Desmanuais:Como conduzir em Braga

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Conduzir em Braga é uma das atividades mais perigosas conhecidas pelo ser humano, sendo a deslocação entre casa e trabalho considerada uma atividade com altíssimo risco de morte, a ponto de que os X-Games decidiram que viajar de automóvel entre os dois campus da Universidade do Minho é um desporto radical e uma prova destas deve ser incluída quando tais jogos forem realizados em Portugal. Por sorte, agora existe um manual na Desciclopédia para educar os não-nativos como se portar no perigoso trânsito bracarense, reprodução fidedigna das antigas corridas de bigas romanas.

Sabes que estás chegando em Braga quando se deparas com cenas como esta

Primeiros conselhos[editar]

O primeiro conselho seria não conduzir um veículo em Braga, mas como tu insistes, o primeiro conselho é arranjar um carro de ocasião directamente em Braga. Os carros de ocasião na mouraria (ou seja, tudo abaixo do Douro) e no Porto são extremamente frágeis, e mesmo adquirir um carro numa cidade vizinha resultaria em muitos problemas, já que o trânsito nas cidades vizinhas ainda segue as leis da União Europeia e da Convenção de Viena, e boa sorte voltando para Barcelos ou Guimarães para devolver o carro e tentar convencer a agência que passaste por cima de uma mina terrestre. Lamentamos, mas essa desculpa não vai colar: Braga não é a Bósnia ou Moçambique[1].

Assim já é um bom começo, mas ainda é bastante perigoso

Ao se começar a conduzir o veículo arrendado, notarás que ele tem grandes diferenças mecânicas em relação aos automóveis do resto de Portugal: a transmissão contém um mecanismo que faz com que tenha o mesmo número de marchas para trás do que tem para a frente, o que é muito útil para realizar os atos necessários para se obter o respeito da população local (ver mais em "Conquistas" mais abaixo). Não recomendamos que ligues o autorrádio: pelo menos um botão aleatório inicia a sequência de autodestruição do carro. E para ouvir música no meio da viagem, já tens o telemóvel, isto quando não estás o usando para desbloquear alguma conquista.

Leis de trânsito[editar]

As leis de trânsito bracarenses baseiam-se no princípio da sobrevivência do mais parvo, datando da época em que a cidade era a capital do reino visigodo, mantendo-se inalteradas desde então devido à preferência dos portugueses de manter tradições, não importa o quão estúpidas elas sejam.

Sinalização[editar]

Por ser regido por leis arcaicas, existem várias placas de trânsito que possuem um significado diferente em relação ao resto de Portugal, já que a cidade não é signatária de nenhum acordo internacional de padronização das leis de trânsito:

Os gestos também são muito importantes em caso de falha grave da parte elétrica do carro. Geralmente, se dividem em classes como apontar o dedo médio, usar uma pistola para ameaçar ou atirar no carro que vem logo atrás, jogar lixo no meio da pista. O uso da sinalização também é extremamente importante, especialmente o uso do farol alto para cegar o condutor à frente e as lanternas traseiras para acenderem quando se trava do nada com a intenção de matar o condutor que vai atrás em um acidente ou uma parada cardíaca. Os piscas são usados para chamar adversários para picarias na A3 ou na N101 (opção esta que é reservada apenas para os mais ousados).

Demarcações[editar]

Nas zonas urbanas, não existem demarcações entre as ruas e os passeios, sendo a cidade inteira território livre para os automóveis, independentemente da largura da faixa.

Qualquer sítio é uma vaga de estacionamento em Braga

As faixas de peões são apenas elementos decorativos, sem nenhuma funcionalidade a não ser de código de barras. Os peões são considerados alvos secundários, mas atropelar alguém em Braga é visto como um barbarismo, já que os bracarenses preferem praticar o acidente automobilístico ornamental, onde o acidente é julgado por critérios como dano causado ao carro, número de testemunhas presentes no local (se houver uma câmara para filmar o acidente, melhor ainda) e o quão rápido O Minho publica em seu site a notícia do acidente. A N101 é o point mais famoso para a prática deste desporto autenticamente bracarense[2].


Limites de velocidade[editar]

Os limites de velocidade em Braga são completamente arbitrários, existindo apenas a placa para livre interpretação dos condutores. Logo, uma placa com "60" pode significar 60 quilómetros horários, metros por segundo ou litros de combustível consumidos a cada 100 quilómetros. Logo, todo mundo anda na velocidade que quiser.

Preferências[editar]

As leis de preferência e ocupação de faixas também são completamente inexistentes, assim como apenas as leis da física limitam onde os veículos pesados podem circular, em que faixas e em que horários. Como precaução, é recomendado conduzir apenas nas faixas mais próximas às saídas de Braga e rezar para que não sejas abalroado por algum chunga bracarense em um 316 ou 318 a gasóleo entrando na curva em um drift a uma velocidade absurda, isso quando não no sentido contrário ao da via.

Nas rotundas, é dada a preferência a quem está fazendo rodando, de preferência o mais próximo das bermas internas, para ganhar mais pontos de estilo.


O condutor bracarense[editar]

Para aumentar suas chances de sobreviver no trânsito de Braga, é necessário conhecer com quem vais conviver. Desde já, deve-se saber que o bracarense ao volante sente-se como um Colin McRae a voar no salto de Fafe enquanto é perseguido por todo o grid da Fórmula 1. Exactamente por isso, omissão de socorro não é considerada um crime, mas um costume normal após um acidente, pois se vê necessário sair da cena do crime o mais rápido possível para tirar aqueles preciosos décimos de segundo do seu recorde de tempo de sair do centro para sua casa em Mire de Tibães. Apesar de sua alta velocidade, o bracarense também é extremamente zeloso de seus gastos com itens de consumo para seu carro (peças sobressalentes não estão incluídas neste cálculo).

Os condutores em Braga são conhecidos por suas características únicas como completa falta de noção de espaço. A habilidade de um bracarense ao volante se mede em termo de quantas palavras de baixo calão ele consegue proferir por minuto, sendo que alguns contam com uma espécie de tacómetro que pode chegar às 70 ofensas por minuto em alguns modelos de cidadão (geralmente os mais tímidos).

As estradas bracarenses são bastante abrasivas, logo, os habitantes locais desenvolveram métodos bastante engenhosos para poupar pneus

Conquistas[editar]

Os condutores em Braga são classificados por um sistema de crédito social parecido com as conquistas da PSN e oficializado pela câmara municipal. A lista oficial conta com centenas de conquistas diferentes, das quais apenas os mais populares são publicados nesta lista.

  • Invadir o centro da cidade e passar pelo Arco da Porta Nova com um carro (quanto maior o automóvel, maior o nível de respeito obtido com este feito)
  • Causar um acidente em cada uma das entradas da cidade
  • Vencer uma picaria contra um local. Esta tarefa tem dificuldade completamente aleatória
  • Tombar um veículo comercial. Quanto maior, mais pontos
  • Colidir com o veículo à frente e o veículo atrás durante uma tentativa de estacionamento no meio da rua
  • Tombar um camião em cima de um outro automóvel
  • Causar um acidente na estrada do Bom Jesus por ter se esquecido que o carro sobe quando era pra descer
  • Reproduzir a primeira missão do Driver no estacionamento do Braga Parque
Cquote1.svg Hey man, watch the paint! Cquote2.svg
  • Jogar um carro no Cávado
  • Vencer uma corrida na pista de atletismo do 1º de Maio
  • Jogar um carro na Fonte Luminosa
  • Conduzir na A3 no sentido contrário por pelo menos um minuto
  • Ultrapassar em marcha-atrás em uma das avenidas da cidade
  • Trafegar na zona pedonal da Avenida da Liberdade enquanto recebe um broche de uma puta
  • Passar por cima de todos os canteiros de flores da Avenida da Liberdade em uma única visita
  • Causar um acidente que saia no jornal local
  • Causar um acidente que saia em um jornal de circulação nacional
  • Passar na portagem da Via Verde sem pagar
  • Superar os 100 km/h em marcha-atrás
  • Postar no Snapchat ou no TikTok enquanto conduzes acima dos 130 km/h (bônus se for dentro do perímetro urbano da cidade)
  • Receber intimação policial por não pagar as portagens repetidamente (pelo menos umas cinquenta vezes)
  • Envolver-se em um acidente que envolva pelo menos três, cinco ou dez veículos
  • Envolver-se em um acidente com feridos (pontuação multiplicada por gravidade e número de envolvidos)
  • Envolver-se em um acidente com vítimas fatais (por algum motivo, esta conquista é relativamente rara, o que é motivo de estudos de universidades mundo afora)
  • Violar os limites de velocidade em todos os radares postos pelo estado português dentro da cidade
  • Encontrar todas as rampas de salto e conseguir sair com vida de todas elas (inclusive a rampa do Bom Jesus, que parece aquelas rampas de salto de esqui das Olimpíadas de Inverno)
  • Alcançar 100% de descoberta do mapa (uma das conquistas mais difíceis, já que envolve sobreviver pelo menos dois anos em Braga)
  • Ter a carta de condução cassada pelo governo (o que não te proíbe de continuar a conduzir na cidade, já que a Igreja Católica é a única autoridade reconhecida para assuntos relacionados aos transportes)

Além disso, existem objetivos bônus associados por peripécias performadas em municípios vizinhos, como pegar a N101 sentido Guimarães e subir a rampa do estacionamento do Parque de Camões no drift

Quanto mais estreito seu carro, mais locais podes acessar, facilitando sua busca pelos 100% de exploração do mapa.

Tais conquistas são extremamente difíceis, e são raríssimos os condutores que platinaram o trânsito em Braga. No entanto, estes são considerados como deuses pela população local.

Explicações complementares

  1. Para a alegria dos moçambicanos
  2. O acidente automobilístico ornamental é considerado um dos desportos símbolo do Minho, junto do hóquei em patins em Barcelos, o jogo do pau em Fafe e a irrelevância em Famalicão.