Despoesias:Soneto de Futilidade

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De tudo ao meu cocô serei atento
Antes, e com tau zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em fase de maior desencanto
Dele se ojerize mais meu pensamento

Quero vivê-la em cada bom momento
E em seu fedor hei de espalhar meu canto
E peidar meu peido e cagar num canto
Com muito pesar e contentamento

E assim, quando mais tarde eu procure
Quem sabe a descarga, angústia do tolete
Quem sabe a solidão, fim de quem caga

Eu possa dizer do cocô (que deu leite)
Que não seja imortal, posto que é baga
Mas que seja fedido enquanto dure