O Caso Preto e Branco

Origem: Desciclopédia, a enciclopédia livre de conteúdo.
Ir para navegação Ir para pesquisar
Capadodeslivrocasopretoebranco.jpg




SINOPSE
Umbrella é uma cidade pequena, mesmo assim, não se safa de quaisquer absurdos.

Em um dia comum, Mackintosh e Terence estavam fazendo o de sempre: nada.
Inesperadamente, um homem desesperado e quase botando o coração pra fora
chega e avisa eles de que algo sem sentido aconteceu e eles precisam ir pra um lugar com urgência.
Neste deslivro uma estrela, você descobrirá que rodadas são feitas de escolhas,
antecipações, armadilhas, desesperos, e o pior: Quem será a

mais vagabunda decisiva peça desse jogo?

Nuvola apps bookcase.png
Este artigo é parte do Deslivros, a sua biblioteca livre de conteúdo.
SUMÁRIO

[editar]

PRÓLOGO


Peãonormal.png
O avanço das brancas


ELA ANDAVA COMO QUEM não ligasse pro frio lá fora. Lá fora do seu casaco comprado numa esquina decandente e careira. Totalmente inimiga do Esquadrão da Moda

Cquote1.svg O casaco tem boa costura Cquote2.svg
Lembrou no que a sua avó disse

Tadinha da avó. Mal tinha condições de enxergar a letra do descionário desciclopédico que tinha na sua estante de objetos e livros velhos por causa da cirurgia de catarata que fez no consultório do doutor Roberto. Pelo menos o casaco funcionava bem, apesar de ser estampa em baixo de estampa, trapo em cima de trapo, a moça conseguia se aquecer na sua quinquilharia de fiapos estragados e fora de moda.

Ela pegou a chave do bolso ao chegar na porta de casa e já estava putassa com os vizinhos barulhentos do lado, estavam tocando o álbum "Diferença Mara" numa vitrola, da cantora ganhadora do BBB, Juliette.

- Esses desgramados gostam mesmo é de um som. Quando eu colocar um paredão com o gemidão do WhatsApp eles vão ver o que é bom pra tosse. - disse baixíssimo a jovem (baixíssimo porque o som estava muito alto ou porque ela não queria que os desgraçados ouvissem. Talvez os dois).

Mal sabia ela, mas quem iria ver o que é bom pra tosse seria ela.

E como iria! Tomou um remédio pra gripe porque o frio estava queimante na noite.

Assim que ela abriu a porta do seu apartamento rústico, sentiu um cheiro estranho. Um cheiro de merda. Gatuno cagou a caixa de areia toda, gato maldito. Ela jogou o seu casaco no sofá e foi logo preparar uma sopa. Colocou a água pra ferver e logo organizou os temperos, iria fazer a receita que estava vendo no MasterChef.

Foi então que a TV desligou. Ela andou à sala para perceber o que aconteceu. Só que de repente, algo quente jorrou sobre suas costas. Não era o mijo de Gatuno, mas estava fervendo.

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA - gritou.

Ela virou-se rapidamente, e logo em seguida tomou uma pancada do vulto preto que ela viu na sua frente. Em consequência disso, ela desmaiou, totalmente estirada na sala que nem uma lambisgoia.

A garota agora estava quente e fria. Porque estava morta. Um choque térmico havia acontecido, um assassinato naquela noite.

- Miau - Gatuno opinou.

Um[editar]

UM


Peãonormal.png
O policial e o fotógrafo


OS OLHOS PRETOS OBSERVAVAM o policial ler o jornal, na mesma medida que esperava algo pra fotografar. Na verdade ele nem se importava, Terence era como uma pau mandado do senhor Mackintosh. Naquela altura, se o policial mandasse ele comer bosta do vaso, o jovem provavelmente o faria.

- Quando vamos encontrar um próximo crime? - disse o rapaz.

- Crimes não se encontram Terence, eles vem até você.

- Pois estou louco pra achar um, quero ganhar dinheiro. Não que eu seria muito útil.

- Realmente.

Terence era um garoto médio, tinha cabelos pouco grisalhos e olhos mais profundos do que qualquer outra coisa que o policial Mackintosh já havia penetrado. Ele foi convidado por um estágio qualquer por ser assistente de fotógrafo. Ele não era muito bom, mas já era alguma coisa. Do outro lado, o Mackintosh era um homem esbelto, embora a pouco tempo tivera chegado aos 28. Além disso, era um policial e investigador forense. Mulherengo e paquerador, até.

- É impressão minha ou você está meio... cheio?

- Ahhh, isso aqui. Atrás da camisa eu estou com um colete. Um policial que se preze sempre usa colete.

- E você não fica com calor?

- Não. Melhor isso do que morte.

- Eu posso até te odiar mas não no ponto de te matar no próprio apartamento.

- Terence, você não é policial, logo cale a boca.

- Quem era aquela mulher que você me mandou fotografar? Por acaso tá interessado nela?

- Achei ela uma pomposa, por isso pedi que você tirasse foto dela.

- Um policial que combate ao crime mas que também pratica o crime, que bonito! É por isso que o país não cresce com a corrupção... - Terence suspira.

- Crime?! Que crimes são esses...

- Tirar foto de alguém sem permissã...

- Blá blá blá. Você que tirou a foto, não eu.

Então o crime bateu a porta.

PAAH

Ou pior, o crime arrombou a porta.

- S-SENHOR MACKINTOSH! S-S-SENHOR MACKINTOSH!

- O que diabos?!

- SENHOR MACKINTOSH... O SENHOR...

- Ai meu Deus...! Fala logo. Quer dar uma de lesma e empanicar os outros é? - Terence já perdeu a paciência.

- Senhor Mackintosh, é o Departamento da Polícia, eles... Uma jovem... Ela... Foi morta ontem à noite.

- ONDE HOMEM, ME DIGA - Mackintosh também perdeu a paciência.

- No apartamento... Sésamo, número 4, rua do Ego.

O policial Mackintosh e Terence se olham e correm. Quando percebe, o homem ofegante já está sozinho, pois os dois estavam no carro preto fora do apartamento, um fusquinha improvisado que ainda dava pro gasto (ao menos era o que Mackintosh dizia).


Eles chegam na cena do crime, com o apartamento cheio de gente da polícia e médicos. As faixas amarelas partem de um lado pro outro na sala da jovem morta. O corpo estava solto no chão, ainda em autopsia.

O Departamento da Polícia era um pouco... exagerado as vezes

- Senhor Macartney, o que aconteceu? - perguntou Mackintosh.

- Você é cego? Uma jovem morreu é claro. Queimaduras de terceiro grau nas costas. Ela levou uma pancada tão grande que acabou caindo. Parece que o assassino quis fazer um favor pra ela depois do frio de ontem. - ele fala o laudo.

O policial e o fotógrafo arregalam os olhos. O xerife Leon Macartney sempre foi muito grosso.

- Apenas isso?

- Se você se refere ao estado dela, sim. Os calouros da polícia, hehehe, concluíram que ela entrou no seu apartamento ontem à noite, e de acordo com os vizinhos, ela gritou logo de madrugada, mas acharam não ser nada, porque ela tinha um gato e talvez ela tivesse se machucado. Falando nisso, ele também sumiu.

- Meu xerife, hoje em dia se deixar os ladrôes roubam até o trinco da porta. - Mackintosh fala balançando a cabeça e olhando o apartamento com as mãos na cintura.

- Sempre soube que gatos são felinos, mas não é porque são primos de leões que podem causar tanto estrago. - Terence aparece.

- Foi o que falaram, quanto as evidências...

- Quais são? - Mackintosh perguntou.

- Uma panela ao lado dela e uma espécie de... dildo na boca dela. - o xerife fala franzindo a testa e coçando a nuca - Mas não sei o que é um dildo. - Pobre xerife, esses novatos inventam cada uma...

- DILDO?! - Mackintosh grita e o seu olho parece quase sair da órbita.

- Sim, vou pegá-lo.

[...]

- Aqui está.

O xerife mostra o objeto pequeno aos dois. Não era um dildo, e sim um objeto bem peculiar. Não era algo esperado em uma cena de crime.

- Isso não é um dildo, é um peão de xadrez. Conheceria um a metros de distância. - Terence bafou.

- Conheceria um dildo? - pergunta Mackintosh.

- QUÊ? NÃO! Um peão. Meu avô jogava xadrez todos os dias com um velho com Alzheimer na esquina da rua.

- Sei. Mas Macartney, por que isso estaria aqui?

- Não sabemos, o que sabemos é que a moça estava fazendo uma espécie de receita, a julgar os temperos na cozinha e a panela na sala, e por algum acaso veio até a sala e puff, morreu.

- Não é possível, um ladrão entrou e ela nem percebeu? - Mackintosh pergunta olhando pro corpo.

- Ele pode ter entrado pela porta, ou pelas janelas, mas seria impossível escalar, então concluímos que foi pela porta.

- Mas como? - Mackintosh pergunta, agora olhando para Macartney.

- E eu sei lá policial Mackintosh, não sou ladrão pra saber dessas coisas.

Era certo que a moça havia sido assassinada. Mackintosh vai ao corpo, e logo percebe a posição. Ela estava virada pra cima, olhos fechados e braços no carpete.

- Onde estava o peão? - Mackintosh pergunta.

- Na boca dela, como um dedo branco calando-a. - O xerife responde.

Dois[editar]

DOIS


Peãonormal.png
A mesa de doidos


- NA NOITE DE ANTEONTEM, UMA mulher foi atacada no prédio Sésamo, na rua que tem por nome... ern, Ego. - O jornalista locuta.

Mackintosh e Terence não dormiram depois do misterioso assassinato da madrugada. A notícia agitou a cidade e o apartamento da vítima.

- A senhora a seguir, com 70 anos de idade, alega que a mulher era a sua neta, protestando contra enxadristas.

- MINHA NETA NÃO MERECIA ISSO! ESSES ENXADRISTAS DE M%&$* ACHAM QUE PODEM SIMPLESMENTE ATACAR PESSOAS INOCENTES. EU VOU ENFIAR ESSE PEÃO E UM PILAR GREGO NO [email protected] DELES PRA ELES APRENDEREM À *&%&£....

- Os policiais mandam alertas para que todos fiquem em casa, seguros e atent... Como....? Acabo de receber uma notícia de que mais uma pessoa foi atacada e assassinada. O nome dele é Mark, um homem que mora nas proximidades do viaduto com formato de "P", no condomínio do... Tordo Branco. As autoridades locais estão se encaminhando para o... - a televisão é desligada.

- Não é possível! Dois coelhos numa cajadada só! - Mackintosh exclama.

- Você e suas gírias clichês. Deixa de ser louco, pessoas morrem todos os dias. - Terence assume o papel de ignorante na conversa.

- É muita coincidência, vamos pra lá agora.

[...]

O corpo está no hospital da delegacia. Mackintosh e Terence entram às pressas no escritório forense e já começam a examinar o corpo, um tocando e analisando, outro fazendo... o que faz de melhor.

- Aqui. Essas marcas. Parece que ele foi esquartejado e sufocado. Terence, tire foto dessa parte do corpo.

- Pelo que terá sido a causa da morte? - Terence pergunta.

FLASH

- Ainda não sei... Mas deve ter sido pela quantidade de fast food que ele comeu. Esse cara tá obeso para um caralho.

Alguém entra no quarto, parece ser uma mulher. Tinha cabelos pretos na altura do ombro e era pálida. Ela não era tão alta, mas parecia estar preparada para qualquer coisa, como se nada à abalasse. A cota de mulher-macho já está preenchida.

- Policial Mac, eu sou Marina Fena, o xerife Macartney me encaminhou até você para cuidarmos do caso.

- E foi escolher logo a quem... Eu tenho um abuso à essa mulher. - Terence sussurra para Mackintosh, que dá um beliscão no cotovelo dele.

- Como vocês devem saber, estamos lidando com uma criança brincalhona aqui - A bile de Terence sobe até a cabeça - Dois assassinatos seguidos - A bile de Terence volta aonde estava, ela não falou dele -, e ambos sem propósito algum, pessoas com fichas limpas, mas em ambas o motivo da morte é desconhecido, e nas duas haviam uma peça de jogo de nerd. - ela conclui sua fala.

- O que? Também havia um peão no lábio dele? - Mackintosh pergunta.

Marina faz que sim. O cu do mesmo e do Terence trancam na mesma hora, pois estavam lidando com a mesma pessoa do dia atrás, mas dessa vez o peão era preto. Os dois ataques foram imprevisíveis, seguidos, e eles não sabiam por que estavam acontecendo, nem como, pois as vítimas eram inocentes, ou não. São três jogadores contra um, ou mais, ou não. Mas o que fariam agora?

- Marina, o que você tem a dizer, alguma pista?

- Bom senhores, ou senhor e Terence, ahem, vocês dois devem ter percebido que os assassinatos não tem nenhum padrão e que todas morreram de maneira diferente, como se o assassino utilizasse o que quer que estivesse à sua frente pra atacar a vítima. Também tinham aqueles peões, que parecem ser a marca do assassino, preto e branco, a não ser que vocês sejam daltônicos.

- Então o que faremos? - Mackintosh.

- Iremos atrás desse salafrário, se preparem para o que der e vier.


Uma semana depois, a cidade de Umbrella estava "calma", mas os nossos sujeitos estavam à flor da pele em um bar à noite.

- Não é possível. Dois ataques, e até agora não descobrimos o sujeito.

O Mackintosh já estava espumando saliva no seu assento enquanto bebia umas cem doses de um líquido com 100% de teor alcoólico. E nem estava bêbado. Se Mackintosh fosse a próxima vítima do ataque, ele morreria por uma cirrose a qualquer momento antes do assassino matá-lo.

Enquanto o policial tiltava no seu assento, Terence era mais reservado e ficava na base do chá (ele ainda se considerava novo pra encher o fígado de veneno mortal, como se o que esse garoto achasse valesse a pena...). Marina então nem se fala, ficava observando as papagaidas do Mackintosh enquanto anotava as coisas que não sabia.

Marina estava mais ou menos assim vendo Mackintosh falar coisas sem sentido

- Precisamos ficar atentos, está tudo muito quieto. Ele pode atacar a qualquer momento. Ou ela. - Terence.

- Com licença, senhores - um senhor que aparenta ter 60 anos chega na mesa de doidos, para quê? - Posso parecer um velho caduco, mas já vivi muita coisa, sou ex-militar e já fui major de infantaria.

- Da pra ver. - Terence fala debaixo da mesa, Marina quase cospe a água que acabou de tomar.

- Bomm... O qu... O traz aquiiirr, meu velho senhor caduquinho? - Mackintosh já estava bêbado, ele pode desabar na mesa a qualquer momento.

PAN

- Oh, o que houve com ele?! - o velho senhor caduquinho se desespera.

Marina aponta com o polegar para Mackintosh: - Esse macho frouxo fez foi desmaiar por causa das doses de pinga que ele tomou, deixa ele aí, é melhor pro meu sossego. Pode continuar.

- Isso vai render uma boa foto, hihihi. - Terence ia tirar uma foto.

- Bom, continuando. Eu estava observando vocês... e...

Terence estava colocando a cabeça de Mackintosh no prato de comida, e pela primeira vez na vida, tirou uma foto decente e engraçada.

FLASH

- Terence. - Marina chama a atenção do imaturo.

- Desculpe.

- E eu percebi que estavam falando sobre o caso, o caso do assassino. Eu era o "vizinho" do rapaz que morreu à alguns dias. Nós recebíamos o jornal da manhã através da mesma pessoa, embora morássemos em condomínios diferentes. Talvez ele possa me dizer algo, com o que o Mark estava envolvido. Eu e ele somos muito próximos.

Uma lâmpada se acende na cabeça de Marina. Não seria o irresponsável e presepado Mackintosh que iria desvendar e entrar a fundo no caso. Ela ficou ansiosa com a ideia, e pediu para o velhinho contar mais.

- Ele se chama James Monaghan, é um rapaz que sempre foi amigável com a companhia do bairro. Entrega jornais e cartas vindas de longe todos os dias. Amanhã mesmo, quando ele fazer a pausa, eu vou chamá-lo.

- Muitíssimo obrigada, meu senhor?

- Edwards. Mas você pode me chamar de Ed.

- Ok Ed, qual o nome da sua casa, para irmos lá com a maior pressa possível? Amanhã de manhã, talvez?

- Pode ser, senhorita. Moro no condomínio do Tordo Preto, bloco 8, casa número 6. Tentarei chamar James assim que ele entregar minhas correspondências.

- Muito obrigado. - Terence e Marina falam ao mesmo tempo.

E foi então que saindo o matusalênico daquele bar, os três agentes, ou melhor, a agente e o fotógrafo carregaram o corpo morto-vivo do outro policial desmaiado para dentro do carro. Terence estava agoniado com o cheiro de álcool que vinha de Mackintosh ao seu lado. Já Marina? Marina estava com a mão no volante, decidida.

Cquote1.svg Vou ser promovida, essa chance é minha Cquote2.svg
Pensou

Três[editar]

TRÊS


Peãonormal.png
Olhos abertos


MACKINTOSH ESTAVA DE RESSACA. Isso é visto pela imensa e latejante dor de cabeça que ele estava sentindo e gemendo, detalhe que não era a cabeça de baixo. Mackintosh também não se lembrava de absolutamente nada da noite anterior, talvez nem da semana. Ele queria tacar um tijolo na sua cabeça pra ver se a enxaqueca acabava. Infelizmente Terence não estava alí para ter a chance de fazer isso.

- Aceitam água? - O velho oferece aos três, que aceitam o pedido. - James, traga água para eles meu caro.

- Então esse é o carteiro que Marina disse no caminho pra cá... - Mackintosh sussura baixinho.

- E o senhor se lembra da noite do ataque? - Macartney questiona o velho sentado no sofá felpudo e esfiapado da sala do Sr. Edwards.

- Eu tenho problemas de audição xerife, porque tenho rinite e já servi por muito tempo o exército, por isso que não tinha escutado nada.

James Monaghan senta ao lado do velhinho. Ele trabalha de meio período ao longo da semana e é filho do editor de um dos jornais da cidade. É alto, tem cabelo preto e magro. A cara dele lembra um jovem escasso, como se tivesse tacado dois quilos de pó de arroz na sua cara.

- Mark era um residente dessa região de condomínios, assim como o senhor Edwards. A última correspondência que lembro ter entregue pra ele foi um vale pizza. Antes disso, apenas um jornal com notícias da semana, como a morte da jovem, depois, ele morreu. - James disse.

- Então... ele não era envolvido com nada? - Macartney falava enquanto enrolava o seu bigode. O velho bigode amarronzado com fios brancos e cinzas, com uma estrela de ouro cintilando na farda. Talvez podia ser ouro falso.

- Bom, não que eu saiba. - James fala olhando pro teto, com a mão no queixo, pensativo.

- Senhor Macartney, eu alego que eu e minha equipe já estamos em investigação, sei que irei desvendar o assassino. - Mackintosh se apronta, mesmo que esteja muito tonto.

- Que bom. - Courtney.

Marina explode de raiva.

- ORA BOLAS! Cade a sua tão grande dor de cabeça que estava sentindo à uma hora dessas, pelo jeito já sumiu. Não troque os cargos aqui Mackintosh, eu é quem convoquei o senhor Edwards e o carteiro, não tire proveito do que eu fiz.

Marina não tem absolutamente noção nenhuma.

- Marina, não é nada disso... eu apenas quis adiantar a fala, temos um dia cheio hoje.

Marina estava fervendo, e tudo porque Mackintosh não soube se expressar bem. Vai ver ele realmente queria levar todo o crédito.

- Sei o que está fazendo Mackin, conheço seu jogo, quer me jogar pro centro e levar a glória, mas não vai funcionar comigo. - Marina certamente era a mais louca da equipe de investigações do caso vigente. Era óbvio que ela se zangava pelas coisas mais bestas que fossem.

- Acalme-se Marina. Tenho certeza que existem coisas melhores pra você jogar sua raiva. - James toma a fala.

- Quer saber, tanto faz. Fica com o seu trabalho que eu fico com o meu. Mas não se aproveite das brechas que rasguei. Agora, se não se importa, tenho perguntas para James.

Mackintosh treme os braços. Mais tarde, ele e o xerife saíram da sala. A cabeça dele estava prestes à explodir com a briga desnecessária que Marina fez lá dentro. Ela só queria se aparecer para Macartney.

- Não sei o que deu nela. Por acaso eu xinguei a mãe dela ontem à noite, xerife? - Mackintosh pergunta pra Macartney antes de eles saírem no carro.

- Você já fala merda sem estar alterado, imagina bêbado.

[...]

- James, quem é seu pai? - Marina pergunta.

- Meu pai é sempre muito ocupado. Ele é encarregado das edições semanais. Por causa disso, não nos vemos muito, a não ser... de quando acordo e vou entregar os jornais grossos nas portas de casa.

- Ele está disponível? - Marina pergunta.

- Sim, posso lhe mostrar o caminho. - James responde.

[...]

Eles entram em uma espécie de casa mal-assombrada da família Addams. Papéis estão estirados para todos os lados.

- Pai? Está aí?

- Agora não Jam...

- Sou agente da polícia, senhor. Vim aqui para entrevistá-lo da aparente morte de um dos seus vizinhos. Qual é o seu nome? Você sabe algo sobre ele? - Marina mostra o seu documento e distintivo policial da carteira.

- Ah... é... bem... Mark era uma pessoa bem familiarizada com o bairro. Acredito que ele tenha morrido pela quantidade de gordura que havia em suas artérias, ele só vivia comendo besteiras, sei disso porque o correio sempre me enviava vale comida pra ele, e eu tinha que entregar. Sobre o meu nome, me chamo Galego Monaghan.

Galego Monaghan não tinha boa fama como um ser humano que se acate pelo bem estado social. Isso era ainda mais visível pelo seu escritório, cheio de bregueços e coisas velhas. Marina sentiu já de longe o cheiro de bolor das paredes. O filho já era acostumado com o lugar abafado. A falta de luz então nem se fala, se Galego saísse do quarto, ele viraria pó depois de ser atingindo pelos raios ultravioletas por estar acostumado com a falta de iluminação. Aparência totalmente desgrenhada.

- E quanto ao seu jornal, o que há nele? - Marina começa o interrogatório.

- Notícias, talvez? - A audácia de Galego atinge a policial, e ela traz à tona a cara marrenta de sempre.

- Pai!

- É melhor ficar esperto senhor Galego. Embora na sua época das cavernas não existissem policiais femininas, o mundo está bem mais moderno. - Marina dispara.


Depois do almoço, Macartney e Mackintosh saem de um restaurantezinho clandestino. O xerife começa a dirigir, mas no meio do caminho, acaba desacelerando e tomba no volante, caindo como uma bosta.

- SENHOR MACARTNEY! SENHOR MACARTNEY! - Mackintosh começa a gritar, mas nada adianta.

- SENHOR MACARTNEY!!! - a burrice de Mackintosh ainda não foi capaz de perceber. - Não é possível, não pode ser.

O xerife Macartney estava com seus olhos abertos no meio da rodovia, porém, estava desmaiado. Mackintosh estava em desespero, não conseguia acreditar, o senhor Macartney teria morrido?

Ao longo da estrada, um outro carro aparece, é o de Marina. Ela para imediatamente, conheceria o fusquinha preto do mongolóide em qualquer lugar.

- O-o que aconteceu? - ela pergunta.

- É o xerife, ele não quer acordar!

- Essa não, o que há agora. Vamos ao hospital. - ela se apronta logo de cara.


- E então, doutora? - ela pergunta mordendo as unhas, Mackintosh está na cadeira ao lado da sala de espera da UTI.

- Marina, é importante que se controle, mas... os batimentos dele... O seu coração... O xerife está morto. - A lebre desceu naquele momento.

O pescoço de Marina se enche de veias, seus olhos se abrem até o limite que conseguem chegar, parece que ela vai se transformar no Hulk. Sente uma pontada no coração, no seu estômago, na sua cabeça, sua visão fica turva, tudo fica como uma neblina para ela.

Antes mesmo que a doutora possa completar a sua fala, Marina sai do hospital e vai para fora, para o meio da madrugada, está sozinha. Ela deveria estar preparada, membros do Departamento da Polícia da cidade podem morrer à qualquer momento, era o que o xerife dizia à ela. No entanto, ela volta para levar a notícia ao seu "parceiro" da polícia.

A notícia chocou Mackintosh. Embora Macartney não fora totalmente próximo à ele, não conseguia entender o porquê do xerife ter morrido desse jeito, de uma maneira tão rápida. Não demorou para que todo o Departamento da Polícia de Umbrella ficasse sabendo. Terence fez seu showzinho de vitimização e começou a chorar assim que pegou no telefone, dizendo que foi Cartney quem contratou-o.

- Mackintosh, Marina, *sniff*, ele era, *sniff* *sniff*, uma pessoa cuidadosa, era como um *soluço* um pai pra mim. Não importa o quão marrento ele fosse, ele só queria o nosso bem. - disse na chamada.

No funeral de Macartney, ele, Mackintosh e Marina juraram vingança. O assassino iria pagar caro, nem que fosse pelo ouro falso do distintivo do senhor Macartney, enterrado junto com ele.

E caiu aos prantos.

Quatro[editar]

QUATRO


Peãonormal.png
Elo


TERENCE NUNCA GOSTOU DE NOTÍCIAS, muito menos de jornais.

Todos os dias que ele entrava na secretaria do Departamento da Polícia e Leon Macartney estava lá com o seu jornal, ele dizia que isso era coisa de gente ultrapassada.

- Mais um pouco e você vai se tornar a nova Dercy Gonçalves. - seu hobby era provocar o chefe, ele achava engraçado, porque tinha fama de ser pavio curto.


QUINTA EDIÇÃO SEMANAL

DA CIDADE DE GUARDA-CHUVA

Pseudodistintivo.jpg

Cidadãos da cidade de Umbrella, ontem mais uma vida foi retirada de nós, a do xerife Macartney,

defensor da nossa vida, nosso guerreiro, que descanse em paz. Mas nem tudo está acabado.

A justiça não tremerá perante esse assassino que está à solta. A vida do xerife Macartney

será paga com a vida desse vagabundo. Abram seus guarda-chuvas. Digam a todos que tem cu, dedo, pé, e olhos: se protejam.

MAIS NOTÍCIAS

No entroncamento da rua do bar do Filé Assado, um homem foi encontrado nu. De acordo com seus relatos, ele

Naquele ponto, Terence parou de ler. O jornal já havia sido amolecido e salgado com as lágrimas que o chorão já não conseguia mais segurar.


A pedidos da doutora Amy Parks, Marina foi à clínica em que Macartney foi hospitalizado depois de ter apagado no carro. Para o laboratório, mesmo que havia sido identificada a causa da morte de Macartney (parada cardíaca), não foi possível saber com precisão cada detalhe pela emergência do caso. Para isso, foram recolhidos exames de sangue do defunto. Depois de dias, o laboratório identificou uma substância química que é prejudicial quando ingerida de maneira excessiva, tal como o caso de Macartney, por envenenamento.

- Temos certeza de que foi parada cardíaca, agora os motivos... - disse a doutora.

- Diga-me doutora Amy, o xerife poderia ter mais do que 50 anos, mesmo assim, não me convenço de que foi pela sua idade. - disse Marina.

- Marina, preste atenção no que vou dizer para você. Os exames identificaram uma quantidade absurda de cianeto de potássio nos rins dele, o que definitivamente causou a parada cardíaca e o matou. Suspeitamos que tenha feito efeito assim que ele ingeriu algo. Por isso, Marina, digo-lhe para tomar cuidado, o assassino pode estar mais perto do que nunca. - a doutor Parks terminou o veredito da morte de Macartney.

A palavra dispara contra Marina. Agora ela está entre a cruz e a espada. Forçou a se lembrar do último momento no qual Macartney havia dado seu último suspiro.

Cquote1.svg Mackintosh Cquote2.svg


Daqui à alguns anos, o pulmão de Mackintosh também iria falhar. Ele estava com um tabaco aceso na sacada do seu apartamento. Terence também estava na sala, fotografando coisas aleatórias, super combina com ele, aleatório. Algúem bate a porta e Terence vai abrir. É Marina, mas não uma Marina civilizada. Marina avança de maneira rápida, com a força de um hipopótamo, pegando mil pedras na mão e jogando contra Mackintosh.

- Seu policial maroto! Você matou-o! EU VOU TE MATAR AGORA! - disse aos berros.

O embate começa, Marina mete um tapa na cara de Mackintosh, e o tabaco cai no chão. Ele fica assustado e segura os pulsos e as mãos de Marina, mas não adianta, ela joga o seu corpo contra o dele com força total, e os dois acabam caindo no chão. O clima no apartamento fica pesado.

- MARINA, PARE! PAREM VOCÊS DOIS! - Terence tenta separá-los, mas nada adianta.

- VOCÊ FICOU MALUCA MARIN...- Mackintosh fala sobre esperreios.

O surto continua. Mais um golpe, agora no nariz de Mackintosh, que começa a sangrar . Ele queria parar a luta, mas não podia batê-la, então Terence agiu, ele pegou uma algema do bolso de Marina e prendeu a primeira mão e puxou a Marina com toda a força que tinha.

- BRAAAAAHHHHH! SE SOLTEEEEM! - Terence gritava enquanto puxava o braço e a cintura da Marina.

Mackintosh segura a mão que não está presa e Terence complementa a cadeia. Dessa maneira acalmam o pitbull desemjaulado.

- MARINA?! O QUE DEU EM VOCÊ? - Mackintosh fala ainda limpando o nariz com um pano.

- Me solte agora Terence! Esse DESGRAÇADO. Ele matou Macartney quando saiu da casa do Edward!

As acusações disparam grossas contra Mackintosh, que não conseguia entender.

- Isso é verdade, Mackintosh? - Terence pergunta, ao nível de ser tão esdrúxulo por perguntar indiretamente "Nossa é verdade que você matou Macartney?".

- É claro que não Terence! É óbvio, eu já sabia. A loucura já atingiu a sua cabeça Marina - atingiu não, sempre esteve-, desde quando surtou na casa do senhor Edward 4 dias atrás.

A aparência caótica se intensifica. Marina queria jogar muitas coisas na cara do Mackintosh naquela sala,preparando suas acusações para soltá-las a qualquer momento. Se capaz até o seu popozão, numa sequência de golpes com seus glúteos, pra barbarizar com a cara dele.

- Ah, é? Então como explica as doses de cianeto de potássio encontradas nos rins do xerife pela autopsia do hospital, logo após saírem de um restaurante? Terence, confie em mim, Mackintosh quer lhe manipular. Lembre-se de Macartney, do que ele fez por você, você era como... - ela gagueja, mas as palavras saem da sua boca - como um filho que ele nunca teve, e pra você, ele era um pai.

Aqui vemos que Macartney não tinha conceito nenhum sobre um filho que nunca teve.

Macartney dizia que o Departamento da Polícia era como o xilindró. Todos tinham seus jeitos, suas diferenças, suas manias, suas maneiras de enxergar os crimes e cooperar para que a justiça seja feita, mas também eram uma equipe. Agora, tudo parece estar diferente, o elo de equipe entre Mackintosh Harvey, Marina Fena e Terence Ross estava destroçado.

- Me solte. AGORA. - Marina grita.

Terence estava assustado, e com medo, mas ele soltou Marina, contanto que ela não avançasse contra Mackintosh denovo.

- Marina, você tem que entender, não matei Macartney. Confie em mim. - Mackintosh fala para uma porta.

Mas ela não queria acreditar, todos as evidências apontavam à Mackintosh. Mackintosh era a última coisa para ela conquistar o que almejava.

- A doutora Amy Parks me disse. Macartney morreu por intoxicação nos rins, por isso, você é o meu principal suspeito, o único. Por que será, não é mesmo Mackintosh, que Macartney havia morrido assim que cheguei lá, e quando estavam apenas ele e você?.

Mackintosh engole a saliva tão rapido que quase se entala. Terence fica chocado e coloca as duas mãos na boca.

Marina continua:- Quando eu parei o carro, você disse prontamente apenas quando eu cheguei para irmos ao médico, não falou outra coisa.

- Marina, o que está dizendo? Eu jamais faria isso. Fiquei em desespero porque Macartney desmaiou no meio da estrada, eu só queria acordá-lo. Eu não vi quando você chegou, não poderia sair do carro.

E foi então que depois de Marina se acalmar, Mackintosh finalmente soltou-a. Ela saiu da sala sem dizer mais nada, Terence solta um carão para Mackintosh e vai atrás dela. Lá fora, o crepúsculo banhava a cidade com cores vermelhas e laranjas.

- Marina, pare! - ela para de andar, quer escutar o fio da navalha ceder à qualquer momento. - Eu sei que Mackintosh não faria aquilo, eu confio nele, você sabe disso, ele jamais mataria Macartney.

- Esse é seu problema Terence - mais mil pedras, mas dessa vez não são para Mackintosh - Você é estúpido demais, não enxerga as entrelinhas. Eu enxergo, foi Mackintosh quem matou Macartney. - Marina termina o seu lacre cis.

Ela entra no seu carro e vai embora.


Fazem dias que eles não se falam.

Mackintosh está agarrado à única coisa que lhe tira o pensamento de Marina e Terence: beber, beber e beber. Uma desilusão amorosa de uma mulher da esquina seria melhor do que esquecer seu dois parceiros. Marina estava sempre pela cidade, observando os cantos onde Mackintosh poderia estar. Ela sabia onde ele estava, mas não iria com a maior cara de pau na casa de quem ela pensa ter matado Macartney. Terence, no entanto, estava fazendo algo mais do que diferente: estava na casa do seu avó, do outro lado da cidade.

- Vôvô, qual era mesmo o lance mais forte?

- Como é que é? - ele quase não escuta, pelo visto.

- Eu lhe perguntei qual o lance mais forte.

- Comentei qual o balance do corte? - ele perguntou denovo, enquanto puxava a sua orelha enrugada para ouvir melhor.

- Meu Deus. Vóvó, ele sempre foi assim surdo?

- Ele só pode ter argamassa nesses ouvidos... ELE TE PERGUNTOU QUAL ERA A JOGADA MAIS FORTE DO TABULEIRO.

- Ahhhh entendi.

- Ai ai, vôvô.

- É claro, o lance mais forte. Aqui, duas casinhas pra frente da vogal 'e'. E eu, como não sou besta nem nada, vou bater de frente com o meu peão preto. O pau que dá em Chico dá em Francisco. - ele ainda poderia ser velho e quase surdo, mas suas habilidade enxadrísticas nunca mudam.

- Vôvô, eu acho que eu vou jogar o bispo bem aqui.

- Não é algo tão ruim.

Terence perde, é claro. Depois de alguns dias longe da dupla de Cherno e Byl, milagrosamente, Terence percebe que não tem mais nenhum talento à não ser fotografar. Ele é dependente do seu estágio, quase inútil nos casos, não tem nenhum propósito de vida. Marina e Mackintosh são policiais, sabem se defender. São mais preparados que o Superman quando foi fazer um X1 com o Batman e perdeu.

A analogia faz ele sorrir no táxi à caminho de volta ao seu lar na cidade. Mas logo desaparece. Falta algo em Terence, se alguém batesse de frente, o que ele iria fazer? É totalmente inútil, tão quase a Carla Perez.

Cquote1.svg Eu vou revidar Cquote2.svg

Cinco[editar]

CINCO


Cavaloxadrez.png
Cavalo de troia


O QUADRO AINDA CINTILAVA, mesmo sendo noite. Edwards gostava de ver as suas medalhas e insígnias no quadro da parede verde. Depois de anos comandando unidades e lutando, ele se aposentou, porque estava velho demais pra isso. Ele também colecionava as cartas vindas de Charlotte, seu interesse romântico. Eles se falavam semana após semana, mesmo que não tivessem muitas novidades. Se conheceram à muito tempo, e Edwards queria casar com Charlotte. InFelizmente, seus destinos foram diferentes, cidades diferentes, países diferentes.

São 8:00 da noite. Edwards vai à sala assistir a novela que acompanha, se chama "O Tempo Não Nos Afastará" (é coisa de velho). Mas guerras nunca acabam.


Simultaneamente, Terence estava andando de táxi à caminho do apartamento de Mackintosh. Fazem dias que os dois não se veem nem se falam, estão totalmente separados. Claro que também não tem sido fácil para a esquizofrênica da Marina. Mas tem algo novo vindo de Terence, ele fala para o motorista seguir mais rápido do que nunca, está com um monte de fotos nas suas mãos.


- Ó Jacobo, você é o meu amor de vida! Não me deixes. - Edwards olha empolgado para a tela, quer saber o que vai acontecer, mas então, a cena se retira. - Voltamos logo após os comerciais.

- Ah! Vá à merda! Essas porcarias de canais de hoje em dia. - resmungou.


Terence chega no apartamento de Mackintosh. Ele dividia o apartamento com ele, já que "faziam" uma ronda pela cidade todos os dias, fotografando suspeitos, quando na verdade estavam vagabundiando por aí. Agora as coisas estão diferentes, eles não são mais uma dupla, não depois de Marina acusar Mackintosh. Mackintosh era um policial abobalhado, quando ele não estava fazendo ronda e investigando, ele só queria saber de coçar a porra do maldito saco dele no sofá de casa e beber. Terence saía quando era chamado, porém agora ele vai entrar, e sem permissão.

Ele bate à porta, mais impaciente do que nunca.

- Mackintosh, abra, sou eu! Preciso te contar algo! Rápido!

- Ahmm? Q-quem está aí? - para nossa surpresa: Mackintosh está bêbado sim ou claro?

- Terence! Preciso que abra agora!

- Terence? É você? Ahhh hmm... o que está fazendo aqui? - ele abre a porta, os olhos tortos, tá com uma camisa social branca toda desabotoada e uma gravata preta no pescoço, além de uma garrafa de vodka nas mãos, é claro.


Estava nevando na cidade de Umbrella, em todas as partes. Para Edwards também, e ele aproveitou o frio pra fazer um chá quente de menta (também é coisa de velho). Quando ele volta à sala, curiosamente, a TV está desligada. Ele vai até ela e fica pressionando o botão, mas nada adianta, deve ser o sinal, ou porque ela era uma porcaria velha de uns 10 anos.


- Terence, você... voltou.

- Meu Deus, você está parecendo um monstro. Mas não adianta. Mackintosh, preciso te contar algo. Eu... descobri de alguma maneira que os crimes que estão acontecendo na cidade, todos eles, estão seguindo um padrão. - ele fala entrando no apartamento.


Edwards vai até fora de sua casa para subir na escada e checar o sinal. A antena parece normal, mas ele dá uma mexida e o barulho de TV de dentro de casa volta.

- Ótimo. Trabalho feito.

Ele passa do seu quintal para dentro de casa. O quintal está escuro, mas cheio de neve. Quando ele chega dentro e fecha a porta, o sinal sai de novo.

- O que?!


- Terence? Do que está falando?

- Mackintosh, há algum tempo, assim que Macartney morreu, eu estava lendo o jornal, e... eu percebi uma coisa.


Edwards vai para fora checar o sinal e sobe novamente a escada. Outra vez, a antena está novamente na posição incorreta, ele ajeita.

- Quero ver se isso vai quebrar de novo.


- O que você descobriu?

- Mackintosh, eu posso ser absolutamente fraco, inútil, e chorar mais que um bêbê - disso ele não mentiu - Mas... eu confio em você. Você não mataria Macartney, Marina está errada.

- É mesmo?

- Sim.

- Mesmo mesmo? - ele pergunta se aproximando.

- Ahem, sim, é. - Terence limpa o nariz com a gola do suéter e se afasta por causa do cheiro puro de álcool que emana do Mackintosh.


Edwards volta para a sala. A televisão dura 3 segundos ligada e apaga de novo, mas dessa vez ela não foi a única. A lâmpada da cozinha também desliga.

- Mas o que diabos?! - ele fala rangendo os dentes.

Soa um barulho como algo batendo na porta de balcão que dá para o quintal. Ele se vira imediatamente e vai até lá e abre a porta de madeira.

- Quem está aí?!


- E o que você descobriu? - Mackintosh olha para os olhos profundos de Terence.

- Ah, sobre isso. Mackintosh, se lembra do que Marina nos disse? Sobre os exames. Me diga Mackintosh, vocês beberam algo quando estavam no restaurante?

- Bom... hehe, não que eu me lembre. Mas até que me deu vontade.

- É isso Mackintosh, essa é a resposta.


- Vou logo avisando que não gosto de brincadeirinhas em... - Edwards fala olhando para o escuro, enquanto pega uma pá de ferro. - Oh! É só um gatinho. Olá - um gato se aproxima dele, mas logo se arrepia e sai correndo para a cerca.


- Não estou entendendo o que você quer dizer Terence. - disse Mackintosh.

- Mackintosh seu cabeça tonta, Marina disse que o cianeto de potássio foi encontrado apenas em um local: nos rins de Macartney. E por isso eu digo: Você não é o culpado.


- Que estranho. Por que ele saiu assim correndo? - disse Edwards colocando a pá na cerca branca do quintal lentamente, o gato já a pulou.

Lentamente, Edwards se vira.

E lentamente, suas mãos vão até a sua boca para ele se aquecer.

E então, quando ele se vira...


- Mas por que não sou eu, Terence? - pergunta Mackintosh. Embriagado à ponto de perguntar por que ele não era suspeito.

- É óbvio. Cianeto de potássio é algo muito utilizado pelos fotógrafos pra fotos ou sei lá o que. Também é tóxico, mas se ele tivesse ingerido qualquer comida sólida, a substância ia para o seu estômago, ou até mesmo o intestino. Isso quer dizer que...

- Quer dizer que a causa da morte de Macartney foi em consequência não de qualquer alimento - Mackintosh conclui a fala de Terence -, e sim de uma bebida, é claro! Você é INCRÍVEL Terence!

- Bom... mas isso não é tudo, você precisa ver isso.


- AAAARRGH- Edwards cai sobre a grama com neve. O soco que ele levou entorta o nariz completamente. Ele se levanta , não ficou atordoado pela queda. - Quem está aí, seu desgraçado!

Outro empurrão, dessa vez vem pelo lado esquerdo de Edwards, que o joga contra a cerca.

- AAAAAAAAA, DROGA! - gritou enquanto era espremido pelo adversário.


- Mackintosh, assim que Macartney morreu, eu li a edição do jornal, e eu descobri uma coisa.

- O que?

- Veja essas fotos. Em toda edição semanal, Galego Monaghan sempre coloca lacunas diferentes, e com vários assuntos. Uma delas é a de xadrez, é como se houvessem cantos dedicados apenas ao xadrez.

- Eu tirei elas dos jornais passados. Se eu estiver certo, todas essas jogadas levam ao mate do pastor.


Edwards avança para a frente para sair, porque ele estava imprensado entre a cerca. Foi como um bebê saindo da v*gina da mãe. O impacto que ele levou deixou uma lesão no braço, e ele sai gemendo.

- ARF, QUEM DIABOS ESTÁ AÍ? - Edwards sai correndo para a sua pá de ferro, e levanta ela com as duas mãos - Eu vou te matar agora!

- MUAHAHAHAHAHAHAH... - uma risada lenta vem de longe, da grama inundada de neve.

- O que?!

Uma pessoa com uma espécie de balaclava sai do fundo do quintal. Vestida de cor preta.

- Sabia que preto sempre contrasta no branco? Li isso em uma revista uma vez. - dizia se aproximando de Edwards - Ahh sim, composição. Toda obra de arte precisa de equilíbrio. - termina sua típica frase de psicopatisse imaculada.

- Q-quem é você? O que está falando? - Edwards estava se tremendo.

- Quem é que é você, eu que te pergunto - Então, o(a) sujeito(a) mascarado(a) tira do seu bolso uma peça que tem o formato de um cavalo e oferece para Edwards - Esse tempo todo escondido, mas agora chegou sua vez de atacar. - Ele deixa a peça cair na grama.


- Está vendo isso Mackintosh? É exatamente igual ao padrão dos assassinatos. O primeiro caso da garota que morreu, morava no apartamento de Sésamo, número 4, rua Ego. Havia um peão na boca dela, é o lance mais forte do xadrez.


Ele(a) avança pra cima de Edwards como um bisão.


- O segundo caso... foi o de Mark, o que morava no condomínio do Tordo Branco, perto do viaduto que tinha um formato de "P". Um peão, e o dele era preto.


Edwards cai sobre a porta de balcão e o peso dele faz com que elas se desarmem e desabem sobre a sua sala. Ele só consegue ouvir um zumbido a partir dalí, e sua visão também fica desfocada. À medida que desfoca, o seu olho se enche de preto, ele está chegando.


- A outra morte, foi a de Mac... - Terence engole em seco.

- A de Macartney. - disse Mackintosh.

- Sim. - Terence voltou à fala - Dessa vez não havia nenhuma peça, nem mesmo um bispo, mas o papel do bispo nesse mate é sempre mirar na parte mais frágil do tabuleiro, é dar uma brecha. Talvez ele tenha feito isso pra despistar, porque na mesma semana em que Macartney foi enterrado, a edição do bispo já havia sido postada à uma semana. É como se...

- O assassino soubesse a ordem ou estivesse se antecipando. - Mackintosh completou.


Ele se aproxima cada vez mais de Edwards. Quando chega até Edwards, ele levanta o seu pé e chuta o diafragma de Edwards. Ele ruge de dor, e o assassino começa à pressionar cada vez mais forte. Edwards tenta empurrar a perna do assassino com a sua mão, mas nada adianta.


- Terence, mas, se você estiver certo, qual será a próxima vítima? - Mackintosh fala olhando de esguelha pra neve depois da janela.


- Seu velhote inútil. Você está muito fraco pra reagir.

Ele empurra cada vez mais a região do peitoral de Edwards, que já começa à sentir sua respiração falhar. Ele está perdendo suas forças, ou passando do seu limite. O major não desiste, já lidou com coisas piores, como as cartas de um amor iludido.

- Velho? Hahaha, é aí... - ele cospe sangue no sapato coturno da figura preta - que você se engana... eu... posso ser uma madeira velha, mas eu sou como um cavalo de troia!

Ele reúne toda a sua força nos braços para socar os testículos (ou a vagina) do seu alvo. O sujeito mascarado grita num agudo pra terminar de vez de estourar os tímpanos do pobre coitado do Edwards.

Edwards se levanta e tosse sangue, então ele olha para um único local: seu quadro. A parede, a pintura, as medalhas.

A espingarda.


- Bom, pela lógica, o próximo ataque é o do cavalo preto no ado a-ado cada um no seu quadrado número 6.

- Terence, você disse que o assassino ataca as vezes o número da casa em que a peça vai, certo?

- Sim.

- Então existe a probabilidade de ele atacar a mesma pessoa que estamos procurando, mas quem?


Edwards segue para o seu quadro, olhos com fúria. O usurpador olha pra ele, ainda com indescritível dor na sua genitália. Ele está entre o quintal e a casa, no lugar onde estavam as portas. Edwards chega no quadro e empurra de vez ele. O quadro desaba no chão. As balas caem, as medalhas caem, as cartas caem, tudo cai.

E lá estava ela, a espingarda de calibre 12 que Edwards guardava à todos esses anos. Mofada, mas agora ele vai usar.

Ele quebra o vidro do quadro no chão com a boca da arma e cata as balas. Três balas, apenas. Três balas e ele poria um fim naquilo, ou não.


- Essa não. Mackintosh, a próxima vítima, pode ser o Sr. Edwards. Ele mora no Tordo Preto, é aposentando e mora na casa 6, eu me lembro.

- TERENCE!


O assassino viu que o velho iria apontar e atirar. Ele começou a sorrateiramente se aproximar do velho, olhando para o dedo no gatilho. Agora o Sr. Edwards não era mais um velho qualquer.

- HAAAAAAAAAAA!!!

Onomatopeiatiro.png


Não acertou. O velho olhou para o teto de sua casa, o ângulo do cano da arma está totalmente cagado, pois a bala foi pra outro rumo e quebrou a lâmpada. O assassino começa à correr para Edwards. Edwards precisa agir, e rápido.


- Rápido Mackintosh. Precisamos avisá-lo! - Terence falava se balançando no assento do carro da polícia por causa dos quebra-molas.

- ESTOU INDO O MAIS RÁPIDO QUE POSSO CARALH*!


- VOCÊ NÃO VAI ESCAPAR! - disse Edwards com a voz rouca - TOMA ISSO!

Onomatopeiabang.png

- AAAAAARGGHHHH - acertou o braço, a bala saiu cortando (raspando). Pela primeira vez, o sangue pintou o desgraçado. O vermelho tingia o caso preto e branco, a roupa sombria e a neve nela. - VELHO MALDITO.

- VENHA!

Tirofaísca.jpg


- RÁPIDO MACKINTOSH ESTAMOS QUASE CHEGANDO.


Edwards não conseguia acreditar. Seus olhos agora estavam vazios, o tiro não funcionou. O ladrão, por um triz, conseguiu chegar na arma de Edwards, e quando Edwards carregou a última bala, o ladrão socou a arma com toda a sua força, e o tiro se desviou para a TV da sala, agora trincada.

- Não é possível, seu monstro! - Edwards fala com seu olho inchado e rosto roxo. - Não vou desistir! - Edwards tenta agarrar, mas sua estamina já se acabou.

Então, o personagem segura a arma de Edwards com o seu punho e amassa o dedo de Edwards no gatilho.

Ele joga de vez a arma no chão.

Seis[editar]

SEIS


Peãonormal.png
Plano


ELE ESTÁ SUFOCANDO. A traqueia de Edwards está sendo cada vez mais apertada.

- Agora, vai pagar pelo o que fez no meu braço.

De repente, Edwards levanta seu braço e azunha o pulso machucado do oposto. Mesmo à beira da morte, ele tenta algo. Pra acabar de vez, a mandíbula de Edwards é pressionada, e ele dá seu último soluço.

Mackintosh chega na casa e arromba a porta, ele está na sala de jantar. Foi então que o Carinha-Que-É-O-Assassino escuta o barulho e sai correndo mais rápido que o Papá-Léguas. Mackintosh ouve o barulho e corre até a sala, armado ( ͡° ͜ʖ ͡°) . Quando ele chega, a janela da sala já está aberta e a cortina balançando.


- Edwards sempre foi um pé no chão desde que eu conheci ele. Sempre dizia pra aproveitar a vida, tomar umas e pegar várias. Hoje ele se foi, mas das palavras dele faço as minhas: Nunca desistam. - James fala as últimas palavras no funeral de Edwards Gray.

O trio também estava lá: Mackintosh, Marina e Terence. Quando James estava indo, Mackintosh chamou ele.

- James!

- Olá?

- Lamento a perda de Edwards, sou o culpado por tudo isso - blábláblá's de Mackintosh -, se eu tivesse chegado mais cedo, ele não estaria morto.

- Não precisa se culpar por isso, sei muito bem que você vai fazer jus a Edwards, algum dia.

Mackintosh assente com a cabeça. Todos estavam de preto naquele dia. Também estava frio, por isso James usava uma camisa manga longa e Mackintosh uma jaqueta preta. Quando James se vira para dobrar a esquina, Mackintosh fala:

- Sei que ele lutou até o fim.

- Sim senhor policial. Disso você pode ter certeza.

Tumbleweed01.gif

- É aqui. Tem certeza de que vai descer? - Marina fala olhando pra Terence.

- Sim. Não tenho mais medo de assombração, convivo com um monstrengo preguiçoso todos os dias. A casa do Galego vai ser fichinha.

- Humpf, desce logo vai garoto. E cuidado. - Mackintosh fala.

[...]

Ele aperta na campainha, e a grade preta se abre.

Cquote1.svg Sei que tu me sondas Cquote2.svg
Terence pensa adentrando o quintal da mansão de Galego

Quando ele chega na sala de recepção, uma voz vem de cima das escadas.

- Quem está aí? - Só pode ser a voz do inculto do Galego.

- Oi, você pode não me conhecer, mas eu me chamo Terence Ross, eu faço um trabalho no Departamento da Polícia, assim como Marina, que te visitou. Eu gostaria que você me respondesse umas coisas e...

- Não tenho tempo pra amiguinhos do James, ele saiu pra um funeral por aí, qualquer hora ele chega.

- Mas senhor eu-

- Vá embora.

- ...Escute aqui senhor Galego, eu não vim neste mísero Vale da Sombra da Morte sozinho pra você me tratar com desprezo. Você pode correr sério perigo. Então se tiver senso nessa sua cabeça, vai me deixar entrar na sua casa agora.

Galego fica constrangido, então ele faz uma cara de nojo e chama Terence.

- Vai ficar aí parado? Entre...

A casa de Galego era grande, se dividia entre vários corredores e quartos (inúteis).

- Aceita chá?

- Não obrigado.

Quando Terence senta no sofá do escritório de Galego, ele finalmente fala o que tem pra falar.

- Sr. Galego, antes da morte de Edwards, o senhor postou uma edição, certo?

- Sim, o que tem?

- Eu gostaria de perguntar, porque você coloca páginas dedicadas apenas ao xadrez?

- Bom, as vendas de jornais tem aumentado bastante depois desses assassinatos. Coincidentemente apareceram peças de xadrez também, haha, mas a verdade é que eu sempre coloquei isso em meus jornais, todos, igual a cruzadinha de palavras.

- Senhor Galego, você conhece alguém que compra esses jornais puramente pelo xadrez?

- O que está perguntando? É óbvio que não sei, eu só crio edições.

- Bom... é que, a polícia suspeita de que o assassino esteja utilizando o seu xadrez pra assassinar pessoas.

- O QUE?!

- Sim.

- Espera aí, ESTÁ INSINUNADO QUE SOU CÚMPLICE? - Galego fala batendo a mão na sua mesa.

- N-Não é nada disso senhor.

- Que horror, como pode falar isso. Meu jornal sempre foi feito para cidadãos de bem, sempre com intuito de levar notícias para a cidade. Estou totalmente desgostoso - e olha que Galego já não era - ao ouvir uma coisa dessas. SAIA do meu escritório. AGORA!

- M-mas...

- Saia.

Terence é levado para fora do escritório de Galego às forças, pelo seu braço.

- S-senhor Galego-

Galego solta o braço de Terence na sala de recepção de volta.

- A saída é por alí.

Terence abre a porta e vai para fora (não imagina, pra dentro), mas não para sair completamente. Antes de Galego voltar para os corredores, Terence colocou um dedo midinho na fresta da porta pra ela não se trancar. Ele entra novamente, e furtivamente anda até a galeria de jornais, uma sala que contém os formatos antigos do papel, colecionado por Galego ao longo de séculos (é tão velho que tem a evolução do papirus até a celulose). Lá ele acha uma carta num vidro pregado na parede (o vidro era provavelmente a única coisa limpa na casa).

Cartadogalego.png
Cartadoalvará.png

- Além de ladrões, pelo visto são analfabetos... - Terence abre mais um pouco da carta, até que lê os nomes dos condomínios - Espera, esses condomínios, são os nomes dos condomínios em que Edwards e o Mark foram atacados.

- SENHOR GALEGO, SENHOR GALEGO! - Terence sai da sala gritando, mas Galego não lhe responde. Ele sobe as escadas e vai até o corredor e acha o escritório de Galego, ele também não está lá.

Um jornal em cima da bancada de Galego estava impresso, parece ser a edição da semana.

- O jornal... O xeque-mate chegou ao final - Terence folheia e acha a parte do xadrez -, então o assassino vai ter que atacar duas pessoas, a rainha e o cavalo pro mate finalmente se completar. Chegou a hora do ataque da rainha, já era pra alguém ter sido atacado... - ele fala olhando o jornal - mas ninguém foi morto, era pra ele estar se antecipando.

Uma sombra começa a surgir atrás de Terence.

- Espera. E se... o assassino já tiver atacado alguém e ele for um morador do condomínio que só está replicando as jogadas porque o jornal só está disponível nessa regiã- Uma mão vem por trás e cobre a boca. Ele se debate, mas desmaia por causa do baixo oxigênio no nariz tampado.

- Pobre fotógrafo...é mesmo um gênio.

Sete[editar]

SETE


Peãonormal.png
Águia do deserto


- MARINA, VOCÊ FOI BUSCÁ-LO?

- Quem é que está falando?

- Mackintosh, sua anta!

- Me respeita caba do diacho. Eu deixei Terence na mansão como ele pediu, você estava lá. Ele disse que queria ir visitar Galego, mas não nos disse o motivo. Pensei que você iria buscá-lo.

Mesmo antes de Terence e Mackintosh chegarem na cena do crime, a polícia já havia sido convocada pelos vizinhos, por causa do arregaço de barulho de tiro na casa de Edwards. Logo após os policiais chegarem, concluíram que Edwards estava morto, mas Mackintosh não tinha nem um único indício de hematoma ou de cansaço, muito menos que tinha acabado de sair de uma briga. Mackintosh sempre andava armado, mas havia uma calibre na casa de Edwards, porém Edwards não tinha furos. A conclusão foi que Edwards tinha uma espingarda e tentou se defender por que o assassino estava à uma distância considerável, mas falhou, depois de suas balas acabarem. A pupila dele também estava só o bagaço, fato que também contribuiu pra ele errar os tiros. 2 dias depois, Edwards Gray foi sepultado.

Um dia depois, Terence encontrou Marina no Departamento da Polícia, e explicou tudo pra ela. Sobre os jornais, sobre o xadrez, até mesmo sobre o caso da próxima vítima. Foi então que Terence pediu pra Marina levá-lo até Galego, ele disse que queria falar algo com ele sobre o jornal. Marina disse que iria levar ele depois, pois tinha coisas pra resolver.

- Eu sabia, sabia que iria ser uma má ideia... Terence me disse que iria lá por questões de fotos, mas a verdade é que ele iria entrevistar o seboso do Galego. Marina, preciso que me ajude, já passou da hora e ele ainda não voltou, está lá desde de manhã.

Mas Terence não falou pra Mackintosh, é óbvio. Se ele soubesse o real motivo, não deixaria ele ir.

- Se acalma, arretado. Talvez ele tenha ido pra algum lugar.

- Marina! Estou indo praí, se arme agora!

Então Mackintosh desliga o telefone na cara da Marina.

- Esse cara... - Marina trava o pescoço, mas logo vai se armar.


Depois de estacionar o carro, Marina entra no Departamento da Polícia.

- Mackintosh!

- Marina! Você chegou, vamos.

- Você vai armado?

- A debaixo sempre está ativa.

- Canalha...

- É claro que vou armado. Pega.

Ele joga duas pistolas pra Marina.

- Me encontre na viatura.

- O que? Viatura?! Você é patético, o objetivo é não chamar atenção.

- Caguei pra atenção, Terence pode estar correndo risco, entra. Bora.

- ...Seu ignorante.

[...]

Terence estava ofegante eita bebês. Com um pano amarrado nos seus olhos e na sua boca, ele não conseguia fazer nada se preparem logo pro hot. O local também era apertado. Pela textura, parecia ser um armário de madeira. Suas mãos estavam completamente amarradas por uma corda grossa, e ele estava desesperado. Ok, acho que exageraram nessa parte.

- Socorro! Alguém! Por favor!

Alguém abre o armário, Terence não consegue ver, está vendado.

- Buá buá?

- O que? Quem está aí?

- Buá buá. Pobre Terence, sempre curioso de mais. Mas a curiosidade matou o gato.

- Galego, seu desgraçado. Tira essa corda e aí eu vou te mostrar o choro.

- Ui, que meda. E quem te garante isso?

- Não vai sair impune. Marina e Mackintosh vão vir aqui, e - O vilão fecha a porta do armário bem na cara dele.

- Não, você que não vai sair ileso.


São 9:00 da noite.

Mackintosh e Marina chegam na temida mansão.

- Está pronta?

- Sempre estive.

- Sim.

Eles vão abrir a grade, mas ela já está aberta. Os dois prosseguem até a casa. A porta está trancada e eles precisam entrar. A única opção é invadir a casa.

- Vamos Marina, precisa atirar, vai fazer menos barulho com o silenciador. - Mackintosh fala baixo escorado na porta.

- Você fumou bosta? E o barulho?

- Vai causar menos barulho do que arrombamento, rápido.

Então ela atira, a maçaneta se rompe e a porta é desbloqueada. Eles entram na área que se espande depois da porta: uma sala com uma escadaria que se divide em duas escadas para duas portas.

- Mackintosh, temos que nos separar - Lá vem - Se o assassino de fato for Galego, ele tem que estar nessa casa em algum lugar. Não podemos perder tempo.

- Mas juntos é mais fácil.

- Seria inútil, Terence vai correr perigo. Estamos armados, você já sabe o que fazer. Se achar Terence, tire ele e saia imediatamente.

- Positivo capitã Broxa.

Marina faz uma cara de cu pra ele: -_- .

- Seu idiota. Vá, rápido. Você vai pela direita, eu vou pela esquerda.

- Entendido.

Mackintosh abre a porta, e dá de caras com um corredor com alguns quartos distribuídos ao longo do saguão. Um a um, ele abre todas as portas, não havia nada nelas. Chega a última, mas está trancada. Agora ele segura a arma na sua cintura mais forte do que nunca.

Ele fecha os olhos.

Respira.

- AAAAAAAYA!

A porta cai que nem o peso da gorda da mãe do leitor descendo da cama, e a madeira despedaça no chão.

- Huff, huff, huff, huff - A respiração dele está pesada, seu braço está todo fudido, nunca colocou tanta força nele como agora.

Ele ouve uns grunhidos de dentro de um armário de madeira de carvalho, e vai até lá.

- Terence, haff, é você?

- SIM, MACKINTOSH.

Ele tenta abrir o armário, mas não adianta. Vai ter que chutar, se ele atirar pode acertar Terence (não que isso fosse algo ruim, mas ok).

- Terence, você confia em mim?

- NÃO! Quero dizer... SIM!

- Terence, vai ter que se levantar e chutar a porta no três.

Ele começa a contagem.

- Um... Dois... TRÊS!

O armário se abre, e Terence desaba no chão. Mackintosh desata as cordas e tira as vendas da boca e dos olhos dele, e os dois saem correndo da sala.

Passam pelo corredor.

- MACKINTOSH, precisamos sair daqui. Ele sabe. Galego é o assassino, ele sabe que você está aqui. Precisamos fugir e avisar a polícia.

Chegam em um salão, que tem uma lâmpada de lustre. Mackintosh pega o celular.

- Espera, eu tenho que chamar a polícia e avisar Marina, ela também veio, agora ela deve estar bem long...

Mackintosh olha para trás, onde Terence deveria estar, seguindo Mackintosh. Ao invés disso, ele olha pra algo pior: uma faca ameaça dilacerar o pescoço de Terence.

- Solte o celular.

- O que?

- Eu mandei soltar o celular. AGORA! Ou eu vou estripar a garganta dele. - A faca brilhava com a luz amarela do lustre.

- Fique calmo, Terence. Não faça besteira. - Mackintosh fala colocando o celular no chão - Pronto. Trato feito, passe Terence.

- Aaaaa.. Não. Acha que sou burro? Me dê a arma.

- Não dê à ele Mackintosh!

- Shhhh! A arma, e eu te passo ele.

Terence inclina a cabeça num sinal de "sim", e Mackintosh entende o que ele quer dizer.

- Terence, não faça isso. - mentira, faça isso Terence.

- Atire. - Terence fala.

Terence estupefaz o homem atrás (tentando ser útil) com uma cotovelada na barriga dele. O homem, surpreso, antes de soltar Terence, desliza a faca e faz um corte na lateral direita de Terence, e Terence se liberta com seu pescoço se rasgando.

- Droga, TERENCE! - Mackintosh grita.

- Agora! - Terence corre pra longe.

Então Mackintosh saca ela, a Águia do Deserto.

O vilão se situa e limpa a sua faca com o sangue de Terence na manga da roupa preta. O que acontecerá?

- Acabou. ENGULA ISSO, SEU VERME!

Tick.

Nada saiu.

- O QUE?

Mackintosh aperta o gatilho mais duas vezes.

Tick tick.

Nada saiu, a arma estava sem balas.

- Não é possível, essa arma, c-como, não pode ser, não acredito.

- Ha. Ha ha. DAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH... - A risada maléfica ecoa no salão. Terence e Mackintosh estão constrangidos - Seus simplórios. Tanto sangue derramado e ação pra isso. Agora que a batalha está vencida, vocês merecem ao menos um deleite.

Ele começa a levantar a máscara preta.

Terence está observando a cena em pé com o pescoço sangrando, com respiração pesada. Sua roupa antes de algodão branco agora tem cor de menstruação.

A balaclava é puxada e começa a apresentar o show primeiro pelo pescoço do vilão, é como uma cortina.

A cortina se levanta, e revela o pescoço.

Depois o queixo.

Logo em seguida a boca.

Mackintosh e Terence não acreditam no espetáculo que veem.




Linhadeefeito2.jpg
É James.
Linhadeefeito.jpg

Oito[editar]

OITO


Peãonormal.png
Xeque-mate


O DISFARCE É SOLTO NO CHÃO. Era James o tempo todo. Não Galego, nem Mackintosh, nem qualquer outra pessoa que eles pudessem pensar, James era o rei do tabuleiro esse tempo todo.

- James?! O que você fez? Confiamos em você. - Mackintosh fala se afastando dele.

- Problema seu. Agora, eu vou te matar, assim como matei Macartney e Edwards, assim como vou matar o meu pai, que esse tempo todo só ligou pro próprio jornal. E ninguém vai saber que foi realmente eu.

- Seu doente. Como pôde matar seu próprio pai? Seu disturbado filho de uma meretriz. - Terence fala com raiva.

- Huhuhuhuhu - que merda de risada é essa - Você sempre foi impulsivo Terence. Mas por causa disso, vai morrer.

- Quero ver você me matar olhando no meu olho.

- James, você não é assim. - Mackintosh fala.

- EU SOU ASSIM SIM - grita (do nada) apontando a faca pra Mackintosh - Você não me conhece. Não sabe o que é acordar como um condenado para ir entregar o que? Cartas e jornais todos os dias, ganhando uma mínima miséria. Não sabe o que é ter um pai miserável que não dá a mínima nem pro próprio filho.

O mistério está concluído: James era um psicopata louco, emo revoltado, anarquista e preguiçoso.

- Isso não justifica você ter descontado em vidas de outras pessoas.

- Ah, justifica sim. Eu usei a criação do papai para matar eles, e ele é tão desligado que não percebeu. Ele é ignorante.

- James, nós podemos resolver isso. Você ainda tem chance.

- Ele não tem chance Mackintosh. Ele matou Macartney.

- Ahhhhh - ele bufa -, vocês sempre foram assim chatos? Deviam me agradecer, vou fazer vocês se tornarem alguma coisa. Pelo menos agora.

James começa a levantar a faca na sua mão direita. Ele tem dois alvos. Quase um alvo, Terence é inútil KKKKKKKKKKKKKK.

- Quem vai ser o primeiro? Sabe, essa pode ser a última vez, então vou ser um pouco justo com vocês. Já vi que Terence não está em condições de... lutar.

- Me dê uma faca e eu te mostro.

- Prefiro Mackintosh, toma. - Ele joga uma faca pra Mackintosh.

James corre em direção à Mackintosh, que joga a arma sem balas no chão e se põe em posição de defesa com a faca. Então James se apoia com a perna esquerda, dá um pulo com a perna direita e choca as duas lâminas afiadas. Ele começa a forçar contra Mackintosh. Mackintosh coloca então tanta força contra a adaga de James que as duas deslizam. Em consequência disso, a mão de Mackintosh que segurava a faca acaba sendo cortada, e ele anda pra trás, mas James avança mesmo assim.

- Esperava mais! - corre, e começa à mirar no rosto e tentar acertar Mackintosh, dando golpes e golpes com a adaga.

Terence está sangrando, o corte foi muito grande. Ele poderia morrer por hemorragia ou excesso de inutilidade alí mesmo. Ele pressiona mais o ferimento e então nota o celular no chão, ele vai ligar para a polícia.

James começa à atacar cada vez mais agressivo e rápido. Quando os dois notam, eles jà estão subindo as escadas, Mackintosh está de costas nos degrais de cima, desviando, e James, subindo.

Os dois chegam no final da escada. James foca o olho de Mackintosh. Ele faz um corte em cima de Mackintosh, mas Mackintosh se agacha e acaba desviando. O movimento de James foi tão rápido que quando Mackintosh se agachou o cabelo dele acabou sendo cortado pela faca de James, e flutuou pelo ar. Mackintosh tenta algo. Logo depois dele se agachar, ele dá uma volta completa e estira o seu pé na panturrilha de James. James acaba sendo atingido e cai de bunda 3 degraus abaixo.

É agora, Mackintosh finalmente achou uma brecha.

Ele se levanta e inclina como um corredor prestes a sair esperando a largada. Depois, pula como um leão do último degrau, segura a faca com as duas mãos. Está pronto para partir James.

Então James levanta a sua cabeça para olhar ele vir por cima e faz um sorriso malicioso. Seus olhos fazem esboço de um filho da puta.

Respingodesanguefalso.png

- MACKINTOSH! - Terence grita deixando o celular cair no chão.

James empurra mais na região abdominal. O ataque de Mackintosh não deu certo. Quando ele foi atacar ele por cima, James estava apenas com a cabeça abaixada, fingindo, e depois revelou a adaga debaixo da mão e levantou ela, apunhalando a barriga de Mackintosh.

Mackintosh acabou caindo nos degraus da escada, de joelhos, com uma adaga abaixo do seu umbigo, manchada de sangue. Suas mãos se aproximam da faca. Estão tremendo, elas tocam a camisa e saem vermelhas, como uma calcinha menstruada. Ele olha para Terence e move os lábios. Terence faz uma leitura labial pela primeira vez na sua vida e decifra as palavras:

- Fu...ja.

- Mais uma peça comida. Chegou a sua vez, Terence, venha comigo, ou lute comigo.

Terence olha pra ele com ódio, medo, ira, tudo o que ele nunca sentiu antes.

Terence tira a mão da sua ferida aberta, sua mão também está avermelhada, mas ainda está pingando. Logo depois disso ele se abaixa, e com o indicador, ele desenha um cavalo no chão de porcelana branco.

- Com a morte de Mackintosh, você acaba de fazer o lance da rainha. Agora, vem a vez do cavalo preto - ele cospe no chão - Enquanto você brigava, eu liguei para o Departamento da Polícia, eles estão vindo aqui agora pra te prender, mas não vou deixar que você fuja, não nessa altura. Nem que eu morra, ainda há Marina, ainda há a polícia, ainda há a cidade. Vai ter que passar pelo meu cadáver! - ele se levanta de repente.

James estala a sua língua, como se estivesse decepcionado.

- Tsk tsk. Terence, Terence... Achei que me entenderia. Junte-se à mim. Pense nas possibilidades de jogadas que nós dois faríamos. Você já jogou xadrez, não é? Decifrou toda a minha estratégia, ou só parte dela - o olhar de James vai para a escada da esquerda até Mackintosh encolhido na escada -, hehe. É incrível, não acha Terence? Quando se ataca, quando você vê que o rei inimigo caiu na sua armadilha. - vira para Terence e expira - Terence... abraçe o seu lado sombrio - continua, chegando mais perto dele. A luz no cabelo dele forma a penumbra de uma coroa no chão -, seja qualquer lado, branco ou preto. Venha comigo - estende a mão esquerda para Terence -, você pode ser o que quiser, um cavalo, um bispo, um peão, a torre, a rainha, da mais fraca peça até a mais forte, em todas você pode fazer o mais lindo XEQUE-MATE!

Frasedeefeitoswish.jpg

- AAAAAAARRRGHHH... - James está gritando e se curvando, algo o atingiu por trás.

- O QUE?! - Terence grita, assustado com a cena.

- VOU TE APUNHALAR POR TRÁS IGUAL FEZ COM A GENTE - uma voz surge atrás dos gritos de James, ela é familiar para Terence - HAA.

Mackintosh está com a mesma adaga que antes estava na sua barriga, enfiando ela nas costas de James.

- SEU MALDITO! - James fala caindo no chão.

Mackintosh derruba ele no chão, e a adaga fica fincada. James está de bruços na sala, sua costa está rasgada.

- Se-seu desgraçado... como não morreu...

A respiracão de Mackintosh está pesada. Mesmo que ele tenha sobrevivido, o corte continua lá.

- Você... só se esqueceu... de uma coisa. Um policial que se preze sempre usa colete à prova de armas.

- Como não morreu... eu cortei a sua, COF COF, barriga.

- Você pode até ter penetrado a minha barriga, mas o suficiente pra eu fingir assim como você fingiu que tinha se machucado. Depois disso... eu apenas esperei você se virar, e tirei a adaga do colete. - Mackintosh cai sobre seus dois joelhos, está acabado.

- Vocês dois. De fato... essa partida... foi mesmo incrível - James fala tossindo.

Alguém abre a porta com o pé, arrombando a porta.

- O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI?! - Marina desce da escada esquerda com a arma levantada - O-o que? James?! - ela olha para James solto no chão sangrando.

Marina também observa Mackintosh e Terence machucados no chão.

- Marina! Fique longe de James cof cof. - Mackintosh fala.

Marina olha para James com olhos mortais. Ela desce a escada devagar, e está tremendo, juntamente com arma e suas pernas. Não sabe como reagir.

James tenta se levantar sobre seus dois punhos, mas cai logo em seguida. Decide fazer o que tem pra fazer dessa mesma maneira.

Vai com as mãos aonde a adaga está fincanda, e desenha uma coroa de três pontas no chão, mas logo na última, ele borra.

James olha para Mackintosh, depois Terence, depois para Marina. Morre de olhos abertos, com uma expressão serena.

Acabou.


- Você já pode ir para o hospital. Que estrago.

- Doutora Amy, preciso falar com Mackintosh, ele está bem? - Terence questiona ela.

- Se você desconsiderar o corte abdominal, a exaustão, a lesão no braço, os machucados e cortes nas mãos e braços, sim, ele está bem.

- DOUTORA?!

- É claro que estou brincando, Terence. Não se preocupe, todos estão bem. Mackintosh se safou pela armadura. Vai precisar se aquietar por um bom tempo, é claro, mas ele não corre risco de morte.

- Ahhh, é, que bom.

- Quanto à você, tenho uma péssima notícia Terence...

- Doutora, cuidado com o que diz eu não morri lá mas posso agora com essa notícia.

- Você perdeu bastante sangue quando ele te cortou. Como não comeu nada e ficou trancado por bastante tempo, vai morrer nas próximas 24 horas.

Terence voltou a ser o mesmo fraco de sempre, caiu na frente da doutora.

- Eugh, Terence?! Acorde! Eu estava brincando de novo, Terence!

[...]

- As unidades da polícia chegaram ao local depois da denúncia feita pelo fotógrafo sequestrado às 21:43 da noite. Quando as viaturas chegaram, atenderam Mackintosh, Terence, e Marina, uma policial que também estava ativa na infiltração. Marina relatou aos policiais que encontrou o corpo de Galego Monaghan morto no quarto dele, quando se separou de Mackintosh. Ela disse que foi até os aposentos e achou-o. Quando foi investigar a fundo o casarão, Galego estava com um corte na cabeça, o que provavelmente teria sido causado por James, que trancafiou seu próprio pai, por pura revolta e síndrome de emo. No entanto, os motivos de James foram desconhecidos. Pelos relatos de um fotógrafo chamado Terence Ross, de 20 anos de idade, e Mackintosh Harvey, James Monaghan queria se livrar do seu pai, matando vítimas de maneira misteriosa até chegar no dono da companhia de entrega de mensagens, o que por interferência do Departamento da Polícia de Umbrella, não funfou. Provavelmente tinha o plano de pegar a herança para si, já que a sua mãe, Jessie Raven, já estava morta há muito tempo. - conclui o jornalista da voz super grossa, gostosa e saborosa.

Nove[editar]

NOVE


Peãonormal.png
Lua de sangue


- TEM CERTEZA QUE NÃO ESTÁ COM INVEJA?

- Sim.

- Sério?

- Sim.

- Nenhuma?

- Aham.

- Absoluta?

- Sim Terence.

- Não quer nenhuma promoção?

- Nop.

- Tipo tem certeza mesmo porque foi você quem pegou ele então Marina não merecia ser promovida pra delegada sabe?

- Terence, Marina merece o cargo. Eu fiz o mínimo. Além disso, ela é bem mais velha e experiente que eu. Quem sabe daqui à um tempo, se eu passar à levar tudo mais a sério. - Mackintosh finalmente tem um choque de realidade.

- É. Se você diz.

- E você?

- Eu o quê?

- Bom, o que vai fazer depois que sair do Departamento da Polícia de Umbrella. Daquele emprego inútil

- Emprego inútil? Ah, tá. Bem provável que eu volte pra casa dos meus avós, e vou fazer faculdade de fotografia. Agora eu sei o meu sonho, é fotografar pessoas, lugares, coisas...

- HAHAHAHAHAHAHAHA. - ele solta uma gargalhada.

- Qual é a graça?

- Puts, emprego sem sal pra cacete. Se você quiser ser um mendigo, está indo no caminho certo

- Uhum. Escuta aqui, eu sou super profissional. Melhor do que ser taxado de policial que bebe o dia inteiro né seu vagabundo safado.

- Ô SEU NANICO VOCÊ ME RESPEITA.

É noite, num domingo qualquer. Está chuviscando na cidade de Umbrella, numa paz reconquistada depois do caso de James Monaghan finalmente acabar. Mas crimes nunca acabam. Mackintosh, Marina e Terence mesmo assim continuam trabalhando depois da última batalha. Uma ronda após a outra. Uma investigação após a outra.

- Amanhã completam 3 semanas, né... - Mackintosh fala dobrando a esquina.

- É. Parece que foi ontem que eu consegui essa cicatriz. Ainda sinto o corte dele em mim. Já sarou, mas eu nunca vou me esquecer, a cicatriz sempre vai me lembrar.

- Olha pelo lado bom, não foi você que ganhou 3 fucking cicatrizes espalhadas pelo corpo.

- Bem feito.

Mackintosh estaciona na frente de uma casa robusta, é a nova casa de Marina. Ela observa pela janela ele sair do carro e correr pra não ficar na chuva. Bate à porta. Ela abre.

- O que está fazendo aqui uma hora dessas?

- Oi, Marina! Como você está linda!

- Humm. Quer quanto emprestado? - ela faz uma cara de deboche.

- O que? Eu jamais faria nada disso. Você sabe que eu sempre lhe achei uma mulher de uma beleza extrondante, milagrosa, exuberantemente grandiosa, tão bela quanto uma rosa desabrochando.

- Uhummmmmmmmm, sei.

- Eu só vim te chamar pra vir com a gente. Então, como hoje é o aniversário do Terence, eu decidi...

- Você decidiu?

- Sim. Eu decidi. Decidi irmos pra um bar, mas o Terence não pode saber.

Marina olha para a janela do carro atrás de Mackintosh. Terence balança as mãos dando "oi".

- Você sabe que eu vou ser promovida amanhã, não sabe?

- Sei.

- Tá tentando me sacanear? Sou 2 anos mais velha que você.

- Bom Marina é que beber um dia antes não faz mal pra ningué- Marina interrompe ele.

- Sai.

- Tudo bem... - ele sai.

- Mande meus mais sinceros desparabéns para Terence.

- Oouhkay.

Marina dá adeus e fecha a porta. Ela está muito ansiosa, orgulhosa de si mesma, porque ela conseguiu o que tanto queria. Vai pro seu quarto, dormir.

Se olha por um longo tempo no espelho.

Cquote1.svg É isso o que eu queria. Por que estou assim? Cquote2.svg
Pensa

Ela segue para a sua cama e deita na borda. Mas tem algo incomodando Marina, como uma missão incompleta. Ela olha para a escrivaninha que fica ao lado da cama e seus pensamentos não se repetem até a hora em que ela pega no sono:

Cquote1.svg James... Cquote2.svg


- Sai logo daí Terence. Lesma ambulante.

- Calma!

Eles chegam num local que já é bem conhecido por Mackintosh. É óbvio, que bar da cidade não é conhecido por ele.

- Pera, esse aqui é o... O BAR DO FILÉ ASSADO? Por isso esse cu doce todo. Mackintosh, eu já ouvi falar desse bar numa notícia uma vez. Um homem já saiu quase nu daí. Não entro nem que me paguem.

- Ah mas vai entrar sim.

- Não.

- Vai.

- Não. Eu NÃO VOU!

[...]

- O que gostaria de pedir?

- Humm... Eu acho que eu quero a especialidade daqui bem passada. - Terence termina o pedido.

- Eu também quero o mesmo só que mal passada. Ah e eu quero a "Lua de Sangue", pra ele. Tenho certeza que vai gostar.

- O que?! "Lua de Sangue"?

- Sim, uma bebida simples, também conhecida como a "Radicalizadora de Gargantas". É boa pra dias de chuvas. Depois de provar você vai querer voltar aqui sempre. Tem um ardor refrescante.

Terence naquele momento só sabe pensar em duas coisas.

Cquote1.svg Por que eu aceitei vir pra cá? Cquote2.svg Cquote1.svg Por que eu não deixei Mackintosh morrer pra James? Cquote2.svg

- Mas amanhã temos a... a... - Terence estala os dedos tentando arranjar desculpas - A promoção de cargos.

- Ninguém aqui vai ser promovido. Apenas Marina.

- Braaaaaaah.

- Sabe nerd, até que você é legal. Por que não fica com a gente?

- Puff. Com você e Marina? Tô fora. - Terence bufa.

- Então o cargo de fotógrafos pra jornalismo da cidade vai ficar sem ninguém mesmo, poxa.

- COMO É QUE É?

- Você sabe. Depois do escândalo do Galego, as coisas vão ser diferentes agora. Uma pena que ninguém até agora se ofereceu.

- É CLARO QUE EU QUERO. QUEM TE DISSE ISSO?

- Marina, ué.

- Que bom. Vou falar com ela amanhã.

- Será?

O mordomo chega com a garrafa da "Lua de Sangue". Ele coloca em dois shots. A cor é de um gradiente vermelho que fica branco ao final do copinho.

- Até a cor lembra uma lua avermelhada. Credo.

- Vai ter que beber tudo. As duas.

- Tudo bem... seja o que Deus quiser.

Ele vira o copo todinho goela abaixo. Para a surpresa de Mackintosh, ele não cuspiu nada.

- Ué... O que achou??

- Hummm, muito bom... Na verdade é BOM DEMAIS. Quero outro. - ele desce o outro shot sem perdão nenhum.

- Cara... você não sentiu nada?

- É pra sentir?

- Não é que é pra sentir. Só que...

- IALÁ. MINHA PRIMEIRA VEZ BEBENDO E VOCÊ PENA NELA?

- Não é isso.

- É sim.

- Não é.

- Então eu te desafio. Eu aposto 2 dólares à cada "Radicalizadora de Gargantas" bebida. Quem arregar, perde e dá o prêmio.

- Eu não vou participar. Fiz uma promessa à mim mesmo.

- Arregou? ARREGOU. ARREGOU. ARREGOU.

O mordomo olha confuso pra mesa.

- Tudo bem, tudo bem. Você desafiou a minha rotina. E olha que eu já não bebo faz um tempo, se prepara pra perder. MORDOMO! - o mordomo pula com o grito, espantado - Traga mais duas doses da "Lua Avermelhada". Pra mim e pra ele. Me desafiou, vai levar até o fim.

Pela primeira e última vez no mês, pelo menos, o policial e o fotógrafo vão beber.

[editar]

EPÍLOGO


Peãocomcoroa.jpg
A rainha


DESTINATÁRIO: James Monaghan, agora a sete palmos do solo.

DESDOMINGO, 21:40.

Não escrevo cartas, muito menos entrego elas, que nem James, mas esses tempos de fardo me fizeram escrevê-la.

Recentemente, o Departamento da Polícia anunciou que finalmente serei promovida. É claro que com a falta de um chefe como um "xerife", eu era a única pessoa naquele hospício que merecia o cargo de delegada. Era pra isso que ele sempre puxava o meu pé, e quando eu finalmente encontrei a chance de brilhar, ele não está mais vivo.

Eu entrei nesse caso porque quis, porque queria mostrar pra ele que eu poderia ser o que ele tanto queria de mim. Estava tão perto, tão perto para eu ser a salvadora. Eram apenas duas balas em Terence e Mackintosh, mas a polícia chegou antes que eu pudesse agir. Estava traumatizada demais com a morte de James para apontar nos dois, apertar o gatilho e fingir dissimulação. Eu também teria que matar James, meu companheiro, mas isso não importaria, faria o que tiver que fazer para ganhar o que eu quero. Mackintosh é um medíocre. É óbvio, algum dia ele vai ter seu mérito por matar James, e por fazer outras coisas como policial, mas ele estragou tudo ao deixar o celular para Terence.

Ninguém me entendia tão bem quanto James, e eu entendia ele. Ele só queria que o seu próprio pai olhasse pra ele não como um objeto pra entregar as cartas, queria muito mais que isso. Por isso, ele decidiu matar ele. Queria todo o dinheiro da família Monaghan só pra si. Mas James é um maníaco, queria que o legado do seu pai fosse destruído pela própria criação. Talvez eu seja ainda mais, pois pensei como um assassino pensaria, joguei que nem ele jogou esse tempo todo.

Quando Macartney disse para todos da polícia sobre o caso da morte de Elizabeth Leblanc, eu queria mais que tudo saber o que causou tudo isso, ia ser a minha chance de mostrar que podia pegar o culpado em um só caso. Depois, outras mortes por assassinato aconteciam e ficavam cada vez mais interligadas, mas eu não soube resolver o quebra-cabeça. Quando Leon Macartney morreu, inicialmente pensei que poderia ser pela sua idade, mas não. Seria uma das 5 pessoas que estariam na casa do Edwards, mas por quê? De acordo com o boletim da perícia, a primeira morte que o Departamento de Polícia registrou no ínício do mês foi a de Elizabeth Leblanc, que morava na rua Ego, no apartamento de Sésamo número 4. E o primeiro peão, por ironia do assassino, era branco. Cheguei à pensar que era uma piada ou simples coincidência, até chegar um dia depois. A segunda morte foi de um gordo chamado Mark Carter, na rodovia que parecia um "P",  e a assinatura do assassino, mais uma vez foi um peão, só que preto. Finalmente, o terceiro assassinato foi o de Leon, morto por ingestão de substâncias tóxicas. Poderíamos estar lidando com outro assassino entre nós, até porque nenhuma peça foi encontrada, mas se houvesse um bispo, a lista de suspeitos ficaria tão óbvia que eu contaria nos dedos.

Assim que Macartney morreu, todo o Departamento da Polícia soube da sua morte, e o motivo foi dito 4 dias depois com a autopsia: A doutora Amy Parks me disse que foram encontradas altas doses de cianeto de potássio nos seus rins. Antes disso, eu tinha 5 suspeitos: A loja de rosquinhas que Macartney ia todos os dias, Mackintosh, Edwards, James, e o restaurante que Mackintosh e Macartney foram ao meio-dia. Como qualquer pessoa tem seus adversários e pode se descontrolar, eu aproveitei tão belamente esse fio de esperança para condenar Mackintosh, seria a prova perfeita, não tinha como não ser ele, ele era o único que estava perto do xerife, até que Edwards morreu. Foi aí que Terence, o espertinho Terence, depois do sepultamento de Edwards, disse pra mim que o cianeto foi encontrado nos rins de Macartney, e não no estômago ou coisa assim. Eu entendi a linha de raciocínio dele na hora, porque embora confusa, faria total sentido. Depois disso, eu deduzi três coisas: Definitivamente, Mackintosh, o restaurante e a loja de rosquinhas estavam fora. Macartney nunca bebia água ou qualquer outro líquido enquanto comia porque atrasava a digestão, não foi morto por algo sólido, se fosse, a concentração de cianeto iria em sua maior parte para o sistema digestório. Só haviam duas suspeitas: Edwards e James. A teoria de Edwards caiu por terra, ele também morreu, mas cheguei a duvidar desde o dia em que a doutora Parks me contou sobre a morte de Macartney.

Quem matou Macartney foi a única pessoa que estava abaixo do nosso nariz no circuito de assassinatos misteriosos na cidade de Umbrella, James. Edwards pediu para James nos dar água na manhã em que chegamos na casa dele. Antes de Terence me contar tudo o que ele descobriu, eu contei com a possibilidade de não ser Edwards, porque ele odiava gatos, tinha alergia, definitivamente estaria gripado um dia depois de ter entrado e matado Elizabeth Leblanc. O clima também estava frio um dia antes de ela ser morta, e ela tinha um gato, que sumiu na mesma noite que a sua dona foi morta. Ficou extremamente claro que foi James. Ele colocou o pó de cianeto assim que foi à cozinha. Basicamente quis levar as suspeitas até Mackintosh. Terence não sabia do copo d'água, eu não lhe contei nada, óbvio. O idiota do Mackintosh estava com dor de cabeça demais no dia da morte de Macartney pra notar e se lembrar. Edwards já estava quase velho, um detalhe de copo de água é algo fútil pra ele. Eu soube de tudo, é claro.

Assim que Terence terminou de falar, comprovei minhas suspeitas. Fui atrás de James. Eu apontei a arma nele. Eu podia muito bem entregar ele pra polícia, ele estava indefeso, me confessou tudo, seus planos, o que ele queria, é como se ele soubesse que eu ia me juntar a ele. Então, eu me rebelei. Mesmo que tivesse lamentado a morte de Macartney, eu senti algo: alívio. Eu era presa a Leon Macartney, depois fui a James, mas James também ficou preso a mim. Macartney me cobrava todos os dias, e quando ele morreu, conheci o meu outro lado, conheci James, e James soube disso só pelo meu olhar na casa de Edwards. Ele me contou tudo o que ele queria, seus planos, as mortes que ele causou, como causou, como entrou, o dinheiro, a herança da família Monaghan; disse que dividiria tudo comigo se eu seguisse o trato, fez minha cabeça, e eu... abracei o lado preto e branco de Marina Fena Macartney.

Concordamos que iriamos entrar em ação depois de eu chamar o próprio Terence para levá-lo até Galego, o plano era: Sequestrar Terence. Não pra matá-lo, mas pra chamar a atenção de Mackintosh. Mackintosh me ligou, conforme o esperado. Quando nós dois chegamos no Departamento da Polícia de Umbrella, ele jogou duas armas pra mim, uma Águia do Deserto e um revólver. Eu agi antes que ele entrasse na viatura. Desarmei a arma que dei pra ele pra que James pudesse matá-lo. Assim que terminei de pressionar Galego no porão, ele me disse a senha e localização do cofre, contendo todo o seu dinheiro. Depois disso eu matei ele, acertando ele com a boca da pistola, ninguém mandou ser grosso comigo logo no nosso primeiro encontro. Iria provavelmente sumir com James e casar-me com ele, como rei e rainha que evaporaram. Era impossível James morrer naquela altura, mas eles fizerem um movimento que não previmos. Mackintosh teve a façanha de se livrar da morte, James subestimou os dois. Quando eu cheguei, fiquei paralisada. Deviamos matar Terence depois de Mackintosh, e assim pegaríamos todo o dinheiro. Pensando bem, não foi tão ruim ele ter sido morto. Agora, além de ser promovida, o dinheiro é todo meu, ele não teve nem a chance de saber a senha ou onde ficava. Confiou em mim, e eu olhei pra ele morto no chão, apenas. Esse é o preço de ter me manipulado.

Caso tenha achado a minha carta, seja na mansão de Galego ou por erro de correspondência, estou escrevendo-a no mesmo dia que peguei o dinheiro. Se você, leitor, quer ganhar a quantia equivalente à 20 mil dólares em dinheiro vivo restantes dos 500 mil da fortuna de Galego, siga os seguintes passos: Vá até a rua Dwhight, ande até a última casa do beco sem saída, ela tem um aspecto cinza. Atrás da casa, na porta dos fundos, há um jarro de terra amarelo, com duas cópias de chave, que James havia feito pra mim. Uma delas encaixa perfeitamente na fechadura. Jogue o jarro no chão e estarão lá. Tente abrir a porta com as duas. Depois de entrar na casa, você estará na cozinha. Atravesse a casa até chegar na sala de recepção, haverá uma escadaria que se reparte em duas no final. Vá para a da direita e abra a porta. No corredor você vai achar várias portas, que servem como armazém. Ande até a última. Com a outra cópia de chave que não entrou na fechadura de fora, abra o quarto, é o escritório de Galego. Lá achará um armário de madeira de carvalho. Conte 10 polegadas à partir do pé direito do armário, se lembre da posição marcada e empurre ele. No papel de parede, você deverá seguir exatamente a direção da marcação feita, em linha reta. Conte 2 palmos pra cima, arranque o papel de parede e retire a madeira, lá estará o cofre. Gire duas vezes pra esquerda depois 5 pra direita.

Aperte o play para uma experiência imersiva

Começou a chover, e estou escrevendo as últimas palavras no próprio escritório de Galego. Digo pra mim mesma, não para um anônimo e azarento que encontrou a carta. Será meu e seu segredo. Os 20 mil dólares serão um mimo, para você.

Já devia estar acostumada com o centro, sempre fui alvo de relâmpagos. Segunda-feira, amanhã, as brancas triunfarão. Será o dia em que receberei meu novo cargo, será a minha coroação.

Que incrível, vou me arrumar e me olharei no espelho como quem devo ser. Vou atravessar e atacar com tudo nessa carta.

Será o dia em que papai tanto esperava de mim. Ele queria tanto que eu fosse como ele, finalmente dei o orgulho que ele tanto me cobrava. Nunca fui um peão esperando ser promovido, apenas tinha que descobrir a peça que mais me encaixo.

Agora eu sei, estou sentindo o êxtase de finalmente estar em um tabuleiro como James dizia enquanto me contava sobre como invadiu casas, sobre como agiu e atacou peões, cavalos, fez armadilhas. Sou a peça mais poderosa do jogo, a bucetuda, que mudou o rumo com um só movimento. Minha sina é: ser a rainha.

Rubrica Marina.png












Na gaveta mais mofada e secreta do armazém abandonado de Galego, a carta era réu de um crime que nem James, nem mesmo qualquer outro criminoso da cidade de Umbrella poderia cometer: estar escondida para jamais ser encontrada. E lida.