebe o nome de inverno por causa da localização no hemisfério norte) se tornavam intransitáveis a ligar Tucumã à sua sede. Então em 1988 declara sua independência.

Economia[editar]

Na atualidade, Tucumã tem economia agro-pecuária, mas conta com a mineradora Onça Puma, que faz parte do grupo Vale, que é oficialmente sediada na cidade de Ourilândia do Norte há 8km de Tucumã. É um projeto falido, mas seus moradores ainda se acham melhores do que os ourilandenses, como já falado com o fim do projeto Tucumã deixou de ser formada por uma classe elitizada, e hoje é composta também por negros, pobres, gays e demais excluídos da sociedade, alem disso os lotes de terra ficaram mais baratos, mas você ainda terá de gastar cerca de R$45000.00 para ter um lote no Morumbi (o mercado imobiliário na cidade está em alta).

Bem mesmo hoje Tucumã não é uma cidade de direito, pois você não pode documentar imoveis, embora seja uma cidade de fato pois você pose eleger prefeitos.