Desreceitas:Cerveja barata

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Receita.jpg

Este artigo é parte do Desreceitas, a sua biblioteca de receitas e fórmulas

Muita cerveja caseira baratinha pra servir aos convidados numa festinha em casa.

Cquote1.svg Foi o Cão que colocou pra nóis beber? Não, foi esse pobre aí que fez cerveja em casa! Cquote2.svg
Jeremias

Cerveja é a segunda bebida mais consumida do mundo, superando a água, o café e o suco de groselha que parece de limão e tem sabor de tamarindo, e perdendo apenas para o gummy[1]. Com a inflação da atualidade, está bem complicado comprar cerveja, então a solução é fazê-la em casa. Sim, é possível e não é caro!

Bom, é óbvio que essa cerveja aqui é pensando nos editores da Desciclopédia, que ainda vivem com seus papaizes e mamãezes e têm pouco dinheiro pra comprar cerveja, e isso quando pode, afinal, 90% do capital humano da Desciclopédia não possui maioridade penal, que dirá alcoolical. Assim, esta é a receita para cerveja barata.

Ingredientes e utensílios[editar]

Bolhas esbranquiçadas na cerveja? Não se preocupe, o máximo que pode ocorrer é a morte.
  • Em vez de grãos selecionados de cevada e outros cereais próprios para cerveja, usaremos uma mistura de flocão de milho, dessas de fazer cuscuz, com farinha de trigo comum, normalzinha, branquinha, dessas de fazer bolo, mas não cuscuz. A mistura será 60% de flocão e 40% de farinha. Seria bacana adicionar malte, mas pobre nem sabe o que é isso, capaz de confundir com Ovomaltine[2].
  • Em vez de fermento próprio para cerveja, feito com cepas isoladas de levedura Saccharomyces cerevisiae, vamos usar aquele fermento de pão comum de mercado, feito com cepas da mesma levedura, mas que não respeitaram o lockdown e se misturaram com a gentalha;
  • Um pouco de açúcar (5% do total) a essa mistura para balancear as enzimas e nutrir as leveduras (ou o contrário).
  • Em vez de lúpulo, cuja flor amassada é usada para dar aroma e sabor amargo à cerveja, utilizaremos erva-mate de chimarrão, tererê, tereré, tanto faz [3], a mais barata que for;
  • Pó de café velho, pra compensar a falta de malte (e de decência) da receita;
  • Em vez de água mineral, usaremos aquela boa e velha água de torneira, que é metade mineral, metade animal. Para cada quilo da mistura cervejeira de pobre, serão necessários três litros e meio de água;
  • Finalmente, em vez de um equipamento superfodão pra fazer cerveja, precisaremos apenas de um panela grande, tipo um caldeirão de bruxa, algum utensílio pra mexer o caldo, como uma pá ou seu braço, algum vasilhame grande, do tamanho da panela usada pra fazer o mosto, que irá receber o caldo "limpo", filtros, que podem ser uma cueca bem velha sem uso e uma meia sem furos grandes, e garrafas pet a gosto.

Modo de preparo[editar]

Um descíclope fez a receita e morreu aprovou!

Etapa 1: o mosto[editar]

Com esta receita, você não só fará uma cerveja barata, como também vai competir com estas aqui, o que não é uma coisa boa...

Na panela grande, colocar a água de torneira. Apesar de o cálculo de água ser de 3,5 L/kg de farelo misturado com farinha, deve-se adicionar 200 mL a mais de água para cada litro porque a evaporação pode tirar muita água do caldeirão e deixar a litragem de cerveja mais cara[4], e não queremos isso, não é? Enfim, tendo esses cálculos em mente, colocar a água no caldeirão e deixá-la esquentando até chegar no ponto de bolha, aquela fase antes de pegar fervura que quem sabe fazer café já pegou a manha. Normalmente se usaria um termômetro culinário, mas somos pobres, então faremos à moda do Chaves: colocar o braço lá, se ficar vermelho, está quente, se ficar azul, está frio.

Quando chegar nesse ponto de soltar leves peidos na água, pode desligar o fogão, forno à lenha, cu de crente do cu quente ou o que tiver disponível pro seu método de esquentamento de água, adicionar a mistura de florinha com facão, digo, flocão com farinha, e deixar a mistura descansar na água quente por cerca de uma hora. De vez em quando, é bom acender o fogo de novo e deixar por poucos minutos, tipo uns 3 ou 4, até voltar a fazer borbulhas de amor, sempre mexendo o mosto pra mistura pegar liga e virar um cimento ou gesso de pedreiro inexperiente, que não serve pra segurar tijolo, muito menos fazer cuscuz, mas serve como leite de burra vegano.

Etapa 2: a filtragem[editar]

A matéria-prima principal dessa cerveja.

Após a hora de descanso da farinha na água, o caldinho deve ter ficado bem adocicado ou com gosto de canjica crua. Agora, é necessário pegar a panela, de preferência depois de esfriar, pois pegá-la quando estiver quente pode dar uma dor violenta e queimaduras de quinto grau nas mãos, e jogar o mosto num outro recipiente também grande, passando pela roupa íntima usada como filtro. Não deixar cair pedaços de farinha ou restinhos de grãos pro caldo ficar bem límpido e bonito. Certifique-se que lavou bem a cueca velha, pois cerveja com cheiro de cu ninguém aguenta exceto a Brahma.

Nada é empecilho pra quem quer fazer sua própria cerveja.

Tendo o líquido separado, devolvê-lo à panela, já efetivamente limpa, e botar a poção mágica de pobre no fogo pra ferver[5], pois é necessário levantar fervura no caldo para poder dar AQUELA amargada com a erva (e o pó). Tem de deixar ferver por outra uma hora, para eliminar possíveis gostos de feijoada e de outras comidas da panela que sobreviveram ao "massacre" da limpeza. Quando faltar vinte minutinhos para a hora acabar, pegar a meia velha sem muitos furos e adicionar um punhado de erva-mate e meio punhado de café dentro. O ideal seria usar uma meia sem furo nenhum (fora os furos naturais do tecido, é claro) e bem lavada, sem aquele aroma de queijo parmesão podre. Enfim, com a meia recheada de erva, colocar na panela fervendo para aromatizar a bira. Passado o tempo, poder-se-á desligar o fogo em definitivo e esperar esfriar bem o caldo, removendo a meia com a erva, pra evitar que outro fungo fermente a farinha e produza vinagre com bucetona, e deixando apenas o caldo que virará a cerveja barata.

Etapa 3: a fermentação[editar]

Um usuário da Desciclopédia usando a receita. Note a panela velhaça e o coador de café cheio de mijo pra filtrar o chimarrão

Após esfriar bem o caldo, ao ponto de ser suficiente para, hipoteticamente, enfiar o pênis no líquido sem causar queimadura[6], já podemos envasar nossa bebida para a formação da cerveja e maturação. É suficiente pegar umas garrafas pet, mas certifique-se que não estão com cheiro de Guaraná Dolly, soda cáustica ou outro cheiro repugnante/trem tóxico da desgraça. Encher cada garrafa com o líquido, adicionar uma boa pitada de fermento de pão, dar uma sacudida, abrir a tampa, deixando-a levemente encostada na boca, amassar as garrafas com um abraço quentinho de urso e inseri-las num canto gelado e escuro. Deve-se deixar a tampa meio aberta para que o processo de fermentação não crie uma bomba poderosa o suficiente para cair nas mãos de pessoas erradas e ocasionar um holocausto nuclear, e não queremos isso, só queremos uma cerveja barata e geladinha.

Após todo esse processo de vasilhame, abandonar as garrafas por uma semana nesse local fresco e escuro, depois mais uma semana dentro da geladeira, depois MAIS UMA no coração da morena, seguindo a evolução de frieza. Após este período, estará pronta a sua primeira cerveja, e baratinha.

Harmonização[editar]

A satisfação de quem tomou a cerveja resultante desta desreceita.

Essa cerveja de milho com trigo é facilmente harmonizada com comida velha que restou na geladeira. O sabor é leve, tipo uma cerveja super barata de marca desconhecida que só os mendigos muito inveterados tomam, devido ao preço inversamente exacerbado, mas é uma boa pedida para o verão do próximo ano. É ideal para servir naquelas festas que você não quer fazer, mas faz ainda assim pra não parecer filho da puta (ex: aniversário de criança). Os convidados tomarão essa cervejinha e nunca mais retornarão a beber de novo incomodá-lo a fazer festas em suas casas. Devido à falta de controle, essa cerveja pode chegar a incríveis 70 7% de álcool em sua composição, o que a deixa ainda melhor, bebedeira barata e potente. Combina muito com um assado de carne de terceira, aqueles restos que nem o cachorro quer comer.

Ver também[editar]

Notas e referências[editar]

  1. ACADÊMICA, Associação Atlética; Choppada da Odonto - Universidade Federal de Alfenas; Gramado afastado das câmeras - 2016.
  2. LEBLON; Cervejeiro playboy do; Rolé na Rocinha pra divulgar o trampo e abrir o mindset - Chevrolet Cruze; Banco do motorista - 2018.
  3. Tanto faz mesmo, é só ver que quem fala tereré, não toma tererê.
  4. Traduzindo do engenherês pro português: a evaporação faz produzir menos cerveja e aí fica mais caro fazer mais cerveja.
  5. Quando solta um boi, o peão sabe o que fazer.
  6. HIPOTETICAMENTE EU DISSE!!!