Tyrteu Rocha Vianna

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Caricatura de Fernando Pessoa.jpg Este artigo é sobre um(a) escritor(a)!

Ele(a) talvez tenha heterônimos, sua "inspiração" vem de um copo de whisky e sua obra só ficará boa quando morrer de tuberculose.

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Tyrteu em relação a seu dinheiro

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Você sobre Tyrteu Rocha Vianna
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Fernando Pessoa sobre Tyrteu Rocha Vianna
Cquote1.png E isso lá pode ser chamado de poeta? Cquote2.png
Cajuru sobre a citação acima

Introdução[editar]

Tyrteu Rocha Vianna é o sem dúvida o escritor com o nome mais bizarro de todos que já foi visto. Foi além disso um poeta de vanguarda, radioamador, e grande proprietário de terras do Rio Grande do Sul, Brasil (óbvio), ou seja, ele era cheio da grana e podia perder quanto tempo quisesse brincando de escrever poesias. Tem sido considerado pela crítica como um dos mais atoas dos modernistas do início do século XX no Rio Grande do Sul.

O interessante sobre esse autor de nome esquisito é que ele conseguiu ir do céu ao inferno em poucos anos, era muito rico, bem sucedido, filho de fazendeiros, teve tudo que quis, mas perdeu tudo, dizem que por causa da cachaça. Além disso sofria tudo que era má influência e se tornou um grande ninguém. Na poesia, por exemplo, era influenciado por Oswald de Andrade e pelos futuristas. Além disso, sempre foi vizinho de Getúlio Vargas (que viria a ser o futuro presidente) e foi amarrar o cavalo no Rio de Janeiro junto com este, mas nem o caudilho quis estar por perto vendo que ele não largava da pinga.

Vida[editar]

Radioamador de Tyrteu, quando este ainda era normal

Ele nasceu no Rio Grande do Sul, ou seja, era bastante suspeito, mas suspeitas a parte ele conseguiu, desde criança ele deve ter tido muita influência somente pelo nome, já que era rico e quem tem grana, manda! Fora isso que acabou de ser dito, o resto de sua infância não deve valer a pena contar, já que rico tem uma vida chata e de sua infância, nada vale ressaltar, só se sabe que andava sempre gente matando e morrendo das babacas revoluções gaúchas lá na cidadezinha onde ele vivia, então vamos passar direto para a próxima parte.

Resolveu optar por fazer as coisas direito e logo começou a cursar em uma das universidades de Porto Alegre, não se sabe se essa sua vontade por fazer as coisas direito e passar metade da vida virgem só estudando foi uma vontade própria ou alguma vontade do pai, que provavelmente o ameaçou de ser deserdado se não fizesse a maldita faculdade. De qualquer forma, fazer direito naquela época estava na moda, ou seja, o que não faltava era advogados espalhados pelo Brasil. Mas ele pouco precisou exercer a profissão, a não ser em causa própria.

Já que não queria exercer, ele resolveu inventar moda e mexer com negócios de radioamador, foi o 5º corajoso a tentar isso no Brasil, com um rádio construído por ele mesmo, aprendendo com um padre que os gaúchos dizem que inventou o rádio, um tal de Landell de Moura, já que a família dele era cheia da grana mesmo, ele podia inventar moda à vontade (e tinha tempo de sobra para isso)e podia se relacionar com as pessoas mais cultas, como aquele padre que perdia seu tempo querendo ser inventor no Brasil. Seu rádio e sua radioamador nunca viraram nada, prova disso é a minha certeza de você nunca ter ouvido falar no nome desse padre, se ele fosse muito famoso você ouviria!!

A vida estava tão monótona e chata lá no sul que o poeta resolveu até participar da Revolução de 30, seguindo para o Rio de janeiro com Getúlio Vargas (Ah, ele era chegadinho no titio Getúlio, suas fazendas eram vizinhas). Lá ele teve de abandonar a vida mansa e mexer se para trabalhar, aí usou um pouco de seu conhecimento exagerado e inútil para a época, fazendo o trabalho de interceptar e traduzir mensagens em outras línguas. Não puxou muito o saco do Getúlio mas ganhou a confiança dele, e teria sido convidado para ser embaixador do Brasil no Japão (o Brasil mais uma vez sendo bem mal representado). Mas logo Getúlio desistiu da idéia, pois ficou sabendo por terceiros sobre os exageros com bebidas alcoólicas manifestados por parte do poeta durante a estada na então capital do Brasil, em outras palavras, ele saiu do sul e foi pro Rio e caiu na gandaia, que coincidência!

Após todo esse acontecimento com Getúlio, Tyrteu foi de mal a pior, continuou a beber tragicamente, parou de trabalhar, começou a ter dificuldades financeiras, afundou-se em dívidas, perdeu tudo, foi processado várias vezes porque toda aquela gente de lá do sul era briguenta e até foi preso várias vezes (que situação heim). Viveu em hotéis até quando o dinheiro deu, e passou a viver de favores e até como mendigo, vindo a falecer na cidade de Alegrete (não me pergunte onde fica) por causa do álcool provavelmente. Lá ele tinha vivido de favor do dono de um bolicho e depois publicou um poema só, só porque trabalhava no jornal, que alguém deve ter mandado o vagabundo ir trabalhar.

Obra[editar]

O Saco de viage de Tyrteu enchendo o saco

Por causa de sua vida totalmente arruinada por causa de si mesmo, poucos ou melhor, ninguém consegue lembrar de Tyrteu como um escritor, poeta, jornalista, advovogado ou qualquer coisa decente ou desgraçada nesse mundo. Alguns lembram dele como radiamador, e só. O único poeta moderno do extremo sul do Brasil a praticar uma poesia de vanguarda nas primeiras décadas do século XX sem ir morar em outro lugar melhor, como Raul Bopp, ficou totalmente afundado no álcool(que triste), seu único livro publicado, Saco de Viagem (1928) tem características de gente anormal, coisas do cubismo e futurismo. Não dá nem pra saber se ele criou esse tal livro antes ou depois de começar a beber (mas tudo indica que foi depois). Além disso, ele faz referências à obra de Oswald de Andrade, explorando também o humor do modernismo brasileiro direcionado, principalmente, à fatos da política local e das cidades vizinhas, bem como neologismos que exploram a linguagem regional do gaúcho, mas logo ele pára com tudo isso porque ninguém lia mesmo e ele só andava bêbado.

Tem-se pouca informação a respeito do trabalho do poeta, embora Tyrteu fosse publicamente reconhecido como tal, já que parecia andava recitando poesia numa coisa que os gaúchos chamavam de "tertúlia", depois todo mundo achava ele um louco e depois um andarilho. Sua obra futurista e antropófaga "Saco de Viagem", concluída em 1927, surpreende a muitos pelo fato de ter sido criada em uma cidade então muito pequena e com características rurais, já que ele do nada saiu em um fim de mundo em uma época de difícil acesso à informação atualizada, que era todo mundo muito ignorante, numa tal cidade que, São Francisco de Assis, que estava sempre sendo o palco de algum grande quebra pau.

O livro foi pago pelos próprios meios do poeta, quando ele ainda tinha alguma grana e em 1928, foi publicado pela Editora Globo que era um negócio, além de editora, e publicava quem pagasse, igual se faz hoje. Conforme seu filho adotivo (ele era um virgem), Oscar Ferreira da Costa, o poeta desejava imprimir somente 10 exemplares, pois já sabia que a obra não ia ser lida, então resolveu que os poucos exemplares impressos seriam utilizados para presentear os seus melhores amigos no fim do ano no amigo da onça. Informado que o custo seria alto e que a tiragem deveria ser de, no mínimo, 1.000 exemplares, o poeta pagou o preço dos mil exemplares, fazendo imprimir apenas os 10 exemplares desejados, com o nome do amigo que seria presenteado impresso...Que doença...

Saco de viagem[editar]

Obras de Tyrteu após este tomar umas

Os poemas de Saco de Viagem exploram regionalismos da fala, neologismos (invenção de palavra, seu burro) e fusões de palavras(junções), ou seja, ele fala de todas aquelas coisas chatas que ninguém dá a mínima, mas é obrigado a aprender na escola.

Um certo humor antropófago comparece neles. A estrutura dos poemas é formada por versos que operam por fragmentação e síntese, usando técnica de montagem semelhante às de Eisenstein no cinema, de Oswald de Andrade em poemas de Pau-Brasil e de Blaise Cendrars, em seus poemas mais curtos, e de Maiakovski, em sua fase inicial, ao que parece ele queria dar um jeito de imitar quem sabia escrever para ver se de algum jeito ele aprendia também! Certamente, usa técnicas cubistas, herdadas via futurismo e todas essas outras merdas que não tem significado algum mas que todo mundo insiste ser arte. Não utilizou-se de grafismos como os futuristas italianos, o que talvez fosse uma impossiblidade tecnológica na época, e isso talvez explique porque uma parte do livro se chame "Vontade de versos futuristas".

Triste fim de Policarpo Quaresma[editar]

Eu não queria terminar assim...

É considerado, hoje, um dos mais inovadores poetas do modernismo no Rio Grande do Sul e o mais imbecil, já que teve muito dinheiro na mão mas foi burro e deixou escapar e escreveu coisas complicadas que ninguém tinha capacidade para entender, já que a maioria dos brasileiros era de analfabetos. Recebeu algumas críticas positivas de pessoas de Itálico Marcon, poeta que não tinha o que fazer, crítico literário, ensaísta e um dos maiores bibliófilos do Brasil (o que exatamente faz um bibliófilo?) e de Érico Veríssimo, que não tinha o que apresentar e apresentou as obras de Tyrteu, além de outros intelectuais babacas de hoje em dia.

Por outro lado, mesmo aqueles ensaístas que, como Luís Augusto Fischer o consideram meramente um "modernista regionalista" e opinam que o autor não teria alcançado "excelência" e só resolvera ser alcoólatra porque sabia que esse seria o único jeito de ser conhecido já que ele não sabia escrever, o incluem na lista dos melhores poetas gaúchos do modernismo, já que haviam poucos poetas gaúchos modernistas, além de Raul Bopp, e essa lista precisava ser aumentada.

Tyrteu não fora reconhecido em vida e nem em morte também, não ganhou dinheiro algum com seus escritos e só gastou com uma única publicação inútil como já foi explicado. Mesmo assim, quando morreu Tyrteu Rocha Vianna tornou-se nome de biblioteca pública na cidade de Manoel Viana, Rio Grande do Sul, no ano de 2008. Olha como é triste a vida de um escritor, tentar a vida inteira ser sucesso e ainda quando morre vira nome de biblioteca de cidade que ninguém conhece...