Zaphod Beeblebrox

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Ou seja, além de deixar o artigo com mais pressão aerodinâmica nas retas e mais estável nas curvas de alta, ele pode revelar, por exemplo, que o Imperador-Deus planejou a sua própria morte, ou que Lola continua mulher e fica com Fernando.

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Cquote1.png Você quis dizer Dilma Roussef? Cquote2.png
Google sobre Zaphod Beeblebrox
Cquote1.png Você quis dizer Cachinhos Dourados? Cquote2.png
Google sobre Zaphod Beeblebrox
Cquote1.png Zé Fode-quem? Cquote2.png
Brasileiro sobre Zaphod Beeblebrox

Zaphod Beeblebrox se resume a isso: Um doidão pirado.

Cquote1.png Onde é que nós vamos parar? Cquote2.png
Qualquer um com bom senso sobre Zaphod Beeblebrox
Cquote1.png Interrompemos nossa programação para um pronunciamento do excelentíssimo presidente da República... Cquote2.png
Horário obigatório sobre Zaphod Beeblebrox
Cquote1.png Isso é uma ver-go-nha Cquote2.png
Boris Casoy sobre Zaphod Beeblebrox

Quem é esse bastardo?[editar]

Zaphod "Sou O Maioral" Beeblebrox, presidente eleito da Galáxia pelo PT, após uma controversa e acirrada eleição na qual venceu o candidato da coligação PSDB-PMDB, o conservador Humma Kavula, eleito com 42% dos votos válidos e inválidos. Sua biografia foi publicada por Douglas Adams como enche-linguiça do livro O Guia do Mochileiro das Galáxias, tido por muitos como a Nova Bíblia Nerd e também como um... bom livro.

Uma breve descrição[editar]

Zaphod é um homem alto, com longos cabelos louros, possui duas cabeças, fruto de um complicado trabalho de divisão cerebral, para manter as duas partes de sua dupla personalidade separadas e evitar maiores conflitos de interesses. Ele possui três braços também, mas um deles fica sempre escondido na roupa para servir de elemento surpresa em situações desesperadoras e para poder dirigir, trocar as marchas e segurar o copo ao mesmo tempo. Usa roupas extravagantes e acha que é modelo, mesmo que suas tendências de moda sejam seguidas apenas por ele mesmo, o que não importa, já que ele é o cara mais fodástico do Universo. Gosta de beber - e, como tudo aquilo que uma pessoa gosta de fazer ela faz muito, Zaphod Beeblebrox bebe o tempo todo. Suas bebidas favoritas são a Dinamite Pangaláctica e a Aguardente Janx, mas na falta delas ele é capaz de beber qualquer coisa, mesmo gasolina ou até álcool gel. É extrovertido, divertido, gosta de improvisar e normalmente aparenta não ter medo de nada. Sua cabeça extra, que fica escondida embaixo da cabeça principal, é mais agressiva e psicopata, e talvez por isso ele a mantenha guardada (sem conotações sexuais aqui, amigos!). É ela que geralmente toma a frente nas decisões que Zaphod Beeblebrox teme tomar por si só, sendo de fato além do ego dele, sua iniciativa e sua coragem, mas provavelmente ele não concordaria com essas afirmações mesmo elas sendo demonstradas pelos fatos.

História política[editar]

Zaphod Beeblebrox passou seus anos de juventude em acalorados protestos estudantis, destes realizados pela nata do ativismo político universitário, incendiando ônibus, fazendo discursos inflamados contra o sistema, contra os baixos salários dos deputados e, principalmente, a favor da legalização da maconha e de outros entorpecentes. Foi filiado ao Partido Verde, mas desfiliou-se quando soube que eles já estavam totalmente comprados pelo sistema. Tentou o PSTU, mas como uma das suas bases seria a burguesia, ele percebeu ainda em tempo que não seria uma campanha muito favorável sair por aí gritando "contra burguês, vote 16". Depois de roda por muitos partidos, tentou o PCO, mas como ele sempre foi vagabundo, a ideologia de "quem bate cartão não vota em patrão" não caiu muito bem na sua imagem. Certa feita, estava Zaphod em um bar qualquer da Galáxia, já no fundo de sua sétima ou oitava dose de Dinamite Pangaláctica, quando foi interrompido por Lula e Palocci, que vinham do diretório central do PT com uma proposta: que Zaphod fosse o homem que iria levar o partido à sua maior conquista desde as eleições da República das Bananas: comandar a Galáxia inteira e auferir uma dose cavalar de impostos de toda e qualquer criatura viva, morta ou num estágio intermediário entre ambos. Zaphod aceitou, motivado pelos drinques extras pagos por Lula com dinheiro público, e logo sua campanha estava sendo produzida nos moldes das campanhas presidenciais do PT, ou seja: muita música, muito brilho, muitos efeitos especiais e propostas de governo só de vez em quando. As pesquisas da Globo eram claras, não haveria como perder: Hama Kavula estava em segundo lugar, com 20% dos votos válidos, George W. Bush em terceiro com 11% e os demais candidatos brigavam pelas migalhas restantes. Zaphod venceria no primeiro turno, diziam em uníssino IBOPE e Insituto Getúlio Vargas. E assim foi: no dia das eleições, bilhões de eleitores em todos os sistemas solares da Galáxia foram às urnas para eleger seu presidente e, com 42% dos votos - o que Zaphod não achou uma coincidência, ele ganhou o direito de mamar na teta gorda e farta do sistema.

Propostas de campanha[editar]

Zaphod Beeblebrox apoiou sua candidatura numa base sólida de propostas, uma plataforma de governo cujos princípios de moral, ética e responsabilidade estavam tão presentes quanto Osama Bin Laden estava presente no aniversário de Barack Obama (o que sabemos que não é verdade, heheheh). Seu lema de campanha era:

Pelo povo, pela democracia e... essas coisas.

Suas propostas incluíam:

  • Auxílio Balada: como o nome sugere, um auxílio mensal para permitir aos vagabundos curtir uma balada no fim-de-semana por conta da União
  • Internet gratuita de banda larga para todos
  • Extinção da CPMF e criação do ISTUPRO (Imposto Sobre Tudo Um Pouco Ridiculamente Obrigatório), um imposto genérico para substituir a porrada de impostos sortidos que violentam os bolsos dos contribuintes
  • Construção de pontes entre as estrelas para facilitar o transporte de bens e mercadorias de um sistema solar para outro

Estas e outras propostas foram a chave para a vitória de Zaphod, que ascendeu ao poder nos braços do povo, mesmo com os constantes ataques da oposição a seu intelecto com campanhas do tipo "não vote em burro".

O jingle[editar]

Composto por especialistas em ciências políticas, o jingle de Zaphod Beeblebrox foi considerado por muitos analistas como fator-chave de sua eleição. Um vídeo cheio de efeitos, preparado pelo PT para encher linguiça no horário eleitoral, para ocupar aquele tempo enorme que sobra depois que as propostas esgotam (eles têm horas pra fazer propaganda, mas as propostas mesmo duram meio minuto, precisam de música pra encher o resto do horário, ora!). Eis o vídeo na íntegra:

  • Tradução do jingle (para os noobs que não sabem inglês):

Zaphod Beeblebrox


Ele é o cara em que você quer votar


Quando você for àquela cabine de votação


Marque um X junto ao nome dele



Zaphod Beeblebrox pra Presidente


Construindo pontes entre as estrelas


De modo algum ele é idiota


De modo algum seu cérebro é comprometido


Isso simplesmente não é verdade, ele é mais esperto que você


E tem uma melhor aparência também



Zaphod Beeblebrox


Tem o cabelo mais comprido que qualquer outro candidato


E ele tem os óculos mais legais


E seus dentes são brancos como neve



Então vamos elegê-lo Presidente


Ele vai construir pontes entre as estrelas


Não acredite nos rumores


Não acredite nessas mentiras cruéis


Elas não são verdadeiras


Ele é mais esperto que você


E ele tem uma melhor aparência também



(Pronunciamento)


"Escutem, eu só queria dizer, 'cês sabem.


Essas coisas que presidentes falam, 'cês sabem


Coisas tipo, er... em nome do povo e er, liberdade


E eu não sei. Democracia, coisas tipo isso. Woo! É isso aí!


A cagada[editar]

Zaphod Beeblebrox não poderia ser diferente dos presidentes eleitos pelo PT por aí afora, e assim que assumiu, tratou logo de fazer uma cagada. Como seu ego era enorme, ele tratou de fazer uma puta cagada para entrar para a História: sequestrou a si mesmo e roubou a nave-protótipo com motor de Improbabilidade Infinita, a Coração de Ouro. Isso rendeu-lhe o que queria: fama. Seu rosto, antes aparecendo apenas em manchetes toscas de telejornal, agora estampava a capa dos periódicos sensacionalistas e cartazes de Procurado vivo ou morto com sua cara sorridente estavam pendurados em todos os estabelecimentos de todos os mundos da Galáxia. Era a coroação de meses de panfletagem e (algum) trabalho, e finalmente Zaphod podia sorrir aliviado, com a certeza de que havia honrado os princípios de seu partido político.

O sonho[editar]

Apesar de ser insensível, não ter tato, não ter discernimento e nem ser do tipo altruísta, Zaphod tinha um sonho, que foi o estopim de seus anseios políticos lá nos tempos de escola: descobrir a resposta para a vida, o Universo e tudo mais. O motivo: inflar seu ego ainda mais, ora essa! E precisa de mais alguma razão para buscar por algo tão grandioso? Com a ajuda de seus ministros - Arthur Dent, Ministro do Chá; Tricia "Trillian" McMillan, Ministra do Silicone; Ford Prefect, Ministro do Álcool e Marvin, Ninistro dos Emos, Zaphod ativamente trabalhou para alcançar essa resposta, investindo pesado em pesquisa e buscando ativamente uma solução para esta dúvida que fez muitos procurarem igrejas e bares ao longo dos séculos. O resultado, porém, foi o mesmo que sempre advém de esforços deste tipo: ele não descobriu o que diabos significa 42, mas ao menos ficou sabendo qual a última mensagem de Deus para sua criação.

Zaphod e o Vórtice da Perspectiva Total[editar]

Certa vez, Zaphod foi convidado por uma voz sem corpo em um planeta desabitado a entrar em um aparelho esquisito chamado Vórtice da Perspectiva Total. Esse aparelho, que usava um princípio de extrapolação para deduzir todo o Universo a partir da estrutura molecular de um pedaço de pão-de-ló, tem como função demonstrar a quem se submete a ele a real dimensão do universo comparada à do indivíduo, apresentando a distância interestelar em toda a sua opressiva monstruosidade de uma só vez, destruindo qualquer idéia de grandeza que a pessoa possa vir a possuir. Ninguém jamais sobreviveu ao Vórtice da Perspectiva Total, mas quando Zaphod saiu dele, em vez de ter sido reduzido a um vegetal sem cérebro, saiu cheio de fome e com a impressão de que o Universo era um lugar grande pra caramba e que girava em torno dele. Aí ele comeu o pão-de-ló e saiu cheio de vento, com a impressão de que ele era muito mais "o cara" que ele já achava que era.

O Conquistador[editar]

Zaphod Beeblebrox fez uma grande contribuição ao panteão de cantadas infalíveis ao qual os Don Juans do mundo inteiro recorrem para lapidar suas técnicas de conquista. A cantada de Zaphod, apesar de simples, é extremamente eficaz, e foi usada para convencer Tricia McMillan a juntar-se ao PT e também para garantir que esta aceitasse um conúbio íntimo com ele (com Zaphod, não com o PT!). Segue a cantada:

Cquote1.png Esse cara aí tá te incomodando? Vem conversar comigo. Eu sou de outro... planeta. Quer conhecer minha espaçonave? Cquote2.png
Zaphod Beeblebrox sobre cantada infalível

A mensagem final de Deus para sua criação[editar]

Após gastar o conteúdo dos cofres públicos em muitas viagens inúteis pelo Universo, Zaphod Beeblebrox finalmente pôde desvendar ao menos este mistério que teólogos e idiotas tentaram inutilmente por milhares de anos: descobrir qual foi a última mensagem de Deus a nós, pobres mortais. E lá estava, no coração do Acre, escrita em enormes letras em fonte Arial, em negrito itálico sublinhado, brilhando com o fogo celeste, as palavras que compunham a última mensagem de Deus para a criação. E a mensagem dizia:


Pedimos desculpas pelo inconveniente.


Esta descoberta foi, certamente, a maior realização social, política e ideológica de Zaphod em seu governo, justificando os bilhões de votos recebidos e abrindo caminho para uma provável reeleição.