Deslivros:Como virei o maior nome da limpeza de ânus alheio

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Segundo deslivro da Trilogia do Limparrabo
Este foi o cliente mais difícil de minha carreira, e consegui torná-lo um amigo

Todos conhecem minha fama mundo afora. Eu sou Rogério Fonseca, brasileiro nato, radicado no Japão, limpador de ânus profissional; não apenas isso, talvez o maior nome da limpeza de ânus alheio. Os grandes campeões do sumô me chamam de "Fairy Hands", que é algo como "mãos de fada", não porque eu tenha mão de baitola, nada disso; somente porque eu faço magia em seus ânus, deixando-os limpos e impecáveis, apenas aguardando a nova barreada. Mas esta parte da história todos sabem. O que as pessoas ainda custam a acreditar é que um homem como eu, que já havia chegado ao topo de sua profissão, tinha muito mais a dar, e não, não precisei realizar "book rosa" com ninguém acima de mil toneladas; apenas o meu trabalho que me levou ao ápice da carreira.

Muitas pessoas me param na rua e me questionam como eu cheguei num nível assim alto de profissionalismo e habilidade, além de me pedirem autógrafos e tirarem fotos comigo. A estas pessoas eu respondo que não fiz nada mais nada menos que o necessário na vida - estudar. Não é por eu ser o maior limpador de ânus do mundo que eu tinha que parar no tempo, e é isso que eu ensino às pessoas que me perguntam o segredo do sucesso.

Eu já era o profissional mais requisitado no mundo das lutas de sumô devido à minha habilidade em tratar seus rugosos e sofridos ânus. O grande yokozuna Obezu Kagapakarai foi meu maior desafio em meu começo na profissão; eu literalmente saí cagado do serviço pois meu cliente possuía um cagador mais poluidor que cano de esgoto, um verdadeiro crime ambiental. E o que eu fiz? Chorei? Desisti? Não! Não mesmo! Eu venci! Com muita honra que eu segurei meu ímpeto e limpei aquele buraco fétido de forma avassaladora. Deixei aquele negócio, que antes parecia uma trilha em dias de chuvas num morro, brilhando; quase podia me olhar naquele espelho que ficou, apesar de o buraco no meio, é lógico, um espelho furado talvez, digamos.

Após esse desafio, o qual me tornou um ser humano mais capaz, eu havia percebido que havia atingido o limite do conhecimento; pensava eu. Eu me sentia um cirurgião da limpeza anal, um gênio desta nobre arte, praticamente o Albert Einstein da teoria da limpeza de cu. Eu pensava, claro, até receber um novo desafio - limpar o ânus de um hillbilly do Alabama, obeso, fumante, que só comia porcarias, racista, caga fedido, nojento, repugnante, transa com porcos, transa com as filhas, etc. Era um criminoso que havia sido capturado, e estava todo cagado; duzentos e quarenta e sete dias de merda dentro da cueca. Duzentos e quarenta e sete dias! Eu pensei em negar o serviço quando chegou até mim; meu orgulho havia se esvaído nesse momento e eu até chorei de medo. A limpeza seria efetuada duas semanas após o recebimento pedido, então haveria mais duas semanas de fezes ali nas calças do criminoso. Todo Batman tem seu Coringa, logo, ali vi meu rival...

Duas semanas para pensar e decidir; o que fazer? Em minha mente vinha a figura de um Budai todo defecado correndo em minha direção, de costas... Mas como poderia eu desistir de um trabalho ao qual fui treinado durante boa parte de minha vida? Não seria mais aquele homem resiliente, perseverante? Então tive um estalo - Desistir? Jamais! E isso ocorreu no mesmo dia que recebi o desafio. Eu poderia sair mais sujo desta batalha que o dia que o Godinez saiu salpicado pelo sangue do Quico, certamente, mas lutaria esta luta. E assim eu aceitei tal desafio, ainda que amedrontado.

No dia que recebi o desafio da limpeza do criminoso convicto e aceitei, resolvi caçar logo um livro sobre limpeza de ânus. Eu era um autodidata, mas havia técnicas que somente o conhecimento explícito poderia me fornecer. Encontrei dois livros de limpeza de ânus - A Arte da Higienização Anal, pelo grande Teuku Purifikei; e a bíblia da limpeza anal, Limpeza Anal, do grande estudioso turco-alemão da arte, Kirrabho Maissudjo - os quais adquiri imediatamente. Fiquei as duas semanas devorando tais livros. Adquiri um conhecimento absurdo, algo que jamais pensei conseguir. Eu achava que estava no nível dos grandes mestres da limpeza anal mas percebi que eu era apenas um estudante, em eterna evolução. Terminei os livros em menos de três dias e logo li outros, e fiz um curso online de limpeza anorretal. Não parei um segundo sequer nestas duas semanas derradeiras.

Chegou o dia do desafio e eu estava apreensivo; meu coração batia forte, suava frio, o pé dando chulé, as mãos suadas igual gordo tetudo os quais são minha clientela, enfim, eu estava muito nervoso. Eu me achava apto mas, ao mesmo tempo, inapto. Será que eu daria conta? Então trouxeram o homem à minha frente. Ele estava mumificado de tantas fezes; os marshalls abriram suas nádegas e mostraram o princípio da destruição. Assim, entrei de cabeça no desafio, mais uma vez literalmente. Horas e horas depois, o homem estava limpo, e o presidiário havia gostado tanto de minha limpeza que se tornou um amigo. Vocês devem se lembrar desse caso que passou nos noticiários o qual fui mencionado e elogiado. Eu acabava de subir um degrau na vida, perdi a arrogância e nunca parei de estudar. Fui condecorado com a medalha de honra do governo americano, honraria dada a poucos estrangeiros. Virei celebridade nos Estados Unidos. Recebi novas clientelas, agora não apenas gordos obesos mas qualquer pessoa que quisesse uma limpeza feita com excelência. Os Estados Unidos criaram um campeonato de limpeza anorretal e deram meu nome a ele - Fonseca's Butthole Cleaning Championship, maior honraria que um brasileiro teve na carreira. E como disse no segundo parágrafo deste deslivro, estudar é a resposta para tudo. Mesmo eu estando no mais alto nível, considerado um gênio mundial, nunca parei de estudar.

O conselho que eu dou para as pessoas é Cquote1.svg você sempre será um eterno estudante, não importa o nível no qual você esteja Cquote2.svg, e é um mantra que eu levo para a vida. Agora fui convidado a discursar na ONU, mas isso deixo para outro momento.