Desmanuais:Como sobreviver em Portugal sendo brasileiro

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Então você, brasileiro, decidiu que sair do país antes que o entrudo todo desenrolasse (ou seja, a qualquer momento) seria a melhor opção, mas, por ser burro o suficiente e não saber nenhum outro idioma, teve que se contentar com ir para Portugal? Por sorte, arranjamos um manual completo de como sobreviver na terrinha, escrito especialmente por aqueles que fizeram tal viagem e se arrependem até hoje.

Conhecendo Portugal[editar]

Antes de começar, é necessário conhecer algumas informações sobre o país a se conquistar visitar.

Economia[editar]

A economia portuguesa, em grande parte, se resume ao turismo e à exploração dos trabalhadores do setor terciário com salários mínimos e jornadas de pelo menos 36 horas semanais. Tais lojas sempre estão procurando idiotas colaboradores pelo fato da rotatividade ser extremamente alta exatamente pelo fato de que é praticamente impossível sobreviver dignamente com um salário mínimo nas grandes cidades portuguesas (e por "grandes", leia-se Lisboa e Porto), extremamente difícil sobreviver dignamente nas áreas metropolitanas das grandes cidades e muito difícil de se sobreviver com dignidade e um desempenho académico aceitável (se este for o caso) nas cidades médias do país. Se vieste procurar ouro, lamentamos, mas vieste ao artigo errado. Tente procurar no desmanual de como sobreviver no Reino Unido após o Brexit.

Geografia e Política[editar]

Portugal se divide na sua parte continental e em dois arquipélagos, Madeira e Açores. A parte continental é dividida em dezoito distritos que na prática só existem na época eleitoral. Para vossa infelicidade, o país vive em constante período eleitoral, já que são realizadas eleições separadas para presidente, parlamento, parlamento europeu e autárquicas. Com exceção das presidenciais, sempre se vota por uma lista fechada apresentada por um partido, onde entram sempre os mesmos nomes e só é possível mudar quando um deles morre.

História[editar]

A primeira coisa que um brasileiro deve saber sobre a história de Portugal é que não existe um consenso sobre ela, podendo começar e terminar de acordo com o local onde se encontras, removendo completamente todas as outras referências a outros períodos. O artigo adjacente fala sobre a visão oficial de estado que é ensinada nas escolas, mas nunca utilizada no cotidiano.

Demografia[editar]

Portugal tem aproximadamente dez milhões de habitantes, estando pelo menos um milhão deles no bico do corvo, mais um milhão de aposentados e oito milhões que podem sair a qualquer momento para tentarem a sorte em algum outro lugar. Realmente existe uma lei que define uma lista de nomes permitidos para os bebês, o que faz com que não seja possível colocar o nome do bebê como Neymar ou Kéfera, o que faz com que os portugueses tenham que recorrer a nomes como Inês, Matilde, Francisco e Sebastião, que são encontrados no Brasil apenas no topo da pirâmide etária, ou adaptações de nomes estrangeiros como Quévim (bastante popular entre os chungas e gunas).

A população portuguesa pode ser dividida em vários grupos, sendo o maior deles o de velhos. Entre os mais jovens, se encontram vários grupos similares aos brasileiros, como os betos, gunas, chungas e aqueles metidos a intelectuais/pseudopolíticos.

Culinária[editar]

Muito da cozinha portuguesa está facilmente disponível em qualquer cidade grande brasileira, mas a verdadeira culinária portuguesa consiste dos mesmos pratos, só que feitos com os ingredientes mais baratos que se puderam encontrar. Os pratos mais populares são a francesinha, os pastéis de nata e os panados, que constituem em um bife ou filé de frango à milanesa enfiado no meio de uma carcaça, que não é de origem animal mas sim um pão francês.

Preparando a viagem[editar]

Como você provavelmente não sabe pois passou as aulas de geografia dormindo, Portugal pertence à União Europeia[1], logo é necessário seguir um milhão de protocolos diferentes para chegar lá em segurança e sem correr o risco de ser expulso.

Arranjando o passaporte[editar]

Arranjar o passaporte é o de menos, você só precisa comparecer no posto da Polícia Federal com seus documentos, garantir que nunca cometeu nenhum tipo de crime na vida e tirar uma ou duas fotos. Oh, você já tem o passaporte? OK, vamos ao próximo passo. O que você quer fazer em Portugal mesmo?

Eu vim estudar[editar]

No caso de ir estudar, você vai precisar levar ao consulado uma pequena lista de documentos que consiste de certidão de nascimento, título de eleitor com certificado de que participou das últimas eleições, CPF, comprovante de residência, passaporte, identidade, carteira de vacinação com vacina antitetânica, carteira de motorista, certidão de casamento, histórico escolar completo comprovando que você está apto a estudar na instituição de ensino escolhida, comprovante da nota do ENEM ou similar, carta timbrada da instituição dizendo que você foi aprovado, comprovante de plano de saúde ou PB4 ou similar, além de certificado de antecedentes criminais, extratos bancários e certificados de que você tem condições financeiras de se manter em Portugal, tudo carimbado, oficializado e apostilado em um cartório. Os documentos originais devem ser apresentados junto de suas cópias, sendo pelo menos uma cópia de cada documento.

Eu vim trabalhar[editar]

Se você veio achando que qualquer idiota pode arranjar um emprego em Portugal e ficar milionário, estás redondamente enganado. O mundo do trabalho em Portugal é cruel e inquieto, e grande parte das experiências se resume a exploração e várias horas de trabalho por um salário mínimo[2]. Se o cara te disser que você vai receber o salário em dinheiro vivo no fim do mês, fuja imediatamente, pois isto na verdade significa que você NUNCA será pago pelo seu trabalho. Procure os empregos com recibos verdes, apesar destes exigirem que você tenha que ir de novo ao SEF informar que está trabalhando. Por sorte, os estabelecimentos oficiais te mandam um contrato de trabalho que deve ser imprimido com a sua assinatura, enviado por e-mail e enviado ao consulado quando você for fazer o visto junto com toda a papelada que foi descrita na seção anterior e sua carteira de trabalho.

Os estabelecimentos com mais possibilidade de emprego são os supermercados, lojas de shoppings e casas de alterne.


Arranjando residência[editar]

Após conseguir reunir toda a papelada, falta o mais importante: um teto pra dormir. Primeiro você tem que procurar no OLX ou no Facebook, pois são os sites com maior procura. Se você for mulher, suas possibilidades são praticamente ilimitadas, pois não apenas você pagará menos, como boa parte dos aluguéis de quartos são apenas para mulheres[3]. Muitos dos quartos funcionam na base de uma mensalidade fixa + o custo das despesas mensais, que são divididas igualmente com todos os inquilinos do apartamento ou casa onde você vai morar, apesar de todas as responsabilidades da casa acabarem caindo nas tuas mãos de qualquer maneira. Por sorte, a lei portuguesa proíbe as letras pequenas nos contratos, sendo obrigatório que o tamanho mínimo da fonte seja 10px. Caso o contrato seja redigido em Comic Sans MS, é recomendado que se entre em contato com a GNR/PSP de imediato por crimes de lesa-humanidade.

Ufa, acabei tudo[editar]

Agora é ir ao consulado, fazer a entrevista (que é basicamente uma verificação de todos os documentos e uma pergunta para verificar se você realmente sabe o que vai fazer da vida em Portugal), entregar seu passaporte e esperar de vinte a mais de oito mil dias para receber o e-mail do consulado dizendo que você pode ir pegar o passaporte, que já está confirmado, carimbado e autorizado para decolar... Isso se você já tiver comprado a passagem. Por algum motivo completamente aleatório, um voo com destino ao Porto e escala em Lisboa sai mais barato do que um voo direto para Lisboa ou ao Porto.

Chegando em Portugal[editar]

Ao se chegar em Portugal, deve-se primeiro, como em todo o aeroporto do mundo, ir para a aduana, apresentar o passaporte e receber o seu carimbo de que entrou oficialmente no espaço Schengen, União Europeia, República Portuguesa ou qualquer outro nome à sua escolha. Saindo da fila e pegando as malas, agora é escolher o modo de transporte para chegar à sua estadia. Caso você tenha escolhido ficar em qualquer lugar fora de Lisboa ou do Porto, só existirão duas opções: deixar a alma e um dos rins para uma viagem de táxi em uma carrinha Mercedes-Benz a diesel de pelo menos quinze anos e um milhão de quilômetros rodados até a parvónia onde ficarás ou aguentar a experiência de uma rodoviária em Portugal. Se lembras do Auto da Barca do Inferno?[4] As rodoviárias em Portugal são como isto, mas ao revés: você nunca sabe quando o seu ônibus autocarro chega, sendo obrigado a correr pra lá e pra cá com pelo menos uma mala se arrastando pra ver se o ônibus é mesmo aquele para onde você tem que ir. Evite os trens a qualquer custo, até porque o serviço não chega à maioria das cidades, e mesmo nas que chega, é possível que não chegue. Todo e qualquer serviço ferroviário em Portugal fora dos metrôs de Lisboa e do Porto não deve ser utilizado, a menos que você queira que seu vôo de volta para o Brasil seja no compartimento de carga do avião.

Ao chegar na sua cidade, você terá que ir ao SEF para prolongar sua autorização de residência, pois oficialmente, você só pode ficar 90 dias livremente em Portugal, então aproveite este tempo para se legalizar e não dar chilique e desejar mandar todos os portugas para morrer na câmara de gás quando a PSP bater na porta do seu apartamento pedindo documentos.

Finalmente, é hora de descansar, provavelmente em paz. Provavelmente já deve estar no contrato que você não pode fazer barulho além de um certo nível tolerável após as 23 horas, sob pena de multas, expulsão do quarto em caso de reincidência, bla bla bla, e quando eu falo em multas, é porque as multas são REALMENTE pesadas. Ou não me diga que você quer mesmo morrer em 500 euros só por causa da sua saudade de fazer um baile funk no seu quarto.

Às compras! Às compras![editar]

Sabemos que você agora está morrendo de fome. É necessário entrar em um dos vários mercados para ver se consegue levar pelo menos uma daquelas tigelas de salada de 2 euros e meio. A primeira opção muito provavelmente será o primeiro mercado que você ver pela frente, o que, na maioria das vezes, é um Pingo Doce. Neste caso, prepare-se para perder o pouco que ainda resta da sua sanidade mental após ouvir a mesma vinheta de sete notas a cada cinco minutos.

Cquote1.svg Pingo Doce, venha cá! Cquote2.svg

Caso tenhas um pouco menos de azar, será um Continente. É provável que sua faculdade, caso você tenha vindo a estudos, te dê um Cartão Continente como cortesia, no entanto, isto te obriga a abdicar de sua religião atual e prestar tributo a uma divindade em forma de hipopótamo que aparece apenas em raros momentos do ano. Se tiveres um pouco de sorte, poderás comprar em um Aldi, Lidl ou Intermarché, que não diferem em nada em relação aos supermercados portugueses, apenas tendo uns nomes mais legais que soam mais chiques para quando você estiver se gabando com os familiares ou amigos. Se sentires saudades da comida brasileira, prepare-se para deixar a tua alma no caixa eletrónico, já que os produtos são extremamente caros em relação ao preço normal deles no Brasil.

Cquote1.svg Foda-se, doze euros numa garrafa de 51?! Cquote2.svg
Qualquer um sobre o preço dos produtos típicos brasileiros em Portugal

A primeira coisa que te deixará em choque é o número de variedades de pizza. De fato, o bacalhau não é tão consumido em Portugal, sendo preterido pela pizza como fast food, junk food ou comida pra qualquer ocasião. A segunda provavelmente será a variedade de pães e peixes disponíveis à venda, e a terceira será o preço das carnes, sendo que o atum em lata será seu melhor amigo a partir de agora.

Chegando ao caixa, você terá que pagar se quiser pegar no saco, quer dizer, uma sacola. As sacolas de plástico geralmente custam 10 cêntimos, enquanto as de lona, que parecem as sacolas que sua mãe leva na feira, custam desde 50 cêntimos até um euro, estando disponíveis em praticamente toda loja, com tamanhos que variam desde praticamente o mesmo de uma sacola de plástico até o de uma cidade como Montemor-o-Novo. Independentemente de seu tamanho, as sacolas de lona são ultra resistentes, sobrevivendo tranquilamente a cortes de katana, sabre de luz e projéteis 7.62mm disparados a uma distância de cinco metros.

Vale notar que é costume que os seguranças vejam com suspeita quando uma pessoa entra em um mercado com uma sacola de outro mercado diferente, como no caso em que uma senhora de 56 anos foi estrangulada pelo segurança do Continente Modelo de Odivelas por estar portando uma sacola do Lidl.

Terminando de passar tudo, a moça do caixa geralmente pergunta se você vai querer o número de contribuinte. Isto teoricamente é como o CPF na nota, e teoricamente traz algum tipo de benefício em forma de devolução de valores no fim do mês, mas na verdade é um método de engenharia social para que as empresas coletem dados sensíveis de seus consumidores sem seu consentimento, com o propósito de enviar mensagens e e-mails irritantes sobre promoções e outros eventos, além de passarem o número do seu celular para as operadoras de telemarketing te ligarem nos momentos mais inoportunos para te oferecer planos de celular, TV a cabo, internet e telefone fixo em um grande pacote 60 em 1, que significa que o pacote inteiro irá custar 60 euros e você só vai precisar de um destes serviços.

Arrumando a casa[editar]

Voltando das compras, é hora de arrumar as coisas na casa. Vá tomar um banho e, para sua surpresa, em 99% dos casos haverá uma banheira, a qual raramente consegue abrigar mais do que uma ginasta olímpica deitada, e não terá nenhum dispositivo de prevenção de acidentes. A ducha é ligada na parte de baixo, em um dispositivo extremamente complexo e sensível que, na maioria das vezes, se encontra com a alavanca quebrada.

Gire a alavanca para a esquerda para aquecer a água, para a direita para esfriá-la e totalmente para a esquerda caso você deseje ser cozido vivo durante o verão ou para a direita caso queira virar picolé durante o inverno. Aperte o pino para que a água caia na banheira, puxe-o para que ela caia no chuveiro. Fácil, né?

Ao final do dia, você deve ter uma hora para ver a TV antes de dormir. A maioria dos lares portugueses tem TV a cabo, mas aqueles que não o têm possuem apenas quatro alternativas: dois canais da RTP, mantidos com uma pequena taxa na conta de luz, a SIC, que seria como a Globo, mas só que com um pouco menos de baixaria, e a TVI, que durante o dia é como a Globo, incluindo o Big Brother, e durante a noite, é como a RedeTV, incluindo o João Kléber. Esqueça o futebol na televisão, os jogos transmitidos nos canais abertos são tão raros quanto uma medalha portuguesa numa Olimpíada. As rádios portuguesas são poucas, e você só vai escutá-las uma ou duas vezes na vida. Nenhuma delas passa futebol ou qualquer evento que não seja uma entrevista com um político ou uma personalidade especialista em um assunto do qual só ela se importa no mundo ou todos os portugueses sabem mais que ela.

Se o contrato da sua casa permitir, você pode ir à varanda da casa ou do apartamento para fumar um cigarro, mas é provável que já exista alguém a fazer isto. Os cigarros são obtidos com certa facilidade em máquinas iguais àquelas máquinas de refrigerante comuns no Brasil, com a exceção de que quando você vai comprar a lata de Pepsi, não tem que morrer em 1% do seu salário mensal e receber uma mensagem "FUMAR MATA" ocupando mais da metade da lata. Pelo menos em Portugal não existem as caixas de cigarro com imagens aterrorizantes de tumores, vísceras e tripas saindo de feridas necrosadas, já que os portugueses têm de conviver com imagens ainda mais nojentas e horripilantes na forma das campanhas europeias do Benfica, e além disso, fumar cigarros convencionais é démodé, já que outros tipos de drogas estão disponíveis com mais facilidade.

Sim, isso mesmo, coisas como a maconha, cocaína, heroína e a discografia da Maria Leal são legalizadas aqui. Se você for pego fumando um cigarro de maconha, é capaz do policial te perguntar onde você comprou e ainda dizer um lugar onde vende mais barato.

Encontrando os outros brasileiros[editar]

Em todo canto do mundo tem brasileiro, e ainda mais em Portugal. Você os encontrará facilmente, muitas vezes por serem as únicas pessoas que acham que camisa de futebol é uma vestimenta válida para se ir a qualquer coisa que não seja relacionada a futebol ou à prática de qualquer outra atividade esportiva.

Dirigindo em Portugal[editar]

A primeira coisa que você deve notar é a absoluta falta de semáforos. De fato, os portugueses consideram tal tecnologia desnecessária e irão frear imediatamente para qualquer coisa que estiver atravessando a faixa de pedestres, e o trânsito, com raras exceções, é bastante civilizado.

É possível transferir sua carteira de motorista para Portugal, o que implica em uma viagem até Lisboa, um dia inteiro na fila do consulado, sua carteira de motorista sendo confiscada e semanas de agonia esperando que a sua carteira portuguesa chegue.

As estradas portuguesas se dividem entre as autoestradas de primeiro mundo, cheias de pedágios por câmera (sim, além dos radares, você tem que aturar as câmeras dos pedágios), as estradas nacionais, que são gratuitas mas lembram as estradas brasileiras, e as estradas regionais, que são abandonadas para a própria sorte. Também existem os Itinerários Principais e os Itinerários Complementares, que só servem para confundir a cabeça dos motoristas[5].

Comprando um carro[editar]

Os carros em Portugal se resumem em duas categorias: os extremamente novos e os extremamente velhos. Você irá encontrar mais carros de 97 do que de 2007 nas ruas. A grande maioria dos carros é movida a diesel, e a gasolina é vista ou como combustível de carro popular (e acredite, os carros populares da década de 90 em Portugal são tão ruins e pelados quanto os carros populares brasileiros da época) ou de carro de playboy/rico/supercarro que está fora do alcance de 99,99999% da população.

Para financiar um carro, é necessário comprovante de renda, residência e todos os documentos que você usou pra entrar no país, pois os portugueses não são enganados com facilidade, sendo mais espertos do que o esperado nas técnicas de prevenção de calote. Até mesmo os agiotas exigem comprovante de renda para que eles não precisem fazer o trabalho sujo quando forem cobrar a dívida.

Um típico carro a diesel em Portugal. Quanto mais fumaça, mais legal pra eles

Votando em Portugal[editar]

Como votar é obrigatório sendo brasileiro, você tem que a cada quatro anos deslocar-se para um dos consulados, deixar seu voto para presidente e ir embora, desperdiçando um dia inteiro do seu tempo, contando com a viagem e a fila dos atrasados, para um ato que dura dois minutos.

Obtendo a cidadania[editar]

O objetivo final é sobreviver até que se consiga passar sete anos contribuindo ao estado português de alguma forma, ou seja, por meio do seu trabalho. Após isto, é possível obter a nacionalidade portuguesa, o que tecnicamente te permite ficar para sempre no país sem ter que ouvir algum eleitor do André Ventura[6] te mandar voltar pra tua terra e parar de roubar o emprego dos portugueses que de qualquer forma não iriam querer esse emprego miserável no qual você se encontra, além de permitir que você vote mal e usufrua de todas as poucas regalias que o passaporte português te proporciona, como não ser necessário para viajar para toda a Europa ou ter acesso livre a pelo menos 80% do globo terrestre.

Notas importantes (ou não)

  1. E por pertencer dizemos que o país é mesmo propriedade dos credores alemães após a crise de 2012-15
  2. E exatamente por isso a grande maioria dos seus colegas de trabalho serão velhos, estrangeiros e estudantes que vão emigrar na primeira oportunidade após finalizar a licenciatura
  3. Não se sabe se isto também se aplica a mulheres trans
  4. Obviamente não, pois pra você Gil Vicente é só aquele time que vive brigando pra não cair de divisão
  5. Com exceção do IC2, que serve para assassinar os condutores ou levá-los à depressão crônica por excesso de caminhões e ônibus
  6. Uma mistura de Bolsonaro com Craque Neto, mas sem o analfabetismo de ambos